Petróleo cai abaixo de US$ 100 com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Suíça confirma que homem infectado com hantavírus está sendo tratado em Zurique
Guerra no Irã é um dos fatores de preocupação citados pelo BC na ata da reunião do Copom
Os preços do petróleo caíram mais de 10% no mercado internacional diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
🔎 Por volta das 8h, o barril do petróleo Brent era negociado perto de US$ 98, com queda de 11,60%. Já o WTI recuava US$ 11,93%, cotado a US$ 89,13. Ao mesmo tempo, bolsas de valores ao redor do mundo subiam e os juros de títulos públicos caíam, em um sinal de otimismo dos investidores com a possível redução das tensões — e do risco de problemas no abastecimento de energia.
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Segundo a agência Reuters, os dois países estão próximos de fechar um acordo inicial, em formato de um documento curto, com apenas uma página. A proposta já havia sido antecipada pelo site Axios, com base em fontes do governo americano e pessoas que acompanham as negociações.
Além disso, o Paquistão, que sediou a única rodada de conversas até agora, no mês passado, continua atuando como intermediário entre os dois lados.
Autoridades dos Estados Unidos e do Irã não comentaram oficialmente o assunto, de acordo com a agência. No entanto, uma emissora americana informou que o governo iraniano está analisando uma proposta dos EUA com 14 pontos.
A expectativa é que o Irã responda aos principais pontos do acordo nas próximas 48 horas.
Entre as medidas em discussão estão a suspensão temporária do programa nuclear iraniano e, em troca, a redução de sanções impostas pelos EUA, além da liberação de recursos financeiros do Irã que estão bloqueados no exterior.
Outro ponto central é o Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo do mundo. O acordo prevê a redução das restrições à circulação de navios na região.
Na prática, esse documento inicial serviria para encerrar o conflito e abrir um prazo de 30 dias para negociar um acordo mais completo, com regras detalhadas sobre o programa nuclear do Irã, o fim das sanções e a normalização do transporte marítimo.
Durante esse período, tanto as restrições do Irã à navegação quanto o bloqueio naval dos Estados Unidos seriam reduzidos gradualmente. Caso as negociações fracassem, porém, as medidas podem ser retomadas.
Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou a suspensão de uma operação militar que escoltava navios na região. A missão não conseguiu restabelecer o fluxo de embarcações e acabou aumentando as tensões, com novos ataques.
No episódio mais recente, um navio de uma empresa francesa foi atingido na região, deixando tripulantes feridos.
Desde o fim de fevereiro, o Estreito de Ormuz enfrenta restrições, o que elevou o risco para o transporte de petróleo e ajudou a pressionar os preços do combustível. Por isso, qualquer sinal de acordo tem impacto imediato no mercado global.
Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã
Reuters

Por que Lula não quer que Trump classifique facções como organizações terroristas?

