Bombardeios do Irã atingiram mais de 220 estruturas em bases militares dos EUA no Oriente Médio, diz jornal

Guerra no Irã pode ter motivado suspeito de ataque a tiros em jantar de gala com Trump, diz inteligência dos EUA
Fumaça sobe de uma área na direção da Base Aérea de Al Udeid, que abriga a Força Aérea do Emirado do Catar e forças estrangeiras, incluindo os EUA, em Doha, em 28 de fevereiro de 2026, após um suposto ataque iraniano.
MAHMUD HAMS / AFP
O Irã destruiu mais de 220 estruturas em bases militares dos Estados Unidos pelo Oriente Médio desde o início da guerra entre os dois países, revelou nesta quarta-feira (6) o jornal norte-americano "The Washington Post".
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Pelo menos 228 estruturas ou equipamentos em instalações militares norte-americanas no Oriente Médio foram destruídas ou danificadas pelo Irã em bombardeios desde o início da guerra contra os EUA, segundo o jornal.
Isso representa um volume de danos à infraestrutura dos EUA no Oriente Médio muito maior do que previamente reportado, afirmou o "Washington Post", que chegou à conclusão a partir de uma partir análise de imagens de satélite de empresas especializadas e em postagens verificadas da mídia estatal iraniana.
No total, o jornal norte-americano encontrou 217 estruturas e 11 equipamentos danificados ou destruídos em 15 bases militares dos EUA no Oriente Médio.
Montagem do 'The Washington Post' com imagens de satélite mostrando danos a instalações militares dos EUA causados por bombardeios do Irã durante guerra no Oriente Médio.
Reprodução/The Washington Post
Os ataques às bases militares dos EUA pelo Oriente Médio é um dos principais métodos de retaliação empregados pelo regime iraniano durante o conflito. Os países que abrigam essas instalações militares, portanto, tiveram seus territórios atacados pelo Irã nessa investida —é o caso de Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Jordânia.
Esses bombardeios fizeram com que a guerra, travada apenas por EUA, Israel e Irã, se espalhasse à uma boa parte da população do Oriente Médio e elevaram as tensões nesses países, que em um momento até consideraram entrar nos combates. O conflito está em um período de cessar-fogo há cerca de um mês.
“Os ataques iranianos foram precisos. Não há crateras aleatórias indicando erros”, disse Mark Cancian, conselheiro sênior do Centro Internacional de Estudos Estratégicos (CSIS, na sigla em inglês) e veterano do Exército dos EUA, que revisou as imagens iranianas a pedido do "Washington Post".
O jornal norte-americano já havia revelado anteriormente que a Rússia forneceu inteligência ao Irã para ajudar em ataques contra alvos dos EUA no Oriente Médio ao longo da guerra.
Segundo autoridades ouvidas pelo "Washington Post", a ameaça dos ataques aéreos iranianos tornou algumas das bases militares dos EUA na região perigosas demais para operar com efetivo normal, e comandantes transferiram a maior parte dos funcionários para outros locais, fora do alcance do fogo iraniano.
Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, sete militares norte-americanos morreram nos bombardeios iranianos —seis no Kuwait e um na Arábia Saudita— e mais de 400 soldados ficaram feridos até o fim de abril, segundo o Exército dos EUA. Ao menos 12 desses feridos sofreram ferimentos classificados como graves, segundo o jornal.
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Proposta de paz dos EUA tem pontos inaceitáveis, diz autoridade do Irã a agência

