Explosão em fábrica de fogos de artifício na China deixa 21 mortos e 61 feridos

Mesmo com guerra, Irã pode ter bomba atômica em até 1 ano, diz agência
Uma explosão em uma fábrica de fogos de artifício na província de Hunan, na China, deixou 21 mortos e 61 feridos, informou nesta segunda-feira (4) a emissora estatal CCTV. O acidente ocorreu por volta das 16h40 em um dos galpões da empresa Huasheng Fireworks Manufacturing and Display.
O presidente da China, Xi Jinping, pediu esforços totais para localizar pessoas ainda desaparecidas e garantir o atendimento aos feridos.
Imagens que circulam nas redes sociais chinesas mostram uma densa coluna de fumaça branca se elevando no local da explosão.
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O impacto também danificou portas e janelas de casas em vilarejos vizinhos. Moradores relataram que pedras foram arremessadas para as margens das estradas com a força da explosão, e alguns disseram ter deixado a região por medo de novos incidentes.
A explosão ocorre menos de três meses após outro acidente em uma loja de fogos de artifício na província de Hubei, que deixou 12 mortos após uma explosão seguida de incêndio.
Vista aérea da fábrica de fogos de artifício exibida pela mídia estatal chinesa na manhã de terça-feira.
Reprodução CCTV
*Com informações da Reuters

Explosão deixa 12 pessoas presas em mina de carvão na Colômbia

Doze pessoas estão presas após a explosão de uma mina legal de carvão nesta segunda-feira (4), na Colômbia, "aparentemente por acúmulo de gases", informou à AFP o governo regional em um balanço atualizado.
Os acidentes mineiros são recorrentes no país e com frequência fatais, especialmente em pedreiras de carvão e em minas ilegais ou artesanais.
A explosão desta segunda-feira ocorreu em Sutatausa, um município cerca de 74 quilômetros ao norte de Bogotá.
No balanço mais recente, uma fonte do governo regional disse à AFP que, dos 15 mineiros inicialmente presos, três foram removidos.
Entre os que conseguiram sair, dois "estão fora de perigo" e um está sendo atendido em um centro médico, acrescentou a fonte.
Mais cedo, Jorge Emilio Rey, governador de Cundinamarca, havia informado no X um balanço de "14 mineiros presos".
O governador também afirmou que equipes de resgate estão a caminho do local e compartilhou imagens de ambulâncias na entrada da mina. Segundo Rey, os trabalhadores estão a cerca de 600 metros de profundidade.
As autoridades avaliam o nível de concentração de gases para poder realizar as operações de resgate, de acordo com a representante do governo regional.

Casa Branca entra em alerta após troca de tiros perto da residência presidencial

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Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026
REUTERS/Ken Cedeno
Agentes do Serviço Secreto colocaram a Casa Branca sob alerta após uma troca de tiros perto da residência presidencial, em Washington, nesta segunda-feira (4). O complexo ficou em "lockdown" por alguns minutos.
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Segundo o Serviço Secreto, agentes à paisana identificaram um homem armado na região do National Mall, parque que fica a poucas quadras da Casa Branca. Ao ser abordado, ele tentou fugir e disparou contra os agentes. Houve troca de tiros.
O suspeito foi baleado e levado a um hospital da região. Um adolescente que estava no local sofreu ferimentos leves. Os agentes de segurança não se machucaram.
O Serviço Secreto informou ainda que o comboio do vice-presidente J.D. Vance passou pela área pouco antes do tiroteio. Não há indícios de que ele fosse o alvo. O caso está sendo investigado.
A polícia de Washington afirmou que a área está segura, mas foi isolada por motivos de segurança.
No momento do incidente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participava de um evento com representantes de pequenos negócios, que seguiu normalmente. Jornalistas que estavam do lado de fora foram orientados a entrar na sala de imprensa.
Agentes isolam área em Washington após troca de tiros perto da Casa Branca, em 4 de maio de 2026
REUTERS/Jonathan Ernst
Em novembro do ano passado, a Casa Branca entrou em "lockdown" após dois integrantes da Guarda Nacional serem baleados perto do complexo presidencial. Uma das vítimas morreu, e a outra ficou gravemente ferida. O atirador foi preso.
Durante o período de restrição, ninguém pôde entrar ou sair da Casa Branca sem autorização do Serviço Secreto. Várias ruas próximas também foram interditadas.
Washington em alerta
Novas imagens mostram como atirador tentou invadir festa com Trump
O incidente ocorre menos de duas semanas após um atirador tentar invadir um jantar com Donald Trump e jornalistas que atuam como correspondentes na Casa Branca, em Washington.
O suspeito, Cole Allen, de 31 anos, foi contido e preso antes de chegar ao salão onde o presidente estava. Um agente do Serviço Secreto ficou ferido, e o evento foi suspenso.
Allen é acusado de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime violento e transporte ilegal de armas e munições entre estados.
Segundo autoridades norte-americanas, o atirador tinha como alvo Trump e outros membros do governo dos Estados Unidos.
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Acidentes aéreos no Brasil chegam a 64 casos e 17 mortes em 2026; veja dados da FAB

