Proposta de paz dos EUA tem pontos inaceitáveis, diz autoridade do Irã

Trump assina nova estratégia nacional antiterrorismo com foco em ameaças no hemisfério
EUA e Irã se aproximam de acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio
Uma fonte do governo do Irã afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim nesta quarta-feira (6) que há pontos "inaceitáveis" na última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos.
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De acordo com a autoridade, citada de forma anônima, Teerã ainda não deu uma resposta a Washington, mas o acordo não deve ser fechado.
"O Irã ainda não respondeu a proposta dos EUA, que contém alguns pontos inaceitáveis. As notícias da mídia americana sobre o acordo têm o objetivo de justificar o recuo de Trump de sua mais recente ação hostil no Estreito de Ormuz. Usar uma linguagem ameaçadora contra o Irã é ineficaz e pode piorar a situação para os Estados Unidos", declarou.
Mais cedo, uma reportagem do site americano Axios afirmou que os dois países estavam próximos de um acordo.
À agência de notícias Reuters, uma autoridade do Paquistão envolvida nos esforços de paz, disse que a proposta atual é um memorando de uma página e se mostrou otimista: "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá".
Na rede social X, no entanto, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Ebrahim Rezaei, minimizou as notícias e fez ameaças contra Washington, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho".
"O texto da Axios é mais uma lista de desejos dos americanos do que uma realidade. Os americanos não conseguirão algo que não obtiveram em negociações frente a frente em uma guerra fracassada. O Irã tem o dedo no gatilho e está pronto; se não se renderem e não concederem as concessões necessárias, ou se tentarem fazer travessuras por conta própria ou por seus cães de guarda, daremos uma resposta dura e eles irão se arrepender", escreveu Rezaei.
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Trump fala em encerrar guerra, se Irã 'cumprir o combinado'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se pronunciou nesta quarta sobre o possível fim da guerra. O republicano afirmou que vai encerrá-la se o regime iraniano "cumprir o combinado", mas também voltou a ameaçar Teerã com bombardeios "muito maiores".
Após a nova ameaça, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse oficialmente que o governo iraniano está revisando a proposta de paz, mas não deu maiores detalhes.
No entanto, em sua rede social, Esmaeil Baqaei, fez críticas aos Estados Unidos pela postura do país na condução das negociações pelo fim da guerra:
"O conceito de “negociações” exige, no mínimo, uma tentativa genuína de participar de discussões com o objetivo de resolver a disputa […] Ele requer, portanto, “boa-fé”, o que significa que "negociações" não são disputa, nem imposição, manipulação, extorsão ou coerção".
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
Imprensa dos EUA e fonte do Paquistão falam em acordo próximo
Segundo o Axios", os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto ouvidas pela reportagem.
O memorando de uma página contém, entre os termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca dos EUA suspenderem sanções econômicas e liberarem bilhões em ativos iranianos congelados, segundo o "Axios".
A proposta também prevê que EUA e Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, de acordo com a reportagem. O trânsito de navios comerciais pela região é um dos pontos mais sensíveis do conflito, e a via marítima foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias.
Mais cedo, nesta quarta-feira, um dia após Trump anunciar a suspensão temporária da operação militar que o país vinha fazendo na região, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura".
Apesar do otimismo, segundo o "Axios", muitas autoridades da Casa Branca continuam céticas sobre se um acordo preliminar poderia ser assinado por conta do caráter fragmentado da liderança do Irã, que possui muitas autoridades de alto nível, o que dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que esse memorando possui brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro.
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Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

