Paraíso sob terror: violência assola destino turístico da Colômbia

Chanceler iraniano vai à China uma semana antes de Donald Trump
O Parque Nacional de Tayrona, na Colômbia
Luis Acosta/AFP
À primeira vista, é um ponto turístico de águas cristalinas às margens do Caribe, cercado por montanhas nevadas. Mas, no interior deste destino paradisíaco da Colômbia, a violência paramilitar mantém comerciantes e povos indígenas sob o medo.
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Na Sierra Nevada de Santa Marta, os turistas se divertem sem perceber os esquadrões camuflados que os vigiam de perto, extorquem os comércios ao redor e semeiam terror nas comunidades originárias, cujo conhecimento ancestral é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
"Temos medo, angústia pelo futuro", diz à AFP o governador do povo kogui, Atanasio Moscote, no alto da reserva que os indígenas consideram "o coração do mundo".
Por trás da violência estão as Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), um grupo de origem paramilitar que se financia com o controle das rotas do narcotráfico na montanha costeira mais alta do mundo, impondo o seu domínio sobre o território e a população.
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Diante da violência, o presidente de esquerda Gustavo Petro fechou por mais de duas semanas, entre fevereiro e março, o emblemático Parque Tayrona, uma das duas reservas naturais da serra que recebe milhares de visitantes anualmente.
O governo justificou a medida devido às extorsões, aos bloqueios de estradas e as ameaças contra os guardas-parques, que se opõem a atividades ilegais como o desmatamento.
"Nossa presença em cada canto, em cada área, é de vital importância para conservar, manter e monitorar os recursos que temos", afirma o guarda-parque Yeiner Hernández, de 31 anos.
Estes funcionários recebem advertências por seu trabalho de proteção, que conflita com os interesses de grupos criminosos.
Segundo pesquisadores, estes grupos ilegais recebem rendas do turismo e buscam controlar praias para exportar drogas.
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Policiais reforçam a segurança no Parque Nacional de Tayrona, na Colômbia
Luis Acosta/AFP
Tayrona abriga a floresta seca mais bem conservada do país, bem como ricos ecossistemas marinhos que atraem mergulhadores.
Colado a ele está o Parque Nacional Natural Sierra Nevada, até 5.700 metros acima do nível do mar. Ambas as áreas protegidas receberam em 2025 mais de 873.000 viajantes.
Também são o lar dos povos arhuacos, koguis e outras comunidades indígenas.
Historicamente, grupos criminosos, entre eles a extinta guerrilha das Farc, disputaram o controle da região, devido à sua localização estratégica e à sua extensão de 2,3 milhões de hectares, segundo a Unesco.
Os indígenas afirmam que, atualmente, a violência atingiu níveis ainda piores contra suas comunidades devido ao terror exercido pelos chamados "Conquistadores", herdeiros de um ex-chefe paramilitar extraditado aos Estados Unidos após assinar a paz com o governo em 2006.
"Esses grupos afetam uma comunidade em que 95% são totalmente nativos, que não sabem falar espanhol, que vivem de seus cultivos e de seus conhecimentos", diz Luis Salcedo, governador arhuaco.
E agora se soma a guerra do Clã do Golfo. Nos últimos meses, o principal cartel do narcotráfico tenta tomar o controle da serra com combates perto dos indígenas.
Petro incluiu as ACSN em sua política de "paz total", uma estratégia com a qual tentou negociar o desarmamento das principais organizações do país. No entanto, as conversas não avançaram e o conflito se intensificou às vésperas do fim de seu mandato, em agosto.
Segundo a pesquisadora Norma Vera, as ACSN exercem "um controle territorial por meio de uma governança armada consolidada". Além disso, exploram ilegalmente minas de ouro que contaminam a água com mercúrio e controlam até "o prato de comida que é vendido" aos turistas por meio da extorsão, afirma.
Para o setor turístico, a violência se traduz em má reputação, diz Ómar García, presidente da associação hoteleira na cidade de Santa Marta.
"Afeta o número de visitantes. Quem vai fazer turismo na Ucrânia? No Irã?", exemplifica.
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Lula chega mais ‘vulnerável’ para encontro com Trump, mas risco de ‘emboscada’ é baixo, dizem analistas

