Duas pessoas morreram e três ficaram feridas após tiroteio em shopping em Dallas, nos EUA

Coreia do Norte amplia execuções de ‘viciados’ em cultura estrangeira, como filmes e K-pop, diz ONG
Agentes da lei respondem a uma ocorrência de tiroteio na terça-feira, 5 de maio de 2026, no K Towne Plaza em Carrollton, Texas
Foto AP/Jamie Stengle
Um homem atirou em cinco pessoas no Texas, nos EUA, nesta terça-feira (5), matando duas, em um shopping center ao norte de Dallas, informou a polícia.
O chefe de polícia de Carrollton, Roberto Arredondo, afirmou que não se tratou de um ato aleatório de disparos e que as vítimas conheciam o agressor, que foi preso posteriormente após uma breve perseguição a pé.
“Não sabemos exatamente sobre o que foi a reunião, mas entendemos que se tratava de uma relação comercial”, disse Arredondo.
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Um vídeo publicado online mostrou policiais com armas em punho caminhando em frente às portas do K Towne Plaza, em uma área da cidade conhecida como Koreatown. Agentes do FBI e de outra agência federal estavam entre os policiais presentes no local.
Carrollton fica a 32,1 quilômetros ao norte de Dallas.
De acordo com o Censo Americano da Comunidade dos EUA, dos mais de 130.000 habitantes de Carrollton, mais de 4.000 são de ascendência coreana.
Nos últimos 20 anos, a região se transformou em um próspero bairro coreano na área metropolitana de Dallas, graças a investidores coreanos.
É ancorada por grandes lojas de departamento, como o supermercado H-Mart, além de dezenas de restaurantes coreanos que servem de tudo, desde frango frito coreano até sobremesas de gelo raspado. A cidade também abriga diversas igrejas coreanas, desde batistas até presbiterianas.

Após novo ataque de Trump, Papa Leão XIV diz que ‘só espera ser ouvido’

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Críticas de líderes católicos a Trump cresceram após ataques ao papa Leão 14 e uma imagem de inteligência artificial que gerou forte reação.
Getty Images via BBC
O papa Leão XIV disse nesta terça-feira (5) que espera difundir a mensagem cristã falando sobre a paz, mas que as pessoas são livres para criticá-lo. A fala ocorre um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma nova crítica ao pontífice.
"A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz", disse Leão XIV, o primeiro papa americano. "Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho… espero simplesmente ser ouvido por causa do valor da palavra de Deus."
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A declaração acontece um dia após Trump afirmar em entrevista ao o comentarista conservador Hugh Hewitt que o pontífice está ajudando o Irã na guerra contra os EUA e tornando o mundo menos seguro.
“O papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear”, disse Trump. “E eu não acho isso muito bom. Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas outras pessoas.”
O papa, contudo, não afirmou que o Irã deveria obter armas nucleares. Ele pediu mais negociações de paz e criticou a guerra com o Irã em geral e as ameaças específicas de Trump de ataques em massa contra civis.
As declarações acontecem às vésperas do encontro entre o secretário dos EUA e papa Leão XIV, que ocorrerá na quinta-feira (7). A visita de Rubio ao Vaticano está prevista para ocorrer entre quarta e sexta desta semana.
Brian Burch, embaixador dos EUA junto à Santa Sé, afirmou nesta terça (5) que espera Rubio e o papa Leão XIV tenham uma "conversa franca" sobre as políticas do governo Trump na reunião desta quinta.
O encontro entre o representante direto do presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Igreja Católica ocorre em meio a uma escalada de tensões entre os dois. Eles demonstram diferenças ideológicas desde que Leão XIV foi eleito pontífice, há cerca de um ano, porém trocaram farpas diretas nas últimas semanas.
Trump chamou o papa de "fraco" e disse, sem apresentar provas, que o pontífice "acha tudo bem que o Irã tenha uma arma nuclear";
Em resposta, Leão XIV disse que não tem medo de Trump;
Dias depois, Trump voltou a cutucar Leão XIV dizendo que o pontífice estaria desinformado sobre execuções de manifestantes pelo regime iraniano;
Em meio à polêmica, Trump gerou controvérsia ao postar uma montagem de IA que o retratava como Jesus Cristo;
O papa acabou colocando panos quentes na polêmica ao afirmar que não é de seu interesse debater com Trump.
A polêmica, que tornou explícita a rixa entre o governo Trump e o primeiro papa norte-americano da História, marcou um endurecimento da postura de Leão XIV desde que ele se tornou pontífice. O embate causou uma negativa nos EUA, com possível prejuízo político para o republicano.
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10 marinheiros civis morreram em meio a conflito no Estreito de Ormuz, diz secretário de Estado dos EUA