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Ted Turner, fundador da CNN Internacional, morre aos 87 anos
O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.
➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA.
A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um crítico constante da CNN, lamentou a morte.
O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo.
Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP
Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.
Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.
Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.
Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).
Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda. E ainda se destacou no mundo dos esportes:
Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.
Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.
A Forbes estimou a fortuna atual de Turner em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões).
"Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista.
O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York.
Reuters
Início difícil na TV, expulso da faculdade, pioneirismo no uso de satélite
Registrado como Robert Edward Turner III, Ted Turner nasceu na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio, em 1938. Depois, mudou-se para o sul dos EUA e foi enviado para escolas militares, onde se tornou um campeão de debates e iatismo.
Na juventude, irritou seu pai ao ir estudar literatura clássica na Universidade Brown em vez de administração. Mas Turner sofreu punições da universidade por colocar uma namorada em seu quarto no dormitório da Brown, entre outras infrações, e nunca se formou.
Ele foi então ajudar o pai a tocar os negócios de sua família em Savannah, no estado da Geórgia, vendendo espaços em outdoors. Aos 24 anos, assumiu o comando da empresa após seu pai cometer suicídio.
O negócio foi vendido para pagar dívidas, mas após uma disputa familiar na qual Turner saiu vitorioso, ele recomprou a empresa e a tornou um sucesso.
Em 1970, contrariando a recomendação de seus consultores, ele comprou uma emissora de televisão UHF em dificuldades em Atlanta, hoje chamada WTBS, por US$ 2,5 milhões.
Após um início difícil, Turner finalmente tornou a emissora lucrativa com programação 24 horas de baixo custo. A sorte da emissora melhorou em 1976, após uma decisão federal que permitiu que sistemas de televisão a cabo utilizassem sinais de satélite para programação.
Ao ser um pioneiro no uso de satélites, Turner ajudou a WTBS a se tornar a primeira "superestação", com sua programação sendo transmitida por sistemas de TV a cabo locais em todo o país.
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Em 1980, ele fundou a CNN na cidade de Atlanta, na Geórgia. A proposta de Turner, à época, era combater a cobertura que ele chamava de "sensacionalista" das principais redes de televisão.
Oferecendo baixos salários, mas com a promessa de aventura, Turner contratou jornalistas e equipe técnica que enfrentaram deboches de que a rede não prosperaria. Em vez disso, prosperou como o primeiro canal de notícias 24 horas, estabeleceu um modelo para a cobertura jornalística mundial de guerras, julgamentos, revoluções e desastres naturais e provocados pelo homem.
"A menos que haja problemas com o satélite, não vamos sair do ar até o fim do mundo", disse Turner em uma entrevista à CNN em 2013. Em 2018, em meio ao turbulento primeiro mandato do presidente Donald Trump, Turner disse em uma entrevista que raramente assistia à emissora que fundara, alegando que ela se concentrava demais em política.
Como "televisionário", Turner foi nomeado Homem do Ano em 1991 pela revista Time por "influenciar a dinâmica dos eventos e transformar telespectadores em 150 países em testemunhas instantâneas da história".
Em 1996, a Time Warner Inc. comprou a Turner Broadcasting System, empresa de Turner, por US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 37 bilhões) criando a maior empresa de comunicações do mundo, com marcas como HBO, o estúdio de cinema Warner Bros., a revista Time, a CNN, o Cartoon Network e o Turner Classic Movies.
Em 2001, a Time Warner fundiu-se com a provedora de internet AOL, um negócio de US$ 99 bilhões (cerca de R$ 489,4 bilhões) que contou com o voto favorável de Turner. No entanto, na reorganização subsequente, ele foi destituído do cargo de responsável pelas redes de TV a cabo que havia criado e acabou perdendo bilhões com a queda do valor das ações da empresa.
Em 2003, Turner renunciou ao cargo de vice-presidente.

