A incomum visita do diretor da CIA a Cuba em meio ao agravamento da crise na ilha

Cachorro ‘mais velho do mundo’ morre aos 30 anos na França
Um homem cozinha com lenha durante um apagão em Havana.
AFP via Getty Images via BBC
O diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com seu homólogo cubano no Ministério do Interior, em Havana, após os Estados Unidos renovarem uma oferta de US$ 100 milhões (£74 milhões) em ajuda para amenizar os efeitos do bloqueio ao petróleo imposto à ilha.
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Um comunicado cubano afirmou que a reunião foi uma tentativa de melhorar o diálogo e que autoridades americanas foram informadas de que Havana não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
Um funcionário da CIA disse à CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, que os EUA estão "preparados para se engajar seriamente em questões econômicas e de segurança, mas apenas se Cuba fizer mudanças fundamentais".
A escassez de combustível, agravada pelo bloqueio americano ao petróleo destinado ao país, deixou hospitais incapazes de funcionar normalmente e forçou o fechamento de escolas e repartições públicas.
O turismo, um dos motores econômicos de Cuba, também vem sendo afetado pela crise energética.
Separadamente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que, em vez de oferecer ajuda, as condições poderiam melhorar mais rapidamente se os EUA suspendessem o bloqueio.
Também participaram da reunião Raúl Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro, o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e o chefe dos serviços de inteligência de Cuba, segundo o funcionário da CIA ouvido pela CBS News.
A delegação se reuniu "para entregar pessoalmente a mensagem do presidente Trump", afirmou a fonte.
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"Durante o encontro, o diretor Ratcliffe e autoridades cubanas discutiram cooperação em inteligência, estabilidade econômica e questões de segurança, tudo isso no contexto de que Cuba não pode mais ser um refúgio seguro para adversários no Hemisfério Ocidental", acrescentou o funcionário.
O comunicado cubano afirmou: "Ambos os lados também destacaram seu interesse em desenvolver cooperação bilateral entre as agências de aplicação da lei, em prol da segurança dos dois países, assim como da segurança regional e internacional".
Cuba e os EUA reconheceram, no início deste ano, que estavam em negociações, mas as conversas pareciam ter perdido força à medida que o bloqueio ao petróleo se prolongava.
O diretor da CIA, John Ratcliffe (à esquerda), em uma reunião em Havana, Cuba.
Divulgação/CIA
Cuba, no passado, contou com Venezuela e México para abastecer seu sistema de refinarias com petróleo. No entanto, os dois países praticamente interromperam os envios depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a países que fornecessem combustível à ilha.
A Venezuela interrompeu as exportações de hidrocarbonetos para Cuba após a operação militar americana que derrubou Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Já o México reduziu os envios após Trump ameaçar impor tarifas a países que fornecessem combustível à ilha.
Mais cedo nesta quinta-feira, o chanceler Bruno Rodríguez afirmou que Cuba estava "pronta para ouvir os detalhes da proposta de ajuda dos EUA e como ela seria implementada".
Na quarta-feira, o Departamento de Estado americano informou que renovava a oferta de "fornecer assistência generosa ao povo cubano".
Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Havana havia rejeitado uma oferta anterior de ajuda humanitária americana no valor de US$ 100 milhões (£74 milhões), alegação negada por Cuba.
Em seu comunicado, o Departamento de Estado reiterou a proposta, mas deixou claro que a ajuda teria de ser distribuída "em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis", contornando o governo cubano.
Em Havana, pessoas caminham ao lado de uma grande lixeira incendiada na noite anterior em protesto contra os prolongados apagões.
EPA/Shutterstock via BBC
O comunicado acrescentou que a decisão agora cabia ao regime cubano "de aceitar nossa oferta de assistência ou negar ajuda vital para salvar vidas e, em última instância, ser responsabilizado perante o povo cubano por bloquear assistência crucial".
Em resposta, o chanceler cubano Rodríguez afirmou que ainda não estava claro se a oferta americana seria em dinheiro ou em ajuda material.
Ele acrescentou que "o governo cubano não tem, como prática, rejeitar ajuda estrangeira oferecida de boa-fé e com objetivos genuínos de cooperação, seja bilateral ou multilateral".
Segundo ele, a melhor forma de os EUA ajudarem Cuba seria "reduzir as medidas de bloqueio energético, econômico, comercial e financeiro, que se intensificaram como nunca nos últimos meses".
Separadamente, a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, informou que o governo americano prepara uma possível acusação formal contra o ex-presidente Raúl Castro e seu irmão Fidel, relacionada à derrubada de aviões há 30 anos, segundo autoridades americanas familiarizadas com o caso.
A possível denúncia diz respeito ao abatimento, em 1996, de um avião operado pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue sobre águas internacionais.
O caso é mais um exemplo de como os Estados Unidos continuam pressionando o governo cubano.
Manifestantes carregando pa.nelas e frigideiras correndo pelas ruas de Havanaund
Reuters via BBC
'Não temos absolutamente nada de diesel'
Enquanto isso, os comentários feitos por Rodríguez nesta quinta-feira vieram após um alerta do ministro da Energia de Cuba, Vicente de la O Levy, de que o país havia ficado completamente sem diesel e óleo combustível.
Em entrevista à imprensa estatal, de la O Levy afirmou que ainda havia quantidades limitadas de gás disponíveis, mas disse que o sistema energético cubano estava em estado "crítico" devido ao bloqueio ao petróleo liderado pelos Estados Unidos.
"A soma dos diferentes tipos de combustível: petróleo bruto, óleo combustível, do qual não temos absolutamente nada; diesel, do qual também não temos absolutamente nada — repito —, a única coisa que temos é gás dos nossos poços", afirmou o ministro.
Segundo ele, algumas áreas de Havana vêm sofrendo apagões de até 20 a 22 horas por dia.
O diesel e o óleo combustível são fundamentais para abastecer as usinas termelétricas que sustentam o sistema energético cubano.
Neste ano, apenas um navio russo transportando 100 mil barris de petróleo chegou a Cuba, mas, segundo o ministro, essas reservas já se esgotaram.
Os cubanos vêm sofrendo há meses com apagões extensos — alguns deles em escala nacional.
Na quarta-feira, após o mais recente corte de energia que afetou grandes áreas do leste de Cuba, além de partes da capital, centenas de pessoas foram às ruas em Havana, bloqueando vias com lixo em chamas e gritando slogans contra o governo.
Segundo a agência Reuters, foi a maior noite isolada de manifestações na cidade desde o início da crise energética cubana, em janeiro.
Moradores do bairro de San Miguel del Padrón foram ouvidos gritando "liguem a luz!", informou a agência AFP.
Díaz-Canel reconheceu a situação "particularmente tensa" em toda a ilha, responsabilizando os Estados Unidos.
"Esse agravamento dramático tem uma única causa: o bloqueio energético genocida ao qual os Estados Unidos submetem nosso país, ameaçando impor tarifas irracionais contra qualquer nação que nos forneça combustível", escreveu ele nas redes sociais.
O governo Trump praticamente suspendeu todas as entregas de petróleo bruto para Cuba.
Reuters via BBC
O bloqueio de Washington ao país se intensificou no início de maio, quando os EUA impuseram novas sanções a altos funcionários cubanos acusados ​​de cometerem violações dos direitos humanos.
Rodríguez classificou as sanções como "ilegais e abusivas".

