Cuba critica ameaças ‘perigosas’ dos EUA de ação militar contra a ilha

Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em cartéis e ‘extremismo ideológicos’
Incidente em meio a tensão entre EUA e Cuba, após a imposição de embargo petrolífero à ilha por Washington
CTK Photo/IMAGO via DW
Autoridades de Cuba criticaram uma série crescente de declarações e ameaças dos EUA de ação militar contra a ilha caribenha, classificando-as de perigosas e de crime internacional, juntamente com o bloqueio contínuo de petróleo, que restringiu os carregamentos de combustível em meio a uma crise energética devastadora.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse que os EUA estão "insinuando uma ação militar" para "libertar" Cuba, e disse que isso era hipócrita e cínico em uma publicação nas mídias sociais na noite de terça-feira (5), na qual ele citou décadas de sanções dos EUA contra o governo da ilha como a causa principal de seus problemas econômicos e sociais.
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"A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais", disse Rodríguez.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos repórteres na terça-feira (5) que o status quo em Cuba era inaceitável, acrescentando que os EUA iriam resolver o problema, embora não tenha fornecido um cronograma.
As declarações de Rubio foram acompanhadas na terça-feira por uma postagem na mídia social mostrando o chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana, Mike Hammer, caminhando ao lado de Rubio e do general Frank Donovan, do Comando Sul dos EUA, que supervisiona as operações dos EUA na região do Caribe.
Outra foto postada na terça-feira pelas forças militares dos EUA mostrava Rubio apertando as mãos de Donovan em pé diante de um mapa de Cuba.
O governo Trump aumentou consideravelmente a pressão sobre Cuba este ano, interrompendo as remessas de petróleo da Venezuela — há muito tempo o principal fornecedor de Cuba — e ameaçando impor sanções a qualquer país que forneça petróleo a Cuba.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que permitiria que um único navio petroleiro russo entregasse combustível à ilha por "razões humanitárias", embora isso representasse apenas uma fração das necessidades da ilha durante quatro meses.
Havana mergulhou novamente em uma rotina de apagões regulares de horas a fio nesta semana, quando o petróleo russo ficou escasso, deixando muitos residentes ansiosos antes de um longo e quente verão caribenho.
Trump apareceu em um evento privado no sábado, brincando que os EUA poderiam estacionar um porta-aviões ao largo de Cuba para forçar a rendição da ilha.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, chamou os comentários de "uma escalada perigosa e sem precedentes".
"Nenhum agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba", disse ele.

Trump diz que salão de baile blindado na Casa Branca custará agora US$ 400 milhões, o dobro do preço inicial: ‘Vai repelir vários tipos de armas’

Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em cartéis e ‘extremismo ideológicos’
Donald Trump mostra imagens do projeto do salão de baile da Casa Branca, a bordo do Força Aérea Um, em 29 de março de 2026
Elizabeth Frantz/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (6) que o salão de baile que ele pretende construir dentro da Casa Branca vai ser mais caro que o valor inicialmente estimado e deve ter um custo estimado em cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,95 bilhão).
O valor é o dobro do inicialmente estimado para a polêmica construção, que vem angariando críticas justamente pelo alto custo (leia mais abaixo).
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"O único motivo para a mudança no custo é que, após estudos aprofundados, o novo salão tem aproximadamente o dobro do tamanho e uma qualidade muito superior à proposta original", disse o presidente norte-americano em uma publicação em sua rede social Truth Social.
Na postagem, Trump argumentou que o valor inicial não cubriria o espaço adequado "para acomodar os eventos, reuniões e até mesmo futuras posses presidenciais". "O projeto final, com o dobro do tamanho e a mais alta qualidade, custará menos de 400 milhões de dólares. Será magnífico, seguro e protegido!".
Mais tarde, em um discurso na Casa Branca, ele argumentou ainda que colocará janelas
"Eu geralmente coloco vidros com cerca de um quarto de polegada de espessura. O do salão de baile terá cerca de seis polegadas de espessura. Isso pode repelir vários tipos de armas diferentes", afirmou. "Além de seguro, eu acho que vai ser o salão de baile mais bonito que eu já construí
O norte-americano disse ainda que o salão "está sendo construído rapidamente".
➡️ O projeto, um dos mais ambiciosos da residência oficial em mais de um século, é financiada por doações privadas, segundo Washington, e vem angariando críticas por preocupações com danos ao patrimônio na Casa Branca.
Em outubro, Trump ordenou a demolição de uma ala da Casa Branca para construir o salão de festas. Em abril, ele disse que pretende também construir um grande complexo militar sob o novo salão de festas em construção na Casa Branca.
SANDRA COHEN: Trump força a barra ao promover seu controverso salão de festas, após tentativa frustrada de assassinato
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Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em cartéis e ‘extremismo ideológico’

Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em cartéis e ‘extremismo ideológicos’
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca, em parte, na “neutralização” de ameaças ao país e na incapacitação das operações de cartéis, afirmou nesta quarta-feira (6) o diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Sebastian Gorka.
O anúncio acontece um dia antes do encontro entre Trump e o presidente Lula (PT) em Washington, que terá como uma das pautas o combate ao crime organizado (veja mais abaixo).
Gorka também disse a repórteres nesta quarta que Trump assinou o documento na terça-feira (5), “guiado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida”.
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Os Estados Unidos destruíram dezenas de embarcações como parte do que Washington chamou de campanha de combate ao narcotráfico ligada a uma operação que incluiu a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro neste ano.
“Nossa nova estratégia de contraterrorismo prioriza, em primeiro lugar, a neutralização de ameaças terroristas hemisféricas por meio da incapacitação das operações dos cartéis até que esses grupos sejam incapazes de levar suas drogas, seus membros e suas vítimas de tráfico para os Estados Unidos”, disse Gorka.
Dentro dos EUA, Gorka afirmou que a estratégia também vai focar na identificação e neutralização do que chamou de “grupos políticos seculares violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente pró-gênero ou anarquista, como a Antifa”.
Para a revista Time, a nova estratégia amplia a definição tradicional norte-americana de terrorismo para além de grupos islâmicos, ao incluir organizações criminosas transnacionais, como cartéis, e o que o governo Trump chama de “grupos políticos seculares violentos”, como o movimento antifascista conhecido como Antifa.
“Estamos levando ideologia e contraideologia muito a sério”, disse Gorka a jornalistas na manhã desta quarta-feira. “Seja contra a civilização ocidental, os Estados Unidos, a Constituição americana, nossos amigos, nossos aliados, a paz em geral.”
Além disso, Gorka disse que os EUA vão buscar mais apoio de países aliados e que uma reunião com parceiros internacionais para discutir o assunto deve acontecer nesta sexta-feira (8).
"Temos uma métrica muito simples: se vocês querem ser considerados uma nação séria, seja protegendo petroleiros no Estreito de Ormuz ou combatendo ameaças jihadistas no Sahel africano, esperamos mais de vocês", afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Lula deve tentar evitar que Trump classifique PCC e CV como terrorismo
O presidente Lula (PT) vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7). O combate ao crime organizado deve estar entre as principais pautas da reunião, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
▶️ Contexto: Em março, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
O combate ao tráfico tem sido tratado como assunto de segurança nacional pela Casa Branca, que chegou a reunir líderes da América Latina para discutir o tema.
Em outra frente, os EUA atacaram rotas do narcotráfico no Pacífico e no Caribe e capturaram o ditador Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.
Ao mesmo tempo, os EUA têm auxiliado países da região no combate ao narcotráfico e participaram de operações no Equador com esse objetivo.
🗣️ Agora, o tema crime organizado deve voltar à mesa no encontro entre Lula e Trump.
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.