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Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (5)
REUTERS/Evan Vucci
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (5), durante um coletiva de imprensa na Casa Branca, que 10 marinheiros civis que estavam a bordo de navios cargueiros morreram desde o início do bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz.
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O transito de embarcações pela via marítima, por onde passavam 20% do petróleo do mundo antes da guerra, é um ponto central no conflito entre os países que começou no dia 28 de fevereiro. O Irã bloqueou o transito de navios pela via como uma forma de pressionar os EUA e Israel pelo final da guerra. Em resposta os EUA bloquearam a circulação de navios iranianos.
Segundo Rubio, os EUA vão conduzir uma operação defensiva para garantir a passagem de navios civis pela região. Ele disse ainda que o país só fará ataques se for alvo de forças iranianas.
O secretário também classificou a ação do Irã como pirataria.
O que é o Estreito de Ormuz
A declaração acontece um dia após os EUA iniciarem a "Operação Liberdade", nome que o governo de Donald Trump deu à operação militar de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio da passagem pelo Irã.
Também nesta terça-feira (5), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que a operação que as forças norte-americanas fazem no Estreito de Ormuz é pacífica, mas atacará com "poder de fogo esmagador" caso o Irã ataque navios que cruzem o canal.
Hegseth ainda reivindicou que os EUA, e não o Irã, têm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã no canal. Na segunda-feira (4) os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações inimigas, apesar de o cessar-fogo ainda estar em vigor.
O secretário de Guerra disse ainda que a escolta dos EUA já está surtindo efeito e que centenas de navios mercantes estavam se preparando nesta terça para atravessar o Estreito de Ormuz. Já o Irã afirma que não está permitindo a passagem de nenhum navio pelo canal.
Mas, na segunda-feira, diferentes navios relataram ter sido alvos de disparos. Países do Golfo Pérsico também afirmaram ter voltado a ser alvo de mísseis e drones disparados pelo Irã, o que, pelo cessar-fogo, não deveria ocorrer.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou Omã e os Emirados Árabes Unidos na segunda. Caine também disse que, desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres.
O Irã atacou forças norte-americanas mais de dez vezes, acrescentou o general.
Infográfico – Estreito de Ormuz
Arte/g1

Trump divulga imagem que troca ICE por ‘NICE’, sigla que forma palavra ‘legal’ em inglês