Incêndio em unidade de gás na Venezuela deixa 6 feridos

O incêndio em uma unidade de gás operada por uma empresa chinesa no Lago de Maracaibo, capital petrolífera no oeste da Venezuela, deixou pelo menos seis feridos nesta sexta-feira (15), disseram fontes do setor à AFP.
Falhas e incêndios são frequentes na indústria petrolífera venezuelana, resultado de anos de falta de investimento e corrupção, uma situação que piorou desde que os Estados Unidos adotaram sanções contra o petróleo em 2019.
O incidente ocorreu após uma explosão em Lamargas, uma estação compressora de gás da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) operada pela privada China Concord por meio de um contrato de participação mista que implica um investimento de 1 bilhão de dólares (R$ 5,07 bilhões).
Um protocolo de emergência foi ativado para combater o fogo, que também causou danos à infraestrutura, segundo um relatório compartilhado com a AFP.
Vídeos divulgados por fontes do setor mostram trabalhadores petrolíferos com queimaduras em grandes áreas do corpo. Os feridos foram levados para hospitais próximos.
Após controlar o fogo, a PDVSA informou em um comunicado que um comitê técnico investigará as causas da explosão.
Habitualmente, o sigilo envolve esse tipo de incidente na indústria.
"Sempre exigimos que as causas sejam informadas, que se faça um estudo e que os trabalhadores sejam avisados para evitar isso. Que se invista em segurança e que os procedimentos sejam respeitados", disse o sindicalista petrolífero José Bodas.
A indústria petrolífera é um dos pilares da gestão de Delcy Rodríguez, que assumiu a Presidência da Venezuela interinamente após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro.
Ela impulsionou, sob pressão de Washington, uma reforma petrolífera que abre as portas ao capital privado, especialmente estrangeiro.
Os Estados Unidos flexibilizaram as sanções contra a indústria com licenças que permitem a grandes multinacionais operarem no setor.
Desde então, a Venezuela assinou acordos com diversas multinacionais petrolíferas, entre elas Chevron, Eni e Repsol.
Especialistas advertem que um investimento maciço é necessário para recuperar a deteriorada infraestrutura energética do país.