Trump diz que EUA vão pegar o urânio enriquecido do Irã

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Donald Trump, presidente dos EUA.
Reuters/Evelyn Hockstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (6) que os EUA vão pegar o urânio enriquecido do Irã.
“Nós vamos conseguir isso”, disse Trump a um repórter ao deixar um evento na Casa Branca.
O enriquecimento de urânio, ligado ao desenvolvimento de armas nucleares, é um dos principais impasses nas negociações de um acordo de paz na guerra entre EUA, Israel e Irã.
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Mais cedo nesta quarta (6), Trump também afirmou que vai terminar a guerra contra o Irã se o regime iraniano "cumprir o combinado", mas voltou a ameaçar Teerã com bombardeios "muito maiores".
"Assumindo que o Irã concorde em cumprir o que foi combinado —o que talvez seja uma grande suposição— a já lendária 'Fúria Épica' chegará ao fim, e o bloqueio altamente eficaz permitirá que o Estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, incluindo ao próprio Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e serão, infelizmente, em um nível e intensidade muito maiores do que antes", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
Trump não especificou, no entanto, o que teria sido "combinado" com Teerã, porém é possível que ele esteja se referindo a termos das negociações entre os dois países para finalizar a guerra. "Operação Fúria Épica" é o modo como os EUA chamam o conflito contra o Irã, iniciado no final de fevereiro e que atualmente está em cessar-fogo.
A publicação de Trump ocorre em meio ao avanço nas negociações pelo fim da guerra entre EUA e Irã nas últimas horas, segundo a imprensa norte-americana e a agência de notícias Reuters. Os dois países estariam perto de finalizar um memorando para oficializar a paz no Oriente Médio, e Washington espera uma resposta do regime iraniano nas próximas 48 horas.
Mais tarde, Trump afirmou à rede PBS News que um acordo de paz com o Irã, segundo os termos impostos pelos EUA, incluiria o regime iraniano entregando todo seu estoque de urânio enriquecido e se comprometer a não operar suas instalações nucleares subterrâneas.
Apesar dos avanços reportados nesta quarta-feira, o Irã considera que o memorando entregue pelos EUA contém "alguns termos inaceitáveis", segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está "com o dedo no gatilho".
O documento, de uma página, contém os seguintes termos entre as cláusulas:
Moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã;
Suspensão dos bloqueios de EUA e Irã no Estreito de Ormuz;
Suspensão pelos EUA das sanções econômicas ao Irã e descongelamento de ativos do regime iraniano.
Trump não mencionou explicitamente o memorando em sua publicação nesta quarta, porém citou um "grande progresso" nas negociações com o Irã quando anunciou na terça a suspensão da operação militar para auxiliar o trânsito de navios por Ormuz.
O líder norte-americano disse ao jornal norte-americano "New York Post" nesta quarta que ainda é "muito cedo" para falar sobre negociações presenciais com o Irã.
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AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca, em parte, na “neutralização” de ameaças no hemisfério e na incapacitação das operações de cartéis, afirmou nesta quarta-feira (6) o principal assessor da Casa Branca, Sebastian Gorka.
Gorka, diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, disse a repórteres que Trump assinou o documento na terça-feira (5), “guiado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida”.
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Gorka afirmou que a nova estratefia contra terrorismo foca em cartéis de drogas, grupos de terrorismo islâmico, grupos com ideologias "anti-americanas, radicalmente pró-gênero ou anaquistas", segundo a rede de notícias norte-americana CBS News.
Para a revista Times, a nova estratégia amplia a definição tradicional norte-americana de terrorismo para além de grupos islâmico, ao incluir organizações criminosas trasnacionais, como cartéis, e o que o governo Trump chama de "grupos políticos seculares violentos", como o movimento antifascimo, conhecido como Antifa.
“Estamos levando ideologia e contraideologia muito a sério”, disse Gorka a jornalistas na manhã desta quarta-feira. “Seja contra a civilização ocidental, os Estados Unidos, a Constituição americana, nossos amigos, nossos aliados, a paz em geral.”
Além disso, segundo a rede de notícias norte-americana CBS News, Gorka disse que os EUA vão buscar mais apoio de países aliados que desejam ser vistos como "nações sérias".
"Temos uma métrica muito simples: se vocês querem ser considerados uma nação séria, seja protegendo petroleiros no Estreito de Ormuz ou combatendo ameaças jihadistas no Sahel africano, esperamos mais de vocês", afirmou durante uma coletiva de imprensa.