Irã diz que avião militar dos EUA desapareceu dos radares sobre o Golfo Pérsico após emitir sinal de socorro

EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com ‘poder de fogo esmagador’ se Irã atacar navios
Vídeo mostra rota de avião militar dos EUA que sumiu do radar no Golfo Pérsico
Um avião militar dos Estados Unidos desapareceu dos radares nesta terça-feira (5), enquanto sobrevoava o Golfo Pérsico, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim. A agência afirma ainda que a aeronave emitiu um sinal de socorro antes de perder sinal.
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As Forças Armadas dos Estados Unidos ainda não haviam se manifestado sobre o suposto sumiço de sua aeronave até a última atualização desta reportagem. Mas o site de monitoramento de voos FlightRadar 24 registrou que a aeronave em questão deu várias voltas sobre o Golfo Pérsico antes de deixar de emitir sinal.
👉 Aeronaves militares podem desativar radares que permitem o monitoramento da trajetória do voo por satélite.
Monitoramento do site FlightRadar24 mostra trajetória de avião-tanque militar dos Estados Unidos, em 5 de maio de 2026.
Reprodução/ FlightRadar 24
O FlightRadar não especifica o motivo pelo qual o sinal do avião deixou de ser emitido.
A Tasnim afirma que o avião desaparecido é um Boeing KC-135 pertencente às Forças Armadas norte-americanas e emitiu o sinal de socorro ao sobrevoar o Catar.
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Trégua no Oriente Médio é posta em xeque com embates de EUA e Irã por controle de Ormuz

EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com ‘poder de fogo esmagador’ se Irã atacar navios
EUA afundam lanchas iranianas no Estreito de Ormuz, enquanto países do Golfo Pérsico relatam ataques
Uma frágil trégua na guerra no Oriente Médio está ameaçado nesta terça-feira (5), um dia após Estados Unidos e Irã terem trocado agressões no Golfo Pérsico, à medida que lutam pelo controle do Estreito de Ormuz.
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SANDRA COHEN: Trump usa cessar-fogo no Irã para burlar prazo e prosseguir conflito sem aval do Congresso
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse em uma postagem na mídia social na terça-feira que as violações do cessar-fogo de quatro semanas pelos EUA "e seus aliados" colocaram em risco o transporte marítimo e o trânsito de energia através da hidrovia vital. Apesar da fala, foi Teerã quem fechou Ormuz e atacou navios comerciais durante a guerra.
"Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", afirmou Qalibaf.
As Forças Armadas dos EUA disseram na segunda-feira que destruíram seis pequenos barcos iranianos, bem como mísseis de cruzeiro e drones, depois que o presidente Donald Trump enviou a Marinha para escoltar navios-tanque retidos através do estreito em uma campanha que ele chamou de "Projeto Liberdade".
A estreita via navegável, que transporta uma grande parte dos suprimentos globais de petróleo, fertilizantes e outras commodities, está praticamente fechada desde que EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro, causando aumentos de preços em todo o mundo.
Vários navios mercantes no Golfo relataram explosões ou incêndios na segunda-feira, e um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, país que abriga uma grande base militar dos EUA, foi incendiado por mísseis iranianos.
Embarcações no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã 4 de maio de 2026.
Amirhosein Khorgooi/Isna/Wana via REUTERS
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fechou o estreito com ameaças de minas, drones, mísseis e embarcações de ataque rápido, enquanto os Estados Unidos responderam com o bloqueio dos portos iranianos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que os eventos de segunda-feira mostraram que não há solução militar para a crise. Ele declarou que as negociações de paz estavam progredindo com a mediação do Paquistão e alertou os EUA e os Emirados Árabes Unidos para não serem arrastados para um "atoleiro".
Os militares dos EUA disseram que dois navios mercantes norte-americanos atravessaram o estreito, sem dizer quando, com o apoio de destróieres de mísseis guiados da Marinha.
O Irã negou que tenha havido qualquer travessia, embora a empresa de navegação Maersk tenha dito que o Alliance Fairfax, um navio com bandeira dos EUA, saiu do Golfo sob escolta militar dos EUA na segunda-feira. Teerã afirmou nesta terça que as duas embarcações estão atoladas na costa de Omã, informação que não foi confirmada por outras autoridades.
O comandante das forças dos EUA na região disse que sua frota havia destruído seis pequenos barcos iranianos, o que o Irã também negou. De acordo com a mídia iraniana, um comandante militar afirmou que as forças dos EUA atacaram dois pequenos barcos comerciais, matando cinco civis.
O Irã também disse na segunda-feira que havia disparado contra um navio de guerra dos EUA que se aproximava do estreito, forçando-o a dar meia-volta. Posteriormente, as autoridades iranianas descreveram os disparos como tiros de advertência.
Esses três eventos na segunda-feira foram os principais alvos da "guerra" de narrativas travada entre EUA e Irã em meio à operação norte-americana para reabrir Ormuz.
A Coreia do Sul disse que um de seus navios mercantes, o HMM Namu, sofreu uma explosão e um incêndio em sua sala de máquinas enquanto estava no estreito, embora ninguém a bordo tenha se ferido. Um porta-voz do governo declarou que não estava claro se o incêndio foi causado por um ataque.
Também na segunda-feira, a agência de segurança marítima britânica UKMTO informou que dois navios foram atingidos na costa dos Emirados Árabes Unidos, e a empresa petrolífera dos Emirados, ADNOC, disse que um de seus petroleiros vazios foi atingido por drones iranianos.
A guerra no Oriente Médio custou milhares de vidas e abalou a economia global. Autoridades dos EUA e do Irã realizaram uma rodada de conversações de paz cara a cara, mas as tentativas de marcar outras reuniões fracassaram.