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Foto divulgada por Donald Trump
DonaldTrump/Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (5) uma imagem sugerindo a mudança da sigla do ICE, agência de imigração e fronteira do país, para NICE.
O acrônimo sugerido também vira a palavra "nice", que, em inglês, significa "legal".
A ideia surgiu em uma postagem de uma usuária nas redes sociais e foi apoiada por Trump no fim de semana. Em uma republicação na Truth Social, o presidente escreveu: “Ótima ideia. Faça isso”.
Trump apoiou a ideia dada por uma usuária de redes sociais de mudar a sigla do ICE, a agência de Imigração e Fronteira dos EUA, para NICE, segundo postou a Casa Branca nesta segunda-feira (27). Horas depois do post, a Casa Branca divulgou um pôster com a proposta do novo nome (veja acima).
➡️ A sugestão foi a de que o governo dos Estados Unidos mudasse o nome da agência para Fiscalização Nacional de Imigração e Alfândega, nome que, em inglês, vira o acrônimo NICE. Atualmente, a agência se chama Fiscalização de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).
Nesta segunda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, postou uma reportagem da rede de TV norte-americana Fox News reportando que Trump apoiava a ideia. No fim de semana, o presidente norte-americano repostou em sua rede social Truth Social a ideia de uma usuária da rede social X e disse: "Ótima ideia. Faça isso".
Postagem do presidente dos EUA, Donald Trump, apoiando ideia de transformar a sigla ICE em NICE, em 25 de abril de 2026.
Reprodução/ Truth Social
No entanto, nem Trump, nem Leavitt haviam informado, até a última atualização desta reportagem, se a mudança será de fato aplicada.
Separação pelo ICE é a foto do ano do World Press Photo
👉 O ICE é a agência que vem aplicando, desde o início da nova gestão de Trump na Casa Branca, a política do presidente dos EUA de caçar e prender imigrantes nos Estados Unidos.
Mas, ao longo do ano passado, quando as ações começaram, as operações dos agentes do ICE foram angariando críticas até por parte da própria base de apoio a Trump.
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NÃO USAR: Segundo Marcelo, "eles (ICE) estão fazendo o que querem hoje em dia". Protestos massivos marcaram o mês de janeiro em Minneapolis (Minnesota) e em todo o país após ações da agência que resultaram em mortes de cidadãos, pressionando o governo de Donald Trump.
Stephen Maturen/Getty Images/DW

Coreia do Norte amplia execuções de ‘viciados’ em cultura estrangeira, como filmes e K-pop, diz ONG