‘Não aconselharia meus filhos a irem aos EUA’, diz líder da Alemanha

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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que não recomendaria a seus filhos viajarem para os Estados Unidos para estudar ou trabalhar, tendo em vista o atual "clima social" que prevalece na sociedade americana. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (15), durante um debate com jovens.
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"Hoje, até as pessoas mais bem instruídas nos Estados Unidos estão enfrentando muita dificuldade em encontrar um emprego. Sou um grande admirador dos Estados Unidos. No momento, minha admiração não está aumentando", declarou o líder alemão, que é pai de três filhos.
A fala foi seguida por aplausos da plateia.
"Hoje, eu não aconselharia meus filhos a irem para os EUA, estudarem lá ou trabalharem lá, simplesmente porque um certo clima social se instalou repentinamente no país", disse Merz.
Numa crítica ao "capitalismo puro", o chanceler federal afirmou que é preciso "uma combinação equilibrada" de "economia social de mercado", ao comparar os Estados Unidos com a Alemanha. Ele também instou os jovens a assumirem uma posição mais otimista em relação ao próprio país.
"Acredito firmemente que existem poucos países no mundo que oferecem oportunidades tão grandes, especialmente para os jovens, quanto a Alemanha", completou ele.
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Repercussão
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em 14 de maio de 2026
REUTERS/Thilo Schmuelgen
A declaração de Merz foi rapidamente criticada por Richard Grennel, conselheiro de Donald Trump em política externa e ex-embaixador na Alemanha, que atacou o chanceler na rede X.
"Os alemães têm um líder que não tem estratégia – e é completamente controlado pela mídia woke alemã", tuitou Grennel.
No mês passado, o chanceler federal da Alemanha já havia criticado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o Irã estava "humilhando" Washington na mesa de negociações.
Na sequência do comentário, Trump sugeriu que Merz estava fazendo um trabalho "péssimo" como líder e anunciou abruptamente que os Estados Unidos retirariam 5 mil soldados das suas bases na Alemanha, no que foi encarado como um gesto de retaliação.
Mesmo antes da polêmica sobre o Irã, o chanceler alemão já havia dito que uma "fenda" cultural entre os Estados Unidos e a Europa teria se aberto, devido às guerras culturais promovidas pelo movimento "Make America Great Again" (MAGA) de Trump.
Também nesta sexta, Merz afirmou ter conversado por telefone com Trump, no que ele classificou com "uma boa conversa", apesar das diferenças recentes.
"Tive uma boa conversa telefónica com Donald Trump após o seu regresso da China", escreveu o premiê alemão no X, acrescentando que "os Estados Unidos e a Alemanha são parceiros sólidos no seio de uma Otan forte".
Na mensagem, o chanceler federal apoiou os pontos defendidos por Washington nas negociações para um fim do conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.
"Estamos de acordo: o Irã tem agora de se sentar à mesa das negociações. Tem que abrir o estreito de Ormuz. Teerã não deve possuir armas nucleares", escreveu Merz.
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Israel e Líbano concordam em estender cessar-fogo por 45 dias, dizem EUA