Suíça confirma que homem infectado com hantavírus está sendo tratado em Zurique
Um dos pontos prioritários é evitar sanções, diz Alckmin sobre conversa entre Lula e Trump
O presidente Lula (PT) vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7). O combate ao crime organizado deve estar entre as principais pautas da reunião, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
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▶️ Contexto: Em março, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
O combate ao tráfico tem sido tratado como assunto de segurança nacional pela Casa Branca, que chegou a reunir líderes da América Latina para discutir o tema.
Em outra frente, os EUA atacaram rotas do narcotráfico no Pacífico e no Caribe e capturaram o ditador Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.
Ao mesmo tempo, os EUA têm auxiliado países da região no combate ao narcotráfico e participaram de operações no Equador com esse objetivo.
Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil afirmam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem defendido que facções brasileiras também sejam classificadas como terroristas, assim como já ocorreu com grupos do México e Venezuela.
No início de março, Rubio comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas. Em uma ligação, Vieira tentou convencê-lo a não avançar com a proposta.
Em abril, no entanto, o New York Times afirmou que a proposta avançava no Departamento de Estado, com pressão de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre integrantes da Casa Branca.
🗣️ Agora, o assunto deve voltar à mesa no encontro entre Lula e Trump.
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
Em entrevista à GloboNews na terça-feira (5), Alckmin disse que Brasil e Estados Unidos "podem fazer um trabalho importante no combate ao crime organizado transnacional" e que Lula tratará do tema na conversa com Trump.
Pressão americana
Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Kazuhiro Nogi e Jim Watson/AFP
Em maio de 2025, o chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, pediu que o governo brasileiro classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas. O pedido foi negado.
À época, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na Constituição brasileira.
🔎 A Lei Antiterrorismo, sancionada no Brasil em 2016, define terrorismo como a prática de atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, visando provocar terror social ou generalizado.
Em reunião no Ministério da Justiça, Sarrubbo disse que as organizações criminosas brasileiras não têm motivação ideológica, política ou religiosa, nem atuam para derrubar o sistema. Segundo ele, os grupos buscam lucro por meio de crimes e lavagem de dinheiro.
Por isso, pela legislação brasileira, facções como o PCC e o CV não são classificadas como terroristas, mas como organizações criminosas.
Nos Estados Unidos, no entanto, a avaliação pode ser diferente, já que se trata de uma organização estrangeira. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, autoridades do país já identificaram membros do PCC atuando em território americano.
Há registros de pessoas ligadas à facção nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. Em Massachusetts, o gabinete do procurador federal anunciou, no ano passado, acusações contra 18 brasileiros com suposta ligação com o grupo.
O fato de o PCC ser considerado o maior grupo criminoso das Américas, com atuação em cerca de 30 países e mais de 40 mil membros, também poderia pesar na avaliação norte-americana.
Critérios
Muro de comunidade em Guarulhos tem pichação com a sigla do Primeiro Comando da Capital (PCC)
Glauco Araújo/G1
Nos Estados Unidos, classificar um grupo como organização terrorista não é automático. A decisão segue critérios definidos em lei e passa por diferentes etapas dentro do governo.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, três condições precisam ser atendidas para que uma organização receba a designação:
ser estrangeira;
estar envolvida em atividade terrorista ou ter capacidade e intenção de realizá-la;
representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA.
A classificação é baseada em um dossiê com informações de fontes abertas e sigilosas que comprovem o cumprimento dos critérios legais.
A decisão cabe ao secretário de Estado, em consulta com o Departamento de Justiça e o Tesouro. Depois, a medida é comunicada ao Congresso, que tem sete dias para analisar a ordem.
Caso seja aprovada, a designação é publicada no registro oficial do governo e passa a valer. A partir daí, a medida pode trazer consequências legais:
passa a ser crime nos EUA fornecer “apoio material” ao grupo, como dinheiro, treinamento, armas ou serviços;
ativos financeiros ligados à organização podem ser bloqueados, e transações, proibidas;
membros do grupo podem ter vistos negados ou ser deportados.
A designação também ajuda a isolar o grupo internacionalmente e a cortar fontes de financiamento.
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Cães da raça beagle que eram usados para testes são resgatados por ativistas nos EUA

Suíça confirma que homem infectado com hantavírus está sendo tratado em Zurique
Cães da raça beagle são resgatados por ativistas de centro de pesquisa nos EUA
Cerca de 1,5 mil cães da raça beagle estão sendo resgatados de um centro de pesquisa em Wisconsin, nos Estados Unidos, após uma forte campanha promovida por ativistas.
Os animais, que eram usados para testes, estão sendo liberados desde o fim de semana após a Ridglan Farms, proprietária deles, fechar um acordo confidencial de compra com duas ONGs – em abril, uma série de protestos feitos na sede da empresa terminaram em tumulto e até prisões.
Os primeiros 300 cães deixaram o local na sexta-feira (1º), e os outros devem ser libertados até a próxima semana. Eles estão sendo levados para abrigos para serem tratados e preparados para adoção.
Campanha arrecada dinheiro para os cuidados dos beagles resgatados
Big Dog Ranch Rescue / Divulgação
Lauree Simmons, presidente e fundadora do Big Dog Ranch Rescue, uma das organizações agora responsáveis pelos animais, está trabalhando com parceiros em todo o país para encontrar lares para todos e contou que já tem mais de 700 interessados.
"Depois de uma hora, mais ou menos, eles começaram a vir até nós, querendo atenção. Alguns até subiram no colo das pessoas. Todos eles são super dóceis. Acho que eles estão adorando a atenção. Tenho certeza de que eles sabem que estão seguros", comemorou ao falar sobre o resgate ao jornal americano "The Washington Post".
Giuliana Rancic, apresentadora da emissora americana E! News, foi uma das ativistas envolvidas no resgate e postou vídeos dos animais recebendo carinho e curtindo a vida ao ar livre pela primeira vez (veja no vídeo acima).
"As últimas 48 horas foram repletas de emoções que não consigo expressar em uma legenda, e eu queria estar presente para absorver tudo", afirmou.