Coreia do Norte amplia execuções de ‘viciados’ em cultura estrangeira, como filmes e K-pop, diz ONG
O líder norte-coreano Kim Jong-un discursa durante a cerimônia de entrega de lançadores múltiplos de foguetes de calibre 600 mm
KCNA via Reuters
Um relatório de um grupo de direitos humanos com sede em Seul, capital da Coreia do Sul, denunciou um aumento acentuado nas execuções por acesso e divulgação de cultura estrangeira, religião e "superstição" na Coreia do Norte.
A ONG Transnational Justice Working Group (TJWG) investigou as execuções no país diplomaticamente isolado antes e depois do fechamento das fronteiras, em janeiro de 2020, ordenado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, como forma de proteger o país da pandemia de covid-19.
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Como parte da pesquisa, o TJWG entrevistou 880 desertores norte-coreanos.
Segundo o relatório, 153 pessoas foram condenadas à morte na Coreia do Norte entre janeiro de 2020 e meados de dezembro de 2024 por diversas acusações, o que representa um aumento de quase 250% em comparação com o período equivalente anterior ao fechamento das fronteiras.
No entanto, o aumento é ainda mais pronunciado quando se trata de sentenças de morte relacionadas à cultura, religião (incluindo possuir uma Bíblia) e "superstição". Os dados revelam que 38 pessoas foram condenadas à morte por esses crimes em menos de cinco anos após janeiro de 2020, em comparação com um total de sete pessoas no período anterior.
"Antes do fechamento da fronteira, o assassinato era o crime capital mais citado com mais frequência", disseram os ativistas. Nos últimos anos, "o foco mudou para crimes envolvendo cultura e informações estrangeiras, como filmes, dramas e músicas sul-coreanas", além das acusações relacionadas à religião e superstição.
Filhos da elite norte-coreana 'viciados' em conteúdo estrangeiro
De acordo com os especialistas, a mudança mostra uma predisposição cada vez maior por parte do regime de Kim Jong-un em usar força letal para garantir lealdade e reprimir qualquer sinal de descontentamento. Ainda assim, apesar da repressão, uma grande quantidade de conteúdo de mídia estrangeira já circula dentro da Coreia do Norte.
"É tarde demais para o regime norte-coreano reverter essa situação", disse Greg Scarlatoiu, diretor executivo do Comitê para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, com sede em Washington.
"Na Coreia do Norte, a repressão sempre se torna mais severa", sublinhou. "O número de pessoas que verdadeiramente acreditam no regime está diminuindo drasticamente. Em vez de doutrinação ideológica, a violência está se tornando a opção preferida do governo."
Scarlatoiu avalia que as estatísticas do TJWG são consistentes com as conclusões de análises realizadas por sua organização.
"Os filhos e filhas jovens das elites norte-coreanas que vivem em áreas urbanas são viciados em cultura pop sul-coreana contrabandeada e filmes de ação americanos", afirmou. "Eles arriscam suas vidas para acessar essas informações."
Em um dado momento, até mesmo Kim Jong-un pareceu demonstrar simpatia pela cultura do país vizinho comparecendo a um show de estrelas sul-coreanas em 2018. A era da diplomacia do K-pop, no entanto, parece ter chegado definitivamente ao fim.
"Medo" de videoclipes e programas de televisão
Em janeiro de 2022, por exemplo, uma mulher de 20 e poucos anos e seu namorado foram executados publicamente na província de Pyongan do Sul por assistirem e compartilharem filmes, novelas e outros programas de televisão sul-coreanos, segundo o portal de notícias Daily NK, com sede em Seul.
A mulher executada era filha de um membro sênior do Ministério da Segurança do Estado da Coreia do Norte. Isso, porém, não foi suficiente para salvar sua vida, disse o Daily NK, citando fontes dentro da Coreia do Norte. O restante da família foi enviado para um campo de prisioneiros políticos.
Em torno de de 300 moradores locais foram obrigados a comparecer à execução. Segundo o portal, cerca de 20 pessoas acusadas de pegar emprestado ou compartilhar as músicas e filmes da mulher não identificada foram forçadas a assistir sentadas na primeira fila enquanto a sentença era cumprida. Todos foram presos em seguida.
"É terrível, mas, devo dizer, não é realmente uma surpresa", disse Song Young-Chae, acadêmico e ativista sul-coreano da Coalizão Mundial para Acabar com o Genocídio na Coreia do Norte.
"Esses são os métodos que o regime usa para exercer controle sobre o povo, e se eles perceberem que estão perdendo esse controle à medida que mais e mais norte-coreanos assistem a filmes de fora de suas fronteiras, a única ferramenta que lhes resta é mais violência."
"O regime de Kim Jong-un teme videoclipes e programas de televisão porque sabe que isso dá ao seu povo um vislumbre do mundo além das fronteiras do Norte e expõe a mentira de que eles vivem em um paraíso", disse Song.
"A última coisa que ele quer é que imagens do exterior incitem o livre pensamento e a busca pela liberdade e felicidade."
Ativistas criticam proibição a balões através da fronteira
Grande parte desse conteúdo estrangeiro entrou no país graças a ativistas que armazenavam o material em pen drives e os enviavam além da fronteira através de balões. No ano passado, o governo da Coreia do Sul aprovou uma lei proibindo a prática, em meio aos esforços do presidente Lee Jae-myung para melhorar as relações com Pyongyang.
Song critica a proibição como um "grande erro". "Essa era uma das principais exigências do governo de Pyongyang, então é claro que dar acesso à informação para a população de lá alarma o regime", afirmou. "Se realmente queremos ajudar o povo da Coreia do Norte, precisamos dar a eles acesso a mais informação."
À DW, Scarlatiou também descreveu a decisão sul-coreana como um "erro de proporções épicas".
"Nasci e cresci na Romênia comunista", afirmou.
"Eu entendo o poder da informação vinda do mundo exterior. Até 80% dos romenos não confiavam na propaganda do regime e recebíamos nossas notícias da Deutsche Welle, da BBC, da Voz da América e da Rádio Europa Livre. Todas essas emissoras de rádio desempenharam um papel crucial durante a queda do regime de Nicolae Ceausescu [ditador romeno, líder do regime comunista] em dezembro de 1989."
"Os norte-coreanos precisam ouvir a história da Coreia do Sul próspera, livre e democrática", disse Scarlatiou. "Isso só pode acontecer por meio de panfletos lançados em balões e outros meios já bastante limitados de levar informações ao país deles."