Brasileira paga conta de R$ 84 mil em hospital dos EUA após mordida de cachorro

Explosão em mina de carvão mata 9 pessoas na Colômbia
Brasileira choca ao revelar conta de R$ 84 mil em hospital dos EUA após mordida de cachorr
A influenciadora brasileira Débora Rocha viralizou ao relatar o susto que tomou ao receber a conta do atendimento médico que precisou buscar durante uma viagem aos Estados Unidos em um post no Instagram, neste domingo (3).
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A jovem contou que recebeu uma fatura de US$ 17 mil – o equivalente a cerca de R$ 84 mil – depois de tomar duas doses de vacina em um pronto-socorro de Orlando por causa de uma mordida de cachorro e chocou os seguidores.
“Como uma mordida de um cachorro nos Estados Unidos agora me deixou quase endividada, com uma dívida de 17 mil dólares em um hospital de Orlando”, diz ela no início do vídeo, mostrando a cicatriz no braço.
Débora Rocha mostra local onde recebeu mordida de cachorro
Instagram/Reprodução
Segundo Débora, o valor incluiu US$ 2,5 mil por cada uma das duas doses de vacina que ela teve que tomar, além de US$ 5 mil pela consulta e mais pelo tratamento com imunoglobulina.
Como tinha feito um seguro de saúde para a viagem, a influenciadora não teve que arcar com os custos, mas lamentou os altos custos de saúde nos EUA e disse que tomou as outras duas doses necessárias já no Brasil, gratuitamente.
"Quando ela virou para mim e falou 17 mil dólares, eu fiquei muito triste pensando nas pessoas que não têm plano de saúde lá", afirmou.

Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana

Explosão em mina de carvão mata 9 pessoas na Colômbia
Uma aluna, ex-criança-soldado, corta um pedaço de tecido durante uma aula de costura no Centro de Alfabetização e Formação Profissional Prática de Bria.
MARIAM KONE / AFP
Em uma sala de aula em Bria, na República Centro-Africana, ex-crianças-soldado aprendem a costurar. É uma forma de ajudar adolescentes de 14 a 17 anos a superar a violência que sofreram nas mãos dos numerosos grupos armados do país.
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"Não é fácil ensiná-los. Alguns ainda carregam essa violência dentro de si. Outros continuam muito estressados", relata Christophe Yonaba, professor da organização beneficente Esperance nesta região do leste do país.
"Às vezes ficam sentados em silêncio", diz sobre seus aprendizes de alfaiate. "De repente ficam inquietos, como se travassem por dentro", acrescenta.
O leste da República Centro-Africana, cujo subsolo é rico em diamantes, vem sendo devastado por anos de conflito armado.
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"Todos esses adolescentes foram, em algum momento, capturados por grupos armados", afirma Yonaba, de 53 anos.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 2 mil jovens centro-africanos ainda estão nas mãos dessas forças.
No auge da guerra civil, que se estendeu de 2013 a 2018, cerca de 20 grupos atuavam na região. Esse número caiu para 14 graças aos acordos de paz e aos programas de desarmamento.
Os grupos armados continuam controlando certas áreas do leste, especialmente na fronteira com o Sudão e o Sudão do Sul.
Desde o fim do ano passado, os combates entre o Exército e os rebeldes se intensificaram na região.
O conflito deslocou dezenas de milhares de civis, em sua maioria mulheres e crianças, dentro do país e para a vizinha República Democrática do Congo.
Uma aluna, ex-criança-soldado, corta um pedaço de tecido durante uma aula de costura no Centro de Alfabetização e Formação Profissional Prática de Bria.
MARIAM KONE / AFP
Trauma do passado
Awa – a AFP alterou os nomes de todos os menores nesta reportagem – tinha 14 anos quando foi sequestrada pela União pela Paz na República Centro-Africana (UPC), um dos maiores grupos rebeldes.
Ela ficou detida por cerca de três meses.
Sentada na parte da frente da sala de aula de Yonaba, onde máquinas de costura substituem as carteiras tradicionais, evita falar do passado e prefere se concentrar no presente.
"Hoje me sinto bem. Gosto do que faço aqui. Há outras crianças que tiveram experiências semelhantes à minha. Nós nos ajudamos mutuamente no trabalho", conta a jovem.
Ela também afirma estar feliz por viver agora "uma espécie de vida normal".
Amadou, de 16 anos, foi treinado como padeiro pela ONG e agora faz pão e rosquinhas todas as manhãs em um forno tradicional em sua aldeia. Ele passou um ano e meio nas fileiras da UPC.
"Não pediam que usássemos armas, mas estávamos lá como serventes. Fazíamos todas as tarefas mais pesadas e não descansávamos. Falavam conosco de forma grosseira e dura", diz, lidando com lembranças dolorosas que voltam à tona.
Aluno tira medidas em um pedaço de tecido durante uma aula de costura.
MARIAM KONE / AFP
Aumento da demanda
Falar da violência do passado pode ser traumático.
Rachelle, que aprende sobre pecuária com a Esperance, conta que foi usada como escrava sexual quando tinha 14 anos. A situação durou um ano.
"Fui obrigada a fazer coisas e tive que fazer, caso contrário haveria consequências", relata com coragem, mas sem querer entrar em mais detalhes.
No entanto, as lembranças a atormentam. Ela se pergunta sobre sua mãe, sequestrada ao mesmo tempo que ela e de quem nunca mais teve notícias.
A Esperance, financiada em parte pelo Unicef, ajudou 52 jovens a encontrar uma vocação e um emprego no ano passado. A organização oferece apoio psicológico além de formação profissional.
Os programas recentes de desarmamento contribuíram para aumentar a demanda por seus serviços.
"Antes recebíamos uma ligação por mês. Agora é toda semana", relata Karl Malone, responsável por identificar novos casos de crianças-soldado na região de Bria.
"Este ano recebemos financiamento suficiente para ajudar 100 crianças. Mas há pelo menos 117 que precisam de ajuda. E não conseguimos atendê-las", lamenta.
Como outras organizações humanitárias, a Esperance é afetada pela redução do financiamento internacional, especialmente da USAID, a agência americana de desenvolvimento, desmantelada pelo presidente Donald Trump pouco depois de retornar ao poder.

