Trump restaura premiação de teste pesado de aptidão física para crianças nos EUA

EUA dizem que fizeram ‘domo’ no Estreito de Ormuz; Emirados Árabes relatam novos ataques do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala ao lado de crianças durante assinatura de termo reativando premiação para avaliação física pesada entre crianças, em 5 de maio de 2026.
Evan Vucci/ Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (5) a restauração de uma premiação nos EUA que estimula crianças a fazerem testes pesados de aptidão física, com avaliações como flexões, abdominais e levantamento de peso. O prêmio é chamado de Teste Presidencial de Aptidão Física.
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➡️ A premiação, criada em 1956 para incentivar a prática de exercícios de esforço físico similares aos praticados em testes para as Forças Armadas, foi cortada pelo governo do ex-presidente Barack Obama, em 2012. Obama atendeu a estudos que apontavam que a avaliação tinha padrões muito altos e acabava desestimulando as crianças.
"Os próximos anos serão os anos de ouro para os esportes nos EUA", declarou o presidente em cerimônia de assinatura de um termo para restaurar a premiação.
Em julho de 2025, Trump já tinha sinalizado a intenção de retornar com a premiação, quando assinou uma ordem executiva criando um conselho esportivo com o objetivo de reintroduzir a prova nas escolas públicas.
Uma das atividades do Teste Presidencial de Aptidão Física para medir a força do core era calcular quantos abdominais a pessoa conseguia fazer em um minuto, segundo a Harvard Health Publishing, site de notícias de saúde da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
Segundo a publicação, o teste também incluía flexões ou barras, e avaliava quantas repetições a pessoa conseguia realizar, o exercício de “sentar e alcançar”, usado para medir a flexibilidade dos músculos posteriores da coxa e da região lombar e corrida de cerca de 1,6km.
Na última versão do teste, crianças que alcançavam os 15% melhores resultados do país recebiam o Prêmio Presidencial de Aptidão Física, segundo o jornal norte-americano The New York Times.
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, negou, nesta terça-feira (5), que o Irã use golfinhos com minas, os chamados "golfinhos kamikaze".
Uma reportagem do Wall Street Journal, publicada na sexta-feira (1º), afirma que forças iranianas usavam os animais em ataques a navios no Estreito de Ormuz.
"Não posso confirmar ou negar que nós [os EUA] não temos os 'golfinhos kamikaze', mas posso confirmar que eles [o Irã] não têm", afirmou Hegseth.
Segundo a BBC, o Irã comprou, em 2000, golfinhos que haviam sido treinados pela Marinha soviética para fins militares. Esses animais teriam sido preparados para atacar inimigos da República Islâmica, inclusive usando arpões presos ao corpo.
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Estratégia iraniana em Ormuz
Ne mesma reportagem, o Wall Street Journal afirma que o país ameaça cortar cabos de telecomunicações no Estreito de Ormuz, o que poderia afetar o tráfego de internet no mundo inteiro. Segundo a publicação, a agência Tasnim, que é ligada à Guarda Revolucionária, publicou um mapa de cabos submarinos na região, o que poderia sinalizar um aviso de que a infraestrutura pode ser alvo.
Segundo o veículo, o Irã estuda usar armas ainda não utilizadas na guerra, como submarinos. Isso porque o país tem apresentado dificuldades em lidar com o bloqueio americano no Estreito de Ormuz, que foi usado pelo país como uma arma de guerra no início do conflito.
Estreito de Ormuz é centro da disputa política e econômica na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
Asghar Besharati/AP
Segundo o jornal, analistas consideram que o bloqueio americano pode ter encerrado a tática iraniana para fugir das pressões financeiras impostas pelos EUA ao país.
Os EUA bloquearam embarques vindos de todos os portos iranianos, o que fez os "navios fantasmas" iranianos pararem de circular na região e cessarem o comércio de petróleo do Irã com a China.
Para alguns setores políticos iranianos, o bloqueio dos EUA é visto como um ato de guerra que exige resposta militar.

Meloni denuncia deepfake dela feito com IA nas redes sociais: ‘Ferramenta perigosa’

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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, em 15 de abril de 2026
REUTERS/Remo Casilli
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, denunciou nesta terça-feira (5) que deepfakes dela feitos com Inteligência Artificial estão circulando na sociedade.
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Meloni compartilhou em suas redes sociais a imagem falsa, que mostra ela de lingerie sentada em uma cama e sorrindo, e alertou o público que não se pode acreditar em tudo que se vê na internet. Na publicação original que levava o deepfake afirmava que "ela não sabe o que é vergonha" e tinha como objetivo diminuir sua imagem como política. (Veja mais abaixo)
A premiê italiana afirmou que se pronunciou sobre o deepfake porque muitas outras pessoas sofrem com isso e não têm o alcance que ela tem para poderem se defender.
"Nestes dias estão circulando várias fotos falsas minhas, geradas com inteligência artificial e divulgadas como se fossem reais. (…) Para atacar e inventar falsidades, hoje em dia realmente se usa qualquer coisa. (…) Os deepfakes são uma ferramenta perigosa, porque podem enganar, manipular e atingir qualquer pessoa. Eu posso me defender. Muitos outros não", afirmou Meloni em publicação nas redes sociais.
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Meloni pediu que as pessoas verifiquem a autenticidade de conteúdos online antes de aceitá-los ou compartilhá-los.
Esta não é a primeira vez que a premiê italiana sofre com esse tipo de crime. Meloni abriu um processo por difamação há dois anos contra um homem da Sardenha acusado de criar imagens pornográficas falsas com o rosto dela usando deepfake e publicá-las na internet. O caso continua em andamento.
Em um caso semelhante também na Itália, um grupo na rede social Facebook chamado Mia Moglie ("Minha esposa") foi encerrado e seus integrantes foram condenados por compartilharem imagens íntimas de mulheres sem o consentimento delas.
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Manifestante completa 4 dias em cima de ponte em Washington em protesto contra Trump, guerra no Irã e IA