China pede cessar-fogo ‘completo’ na guerra e que EUA e Irã reabram Ormuz ‘o mais rápido possível’

Suíça confirma que homem infectado com hantavírus está sendo tratado em Zurique
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se reúne com o chanceler chinês, Wang Yi, em Pequim.
Via Reuters
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu nesta quarta-feira (6) o fim das hostilidades entre EUA e Irã no Oriente Médio, em um apelo pelo que chamou um "cessar-fogo completo", e que os dois países reabram o Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”.
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“A China considera que um cessar completo dos combates deve ser alcançado sem demora, que é ainda mais inaceitável reiniciar as hostilidades e que continuar negociando continua sendo essencial”, disse Yi, de acordo com um comunicado divulgado por seu ministério.
Yi afirmou também que a China está "profundamente angustiada" com o conflito, que já dura mais de dois meses.
Os comentários de Wang Yi fez foram feitos após uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que visita Pequim pela primeira vez desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.
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A viagem de Araqchi à China ocorre cerca de uma semana antes da ida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à capital chinesa para um encontro com Xi Jinping, marcado para os dias 14 e 15 de maio.
A China é um dos maiores aliados do Irã, e buscou adotar uma postura neutra ao longo do conflito, ao mesmo tempo em que critica ataques à soberania iraniana e atua como mediadora. Pequim também tem defendido a manutenção do cessar-fogo e o fim das restrições no Estreito de Ormuz.
O encontro entre Araqchi e Wang Yi ocorreu também em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, onde EUA e Irã realizaram ataques recentes enquanto disputam o controle da região. As ações colocaram em risco uma trégua considerada frágil. Após os incidentes, Trump suspendeu a operação por dizer que houve “grande progresso” nas negociações com Teerã.
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein

Suíça confirma que homem infectado com hantavírus está sendo tratado em Zurique

Suíça confirma que homem infectado com hantavírus está sendo tratado em Zurique
Cruzeiro com casos de hantavírus
Jornal Nacional/ Reprodução
Um homem infectado com o hantavírus está sendo tratado em Zurique, na Suíça, informou o governo nesta quarta-feira (6).
O paciente havia retornado à Suíça após ter sido passageiro do cruzeiro onde ocorre surto do vírus. Ao menos três pessoas morreram em um cruzeiro que partiu da Argentina em direção a Cabo Verde.
Nesta terça-feira (5), o Ministério da Saúde da Espanha afirmou que o cruzeiro atracaria nas Ilhas Canárias. Porém, nesta quarta, o líder das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, rejeitou o atraque no arquipélago.
OMS considera 'baixo' o risco de propagação do hantavírus; entenda
Surto em navio
A Organização Mundial da Saúde afirmou que pode ter havido um incidente raro de transmissão de hantavírus entre pessoas, em um navio de cruzeiro que está na costa da África. Três pessoas morreram.
Passageiros vindos de uma expedição na Antártica agora confinados nos quartos. O cruzeiro partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em março, com quase 150 pessoas – entre passageiros e tripulantes. Está parado perto de Cabo Verde, na costa da África, sem permissão para desembarque. Sete pessoas adoeceram. Três – um casal de holandeses e um alemão – morreram. Um britânico está na UTI, na África do Sul.
O hantavírus é transmitido, principalmente, através do contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, e pode causar problemas respiratórios graves. A Organização Mundial da Saúde acredita que o casal possa ter sido infectado antes de embarcar. Outros passageiros podem ter sido expostos durante excursões para observação de aves. Mas a OMS não descarta a transmissão de pessoa para pessoa.
A transmissão entre humanos não é comum. Por isso, a agência de saúde da ONU frisou que o risco para a população em geral é baixo. Um americano postou na segunda-feira (4):
“Não somos apenas manchetes. Temos vida, família nos esperando em casa. A incerteza é a parte mais difícil”.