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EUA e Irã se aproximam de acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio
Uma fonte do governo do Irã afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim nesta quarta-feira (5) que há pontos "inaceitáveis" na última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos.
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De acordo com a autoridade, citada de forma anônima, Teerã ainda não respondeu Washington sobre o texto enviado, mas ainda não deve ser desta vez que o acordo será fechado.
"O Irã ainda não respondeu a proposta dos EUA, que contém alguns pontos inaceitáveis. As notícias da mídia americana sobre o acordo têm o objetivo de justificar o recuo de Trump de sua mais recente ação hostil no Estreito de Ormuz. Usar uma linguagem ameaçadora contra o Irã é ineficaz e pode piorar a situação para os Estados Unidos", declarou a fonte.
Mais cedo, uma reportagem do site americano Axios afirmava que os dois países estavam próximos de um acordo.
À agência de notícias Reuters, uma autoridade do Paquistão envolvida nos esforços de paz, disse que a proposta atual é um memorando de uma página e se mostrou otimista: "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá".
Na rede social X, no entanto, um parlamentar iraniano, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Ebrahim Rezaei, minimizou as notícias e fez ameaças contra Washington, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho".
"O texto da Axios é mais uma lista de desejos dos americanos do que uma realidade. Os americanos não conseguirão algo que não obtiveram em negociações frente a frente em uma guerra fracassada. O Irã tem o dedo no gatilho e está pronto; se não se renderem e não concederem as concessões necessárias, ou se tentarem fazer travessuras por conta própria ou por seus cães de guarda, daremos uma resposta dura e eles irão se arrepender", escreveu.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se pronunciou sobre o possível fim da guerra nesta quarta. Afirmou que vai encerrá-la se o regime iraniano "cumprir o combinado", mas voltou a ameaçar Teerã com bombardeios "muito maiores".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse apenas que o governo iraniano está revisando a proposta de paz, mas não deu maiores detalhes.
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
Imprensa dos EUA e fonte do Paquistão falam em acordo próximo
Segundo o Axios", os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto ouvidas pela reportagem.
O memorando de uma página contém, entre os termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca dos EUA suspenderem sanções econômicas e liberarem bilhões em ativos iranianos congelados, segundo o "Axios".
A proposta também prevê que EUA e Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, de acordo com a reportagem. O trânsito de navios comerciais pela região é um dos pontos mais sensíveis do conflito, e a via marítima foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias.
Mais cedo, nesta quarta-feira, um dia após Trump anunciar a suspensão temporária da operação militar que o país vinha fazendo na região, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura".
Apesar do otimismo, segundo o "Axios", muitas autoridades da Casa Branca continuam céticas sobre se um acordo preliminar poderia ser assinado por conta do caráter fragmentado da liderança do Irã, que possui muitas autoridades de alto nível, o que dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que esse memorando possui brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro.
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Morre fundador da CNN Ted Turner, aos 87 anos

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O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.
Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede dos EUA dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia.
O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York.
Reuters
Esta reportagem está em atualização.

‘Não posso permitir a entrada’: o futuro incerto do navio com surto de hantavírus

