Trump confirma que salão de baile na Casa Branca custará cerca de US$ 400 milhões, o dobro do preço inicial

Líder das Ilhas Canárias rejeita navio com surto de hantavírus e exige reunião urgente com premiê da Espanha
Donald Trump mostra imagens do projeto do salão de baile da Casa Branca, a bordo do Força Aérea Um, em 29 de março de 2026
Elizabeth Frantz/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (6) que o salão de baile que ele pretende construir dentro da Casa Branca deve ter um custo estimado em cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,95 bilhão).
O valor é o dobro do inicialmente estimado para a polêmica construção, que vem angariando críticas (leia mais abaixo).
"O único motivo para a mudança no custo é que, após estudos aprofundados, o novo salão tem aproximadamente o dobro do tamanho e uma qualidade muito superior à proposta original", disse o presidente norte-americano em uma publicação em sua rede social Truth Social.
Na postagem, Trump argumentou que o valor inicial não cubriria o espaço adequado "para acomodar os eventos, reuniões e até mesmo futuras posses presidenciais".
"O projeto final, com o dobro do tamanho e a mais alta qualidade, custará menos de 400 milhões de dólares. Será magnífico, seguro e protegido!".
O norte-americano disse ainda que o salão "está sendo construído rapidamente".
O projeto, um dos mais ambiciosos da residência oficial em mais de um século, é financiada por doações privadas, segundo Washington, e vem angariando críticas por preocupações com danos ao patrimônio na Casa Branca.
Em outubro, Trump ordenou a demolição de uma ala da Casa Branca para construir o salão de festas. Em abril, ele disse que pretende também construir um grande complexo militar sob o novo salão de festas em construção na Casa Branca.
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Trump diz que vai terminar guerra se Irã ‘cumprir o combinado’

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Presidente dos EUA, Donald Trump.
Reuters/Yves Herman
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (6) que vai terminar a guerra contra o Irã se o regime iraniano "cumprir o combinado", mas voltou a ameaçar Teerã com bombardeios "muito maiores".
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"Assumindo que o Irã concorde em cumprir o que foi combinado —o que talvez seja uma grande suposição— a já lendária 'Fúria Épica' chegará ao fim, e o bloqueio altamente eficaz permitirá que o Estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, incluindo ao próprio Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e serão, infelizmente, em um nível e intensidade muito maiores do que antes", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
Trump não especificou, no entanto, o que teria sido "combinado" com Teerã, porém é possível que ele esteja se referindo a termos das negociações entre os dois países para finalizar a guerra. "Operação Fúria Épica" é o modo como os EUA chamam o conflito contra o Irã, iniciado no final de fevereiro e que atualmente está em cessar-fogo.
A publicação de Trump ocorre em meio ao avanço nas negociações pelo fim da guerra entre EUA e Irã nas últimas horas, segundo a imprensa norte-americana e a agência de notícias Reuters. Os dois países estariam perto de finalizar um memorando para oficializar a paz no Oriente Médio, e Washington espera uma resposta do regime iraniano nas próximas 48 horas.
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O documento, de uma página, contém os seguintes termos entre as cláusulas:
Moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã;
Suspensão dos bloqueios de EUA e Irã no Estreito de Ormuz;
Suspensão pelos EUA das sanções econômicas ao Irã e descongelamento de ativos do regime iraniano.
Trump não mencionou explicitamente o memorando em sua publicação nesta quarta, porém citou um "grande progresso" nas negociações com o Irã quando anunciou na terça a suspensão da operação militar para auxiliar o trânsito de navios por Ormuz.
O líder norte-americano disse ao jornal norte-americano "New York Post" nesta quarta que ainda é "muito cedo" para falar sobre negociações presenciais com o Irã.
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Trump diz que terminar guerra se Irã concordar com proposta dos EUA; SIGA

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Trump diz que terminar guerra se Irã concordar com proposta dos EUA; SIGA Presidente dos EUA também anunciou pausa na escolta a navios no Estreito de Ormuz após 'grandes avanços' nas negociações com Irã. Já Teerã sinalizou nesta quarta (5) que pode liberar o canal. EUA e Irã deram indicações de que podem desescalar a guerra nesta quarta-feira (6). . Donald Trump afirmou que pode dar um fim na guerra caso o Irã cumpra os termos combinados. Na terça (5), ele anunciou pausa na operação militar dos EUA para escoltar navios por Ormuz. . Já a Guarda Revolucionária do Irã disse nesta quarta (6) que pode reabrir o Estreito de Ormuz em breve. . Na terça (5), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a fase mais agressiva da guerra se encaminha para o fim. . Enquanto isso, o chanceler do Irã faz visita à China nesta quarta.

