Na véspera de encontro com Lula, Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em cartéis

Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca ao lado de lutador brasileiro: ‘Ele tem uma mão grande’
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca nos cartéis de drogas, afirmou nesta quarta-feira (6) o diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Sebastian Gorka.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A medida reafirma a política do governo Trump de considerar cartéis como grupos terroristas e acontece um dia antes do encontro entre o presidente dos EUA e o presidente Lula (PT) em Washington.
O combate ao crime organizado é um dos principais temas do encontro desta quinta. Segundo auxiliares de Lula ouvidos pelo blog do Camarotti, o presidente brasileiro pretende afastar a possibilidade de equiparação de facções criminosas a terroristas.
Isso porque essa classificação abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos e poderia, no limite, gerar pressões de caráter intervencionista, segundo avaliação do Planalto ao blog. (leia mais abaixo).
Vídeos em alta no g1
'América deve ser protegida'
O diretor sênior de contraterrorismo da Casa Branca afirmou também que Trump assinou o documento na terça-feira (5), "guiado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida".
Os Estados Unidos destruíram dezenas de embarcações como parte do que Washington chamou de campanha de combate ao narcotráfico ligada a uma operação que incluiu a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro neste ano.
“Nossa nova estratégia de contraterrorismo prioriza, em primeiro lugar, a neutralização de ameaças terroristas hemisféricas por meio da incapacitação das operações dos cartéis até que esses grupos sejam incapazes de levar suas drogas, seus membros e suas vítimas de tráfico para os Estados Unidos”, disse Gorka.
Dentro dos EUA, Gorka afirmou que a estratégia também vai focar na identificação e neutralização do que chamou de "grupos políticos seculares violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente pró-gênero ou anarquista, como a Antifa".
Para a revista Time, a nova estratégia amplia a definição tradicional norte-americana de terrorismo para além de grupos islâmicos, ao incluir organizações criminosas transnacionais, como cartéis, e o que o governo Trump chama de “grupos políticos seculares violentos”, como o movimento antifascista conhecido como Antifa.
“Estamos levando ideologia e contraideologia muito a sério”, disse Gorka a jornalistas na manhã desta quarta-feira. “Seja contra a civilização ocidental, os Estados Unidos, a Constituição americana, nossos amigos, nossos aliados, a paz em geral.”
Além disso, Gorka disse que os EUA vão buscar mais apoio de países aliados e que uma reunião com parceiros internacionais para discutir o assunto deve acontecer nesta sexta-feira (8).
"Temos uma métrica muito simples: se vocês querem ser considerados uma nação séria, seja protegendo petroleiros no Estreito de Ormuz ou combatendo ameaças jihadistas no Sahel africano, esperamos mais de vocês", afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Lula deve tentar evitar que Trump classifique PCC e CV como terrorismo
O presidente Lula (PT) vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7). O combate ao crime organizado deve estar entre as principais pautas da reunião, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
▶️ Contexto: Em março, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
O combate ao tráfico tem sido tratado como assunto de segurança nacional pela Casa Branca, que chegou a reunir líderes da América Latina para discutir o tema.
Em outra frente, os EUA atacaram rotas do narcotráfico no Pacífico e no Caribe e capturaram o ditador Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.
Ao mesmo tempo, os EUA têm auxiliado países da região no combate ao narcotráfico e participaram de operações no Equador com esse objetivo.
🗣️ Agora, o tema crime organizado deve voltar à mesa no encontro entre Lula e Trump.
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.

Cuba critica ameaças ‘perigosas’ dos EUA de ação militar contra a ilha: ‘Crime internacional’

Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca ao lado de lutador brasileiro: ‘Ele tem uma mão grande’
Incidente em meio a tensão entre EUA e Cuba, após a imposição de embargo petrolífero à ilha por Washington
CTK Photo/IMAGO via DW
Autoridades de Cuba criticaram uma série crescente de declarações e ameaças dos EUA de ação militar contra a ilha caribenha, classificando-as de perigosas e de crime internacional, juntamente com o bloqueio contínuo de petróleo, que restringiu os carregamentos de combustível em meio a uma crise energética devastadora.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse que os EUA estão "insinuando uma ação militar" para "libertar" Cuba, e disse que isso era hipócrita e cínico em uma publicação nas mídias sociais na noite de terça-feira (5), na qual ele citou décadas de sanções dos EUA contra o governo da ilha como a causa principal de seus problemas econômicos e sociais.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Cuba x Marco Rubio: por que o secretário de Trump é 'inimigo' do regime cubano
Vídeos em alta no g1
"A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais", disse Rodríguez.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos repórteres na terça-feira (5) que o status quo em Cuba era inaceitável, acrescentando que os EUA iriam resolver o problema, embora não tenha fornecido um cronograma.
As declarações de Rubio foram acompanhadas na terça-feira por uma postagem na mídia social mostrando o chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana, Mike Hammer, caminhando ao lado de Rubio e do general Frank Donovan, do Comando Sul dos EUA, que supervisiona as operações dos EUA na região do Caribe.
Outra foto postada na terça-feira pelas forças militares dos EUA mostrava Rubio apertando as mãos de Donovan em pé diante de um mapa de Cuba.
O governo Trump aumentou consideravelmente a pressão sobre Cuba este ano, interrompendo as remessas de petróleo da Venezuela — há muito tempo o principal fornecedor de Cuba — e ameaçando impor sanções a qualquer país que forneça petróleo a Cuba.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que permitiria que um único navio petroleiro russo entregasse combustível à ilha por "razões humanitárias", embora isso representasse apenas uma fração das necessidades da ilha durante quatro meses.
Havana mergulhou novamente em uma rotina de apagões regulares de horas a fio nesta semana, quando o petróleo russo ficou escasso, deixando muitos residentes ansiosos antes de um longo e quente verão caribenho.
Trump apareceu em um evento privado no sábado, brincando que os EUA poderiam estacionar um porta-aviões ao largo de Cuba para forçar a rendição da ilha.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, chamou os comentários de "uma escalada perigosa e sem precedentes".
"Nenhum agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba", disse ele.

Por que região mais rica do Canadá está se rebelando e quer se separar do país?

Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca ao lado de lutador brasileiro: ‘Ele tem uma mão grande’
Mitch Sylvestre, diretor do grupo Stay Free Alberta, afirma ter assinaturas acima da quantidade necessária para convocar um plebiscito sobre a independência da província
GETTY IMAGES via BBC
Os separatistas da província de Alberta, no Canadá, apresentaram na segunda-feira (4/5) uma petição formal em favor de um plebiscito pela independência da região, que poderá ocorrer ainda este ano.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
O grupo Stay Free Alberta, responsável pelo pedido, afirmou ter superado o número de assinaturas necessárias para a consulta popular.
O movimento separatista de Alberta tem suas raízes na chamada alienação ocidental. Esta expressão indica que a província seria frequentemente ignorada pelo governo federal na capital canadense, Ottawa, segundo acredita parte da população da região.
Os organizadores da petição tinham até este mês para recolher pelo menos 178 mil assinaturas (10% dos eleitores da província) para a realização do plebiscito.
Mas o diretor do Stay Free Alberta, Mitch Sylvestre, declarou na segunda-feira à seção eleitoral de Edmonton, a capital da província, ter recolhido mais de 300 mil assinaturas.
Vídeos em alta no g1
"Este é um dia histórico para Alberta", afirmou ele.
"É o primeiro passo; vencemos a terceira rodada e, agora, estamos na final da Copa Stanley" de hóquei, comparou Sylvestre.
Mas um tribunal de Alberta suspendeu a verificação das assinaturas, aguardando o julgamento de uma ação apresentada por um grupo de Primeiras Nações indígenas.
Eles defendem que a tentativa do território de se separar do Canadá viola seus direitos. A decisão deve ser anunciada no final deste mês.
O advogado da Primeira Nação Athabasca Chipewyan, Kevin Hille, declarou que seus clientes têm um caso fundamentado, que poderá anular o pedido de plebiscito.
"Uma fronteira internacional prejudicaria seus direitos firmados em tratados e sua forma de vida", afirmou Hille à BBC. Ele faz referência aos tratados firmados entre a Coroa Britânica e as comunidades de Primeiras Nações há mais de um século, antes da criação do Canadá moderno.
Hille destacou que seus clientes acreditam que a independência de Alberta significaria o rompimento daqueles tratados.
Um grupo de opositores das Primeiras Nações indígenas defende que a independência de Alberta violaria seus direitos consagrados na Constituição do Canadá
GETTY IMAGES via BBC
Hille destacou que uma decisão separada de um tribunal de Alberta, em dezembro passado, determinou que o plebiscito pela independência seria ilegal, por violar os direitos das Primeiras Nações estabelecidos na Constituição do Canadá.
Mas o governo de Alberta permitiu que a petição seguisse adiante, alterando suas leis para eliminar a exigência de que os plebiscitos de iniciativa popular sejam constitucionais.
O caso mais recente apresentado à Justiça questiona se a decisão tomada em dezembro se mantém apesar desta mudança, segundo Hille. E, se tiver sucesso, o advogado afirma que o plebiscito independentista não será realizado, a menos que seja proposto pelo governo provincial.
Se as assinaturas da petição forem confirmadas, os cidadãos de Alberta votariam em consulta popular já no dia 19 de outubro.
A pergunta a ser feita no plebiscito seria: "Você concorda que a província de Alberta deixe de fazer parte do Canadá para se tornar um Estado independente?"
Rica em recursos naturais
Alberta fica no oeste do Canadá. Com 661.848 km² de extensão e quase cinco milhões de habitantes, é a quarta mais populosa do país, depois de Ontário, Quebec e da Colúmbia Britânica.
A província é um território com imensos recursos naturais, que contribuem para a economia local e nacional, mas que também são concorrentes entre si.
De um lado, ficam as Montanhas Rochosas, no oeste da província, com espetaculares paisagens montanhosas, rios, lagos e parques nacionais. Estas atrações são protegidas e atraem o turismo ecológico, gerando receita.
Mas existe também a Bacia Sedimentar Ocidental, uma área geológica que cobre a maior parte da província.
Ela é rica em jazidas de carvão, petróleo e gás, que já foram muito exploradas, particularmente as areias betuminosas do norte de Alberta, por meio de perfurações, e o xisto por meio de fracking (fraturamento hidráulico).
The Canadian Encyclopedia ("A enciclopédia canadense", em tradução livre) indica que Alberta é o maior produtor de petróleo do Canadá. Em 2020, a província extraiu 3,79 milhões de barris por dia.
Mas existem preocupações ambientais e sanitárias em relação à extração de combustíveis fósseis na província. Muitas pessoas expressam sérios receios sobre a contaminação da água e das terras, emissões de gases de efeito estufa e suas consequências gerais sobre a saúde.
E a infraestrutura de petróleo e gás também ameaça as fontes de alimentos silvestres das comunidades formadas pelas Primeiras Nações indígenas.
Pesquisas indicam que cerca de 25% dos cidadãos de Alberta são a favor da independência da província canadense
Bloomberg via Getty Images via BBC
A insatisfação com Ottawa vem se acumulando há tempos na província, particularmente em relação às suas reservas naturais.
Alguns cidadãos acreditam que o governo federal canadense, particularmente sob o Partido Liberal, criou obstáculos para a indústria de petróleo e gás de Alberta, em favor de uma legislação de combate às mudanças climáticas.
Esta questão, anteriormente, era periférica na política local, mas a possibilidade de uma ruptura na unidade do país ganhou mais força no último ano.
As pesquisas indicam que, no caso de um plebiscito, os cidadãos de Alberta votariam contra a separação do Canadá. Cerca de 25% são favoráveis à emancipação, segundo uma pesquisa realizada em fevereiro pela empresa canadense Abacus Data.
Já uma petição cidadã opositora, Forever Canadian ("Para sempre, canadense", em tradução livre), lançada contra a separação da província, recebeu 450 mil assinaturas. Atualmente, ela aguarda a decisão de um comitê sobre seu futuro.
Os defensores da separação defendem que a independência de Alberta liberaria seus recursos e manteria a riqueza da região. E os membros do grupo também se reuniram com representantes do governo do presidente americano, Donald Trump.
Jeff Rath, um dos organizadores e advogado que recomenda a independência de Alberta, declarou à BBC em janeiro que as reuniões serviram para discutir "um estudo de viabilidade" sobre uma possível linha de crédito de US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,5 trilhões), em caso de separação da província.
Mas ele afirma que seu grupo não pediu financiamento aos Estados Unidos.
*Com informações da correspondente da BBC no Canadá, Nadine Yousif.

Na véspera de encontro com Lula, Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em cartéis e ‘extremismo ideológico’

Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca ao lado de lutador brasileiro: ‘Ele tem uma mão grande’
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca na "neutralização" de ameaças hemisféricas e na incapacitação das operações de cartéis, afirmou nesta quarta-feira (6) o diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Sebastian Gorka.
O anúncio acontece um dia antes do encontro entre Trump e o presidente Lula (PT) em Washington, que terá como uma das pautas o combate ao crime organizado (veja mais abaixo).
Gorka também disse a repórteres que Trump assinou o documento na terça-feira (5), "guiado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida".
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Vídeos em alta no g1
Os Estados Unidos destruíram dezenas de embarcações como parte do que Washington chamou de campanha de combate ao narcotráfico ligada a uma operação que incluiu a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro neste ano.
“Nossa nova estratégia de contraterrorismo prioriza, em primeiro lugar, a neutralização de ameaças terroristas hemisféricas por meio da incapacitação das operações dos cartéis até que esses grupos sejam incapazes de levar suas drogas, seus membros e suas vítimas de tráfico para os Estados Unidos”, disse Gorka.
Dentro dos EUA, Gorka afirmou que a estratégia também vai focar na identificação e neutralização do que chamou de "grupos políticos seculares violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente pró-gênero ou anarquista, como a Antifa".
Para a revista Time, a nova estratégia amplia a definição tradicional norte-americana de terrorismo para além de grupos islâmicos, ao incluir organizações criminosas transnacionais, como cartéis, e o que o governo Trump chama de “grupos políticos seculares violentos”, como o movimento antifascista conhecido como Antifa.
“Estamos levando ideologia e contraideologia muito a sério”, disse Gorka a jornalistas na manhã desta quarta-feira. “Seja contra a civilização ocidental, os Estados Unidos, a Constituição americana, nossos amigos, nossos aliados, a paz em geral.”
Além disso, Gorka disse que os EUA vão buscar mais apoio de países aliados e que uma reunião com parceiros internacionais para discutir o assunto deve acontecer nesta sexta-feira (8).
"Temos uma métrica muito simples: se vocês querem ser considerados uma nação séria, seja protegendo petroleiros no Estreito de Ormuz ou combatendo ameaças jihadistas no Sahel africano, esperamos mais de vocês", afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Lula deve tentar evitar que Trump classifique PCC e CV como terrorismo
O presidente Lula (PT) vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7). O combate ao crime organizado deve estar entre as principais pautas da reunião, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
▶️ Contexto: Em março, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
O combate ao tráfico tem sido tratado como assunto de segurança nacional pela Casa Branca, que chegou a reunir líderes da América Latina para discutir o tema.
Em outra frente, os EUA atacaram rotas do narcotráfico no Pacífico e no Caribe e capturaram o ditador Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.
Ao mesmo tempo, os EUA têm auxiliado países da região no combate ao narcotráfico e participaram de operações no Equador com esse objetivo.
🗣️ Agora, o tema crime organizado deve voltar à mesa no encontro entre Lula e Trump.
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.

Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca ao lado de lutador brasileiro: ‘Ele tem uma mão grande’

Trump anuncia luta de UFC no jardim da Casa Branca ao lado de lutador brasileiro: ‘Ele tem uma mão grande’
Trump ao lado de lutadores do UFC na Casa Branca
AP Photo/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (6) que a Casa Branca vai sediar um evento do Ultimate Fighting Championship (UFC) em 14 de junho, data em que completa 80 anos.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Trump fez o anúncio ao lado do lutador brasileiro Alex Pereira, conhecido como Poatan, e de outros atletas durante encontro no Salão Oval.
"Eu o vi nocautear muita gente. É isso que ele faz, ele nocauteia pessoas", disse o presidente. "Ele tem uma mão grande e poderosa."
Poatan vai enfrentar o francês Ciryl Gane na luta prevista para o evento na Casa Branca. Segundo Trump, a programação será aberta ao público e integra as celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos.
O lutador de UFC Alex Pereira durante encontro com Trump na Casa Branca
REUTERS/Kylie Cooper
A realização de uma luta do UFC na Casa Branca já havia sido mencionada por Trump em outubro do ano passado.
Trump mantém relação próxima com o presidente do UFC, Dana White, aliado político do republicano. A ligação entre os dois começou nos anos 2000, quando o Trump Taj Mahal, em Atlantic City, foi um dos poucos locais nos Estados Unidos a sediar eventos do UFC.
White afirmou ao Sports Business Journal que a organização pretende gastar cerca de US$ 700 mil para substituir a grama do jardim sul da Casa Branca após o evento.
Desde que voltou à presidência, Trump tem comparecido com frequência a lutas do UFC. A empresa controladora do campeonato, a TKO Group Holdings, não comentou o evento.
Trump elogia brasileiro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou beleza do lutador brasileiro Paulo Borrachinha, que nocauteou o russo Azamat Murzakanov no UFC 327, em Miami, na Flórida, nos Estados Unidos, no dia 11 de abril de 2026
Rebecca Blackwell/AP
Em abril, Trump elogiou outro lutador brasileiro, Paulo Costa, conhecido como Borrachinha, após a vitória do mineiro no UFC 327, em Miami.
O presidente, que acompanhava o evento da primeira fila no Kaseya Center, aproveitou o encontro junto à grade do octógono para comentar a aparência do atleta.
"Você é um cara bonito. Você poderia ser um modelo. Você é bonito demais para ser um lutador", disse.
A interação ocorreu logo após Borrachinha nocautear o russo Azamat Murzakanov e dedicar uma "dança da vitória" ao presidente americano.
VÍDEOS: mais assistidos do g1
Vídeos em alta no g1