‘Um dos maiores de todos os tempos’: Trump lamenta morte do fundador da CNN

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Ted Turner, fundador da CNN Internacional, morre aos 87 anos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a morte do fundador da rede de TV CNN, Ted Turner. Turner morreu aos 87 anos nesta quarta-feira (6), segundo informou a emissora.
Embora seja um crítico constante da CNN, Trump elogiou o empresário, que chamou de "um dos maiores de todos os tempos".
"Ele fundou a CNN, vendeu-a e ficou pessoalmente devastado com o negócio, pois os novos proprietários pegaram a CNN, seu 'xodó', e a destruíram (…); De qualquer forma, ele foi um dos maiores nomes da história da radiodifusão e um amigo meu. Sempre que precisei dele, ele estava lá, sempre disposto a lutar por uma boa causa!", escreveu o presidente norte-americano em suas redes sociais.
➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede dos EUA dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia.
A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.
O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo.
Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP
Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.
Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.
Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.
Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).
Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda, e também se destacou no mundo dos esportes.
Na década de 1970, foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.
Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.
A Forbes estimou a fortuna de Turner atual em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões).
"Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista.
O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York.
Reuters

Agência de direitos humanos dos EUA processa ‘The New York Times’ por discriminação contra funcionário branco

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Emblema da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC).
David Zalubowski/AP
A agência federal de direitos civis dos Estados Unidos entrou com uma ação contra o "The New York Times" por suposta discriminação contra um funcionário branco que não foi promovido.
Segundo o processo, apresentado na terça-feira (6), o jornal teria deixado de promover o homem para favorecer uma mulher menos qualificada, com o objetivo de cumprir metas de diversidade.
A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC, na sigla em inglês) moveu a ação em nome de um editor do jornal. Ele afirma ter sido vítima de discriminação de gênero e raça ao não conseguir a vaga de editor-adjunto de imóveis em 2025.
A denúncia se baseia no Título VII da Civil Rights Act of 1964, que proíbe discriminação no trabalho por sexo, raça, origem nacional ou religião.
De acordo com a agência, as metas públicas do jornal para aumentar a presença de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança influenciaram a decisão. O homem branco teria sido excluído da etapa final, enquanto três mulheres e um homem negro avançaram.
A presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que nenhuma instituição está acima da lei.
“Não existe ‘discriminação reversa’. Toda discriminação por raça ou sexo é ilegal”, disse.
Lucas é aliada das políticas do governo do presidente Donald Trump contra programas corporativos de diversidade. Ela já incentivou homens brancos a denunciarem casos de discriminação.
O "New York Times" disse que a ação é “politicamente motivada” e afirmou que vai se defender “com vigor”.
A porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, declarou que a EEOC ignorou fatos para sustentar uma narrativa pré-definida.
Segundo ela, nem raça nem gênero influenciaram a escolha. “Contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora”, disse.
O processo afirma que o funcionário trabalha no jornal desde 2014, principalmente na editoria internacional, e tinha experiência com cobertura imobiliária.
Já a mulher escolhida para o cargo, segundo a ação, não tinha experiência na área. A EEOC afirma que ela “se encaixava nas características de raça e gênero” que o jornal buscava ampliar na liderança.
O processo também cita políticas de diversidade do jornal, incluindo um plano lançado em 2021 que previa aumentar em 50% o número de líderes negros e latinos até 2025.
Segundo a EEOC, essa meta foi atingida já em 2022, mas a empresa manteve os programas. Em 2024, funcionários brancos representavam 68% da liderança, contra 29% de pessoas não brancas.
Críticos dizem que a ação da agência ataca iniciativas que buscam reduzir desigualdades históricas no mercado de trabalho dos EUA.
A EEOC também investiga outras empresas. Em fevereiro, abriu apuração contra a Nike por suposta discriminação racial contra funcionários brancos.

Trump assina nova estratégia nacional antiterrorismo com foco em ameaças no hemisfério

Trump assina nova estratégia nacional antiterrorismo com foco em ameaças no hemisfério
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca, em parte, na “neutralização” de ameaças no hemisfério e na incapacitação das operações de cartéis, afirmou nesta quarta-feira (6) o principal assessor da Casa Branca, Sebastian Gorka.
Gorka, diretor de contraterrorismo da Casa Branca, disse a repórteres que Trump assinou o documento na terça-feira (5), “guiado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida”.