Meta amplia proteção para adolescentes na União Europeia e nos EUA sob pressão global

Explosão em mina de carvão mata 9 pessoas na Colômbia
A Meta Platforms anunciou nesta terça-feira que vai ampliar as medidas de proteção para contas de adolescentes em 27 países da União Europeia e também no Facebook nos Estados Unidos. A iniciativa ocorre em meio a críticas sobre a eficácia das ações da empresa para proteger jovens no ambiente online.
Empresas de tecnologia têm sido pressionadas globalmente a reforçar mecanismos de verificação de idade, diante de preocupações com abusos na internet, impactos na saúde mental de adolescentes e a circulação de imagens inadequadas geradas por inteligência artificial.
No ano passado, a Meta passou a usar uma tecnologia para identificar contas que possam pertencer a adolescentes — mesmo quando o usuário informa uma idade maior — e aplicar automaticamente configurações mais restritivas, reunidas nas chamadas Contas para Adolescentes.
"Essa tecnologia será expandida para 27 países da União Europeia. A Meta também está expandindo essa tecnologia para o Facebook nos Estados Unidos pela primeira vez, e o Reino Unido e a UE seguirão em junho", disse a empresa em uma publicação em blog.
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A companhia também detalhou o uso de sistemas mais avançados de inteligência artificial para identificar menores de idade, indo além da idade informada pelo usuário.
Esses sistemas analisam o perfil como um todo, em busca de sinais que indiquem se a conta pode ser de um adolescente.
Além disso, a Meta afirma que está reforçando mecanismos para evitar que essas regras sejam burladas, dificultando, por exemplo, a criação de novas contas por usuários que a empresa suspeita serem menores de idade.
Meta Inteligência Artificial
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

Explosão deixa 12 pessoas presas em mina de carvão na Colômbia; 9 morreram

Explosão em mina de carvão mata 9 pessoas na Colômbia
Mineiros ficam presos após explosão em mina na Colômbia, em 4 de maio de 2026
Jorge Emilio Rey Ángel/X
Nove pessoas morreram após a explosão em uma mina legal de carvão nesta segunda-feira (4), na Colômbia. Segundo o governo regional, o acidente ocorreu "aparentemente por acúmulo de gases".
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A explosão aconteceu em Sutatausa, município localizado a cerca de 74 quilômetros ao norte de Bogotá.
Inicialmente, 15 mineiros ficaram presos. Seis foram retirados vivos e encaminhados a hospitais. Os outros nove morreram.
Equipes de resgate foram enviadas ao local. Imagens divulgadas pelo governador mostram ambulâncias posicionadas na entrada da mina. Segundo o governador de Cundinamarca, Jorge Emilio Rey, os trabalhadores estavam a cerca de 600 metros de profundidade.
Acidentes em minas são frequentes no país e costumam ser fatais, sobretudo em explorações de carvão e em operações ilegais ou artesanais.
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Explosão em mina de carvão mata 9 pessoas na Colômbia