Chanceler iraniano vai à China uma semana antes de Donald Trump
Em imagem de arquivo, Trump e Lula se reúnem, em 2025.
Getty Images
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcará para Washington nesta quarta-feira (6) para um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7), na Casa Branca. Para analistas ouvidos pelo g1, o encontro pode ajudar Lula, embora também traga riscos.
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A reunião entre os dois líderes era negociada desde janeiro e estava inicialmente prevista para março, mas foi adiada em meio à guerra que os EUA travam contra o Irã no Oriente Médio.
A nova data, no entanto, foi anunciada à imprensa em cima da hora, na última segunda (4) – com apenas três dias de antecedência – o que é bastante atípico, segundo o analista político norte-americano Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, focada na política na América Latina.
"Em outros governos, uma visita como essa teria sido cuidadosamente coreografada por várias agências governamentais. Neste caso, é realmente diferente", afirmou Winter. O analista disse ter recebido informações da Casa Branca de que o encontro foi "100% convocado por Washington".
O "timing estranho", no entanto, pode ajudar Lula em um momento de vulnerabilidade interna, dados os conflitos com o Congresso e a queda na aprovação. Winter acredita que Lula atuará na "defensiva", ao contrário do último encontro que teve com Trump (leia mais abaixo).
"Suspeito que os objetivos do Brasil sejam principalmente defensivos. Impedir que Trump seja um fator na eleição de outubro, que interfira em nome dos Bolsonaro".
Ainda assim, o analista avalia que a reunião também pode servir a interesses de Brasília para tentar blindar o governo de novas tarifas ou mesmo da interferência de Trump nas eleições de outubro.
"Se o saldo da visita for positivo, isso poderia ajudar Lula a parecer mais pragmático e relevante globalmente, possivelmente influenciando eleitores indecisos", concluiu Winter.
Os riscos para Lula
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A reunião não é livre de riscos para Lula. Pelo contrário, tudo dependerá dos temas discutidos no encontro, avalia o cientista político Oliver Stuenkel.
O governo brasileiro deve tentar levar para a pauta o PIX, as terras raras e tarifas, mas, principalmente, parcerias no combate ao crime organizado, para evitar que os EUA classifiquem facções brasileiras como terroristas.
"Certamente, o governo brasileiro tentará utilizar essa reunião para mostrar que o Lula é um estadista, que conseguiu desarmar essa bomba (do tarifaço, no ano passado) sem abrir mão da soberania. Mas também é uma visita com temas reais. Não é só tirar fotos para a eleição", disse ao g1 o cientista político Oliver Stuenkel.
"Os EUA ainda têm investigações abertas relacionadas ao Brasil (como o processo que pede extradição de Alexandre Ramagem) que pode levar a tarifas adicionais".
Armadilhas de Trump
Para Brian Winter, há também "uma pequena, porém real, possibilidade de que as coisas corram mal". O analista se refere às "armadilhas" que Donald Trump já fez com alguns chefes de governo que recebeu na Casa Branca — caso das visitas, no ano passado, dos presidentes ucraniano, Volodymyr Zelensky, e sul-africano, Cyril Ramaphosa.
Nas duas ocasiões, Trump e secretários dos EUA constrangeram os presidentes com acusações em meio a uma entrevista informal para a imprensa no Salão Oval.
Fontes de Washington indicam que Lula e Trump receberão a imprensa no Salão Oval, mas os analistas veem baixas as chances de uma "emboscada", embora não descartem a possibilidade de um confronto.
"Não acho que Trump esteja indo para essa reunião com intenções negativas. Pelo contrário, acho que a Casa Branca provavelmente espera um resultado positivo. Mas, dependendo do conteúdo discutido, pode acabar em um confronto", avalia Winter.
Um risco, disseram os especialistas, é que Lula seja confrontando com questões sobre a postura dos Estados Unidos na guerra do Irã, que ele já criticou.
👉 No último encontro que travaram, em outubro do ano passado, Lula e Trump trocaram elogios. Depois da reunião, os EUA retiraram as tarifas extras que haviam anunciado antes para o Brasil, como retaliação ao processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump.
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VÍDEO: Passageiros com sintomas são retirados de cruzeiro onde houve possível surto de hantavírus

