EUA testam drones que podem neutralizar atiradores em escolas em menos de 1 minuto

Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional
Drone que pode neutralizar atiradores em teste nos Estados Unidos
Ronaldo Schemidt/AFP
Um atirador entra em uma escola dos Estados Unidos. Um professor ativa um alarme pelo celular. A polícia está a caminho. Mas, antes, um esquadrão de drones guardiões chega e neutraliza o criminoso.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A ideia está sendo executada pela Campus Guardian Angel. O diretor de operação táticas da empresa, Khristof Oborski, afirmou que a ideia surgiu com base no que foi visto na guerra na Ucrânia.
"Nosso diretor executivo observou como os drones pilotados em primeira pessoa eram eficazes no campo de batalha na Ucrânia, difíceis de evitar. Então pensou em como introduzir esse sistema para combater um problema crescente nos Estados Unidos: os tiroteios em escolas", disse à AFP.
A empresa mapeia em 3D a escola onde instalará o serviço para determinar rotas. Depois, os drones são colocados em mini-hangares, em esquadrões de três, em pontos estratégicos dentro e fora da escola.
Vídeos em alta no g1
Quando o alarme é ativado, eles decolam pilotados remotamente por humanos a partir de uma central de emergências em Austin, no Texas. A ideia é que cheguem ao suspeito nos primeiros 15 segundos.
"O tipo de intervenção é determinado em função das ações do suspeito", explica Oborski.
Se for um menor caminhando com uma arma, a presença dos drones, equipados com áudio bidirecional, pode bastar para dar comandos.
Se o indivíduo estiver atacando crianças, a empresa prevê "impactos cinéticos" ou o uso de gel de pimenta não letal.
Segundo o portal IntelliSee, apenas em 2025 ocorreram 233 incidentes com armas de fogo em campi educacionais. Em maio de 2022, em Uvalde, no Texas, 19 alunos e duas professoras foram assassinados por um atirador neutralizado 77 minutos após o início do ataque.
Primeira linha de defesa
Drones que podem abater atiradores nos EUA são controlados por humanos
Ronaldo Schemidt/AFP
Fabricados nos Estados Unidos, os drones são oferecidos em contratos anuais, cujo valor depende do tamanho da escola e do número de edifícios. O aparelho pesa menos de um quilo, mede cerca de 25 centímetros e pode atingir o suspeito a 65 km/h.
Há projetos-piloto em andamento em escolas da Flórida e da Geórgia, com recursos públicos. Em Houston, no Texas, pais querem assumir os custos, diz Oborski.
"O cenário ideal seria instalar esse sistema em todas e cada uma das escolas dos Estados Unidos e nunca precisar usá-lo", afirma Bill King, ex-SEAL e cofundador da empresa.
King diz que os drones não funcionam com inteligência artificial, o que tranquiliza as pessoas.
Competidores em ligas profissionais de drones, os pilotos do programa são mais próximos de "nerds" dos videogames do que de soldados, diz o piloto Alex Campbell.
"É gratificante saber que você pode ajudar os agentes a cumprir seu trabalho, voltar para casa em segurança e garantir que todas essas crianças também retornem para casa em segurança", afirma Campbell.
VÍDEOS: mais assistidos do g1

Audi Q3 evolui para enfrentar BMW e Mercedes, mas fica devendo em tecnologia; veja o teste

Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional
Audi Q3 evolui para enfrentar BMW e Mercedes, mas fica devendo em tecnologia
A terceira geração do Audi Q3 já está à venda no Brasil, por R$ 389.990 para a carroceria SUV e R$ 399.990 para um cupê, e desembarca em um segmento dominado por BMW X1 e Mercedes GLA, que começa a abrir espaço para marcas chinesas.
É o caso da Denza, divisão de luxo da BYD, e da Wey, marca mais sofisticada da GWM.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
Audi Q3 SUV
Initial plugin text
O g1 passou uma tarde ao volante das duas versões, rodando cerca de 300 km pelo interior de São Paulo. Do total, aproximadamente 10% do percurso foi em área urbana, enquanto o restante ocorreu em estradas, com limite de 120 km/h e tráfego livre.
Com diferenças restritas ao preço, ao desenho externo e ao tamanho do teto solar, as duas versões passaram por mudanças internas significativas. A ideia é adotar uma proposta mais tecnológica, linha que a Audi tem seguido principalmente em seus modelos mais caros e elétricos.
Audi aposta em tecnologia, mas tropeça na execução
Audi Q3 2026
Por fora, o Audi Q3 adota linhas mais fluidas e menos “quadradas” do que as de Mercedes-Benz e BMW, deixando claro um foco maior em modernidade e tecnologia — algo que não é prioridade para suas rivais. Essa proposta aparece em detalhes como o sistema de iluminação em LED com múltiplos pontos.
Esses pontos de luz conseguem “recortar” o veículo que vem no sentido contrário e desligar a luz alta apenas nessa área, mantendo a iluminação no restante da via. O sistema vai além e também projeta informações diretamente no asfalto, como:
Audi Q3 com iluminação inteligente
divulgação/Audi
Projetar um retângulo de lado a lado da faixa, com iluminação mais forte do que nas bordas, para aumentar a visibilidade exatamente naquele trecho da pista;
As laterais desse retângulo podem "entortar", sinalizando a aproximação de curvas ou de um estreitamento da via;
Projetar o símbolo de um floco de neve na pista quando a temperatura externa estiver abaixo de 4 °C, alertando para o risco de gelo na via.
Audi Q3 com iluminação inteligente
divulgação/Audi
Vale destacar que esse recurso está disponível apenas nos modelos vendidos no exterior. Ao g1, a Audi afirmou que não descarta oferecer a tecnologia no Brasil, mas, por enquanto, o modelo nacional conta apenas com ajuste automático do farol alto.
Disponível tanto no Brasil quanto no exterior, a iluminação diurna oferece quatro combinações diferentes, permitindo que o motorista personalize o desenho dos LEDs. O mesmo vale para as lanternas traseiras, mas o que mais chama atenção é a iluminação do logotipo da Audi.
Audi Q3 com iluminação inteligente
divulgação/Audi
O logotipo apagado é branco, mas muda para vermelho e fica iluminado quando o motorista aciona o freio ou está com as lanternas acesas. A solução já aparece em alguns modelos chineses, como Avatr 06, Leapmotor C01 e BYD Dolphin, Seal e Yuan Plus em suas versões mais recentes vendidas na China.
No Brasil, a iluminação do logotipo traseiro ainda é raríssima e aparece em poucos modelos, como os novos Volkswagen Tiguan e Taos.
Audi Q3 2026
divulgação/Audi
Outro destaque é o crescimento da central multimídia, que saiu de 8,8 para 12,8 polegadas. Além de maior, a tela foi reposicionada e agora fica alinhada ao painel digital de instrumentos. Apesar de também ter bom tamanho, com 11,9 polegadas, o quadro de instrumentos do motorista mostra uma escolha questionável: ele é estreito demais.
O tamanho elevado em polegadas se explica pela forma como as telas são medidas: pela diagonal. Isso permite que uma tela seja larga, mas baixa. No Audi Q3, as bordas ficam muito aparentes, e o problema vai além da estética, afetando também a leitura das informações.
Quadro de instrumentos do Audi Q3 é fino
divulgação/Audi
Para reforçar o ponto negativo, a quantidade de informações exibidas é bastante limitada. Na tela, é possível ver apenas:
O conta-giros isolado, posicionado no centro;
A representação gráfica dos veículos ao redor, identificados pelos sensores do carro;
A projeção do Google Maps, do Waze ou do sistema de navegação nativo do carro.
Há uma diferença grande em relação ao que os carros da Volkswagen, que é dona da Audi, oferecem. Neles, a personalização dessa mesma tela — que é mais alta — é bem mais ampla.
Nesses modelos, é possível adicionar ou remover mostradores analógicos, escolher quais informações aparecem no centro e definir o que é exibido entre eles — ou até optar por uma visualização apenas numérica, sem ponteiros.
Até mesmo o Volkswagen Polo, um dos carros mais simples e baratos da marca no Brasil, oferece mais opções de personalização do que o Audi Q3.