Lula e Trump testam reaproximação, de olho em eleições e em momento impopular

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Lula aposta em encontro com Trump para se blindar de interferência eleitoral dos EUA
Em comum, ambos veem a popularidade despencar e correm riscos a menos de seis meses das eleições: na véspera do primeiro encontro em Washington, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump enfrentam o desgaste de derrotas domésticas e tentarão evitar um fracasso diplomático numa relação já marcada pela instabilidade.
Chegou a hora de testar se a tal química descrita por Trump num breve encontro durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro passado, surtirá efeitos produtivos em momento tão delicado para os dois presidentes.
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No campo geopolítico, eles divergem mais do que concordam e se encontram em polos opostos. Há temas espinhosos no horizonte de negociações e propensos a novos atritos diplomáticos.
Lula reforça sua imagem na cena internacional, deixando claro o desagrado com a agenda promovida pelo homólogo americano, cada dia mais distante de aliados históricos.
O presidente brasileiro condenou a intervenção dos EUA na Venezuela, que depôs o então ditador Nicolás Maduro; a guerra contra o Irã, qualificando-a de ilegal; as ameaças de ingerência em Cuba e operações de Israel em Gaza e no Líbano. Descartou também a participação do Brasil no Conselho de Paz promovido pelo governo americano.
A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química"
Reuters
Na Espanha, Lula subiu o tom crítico e elogiou o premiê Pedro Sánchez, notório desafeto de Trump, por ter fechado o espaço aéreo a aviões dos EUA para participar de operações de guerra contra o Irã.
“Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país”, declarou ao jornal “El País”, prometendo, mais tarde, levar jabuticabas e maracujá para acalmar o republicano.
Desafios e repreensões públicas costumam irritar o presidente americano, que não se importa em filtrar o revide. Ele parece apreciar cenas de humilhação alheia, como as que submeteu os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em visitas à Casa Branca.
'Casa Branca virou ambiente de emboscada': Trump repete embates de surpresa com líderes da Ucrânia, Canadá e África do Sul
Cair em uma armadilha de Trump significaria um novo revés para Lula, que semana passada se enfraqueceu com a rejeição de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal e a derrubada de seu veto à Lei de Dosimetria.
Por outro lado, ele estará diante de um anfitrião impaciente com os resultados da campanha militar no Irã e em seu momento mais impopular, rejeitado por 64% dos americanos, com risco de perder em novembro o controle do Congresso.
Os dois presidentes nutrem o costume de abandonar o roteiro diplomático para dar vez ao improviso e obter ganhos políticos. É justamente esta outra característica em comum que torna imprevisível o encontro desta quinta-feira (6).

Líder das Ilhas Canárias rejeita navio com surto de hantavírus e exige reunião urgente com premiê da Espanha

Líder das Ilhas Canárias rejeita navio com surto de hantavírus e exige reunião urgente com premiê da Espanha
Barco retira passageiros doentes de cruzeiro onde houve possível surto de hantavírus
O governo regional das Ilhas Canárias, na Espanha, disse nesta quarta-feira (6) se opor ao atraque do navio atingido por um surto de hantavírus, que causou mortes e infecções entre os passageiros.
A permissão para que a embarcação atracasse no arquipélago havia sido dada pelo governo da Espanha. (Leia mais abaixo)
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VÍDEO: Passageiro mostra interior de cruzeiro antes de mortes por possível surto de hantavírus
"Esta decisão não se baseia em quaisquer critérios técnicos, nem existem informações suficientes para tranquilizar o público ou garantir a sua segurança", disse o líder do governo canário, Fernando Clavijo, à rádio "COPE".
Clavijo acrescentou que solicitou uma reunião urgente com o primeiro-ministro Pedro Sánchez para discutir o assunto.
🔎Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas.
Também nesta quarta, a emissora estatal espanhola TVE noticiou que o navio de cruzeiro deveria atracar na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias , citando fontes do Ministério da Saúde do país. O ministério não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.
Barco evacua passageiros infectados de cruzeiro
Reuters
Embarcação deve seguir para Espanha
O navio MV Hondius deve atracar na ilha Tenerife, no arquipélago das Ilhas Canárias, segundo informado pelo Ministério da Saúde da Espanha nesta terça-feira (5).
De acordo com o comunicado, ao chegar às Ilhas Canárias, passageiros e tripulantes serão examinados e tratados por equipes médicas antes de serem transferidos para seus países de origem.
“A Organização Mundial da Saúde explicou que Cabo Verde não tem capacidade para realizar essa operação”, afirmou o ministério. “As Ilhas Canárias são o local mais próximo com a estrutura necessária. A Espanha tem obrigação moral e legal de ajudar essas pessoas, entre as quais também há vários cidadãos espanhóis.”
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