Chanceler iraniano vai à China uma semana antes de Donald Trump
Barco retira passageiros doentes de cruzeiro onde houve possível surto de hantavírus
Passageiros infectados pelo hantavírus foram retirados por barco do navio de cruzeiro MV Hondius no porto de Praia, em Cabo Verde, nesta terça-feira (5). Em seguida, eles devem ser transferidos para aeronaves-ambulância.
Imagens em vídeo mostraram uma embarcação de evacuação transportando os passageiros do navio atracado até a costa (veja acima).
Barco evacua passageiros infectados de cruzeiro
Reuters
🔎Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas.
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VÍDEO: Passageiro mostra interior de cruzeiro antes de mortes por possível surto de hantavírus
O Ministério da Saúde de Cabo Verde tinha informado que três passageiros deveriam ser evacuados nas próximas horas em duas aeronaves-ambulância.
A companhia holandesa Oceanwide Expeditions, que opera o cruzeiro, ainda não comentou como os passageiros podem ter contraído o vírus nem se outros casos foram identificados a bordo da embarcação.
Ao menos três mortes ligadas a um possível surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius foram confirmadas neste domingo (3), informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). As vítimas eram um casal holandês e um cidadão alemão.
Além disso, um cidadão britânico foi evacuado do navio e está em terapia intensiva na África do Sul, disseram as autoridades.
Embarcação deve seguir para Espanha
Os quase 150 outros passageiros que estão no navio MV Hondius deverão desembarcar nas Ilhas Canárias, segundo informado pelo Ministério da Saúde da Espanha nesta terça-feira (5).
De acordo com o comunicado, ao chegar às Ilhas Canárias, passageiros e tripulantes serão examinados e tratados por equipes médicas antes de serem transferidos para seus países de origem.
“A Organização Mundial da Saúde explicou que Cabo Verde não tem capacidade para realizar essa operação”, afirmou o ministério. “As Ilhas Canárias são o local mais próximo com a estrutura necessária. A Espanha tem obrigação moral e legal de ajudar essas pessoas, entre as quais também há vários cidadãos espanhóis.”
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Passageiro fez tour por cruzeiro antes de mortes por possível surto de hantavírus

Lula viaja aos EUA para encontrar Trump; Brasil quer debater combate ao crime organizado