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Israel e Líbano prorrogam cessar-fogo por mais 45 dias
Israel e Líbano concordaram em estender por 45 dias um cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril, informou o Departamento de Estado americano nesta sexta-feira (15).
“A cessação das hostilidades de 16 de abril será estendida por 45 dias para permitir avanços adicionais”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott.
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Fumaça é vista após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano, em 7 de maio de 2026.
Reuters/Stringer
O Departamento de Estado classificou como “altamente produtivas” as negociações entre Israel e Líbano realizadas em Washington na quinta e na sexta-feira. Ele informou também que os países voltarão a se reunir para novas rodadas de negociações nos dias 2 e 3 de junho.
As conversas desta semana foram o terceiro encontro entre os dois lados desde que Israel intensificou os ataques aéreos contra o Líbano após o Hezbollah disparar mísseis contra Israel em 2 de março, três dias após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Israel também ampliou no mês passado sua invasão terrestre no sul do Líbano.
Travada paralelamente ao conflito entre EUA e Irã, a guerra de Israel no Líbano continua desde que o presidente Donald Trump anunciou um cessar-fogo em 16 de abril, embora os confrontos tenham ficado, em grande parte, restritos ao sul do Líbano desde então.
Ataques durante cessar-fogo
Desde que o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi anunciado em 16 de abril, ambos os lados têm sido acusados de não respeitar a trégua.
Israel chegou a confirmar ataques no sul do Líbano durante o período. Na quinta-feira (7), por exemplo, militares israelenses disseram que mataram um comandante da força de elite Radwan do Hezbollah em um ataque aéreo em Beirute no dia anterior.
O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu a esses ataques disparando e lançando drones armados contra soldados de Israel.
Além disso, mesmo com o cessar-fogo, o exército israelense continua posicionado em áreas do Líbano ao sul do rio Litani, o que é considerado por críticos como invasão do território libanês.
Também na quarta-feira (7), Israel pediu que os moradores saíssem de várias vilas ao norte do rio Litani, o que poderia representar uma expansão da zona de ação de Israel.
Rio Litani, no sul do Líbano
g1/Thalita Ferraz
O cessar-fogo no Líbano sustentou uma trégua mais ampla na guerra com o Irã, com a interrupção dos ataques israelenses no Líbano sendo uma demanda iraniana fundamental nas negociações de Teerã com Washington.
➡️ Israel vem atacando o Líbano na esteira da guerra no Oriente Médio e diz alvejar o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel. O Exército libanês não se envolveu diretamente no conflito.

Cachorro ‘mais velho do mundo’ morre aos 30 anos na França

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Lazere viveu por 30 anos, segundo documentos franceses
Reprodução/Instagram
Um spaniel francês chamado Lazere, considerado "o cachorro mais velho do mundo", morreu aos 30 anos, informou sua responsável nesta sexta-feira (15).
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A AFP entrou em contato com os organizadores do Guinness World Records para apurar se Lazare havia alcançado o recorde antes de morrer na quinta-feira (14), mas não obteve uma resposta imediata.
Lazare, um "spaniel toy" com orelhas erguidas em forma de borboleta, nasceu em 4 de dezembro de 1995, segundo a funcionária de um abrigo de cães Anne-Sophie Moyon.
O cachorro passou grande parte da vida com a mesma tutora, até que ela morreu. Então, ele foi levado para um abrigo de animais. Ophelie Boudol, de 29 anos, encantou-se pelo cachorro um ano mais velho que ela e o adotou.
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Boudol havia planejado, inicialmente, encontrar um animal de estimação para sua mãe, disse à AFP. No entanto, em vez disso, decidiu inserir Lazare à família. O animal morreu apenas algumas semanas depois.
"Era nosso pequeno bebê vovô", escreveu Boudol em uma publicação de despedida no Instagram.
"Você escolheu fazer seu último voo em meus braços na noite de 14 de maio, para se reunir com sua tutora, que te amava tanto", disse.
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Com 30 anos e cinco meses, Lazare usava fraldas, já não podia ouvir, enxergar e dormia quase todo o dia. No entanto, Boudol disse que ele tinha uma presença encantadoramente vívida.
"Ele realmente tem uma personalidade muito cativante", disse à AFP enquanto o embalava em sua casa na localidade de Villy-le-Pelloux, sudoeste da França, no início desta semana.
Quando Moyon descobriu a idade de Lazare, ela e seus colegas de abrigo acreditaram que "poderia ser o cachorro mais velho do mundo".
Depois de verificar sua data de nascimento em dois registros, preencheram a documentação para inscrevê-lo para um possível recorde, como uma espécie de brincadeira, acrescentou ela.
Um mastim português chamado Bobi foi considerado o cão mais velho quando morreu em 2023, supostamente aos 31 anos, segundo o site do Guinness World Records. Porém, uma revisão em 2024 determinou que não havia provas suficientes sobre a idade dele.
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