Explosão em mina de carvão mata 9 pessoas na Colômbia
Explosão em mina de carvão da Colômbia deixa mortos e feridos
Nove pessoas morreram e seis foram resgatadas após uma explosão em uma mina legal de carvão nesta segunda-feira (4), na Colômbia. Segundo o governo regional, o acidente ocorreu "aparentemente por acúmulo de gases".
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A explosão aconteceu em Sutatausa, município localizado a cerca de 74 quilômetros ao norte de Bogotá.
Inicialmente, 15 mineiros ficaram presos. As seis pessoas evacuadas com vida foram levadas ao Hospital Regional de Ubaté, onde recebem atendimento médico.
Mineiros ficam presos após explosão em mina na Colômbia, em 4 de maio de 2026
Jorge Emilio Rey Ángel/X
A Agência Nacional de Mineração (ANM) da Colômbia confirmou as mortes e prestou solidariedade às famílias.
Equipes de resgate foram enviadas ao local. Imagens divulgadas pelo governador mostram ambulâncias na entrada da mina. Segundo o governador de Cundinamarca, Jorge Emilio Rey, os trabalhadores estavam a cerca de 600 metros de profundidade.
Acidentes em minas são frequentes no país e costumam ser fatais, sobretudo em explorações de carvão e em operações ilegais ou artesanais.
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Comunicado oficial da Agência Nacional de Mineração da Colômbia (leia a tradução abaixo):
Comunicado oficial da Agência Nacional de Mineração (ANM) da Colômbia
Reprodução/Redes Sociais
"Seis mineiros resgatados e nove mortos em emergência na mina de Sutatausa, Cundinamarca
Bogotá, 4 de maio de 2026. A Agência Nacional de Mineração (ANM) informa à opinião pública que, após a emergência registrada no município de Sutatausa, na mina La Ciscuda, operada por Carbonera Los Pinos S.A.S., confirma-se o falecimento de nove pessoas.
A ANM expressa sua solidariedade às famílias das vítimas e lamenta este acidente minerário, no qual, graças às oportunas tarefas de resgate, seis mineiros foram retirados com vida.
O incidente, ocasionado por uma explosão dentro da mina, afetou um total de 15 trabalhadores. As seis pessoas evacuadas com vida foram levadas ao Hospital Regional de Ubaté, onde recebem atendimento médico.
Desde o momento da emergência, equipes de Salvamento Minero coordenadas pela ANM estiveram à frente das operações de resgate, atendimento e verificação na área.
No exercício de suas funções de inspeção, vigilância e controle, a ANM realizou uma visita técnica em 9 de abril a esta operação minerária, na qual foram emitidas recomendações para fortalecer as condições de segurança, entre elas:
Atualizar os trabalhos de inertização dentro do projeto, devido à presença de pó de carvão, incluindo a instalação de barreiras em zonas de transferência como silos e outros pontos críticos.
Realizar a hermetização completa das áreas abandonadas, onde foram detectadas emissões de gases, especialmente metano, com potencial de gerar acumulações perigosas.
Incluir na matriz de riscos os perigos associados a desmoronamentos, explosões e controle do pó de carvão.
Como a ANM já havia alertado em suas visitas de inspeção, os depósitos de carvão podem acumular gases como metano, além de concentrações de pó de carvão. Por isso, exige-se a implementação de sistemas de ventilação adequados e controles permanentes para mitigar riscos dentro das operações minerárias.
Nesse sentido, a ANM tem promovido campanhas contínuas de prevenção, capacitação e sensibilização em segurança minerária, orientadas a fortalecer boas práticas operacionais e a gestão de riscos nesse tipo de exploração.
A Energia da Nossa Gente
A entidade reitera seu compromisso com o acompanhamento permanente das operações minerárias no país, com o objetivo de proteger a vida dos trabalhadores e promover uma mineração segura."
Foto divulgada pelo Corpo de Bombeiros de Cundinamarca mostra bombeiros inspecionando o local de uma explosão em uma mina de carvão em Sutatausa, departamento de Cundinamarca, Colômbia, em 4 de maio de 2026.
HANDOUT / CUNDINAMARCA FIRE DEPARTMENT / AFP