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Guido Reichstadter, um ativista que se diz anti-guerra e anti-IA, completou quatro dias em cima da ponte Memorial Frederick Douglass, em Washington, em protesto contra o presidente americano Donald Trump. A ação, segundo ele, também é uma maneira de se posicionar contra a guerra no Irã e contra o avanço das ferramentas de inteligência artificial.
Reichstadter subiu no topo da ponte no sábado (2).
Do local, ele publicou em sua conta no X: “Acabem com as guerras. Derrubem o regime Trump. Parem a IA. A não cooperação revolucionária e não violenta com o mal é nosso direito, poder e responsabilidade.”
No X, Guido escreveu os motivos que o levaram a fazer o protesto.
“Olá, meu nome é Guido Reichstadter e atualmente estou ocupando o topo da ponte memorial Frederick Douglass, em Washington, DC. Estou convocando o povo dos Estados Unidos a pôr fim imediato à guerra ilegal do regime Trump contra o Irã e a remover o regime do poder por meio de ação direta em massa, não violenta, e da não cooperação", escreveu.
Homem escala ponte em Washington em protesto contra a guerra
"Também quero alertar com urgência o povo dos EUA e do mundo sobre o perigo iminente de ultrapassarmos um ponto de não retorno rumo ao desenvolvimento da inteligência artificial, que representa o risco de danos catastróficos à humanidade, incluindo a extinção humana", continuou.
"Peço aos governos do mundo que tomem medidas imediatas para acabar com esse perigo, proibindo permanentemente o desenvolvimento de inteligência artificial geral e de superinteligência de máquinas. Também conclamo os povos do mundo a exercer toda a influência possível, por meio de ações não violentas, para obrigar seus governos a encerrar esse perigo com a máxima urgência”, completou o manifestante.
Em uma conversa com um oficial por telefone, Reichstadter reforçou seu protesto contra o que chamou de "ataque ilegal ao Irã e a guerra em curso, e o fato de estarmos em uma crise de IA".
Ao ser questionado pelo policial sobre o que seria crise da IA, ele responde:
"Empresas de IA estão avançando em direção ao seu objetivo declarado de construir máquinas, sistemas de inteligência artificial que são mais inteligentes do que os seres humanos. Cientistas e pesquisadores importantes dizem, e até mesmo os chefes das empresas e os engenheiros que nelas trabalham dizem que isso deve representar um risco de dano existencial para a humanidade", disse.
O protesto fez com que as autoridades fechassem todas as faixas da ponte.
Em 2022, ele já tinha feito um protesto semelhante contra a decisão da Suprema Corte americana que suspendeu o direito de cada estado nos Estados Unidos de legislar sobre o direito ao aborto.
Manifestante está há 4 dias em cima de ponte
Reprodução/Reuters

EUA dizem que fizeram ‘domo’ no Estreito de Ormuz; Emirados Árabes relatam novos ataques do Irã

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EUA dizem que fizeram 'domo' no Estreito de Ormuz; Emirados Árabes relatam novos ataques do Irã EUA e Irã travaram batalha na via marítima na segunda (4). Trump ameaçou 'varrer Irã da face da Terra' se atacar navios comerciais em meio a operação norte-americana para furar bloqueio iraniano. A trégua na guerra no Oriente Médio está em xeque nesta terça (5) após os embates registrados ontem entre EUA e Irã pelo controle do Estreito de Ormuz.. A escalada ocorre em meio a operação militar dos EUA para escoltar navios por Ormuz. Washington e Teerã trocaram propostas de paz no fim de semana, porém parecem seguir em um impasse.. Na segunda, os EUA disseram que afundaram 6 lanchas de ataque iranianas no Golfo Pérsico e que ajudou dois navios a passarem por Ormuz. Já o Irã disse ter repelido navios de guerra norte-americanos.. Uma embarcação da Coreia do Sul registrou uma explosão na segunda, que fez o governo sul-coreano considerar integrar operação dos EUA para escoltar navios.. Nesta terça, o Irã acusou os EUA de violarem o cessar-fogo e disse que "ainda nem começou" com os embates contra os EUA em Ormuz.