Guerra no Irã pode ter motivado suspeito de ataque a tiros em jantar de gala com Trump, diz inteligência dos EUA
Tripulantes e passageiros doentes do MV Hondius estão sendo evacuados em Cabo Verde
Reuters
O líder do governo das Ilhas Canárias disse nesta quarta-feira (06/05) que se opõe ao plano do governo da Espanha de permitir que um navio infectado por hantavírus atraque no arquipélago. O navio MV Hondius, que partiu da Argentina em 1º de abril, teve um surto do vírus a bordo.
O navio de cruzeiro está em Cabo Verde, onde dois tripulantes doentes estão sendo retirados da embarcação. Espera-se que o navio de cruzeiro deixe Cabo Verde após a retirada.
Dois médicos infectologistas da Holanda estão a caminho do navio e permanecerão a bordo após a partida de Cabo Verde. Um outro profissional médico já está a bordo.
Após a retirada, o plano "é seguir para as Ilhas Canárias, Gran Canaria ou Tenerife, o que levará três dias de navegação", disse a operadora holandesa do navio, a Oceanwide Expeditions, na terça-feira (05/05). "As discussões com as autoridades competentes estão em andamento."
No entanto o líder do governo das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, disse que não pretende permitir que o navio chegue ao local.
"Não posso permitir a entrada [do navio]", disse Clavijo. "Esta decisão [de ir para as Ilhas Canárias] não se baseia em quaisquer critérios técnicos e também não nos foram dadas informações suficientes."
Clavijo, que está em Bruxelas, afirmou que deseja se reunir com urgência com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Madri para discutir o assunto.
Segundo a mais recente atualização da Organização Mundial da Saúde (OMS), oito casos de hantavírus — três confirmados e cinco suspeitos — foram identificados até o momento em pessoas que estavam no navio. Três passageiros morreram — mas só duas mortes foram confirmadas como ligadas ao vírus.
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Na Suíça, o governo do país informou que um homem hospitalizado foi diagnosticado com hantavírus após viajar no navio de cruzeiro.
A OMS afirma que o passageiro "respondeu a um e-mail da operadora do navio informando os passageiros sobre o problema de saúde e compareceu a um hospital em Zurique, na Suíça, onde está recebendo tratamento".
O comunicado diz que a OMS está apoiando o rastreamento internacional de contatos para garantir "que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer propagação adicional da doença seja limitada".
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O hantavírus é uma cepa de vírus transmitida por roedores, que infecta humanos pela inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes secas desses animais.
Apesar de o vírus geralmente ser transmitido por roedores, a OMS disse que, neste caso, ele pode ter sido espalhado entre "contatos realmente próximos" a bordo da embarcação MV Hondius, antes de enfatizar que esse tipo de transmissão é raro e que o risco para o público é baixo.
"Algumas pessoas no navio eram casais, compartilhavam cabines, portanto é um contato bastante íntimo", disse a autoridade da OMS, Maria Van Kerkhove.
A OMS suspeita que a primeira pessoa a adoecer pode ter contraído o vírus antes de embarcar no navio, acrescentou ela.
Cerca de 149 pessoas de 23 países permanecem a bordo do navio sob "medidas rigorosas de precaução", informou a operadora do cruzeiro, a Oceanwide Expeditions. De acordo com a OMS, a embarcação está ancorada na costa de Cabo Verde desde segunda-feira.
Dois dos passageiros que morreram eram um casal holandês. Está confirmado que a esposa tinha o vírus.
Outro passageiro, um cidadão britânico de 69 anos que foi evacuado para a África do Sul para tratamento médico, também foi confirmado como portador do vírus.
Ainda não foi confirmado se o marido da mulher holandesa ou o outro passageiro falecido — um cidadão alemão que morreu em 2 de maio — tinham hantavírus.
Em comunicado, a família do casal holandês afirmou: "A bela jornada que eles viveram juntos foi abrupta e permanentemente interrompida."
"Ainda somos incapazes de compreender que os perdemos. Desejamos levá-los para casa e homenageá-los em paz e privacidade."
Testes estão sendo realizados em outros passageiros e membros da tripulação que apresentam sintomas.
O que aconteceu até agora?
Essa é a cronologia dos eventos envolvendo o MV Hondius até agora:
1 de abril: o MV Hondius parte de Ushuaia, Argentina, rumo ao Oceano Atlântico Sul
11 de abril: o primeiro passageiro morre a bordo do navio. Ele era um cidadão holandês
24 de abril: a esposa do passageiro falecido é levada de avião de Santa Helena – uma ilha britânica no meio do Atlântico Sul – para Joanesburgo junto com o corpo do marido
25 de abril: A mulher holandesa piora durante o voo e é levada para o hospital
26 de abril: A mulher morre no hospital – foi confirmado posteriormente que a mulher de 69 anos tinha hantavírus
27 de abril: Um segundo passageiro doente, um cidadão britânico, é levado de avião para a África do Sul – ele permanece em estado crítico, mas estável, no hospital com hantavírus
2 de maio: Um cidadão alemão morre a bordo do navio – não está claro se ele estava infectado
3 de maio: O navio chega a Cabo Verde
Os hantavírus que causam a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) são transmitidos pelas fezes de roedoresCrédito,BSIP/UIG Via Getty Images
Legenda da foto,Os hantavírus que causam a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) são transmitidos pelas fezes de roedores
O que é o hantavírus?
O hantavírus é uma cepa de vírus transmitida por roedores. A contaminação de humanos acontece principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes secas dos animais.
As infecções geralmente ocorrem quando o vírus é transportado pelo ar a partir da urina, fezes ou saliva de um roedor, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
Embora seja mais raro, ele também pode se espalhar por meio de mordidas ou arranhões de roedores.
O vírus pode causar duas doenças graves. A primeira, Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS, na sigla em inglês), geralmente começa com fadiga, febre e dores musculares, seguidas de dores de cabeça, tonturas, calafrios e problemas abdominais. Se os sintomas respiratórios se desenvolverem, a taxa de mortalidade é de aproximadamente 38%, de acordo com o CDC.
No Brasil, se apresenta na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), segundo o Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com a pasta, nas Américas a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA).
O navio MV Hondius navegava da Argentina para Cabo Verde
Legenda da foto,O navio MV Hondius navegava da Argentina para Cabo Verde
A segunda doença mais comum no mundo causada pelo hantavírus é a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS, em inglês). Ela é mais grave e afeta principalmente os rins. Os sintomas posteriores podem incluir pressão arterial baixa, hemorragia interna e insuficiência renal aguda.
Quantos casos de hantavírus existem no mundo?
Estima-se que ocorram 150 mil casos de HFRS (Síndrome Hemorrágica com Renal) em todo o mundo a cada ano, principalmente na Europa e na Ásia, de acordo com um relatório dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). Mais da metade dos casos geralmente ocorre na China.
Os dados mais recentes dos EUA mostram que, entre 1993, quando a vigilância do hantavírus começou, e 2023, houve 890 casos no país.
No entanto, o vírus Seoul, uma das principais cepas de hantavírus transmitidas por ratos-noruegueses (também conhecidos como ratos marrons), é encontrado em todo o mundo, inclusive nos EUA.
No Brasil, entre 1993 e 2024, foram confirmados 2.377 casos de hantavirose, também chamada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Do total de casos, 937 provocaram mortes no período, segundo o Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com a pasta, 70% dos pacientes no Brasil foram infectados em zonas rurais.
Como é tratado?
Não existe tratamento específico para infecções por hantavírus.
O CDC, dos EUA, recomenda cuidados para tratar os sintomas, que podem incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica, medicamentos antivirais e até diálise.
Pacientes com sintomas graves podem precisar ser internados em unidades de terapia intensiva. Em casos graves, alguns podem precisar ser intubados.
O CDC recomenda eliminar o contato com roedores em residências ou locais de trabalho para reduzir a exposição ao vírus.
A agência também recomenda vedar os pontos de entrada em porões ou sótãos por onde os roedores possam entrar nas casas.
O uso de equipamentos de proteção individual também é sugerido ao limpar fezes de roedores para evitar a inalação de ar contaminado.
Houve casos recentes de hantavírus?
Em fevereiro de 2025, Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, morreu de uma doença respiratória relacionada ao hantavírus.
Investigadores médicos acreditam que Arakawa contraiu HPS — a cepa mais comum nos EUA —, o que levou à sua morte.
Ninhos e alguns roedores mortos foram encontrados em anexos da casa onde ela foi encontrada.
Registros policiais mostraram que Arakawa pesquisou na internet informações sobre sintomas de gripe e covid-19 nos dias que antecederam sua morte.