Trégua no Oriente Médio fica em risco com operação dos EUA para reabrir Ormuz; SIGA

EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com ‘poder de fogo esmagador’ se Irã atacar navios
Trégua no Oriente Médio fica em risco com operação dos EUA para reabrir Ormuz; SIGA EUA e Irã travam batalha pelo controle de Ormuz e trocaram agressões no Golfo Pérsico na segunda (4). Trump ameaçou 'varrer Irã da face da Terra' se atacar navios comerciais em meio a operação norte-americana para furar bloqueio iraniano. A trégua na guerra no Oriente Médio está em xeque nesta terça (5) com embates registrados ontem entre EUA e Irã pelo controle do Estreito de Ormuz.. A escalada ocorre em meio a operação militar dos EUA para escoltar navios por Ormuz. Washington e Teerã trocaram propostas de paz no fim de semana, porém parecem seguir em um impasse.. Na segunda, os EUA disseram que afundaram 6 lanchas de ataque iranianas no Golfo Pérsico e que ajudou dois navios a passarem por Ormuz. Já o Irã disse ter repelido navios de guerra norte-americanos.. Uma embarcação da Coreia do Sul registrou uma explosão na segunda, que fez o governo sul-coreano considerar integrar operação dos EUA para escoltar navios.. Nesta terça, o Irã acusou os EUA de violarem o cessar-fogo e disse que "ainda nem começou" com os embates contra os EUA em Ormuz.

Navio com casos suspeitos de hantavírus mantém passageiros isolados e busca porto seguro

EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com ‘poder de fogo esmagador’ se Irã atacar navios
O que é o hantavírus, que causou mortes em cruzeiro
Quase 150 pessoas a bordo de um navio de cruzeiro permanecem isoladas em alto-mar após a morte de três passageiros e o registro de outros casos suspeitos de hantavírus. A embarcação, que está próxima a Cabo Verde, teve o desembarque negado por autoridades locais por risco à saúde pública.
Imagens obtidas pela agência Associated Press mostram o clima dentro do navio: corredores vazios, áreas comuns sem circulação e passageiros restritos às cabines. Poucas pessoas aparecem no convés, algumas usando máscaras. Equipes com equipamentos de proteção completos — macacões, botas e máscaras — foram vistas deixando o navio.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os passageiros foram orientados a permanecer isolados para reduzir o risco de transmissão enquanto medidas de desinfecção e controle são realizadas.
GIF interior cruzeiro com suposto surto de hantavírus
Reprodução
Evacuação ainda sem definição
O navio, o MV Hondius, pertence à empresa Oceanwide Expeditions e fazia uma viagem de várias semanas com destino à Antártida e a ilhas remotas do Atlântico Sul. A embarcação partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril.
Autoridades de Cabo Verde enviaram equipes médicas — incluindo médicos, enfermeiros e especialistas em laboratório — para prestar apoio à distância. Na capital, Praia, medidas de segurança foram reforçadas, especialmente na região portuária.
Ainda não há definição sobre quando os passageiros doentes serão retirados do navio. A OMS informou que a evacuação deve ocorrer para a Holanda, onde os pacientes receberiam tratamento.
Diante da recusa inicial de Cabo Verde, uma das alternativas em discussão é seguir para as Ilhas Canárias, na Espanha. Segundo Maria Van Kerkhove, diretora de preparação para epidemias da OMS, a tendência é que o navio siga para a região, em negociação com autoridades espanholas.
O Ministério da Saúde da Espanha informou que monitora o caso junto com a OMS e outros países envolvidos, mas disse que ainda não decidiu qual porto receberá a embarcação.
Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus durante expedição
Pippa Low/Divulgação
Casos são monitorados e não há novos sintomas
De acordo com a OMS, não houve registro de novos casos com sintomas recentes até o momento. A entidade afirma que a situação está sob monitoramento contínuo e envolve uma resposta internacional coordenada, com isolamento de casos, investigação epidemiológica e análises laboratoriais.
Autoridades de Cabo Verde destacaram que a prioridade é evitar qualquer risco para a população local. Segundo a Diretoria Nacional de Saúde do país, todas as equipes envolvidas na operação utilizam equipamentos de proteção máxima.
A empresa responsável pelo navio informou que o ambiente a bordo segue “calmo” e que os passageiros estão, em geral, tranquilos. O plano de resposta adotado está no nível mais alto e inclui isolamento, protocolos rígidos de higiene e acompanhamento médico.
Hantavírus é transmitido por roedores
Reprodução/RBS TV
O que se sabe sobre o hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, por meio da inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva. Em casos raros, pode haver transmissão entre pessoas.
Os sintomas podem demorar semanas para aparecer — em alguns casos, até oito semanas após a exposição. A doença pode evoluir para quadros graves, com comprometimento pulmonar.
Autoridades argentinas afirmaram que não havia registro de sintomas entre os passageiros quando o navio deixou Ushuaia, o que reforça a possibilidade de exposição durante a viagem.
O caso segue em acompanhamento internacional, enquanto autoridades definem o destino do navio e a retirada dos pacientes.

EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com ‘poder de fogo esmagador’ se Irã atacar navios

EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com ‘poder de fogo esmagador’ se Irã atacar navios
EUA e Irã elevam tom de ameaças após troca de acusações de ataques no estreito de Ormuz
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira (5) a operação que as forças norte-americanas fazem no Estreito de Ormuz é pacífica, mas atacará com "poder de fogo esmagador" caso o Irã ataque navios que cruzem o canal.
Hegseth reivindicou que os EUA mantêm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã no canal. Na segunda-feira (4) os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações inimigas, apesar de o cessar-fogo ainda estar em vigor.
O secretário afirmou que os EUA "não estão procurando briga" e afirmou que o "Projeto Liberdade", nome que o governo de Donald Trump deu à operação militar no Estreito de Ormuz, pretende ser temporário, até que o fluxo de embarcações pelo canal seja restabelecido.
"O Irã é claramente o agressor, assediando navios civis, ameaçando marinheiros de todas as nações e militarizando um ponto crítico para seu próprio benefício financeiro", disse Hegseth. "O Projeto Liberdade é de natureza defensiva, focado em seu escopo e temporário em sua duração, com uma missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana. Não estamos procurando uma briga".
O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou na segunda-feira uma nova operação, chamada Projeto Liberdade, em sua tentativa de retomar o controle do Estreito de Ormuz após o Irã fechar o canal desde o início do conflito, entre os EUA e Israel em 28 de fevereiro.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o chefe das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, em entrevista para dar balanço da guerra com Irã, em 5 de maio de 2026.
Kevin Lamarque/ Reuters