A limitação da tela estreita poderia ser amenizada com a projeção de informações no para-brisa, recurso que não está disponível no modelo.
Além disso, outros dois itens ligados à tecnologia também decepcionam. O primeiro é o piloto automático adaptativo, que mantém corretamente a distância do veículo à frente e identifica carros ao redor, mas não mantém o Q3 centralizado na faixa.
O sistema conta com alerta visual de saída de faixa e emite avisos quando o carro começa a se deslocar para fora dela. No entanto, durante o teste, esses alertas não funcionaram em todas as situações. Em alguns trechos de pista livre, o veículo mudou de faixa gradualmente sem qualquer aviso ao motorista.
Audi Q3 2026
Outro ponto negativo é a ausência de alerta de ponto cego. Não há luz nos retrovisores nem outro recurso, como uma câmera que mostre o tráfego ao lado do carro.
A ausência do recurso é parcialmente compensada por retrovisores mais largos na horizontal, que ampliam o campo de visão em relação a um espelho convencional — solução semelhante à adotada pela Jeep em alguns de seus modelos.
Audi Q3 cumpre a proposta premium
Quase todo o acabamento do Audi Q3 é macio ao toque. As exceções ficam por conta do plástico preto brilhante no console central e de uma faixa com acabamento metalizado que atravessa o painel de uma ponta à outra.
Visualmente, o minimalismo ganhou espaço, mas sem chegar ao exagero visto em marcas como a Volvo. O Audi Q3 ainda atende bem a um público mais conservador, típico de carros premium de fabricantes da Alemanha.
O minimalismo aparece em detalhes como o volante, que tem textura mais uniforme e existem menos botões físicos em todo o carro. Para contornar a migração dos comandos do ar-condicionado para a central multimídia, a Audi adotou botões virtuais fixos para os ajustes de climatização.
A face mais radical do minimalismo aparece no câmbio, que deixou a posição tradicional no console central e foi transferido para a coluna de direção. Ele fica atrás do volante, em uma alavanca fixa que concentra várias funções.
No lado direito está o seletor do câmbio. Já à esquerda ficam as setas indicadoras, os comandos dos limpadores do para-brisa e do vidro traseiro, além dos ajustes do farol. Tudo fica concentrado em um único conjunto, que não gira junto com o volante.
Barra fixa no Audi Q3
arte/g1
Nos primeiros momentos ao volante, o estranhamento é inevitável e foram necessários alguns minutos para memorizar a posição de cada comando. No início do trajeto, acionar a seta exigia olhar para confirmar onde ela estava localizada.
Depois de cerca de uma hora, o estranhamento dá lugar à sensação de um ajuste bem pensado. Os comandos ficam todos ao alcance dos dedos, permitindo até associar cada função a um dedo específico.
Para isso, há texturas diferentes para cada função:
O limpador do para-brisa dianteiro, por exemplo, usa uma pequena roda com ranhuras;
O do vidro traseiro tem um botão liso, com toque mais frio;
As setas ficam em uma área mais áspera e reta.
Dirigibilidade segue fórmula conhecida
O motor continua sendo um 2.0 turbo, agora com mais potência. Ele passou de 231 para 258 cavalos, e o torque chega a 37,7 kgfm. Trata‑se do mesmo conjunto usado no Golf GTI vendido na Europa, que tem alguns cavalos a mais do que a versão brasileira.
Com esse conjunto, mesmo sendo o SUV mais acessível da Audi, o Q3 apresenta números superiores aos do carro mais potente e caro da Volkswagen no Brasil. A resposta ao acelerador é rápida, com todo o torque disponível já a partir de 1.650 giros.
Na prática, isso significa arrancadas sem atraso entre o comando do acelerador e o ganho de velocidade, tudo sem um ronco exagerado do motor. Para quem gosta de ouvir a potência aparecendo, o Q3 pode parecer silencioso demais — ainda assim, entrega desempenho rápido.
A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 5,9 segundos. Na comparação com o Golf GTI, o hatch esportivo da Volkswagen cumpre a mesma prova em 6,1 segundos, mesmo sendo mais leve e menor.
Motor 2.0 turbo do Audi Q3
divulgação/Audi
Enquanto houve avanços no visual, na potência e em parte da tecnologia, a dirigibilidade mudou pouco, resultando em sensações mistas ao volante. A suspensão é mais firme do que a de um Volkswagen, por exemplo, algo que não chega a ser novidade nos carros da Audi.
A suspensão mais rígida, combinada com a tração integral nas quatro rodas, garante boa estabilidade em velocidades mais altas e maior controle da carroceria em curvas.
Por outro lado, nos 10% de percurso urbano — em sua maior parte na cidade de São Paulo (SP) — os impactos causados por buracos são mais percebidos pelos ocupantes. Com isso, o conforto no uso urbano fica abaixo do oferecido por SUVs chineses.