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Avião cai e bate em prédio em Belo Horizonte; Globocop captou momento do acidente
O Brasil teve 64 acidentes aéreos e 17 mortes em 2026, segundo dados da Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Os números consideram ocorrências registradas até o fim de abril.
Ao todo, desde 2016, o país soma 1.605 acidentes e 779 mortes na aviação.
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Na tarde desta segunda-feira (4), um avião de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Cinco pessoas estavam a bordo; o piloto e um passageiro morreram, e outras três ficaram feridas. Nenhum morador do prédio foi atingido.
VÍDEO mostra como ficou interior de prédio atingido
'Ai, caiu, caiu o avião': equipe do Globocop presenciou momento do acidente
O histórico recente mostra que, em 2025, o Brasil registrou 153 acidentes e 62 mortes, número que se aproxima do padrão observado na maior parte da série.
No ano anterior, 2024, foram 175 acidentes e 152 mortes, maior número de vítimas da série recente. Parte desse total está relacionada ao maior desastre aéreo no país em 17 anos, ocorrido em agosto daquele ano.
Na ocasião, um avião da Voepass caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, durante voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP), e deixou 62 mortos. A aeronave perdeu contato com o controle de tráfego aéreo e caiu sobre a área externa de uma casa em um condomínio. Não houve sobreviventes.
Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações da companhia por questões relacionadas à segurança.
Em 2023, o país teve 155 acidentes e 78 mortes. Nos anos anteriores, os registros também ficaram próximos desse patamar (veja a seguir).
📍 Entre os estados com maior número de acidentes, São Paulo concentra 285, seguido por Mato Grosso (196), Rio Grande do Sul (142), Minas Gerais (134), Paraná (106), Bahia (60) e Rio de Janeiro (42).
Picos de acidentes e de mortes ocorreu em 2024.
Juan Silva/Arte g1
Principais fatores dos acidentes
Levantamento do Cenipa aponta que parte dos acidentes está relacionada a fatores operacionais.
Falhas no desempenho técnico somam 739 acidentes, que incluem falhas na condução do voo, planejamento, supervisão e pouca experiência do piloto, além de falta de supervisão gerencial.
Aspectos psicológicos aparecem na sequência em 517 ocorrências. Fatores ligados ao ambiente operacional, como condições meteorológicas e interferências externas, totalizam 94 casos.
Problemas de infraestrutura aeroportuária aparecem em 51 registros, e fatores médicos, como desorientação, ilusões visuais, álcool, fadiga e uso de medicamentos, em 45 acidentes.
Outros fatores incluem ergonomia (8), fabricação (7), projeto (6), manuseio de materiais (5) e infraestrutura de tráfego aéreo (2), além de 90 casos classificados como outros.
Desempenho técnico do piloto é o principal fator de acidentes.
Juan Silva/Arte g1
Avião de pequeno porte cai e bate em prédio em Belo Horizonte no dia 4 de maio de 2026
Reprodução