Guerra no Irã pode ter motivado suspeito de ataque a tiros em jantar de gala com Trump, diz inteligência dos EUA

Guerra no Irã pode ter motivado suspeito de ataque a tiros em jantar de gala com Trump, diz inteligência dos EUA
Cole Tomas Allen, suspeito do atentado a tiros durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), está sentado no tribunal durante uma audiência após ser acusado de tentativa de assassinato do presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington DC, EUA, em 30 de abril de 2026, neste desenho feito no tribunal
REUTERS/Emily Goff/Foto de Arquivo
Um relatório de inteligência dos Estados Unidos aponta que o conflito envolvendo o Irã pode ter influenciado a motivação do homem acusado de tentar assassinar o ex-presidente Donald Trump durante um jantar com jornalistas na Casa Branca, em abril. A informação foi divulgada pela agência de notícia Reuters.
Segundo o documento, produzido pelo escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o suspeito, Cole Tomas Allen, apresentava “múltiplas queixas sociais e políticas”, e o cenário internacional pode ter contribuído para a decisão de realizar o ataque.
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A avaliação, datada de 27 de abril, indica que publicações do suspeito nas redes sociais criticavam ações dos Estados Unidos no contexto da guerra envolvendo o Irã. Para os analistas, esse fator pode ter sido um dos elementos que influenciaram o atentado.
O caso ocorreu durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em 25 de abril. O ataque foi frustrado, e as autoridades passaram a investigar as motivações do suspeito.
De acordo com a Reuters, o relatório é considerado preliminar, mas representa a evidência mais consistente até agora sobre possíveis motivações ligadas ao cenário internacional.
Investigação
O FBI conduz uma análise detalhada da atividade digital de Allen, incluindo postagens com críticas a Trump e ao governo americano.
Promotores afirmam que o suspeito demonstrava discordância política e teria manifestado o desejo de “revidar” decisões do governo que considerava moralmente questionáveis.
Além da acusação de tentativa de assassinato, Allen também responde por disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de armamento. Mais recentemente, foi incluída uma acusação de agressão contra um agente federal, após ele supostamente atirar contra um integrante do Serviço Secreto em um ponto de controle.
Até o momento, ele ainda não apresentou defesa formal no processo.
Autoridades americanas não comentaram oficialmente o conteúdo do relatório, segundo a Reuters.
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