Vale a pena?
O Audi Q3 continua tratando a tecnologia como um dos pilares do projeto, algo que a marca vem adotando há algum tempo — como no retrovisor com câmera no lugar do espelho, visto nos modelos elétricos da Audi.
Há avanços nessa área, mas o modelo falha justamente em aspectos básicos da tecnologia. Um piloto automático menos completo do que o de carros mais baratos e um painel de instrumentos estreito, com poucas opções de personalização, vão na contramão dessa proposta.
Ainda assim, para quem busca um carro premium potente, com uma dirigibilidade mais envolvente, o Q3 se mostra uma boa opção. A combinação de avanços pontuais com um motor forte o deixa mais preparado para enfrentar a chegada de marcas como Denza e Wey, por exemplo.
Ao mesmo tempo, o modelo reforça sua distância em relação a Mercedes-Benz e BMW, marcas mais tradicionais no luxo e no visual. Entre as alemãs, a concorrência direta fica com:
BMW X1: a partir de R$ 330.950;
Mercedes GLA: a partir de R$ 359.900.
A BMW ainda amplia a oferta ao disponibilizar uma versão 100% elétrica do X1, chamada de iX1, com preço a partir de R$ 383.950.

É #FAKE mensagem que cita ‘novas multas valendo a partir de hoje’; texto voltou a circular

Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional
É #FAKE mensagem que cita 'novas multas valendo a partir de hoje'; texto voltou a circular
Reprodução
Circula nas redes sociais uma mensagem alegando que teria começado a valer "a partir de hoje" uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com novas multas de trânsito, reajuste de valores de infrações e cancelamento automático de CNH vencida. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
📲 Como o conteúdo chegou ao Fato ou Fake?
Leitores enviaram a mensagem ao nosso WhatsApp: +55 (21) 97305-9827.
🛑 Como é a mensagem?
Compartilhada no WhatsApp, a mensagem alega que "a partir de hoje" — sem especificar uma data — estaria valendo a "Resolução CONTRAN N°333 de 2016" sobre novas multas de trânsito.
O texto cita diversas infrações, incluindo algumas que não estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como "insulto entre motoristas", e alerta que houve um suposto reajuste nos valores dessas multas.
O conteúdo também menciona "novas regras do Detran", com multa de R$ 1200 e cancelamento automático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) caso o documento não seja renovado em até 30 dias após o vencimento.
Mas isso não é verdade. Ao Fato ou Fake, o Ministério dos Transportes desmentiu a suposta resolução e afirmou não que não há qualquer mudança como essa na renovação da CNH. Em agosto de 2018, o Fato ou Fake desmentiu uma mensagem com as mesmas alegações. Todos os valores citados no conteúdo estão incorretos, sendo a maioria uma cobrança maior do que a oficial (veja verdadeiros valores ao final da reportagem). Veja o que diz a mensagem fake:
"NOVAS MULTAS VALENDO A PARTIR DE HOJE:
Proibido o uso de películas escuras multa R$370.70 (Mais a retirada)
Farol ou lanterna queimada multa R$210.15(Por lâmpada)
Pneus ruins multa R$760.65 (Por cada pneu ruim)
Limpador de vidros multa R$202.12
Carro em estado ruim, multa R$3.340,89 (+ Apreensão do veiculo)
Fumar guiando multa R$193.70
Não parada para pedestres andando ou não pela faixa , multa R$358.98
Insultos entre motoristas flagrados por qualquer Agente de Trânsito, multa R$107.23
Som alto , NÃO importando o horário, multa R$69.73
Rodas com aro maior ou menor que o fabricante do veículo, multa R$278.66
As Blitzs vão fazer a festa ! Muita gente não sabe!
Resolução CONTRAN N°333 de 2016 – Fica a dica!
⚠️ Lembrando a todos – A partir de hoje, valendo em todo o Brasil. Os novos valores reajustados das multas de trânsito.
👉🏽Ser flagrando falando ao celular R$ 574,00
Furar SINAL VERMELHO foi de 125,00 para R$ 780,00
Ultrapassar em faixa continua ou local proibido agora é 1.915,00
ACABOU A FARRA DAS MULTINHAS DE R$68,00 – R$85,00 – R$125,00
AVISE AOS DESAVISADO
🚨 NOVAS REGRAS DO DETRAN
>A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) só pode ser Renovada durante o prazo de no máximo 30 dias após o seu vencimento;
>Após este prazo, a CNH é cancelada automaticamente e o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: Psicotécnico . Legislação e o Exame de Rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou CNH;
>Tudo isto , sem se falar na multa para tirar novamente a CNH, que fica por volta de R$ 1.200,00 e leva de 2 a 3 meses.
⚠️ REPASSEM para que ninguém seja pego desprevenido!!".
⚠️ Por que é #FAKE?
O Fato ou Fake mostrou, por e-mail, a mensagem para a assessoria de comunicação do Ministério dos Transportes, pasta vinculada ao Contran e Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), que desmentiu as alegações e afirmou não existir nenhuma resolução com esse conteúdo:
"Não existe a Resolução Contran nº 333/2016 com o conteúdo mencionado que circula em aplicativos de mensagens. Portanto, são falsas as informações divulgadas sobre criação de infrações e alteração de valores de multas".
Além disso, também é falso que as regras de renovação da CNH mudaram e que o documento seria automaticamente cancelado após o vencimento — o que configura infração gravíssima (R$ 293,47) é dirigir com uma carteira vencida há mais de 30 dias, não há multa por simplesmente deixar de renovar.
"Também não houve alteração nas regras de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). De acordo com o art. 162 do CTB, constitui infração dirigir veículo com a carteira de motorista vencida há mais de 30 dias. Isso significa que, após o vencimento do documento, o condutor possui um período de 30 dias para continuar dirigindo regularmente. Após esse prazo, dirigir com a habilitação vencida caracteriza infração gravíssima".
As cobranças exibidas na mensagem fake também não estão de acordo com o que é praticado. Segundo o Ministério do Trabalho, os valores atualmente vigentes são:

– infração de natureza gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47;
– infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23;
– infração de natureza média, com multa no valor de R$ 130,16;
– e infração de natureza leve, com multa no valor de R$ 88,38.
Por fim, o Fato ou Fake conferiu as multas citados no conteúdo fake no Código Brasileiro de Trânsito (CBT). Veja abaixo os valores verdadeiros das infrações:
Películas escuras: infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23.
Art. 230. Conduzir o veículo (…)
XVI – com vidros total ou parcialmente cobertos por películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas;
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo para regularização;
Farol ou lanterna queimada: infração de natureza média, com multa no valor de R$ 130,16.
Art. 230. Conduzir o veículo (…)
XXII – com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas:
Infração: média;
Penalidade: multa.
"Pneus ruins": infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23.
Art. 230. Conduzir o veículo (…)
XVIII – em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104;
Infração: grave;
Penalidade: multa;
Medida administrativa: retenção do veículo para regularização;
Limpador de vidros: infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23.
Art. 230. Conduzir o veículo (…)
XIX – sem acionar o limpador de para-brisa sob chuva:
Infração: grave;
Penalidade: multa;
Medida administrativa: retenção do veículo para regularização;
Carro em estado ruim: infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23.
Art. 230. Conduzir o veículo (…)
XVIII – em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104;
Infração: grave;
Penalidade: multa;
Medida administrativa: retenção do veículo para regularização.
Fumar enquanto dirige: não há penalidade específica, mas pode ser enquadrado como infração de natureza média, com multa no valor de R$ 130,16, por comprometer o uso adequado das duas mãos ao conduzir o veículo.
Art. 252. Dirigir o veículo: (…)
V – com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;
Infração: média;
Penalidade: multa.
Não parar para pedestres passarem na faixa: infração de natureza gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47.
Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
I – que se encontre na faixa a ele destinada;
II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;
III – portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:
Infração: gravíssima;
Penalidade: multa.
Não parar para pedestres passarem fora da faixa: infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23.

Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
IV – quando houver iniciado a travessia mesmo que não haja sinalização a ele destinada;
V – que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo:
Infração – grave;
Penalidade – multa.
Insultos entre motoristas: Não há previsão específica no Código de Trânsito Brasileiro que considere insultos como infração de trânsito. No entanto, segundo o Senatran, algumas condutas observadas por agentes de trânsito podem ser enquadradas em:
– Art 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança:
Infração leve.
Penalidade – multa.
– Art 252. Dirigir o veículo:
V – com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;
Infração média.
– Art 227. Uso prolongado ou sucessivo da buzina
II – prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
Infração leve.
Som alto não importa o horário: infração de natureza grave, com multa no valor de R$ 195,23.
Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo CONTRAN:
Infração: grave;
Penalidade: multa;
Medida administrativa: retenção do veículo para regularização.
Rodas com aro maior ou menor do especificado pelo fabricante: alterações nas características originais do veículo sem a devida regularização podem ser enquadradas como infração grave, com multa no valor de R$ 195,23, segundo o Senatran.
Art 230. Conduzir o veículo:
VII – com a cor ou característica alterada;
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo para regularização.
Uso de celular enquanto dirige: infração de natureza gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47.
Art. 252. Dirigir o veículo: (…)
V – com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;
VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;
Infração – média;
Penalidade – multa.
Parágrafo único. A hipótese prevista no inciso V caracterizar-se-á como infração gravíssima no caso de o condutor estar segurando ou manuseando telefone celular. (Parágrafo único incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
Passar no sinal vermelho: infração de natureza gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47.
Art. 208. Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória, exceto onde houver sinalização que permita a livre conversão à direita prevista no art. 44-A deste Código:
(Redação do caput dada pela Lei n. 14.071/20, em vigor a partir de 12ABR21)
Infração – gravíssima.
Penalidade – multa.
Ultrapassar em faixa contínua ou local proibido: infração de natureza gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47, sendo que com fator multiplicador 5 (cinco vezes) tem o valor de R$ 1467,35.
Art. 202. Ultrapassar outro veículo:
I – pelo acostamento;
II – em interseções e passagens de nível;
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa (cinco vezes).
É #FAKE mensagem que cita 'novas multas valendo a partir de hoje'; texto voltou a circular
Reprodução
Veja também
É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China
É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China
VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1
Veja os vídeos que estão em alta no g1
VÍDEOS: Fato ou Fake explica

VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

Cinco turistas italianos morrem nas Maldivas no ‘pior acidente de mergulho da história do país’

Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional
Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita)
LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
Cinco italianos morreram em um acidente durante um mergulho de cilindro nas Maldivas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta quinta-feira (14), acrescentando que as autoridades locais investigam o caso.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
“Após um acidente ocorrido durante uma excursão de mergulho, cinco cidadãos italianos morreram no Atol Vaavu, nas Maldivas”, afirmou o ministério em um breve comunicado.
Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado no país.
Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, e sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Também morreram Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova. As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa.
A cadeia de ilhas de coral é um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.
Vídeos em alta no g1
O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka trabalha para entrar em contato com as famílias das vítimas e prestar assistência consular.
As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo popular entre mergulhadores por suas áreas remotas e barcos de mergulho com hospedagem a bordo.

Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional

Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional
Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita)
LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
Com navios, mergulhadores e uma possível ajuda internacional, o governo das Maldivas iniciou nesta sexta-feira (15) uma grande operação de busca pelos corpos dos cinco italianos que morreram na quinta-feira (14) durante um mergulho em uma caverna subaquática profunda.
➡️ Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado das Maldivas.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Nesta sexta, o governo do país lançou uma grande operação de resgate, mobilizando barcos, aeronaves e equipes de mergulho para procurar na área. O trabalho, no entanto, foi classificado como de "alto risco" pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhares de resgate foram.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.
O governo do país disse que estuda solicitar ajuda internacional para a operação.
Um dos mergulhadores foi encontrado morto já na quinta-feira, mas os outros quatro permaneciam desaparecidos até a última atualização desta reportagem. Uma primeira rodada de buscas não conseguiu encontrar os desaparecidos. As autoridades disseram acreditar que eles estão justamente na caverna de difícil acesso.
Nesta manhã, mergulhadores fizeram um primeiro mergulho para avaliar o acesso à caverna, mas as condições climáticas adversas poderiam atrasar a operação.
O embaixador da Itália nas Maldivas estava a bordo de uma das embarcações de busca, e as Maldivas podem solicitar assistência internacional, se necessário. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que um especialista italiano estava auxiliando a Guarda Costeira e os navios das Maldivas na operação de busca.
O que aconteceu
Vídeos em alta no g1
O grupo de italianos fazia em um mergulho matinal perto de Alimathaa, uma das ilhas das Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira, de acordo com os relatos iniciais.
As condições climáticas eram descritas como desfavoráveis ​​na ocasião, e havia alerta amarelo de mau tempo em vigor.
“Após um acidente ocorrido durante uma excursão de mergulho, cinco cidadãos italianos morreram no Atol Vaavu, nas Maldivas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Itália na quinta-feira (14).
Entre as vítimas estão:
Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
O instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua;
E Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa. O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka entrou em contato com as famílias das vítimas e prestou assistência consular.
As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.