Mesmo com guerra, Irã pode ter bomba atômica em até 1 ano, diz agência

Mesmo com guerra, Irã pode ter bomba atômica em até 1 ano, diz agência
Irã diz que impediu navios americanos de entrar em Ormuz
O tempo necessário para o Irã produzir uma arma nuclear segue em até um ano, mesmo após os ataques recentes, segundo avaliações da inteligência dos Estados Unidos obtidas pela agência Reuters. Os detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (4).
Os Estados Unidos avaliam que o tempo necessário para o Irã produzir uma arma nuclear não mudou desde o ano passado. Diante disso, o governo de Donald Trump avaliam a possibilidade de conduzir operações arriscadas para frear o programa nuclear iraniano.
Segundo as fontes, as análises sobre o programa do Irã permanecem praticamente as mesmas, apesar do conflito iniciado com o objetivo, em parte, de impedir o país de desenvolver uma bomba.
Os ataques mais recentes conduzidos pelos Estados Unidos, iniciados em 28 de fevereiro, miraram principalmente alvos militares convencionais. Israel, por sua vez, atingiu algumas instalações nucleares relevantes.
O fato de o prazo não ter mudado indica que, para frear de forma significativa o programa nuclear iraniano, seria necessário eliminar ou retirar o estoque restante de urânio altamente enriquecido do país.
Antes de junho de 2025, a inteligência americana avaliava que o Irã poderia produzir material suficiente para uma bomba em três a seis meses. Após ataques a instalações nucleares naquele mês, esse prazo foi ampliado para algo entre nove meses e um ano, segundo fontes e uma pessoa com conhecimento das análises.
Os bombardeios de junho destruíram ou danificaram as três principais usinas de enriquecimento em operação. Ainda assim, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não conseguiu confirmar o paradeiro de cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%.
A suspeita é que parte desse material esteja armazenada em túneis subterrâneos em Isfahan. As inspeções foram suspensas, o que impede a verificação. Segundo a AIEA, o estoque total poderia ser suficiente para produzir até 10 bombas, caso seja enriquecido ainda mais.
A Casa Branca afirmou que as operações militares recentes “destruíram instalações nucleares e enfraqueceram a base industrial de defesa do Irã”, dificultando o avanço do programa.
Nos bastidores, no entanto, os EUA avaliam opções mais arriscadas para frear o programa, incluindo operações terrestres para recuperar o urânio armazenado em túneis.
Poucos avanços
União Europeia apresenta texto "final" para retomar acordo nuclear com Irã
24/05/2022 REUTERS/Lisi Niesner
Autoridades americanas repetem que eliminar a capacidade nuclear iraniana é um dos principais objetivos da guerra. “O Irã nunca pode ter uma arma nuclear. Esse é o objetivo”, escreveu o vice-presidente J.D. Vance em março.
De acordo com as fontes ouvidas pela agência Reuters, o foco recente dos Estados Unidos em alvos militares — e não nucleares — ajuda a explicar por que o prazo estimado para a produção de uma arma atômica não mudou.
Analistas também apontam que há poucos alvos nucleares restantes que possam ser atingidos com segurança após os ataques anteriores. Para Eric Brewer, que trabalhou como analista de inteligência no governo americano, isso era esperado.
“O Irã ainda tem todo o material nuclear, até onde sabemos”, disse. “Esse material provavelmente está em instalações subterrâneas profundas, onde armas americanas não conseguem alcançar.”
Especialistas afirmam que medir com precisão o avanço nuclear iraniano é difícil, mesmo para serviços de inteligência.
Há também dúvidas sobre o impacto de ações recentes, como a morte de cientistas nucleares iranianos em operações atribuídas a Israel.
Para o ex-inspetor da ONU David Albright, isso pode ter afetado a capacidade do país.
“Conhecimento não se destrói com bombas, mas o domínio técnico pode ser perdido”, afirmou.
O Irã nega buscar armas nucleares. Segundo os EUA e a AIEA, o país interrompeu um programa de desenvolvimento de ogivas em 2003, embora Israel e alguns especialistas digam que partes importantes do projeto foram mantidas.
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