Chanceler iraniano vai à China uma semana antes de Donald Trump
Lula embarca na quarta-feira (6) para encontrar Trump nos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos (EUA) para encontrar o presidente estadunidense, Donald Trump. A previsão é que o encontro aconteça na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira (7).
O encontro é visto por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além da economia, devem compor a mesa de discussões os seguintes temas (clique no assunto para mais detalhes):
ataque ao PIX;
cooperação contra crime organizado e narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU; e
eleições no Brasil.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos.
Após o telefonema, Lula disse que queria ir a Washington em março para ter um encontro "olho no olho" com Trump, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De janeiro para cá, a relação já marcada por divergências entre Lula e Trump ganhou novos elementos de tensão no cenário internacional.
A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para tornar o ambiente mais complexo, adicionando desafios à interlocução entre os dois governos.
Enquanto a reunião era negociada nos últimos meses, um auxiliar do presidente Lula explicava que a reunião entre Lula e Trump poderia ser "mais um ponto de partida do que um ponto de chegada" em termos de acordos.
Lula e Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Ataque ao PIX
No mês passado, representantes dos presidentes Lula e Trump se reuniram em Washington, nos Estados Unidos, para discutir uma investigação aberta pelos norte-americanos contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos.
🔎A Seção 301 é um procedimento administrativo conduzido exclusivamente pelos Estados Unidos, sem caráter judicial ou semelhança com os painéis da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A investigação foi anunciada sob a alegação de que o país adota práticas econômicas desleais relacionadas ao PIX e ao etanol, por exemplo. Os EUA também alegam que o Brasil adota “há décadas” uma série de medidas para restringir o acesso de exportadores americanos ao mercado brasileiro.
Lula tem repetido que "ninguém" vai fazer o Brasil fazer mudanças no PIX. Fontes da diplomacia brasileira afirmam que, apesar de declarações públicas de autoridades americanas contra o Brasil, a ordem é negociar a questão comercial e chegar a um consenso.
Combate ao crime organizado e narcotráfico
O tema foi levantado por Lula numa ligação com Trump em dezembro do ano passado. Na ocasião, o presidente brasileiro propôs a Trump uma cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.
Na mesma semana, o Brasil apresentou um plano inicial de discussão. Propôs que os dois países trabalhassem juntos para coibir a lavagem de dinheiro, sugerindo:
o bloqueio nos Estados Unidos de ativos ilícitos de criminosos brasileiros;
medidas para combater o tráfico internacional de armas que abastece o Comando Vermelho e o PCC no Brasil.
Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que o governo Trump fez uma contraproposta sugerindo que o Brasil receba em prisões brasileiras os estrangeiros capturados nos Estados Unidos, tal como faz El Salvador. A ideia foi rejeitada pelo governo brasileiro.
A reportagem mostrou ainda que os Estados Unidos também queriam que o Brasil apresentasse um plano para acabar com o PCC, o Comando Vermelho, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas em solo brasileiro.
O governo americano vem discutindo classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, o que, segundo uma interpretação das regras internas do país, justificaria medidas unilaterais – inclusive com uso de força militar.
No mês passado, sem a definição da data da reunião entre os dois presidentes, o governo brasileiro anunciou um acordo com os EUA de combate ao crime organizado que, na realidade, queria divulgar após o encontro entre Lula e Trump.
Agora, o governo planeja lançar na próxima semana o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê ações de forças federais e estaduais para recuperar áreas dominadas por facções e o endurecimento de regras no sistema prisional, entre outras medidas.
O governo brasileiro deve fazer uma apresentação ao governo americano sobre essa proposta com intuito de demonstrar o esforço do Brasil em enfrentar o crime.
Minerais críticos e terras raras
O governo brasileiro quer que a exploração de minerais críticos e terras raras ocorra sob controle nacional e com parcerias que garantam transferência de tecnologia e desenvolvimento da indústria brasileira e soberania nacional sobre os recursos.
O Brasil já sinalizou que não pretende aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos para o setor e que deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países. A avaliação é de os EUA buscam influenciar as regras do comércio global desses recursos, hoje concentrados principalmente na China.
🔎 O Brasil, por sua vez, detém uma das maiores reservas desses minerais, é a segunda maior do mundo.
O acordo firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para a exploração de minerais críticos, que provocou reação do governo federal, pode se abordada nas negociações. A avaliação é de que a iniciativa não tem validade jurídica.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o subsolo brasileiro pertence à União, que também é responsável por regular a atividade mineral e firmar acordos internacionais, o que inviabiliza iniciativas isoladas por estados.
Geopolítica
Venezuela
Lula deve buscar informações atualizadas sobre as condições de Nicolás Maduro e da esposa, presos pelos EUA no início do ano. O Brasil classificou a ação como uma violação da soberania e do direito internacional.
Lula condenou a operação e cobrou resposta de organismos internacionais. A posição brasileira tem sido a de evitar uma escalada de tensão, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de transparência e de solução dentro das regras do direito internacional.
Cuba e América Latina
A crise humanitária em Cuba também é uma preocupação do governo brasileiro e deve ser tema nas discussões internacionais. O Brasil teme que o agravamento da situação no país caribenho pode aumentar a instabilidade na região.
O governo brasileiro receia que uma eventual postura mais dura de Trump contribua para uma escalada de conflitos na América Latina, o que poderia impactar diretamente o equilíbrio político e econômico do continente.
Oriente Médio
Lula tem feito críticas públicas a Donald Trump pelos ataques dos Estados Unidos ao Irã. O petista tem cobrado líderes globais por paz, feito críticas ao que chama de corrida armamentista e lamentado a perda de credibilidade da Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo a reforma do órgão.
O Brasil também decidiu não aderir à proposta de criação de um conselho para paz por Trump e acredita que o tema não deve ser conduzido de forma unilateral e exige debate multilateral.
Eleições no Brasil
Lula deve aproveitar o encontro com Trump para tentar uma posição de neutralidade do líder americano em relação às eleições no Brasil. A expectativa não é buscar um apoio direto, mas evitar que Trump sinalize apoio a Flávio Bolsonaro (PL), possível candidato da oposição.
A avaliação é de que o encontro também deve ser explorado durante a campanha eleitoral do petista. A ideia é reforçar a imagem de Lula como um líder com trânsito internacional, capaz de dialogar, inclusive, com figuras associadas à direita global.

Chanceler iraniano vai à China uma semana antes de Donald Trump

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Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025
Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, iniciou uma visita a China nesta quarta-feira (6), onde se reuniu com o chanceler chinês, Wang Yi, em Pequim.
A viagem ocorre cerca de uma semana antes da ida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à capital chinesa para um encontro com Xi Jinping, marcado para os dias 14 e 15 de maio.
O encontro acontece em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, onde EUA e Irã realizaram ataques recentes enquanto disputam o controle da região. As ações colocaram em risco uma trégua considerada frágil.
Após os episódios, Trump afirmou que a Marinha americana ajudaria navios a atravessar o estreito, mas a operação foi suspensa após o republicano dizer que houve “grande progresso” nas negociações com Teerã.
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A China tem adotado uma postura neutra no conflito, ao mesmo tempo em que critica ataques à soberania iraniana e atua como mediadora. Pequim também tem defendido a manutenção do cessar-fogo e o fim das restrições no Estreito de Ormuz.
Segundo o governo americano, Xi também deve visitar Washington em uma data posterior, que ainda não foi acordada entre os dois países.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também afirmou a jornalistas que Trump realizará uma reunião de gabinete na quinta-feira (26), na Casa Branca.
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein
*Com informações da Reuters.