EUA dizem ter destruído seis lanchas iranianas que tentavam interferir em navegação comercial; Teerã nega

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Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026
Reuters
Os Estados Unidos disseram nesta segunda-feira (4) ter destruído seis pequenas embarcações iranianas que tentavam interferir na navegação comercial no Estreito de Ormuz. Oficiais iranianos, contudo, negam a afirmação, segundo a TV estatal.
O almirante americano Brad Cooper, chefe do Comando Central, afirmou nesta segunda que o Irã tentou atacar embarcações comerciais, mas não conseguiu. Ele também afirmou que as forças iranianas foram “fortemente aconselhadas” a se manter afastadas dos ativos militares dos EUA na região.
O almirante declarou ainda que o bloqueio militar imposto pelos Estados Unidos ao Irã está “superando as expectativas”.
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Segundo passageiro de cruzeiro na Argentina testa positivo para hantavírus

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O navio MV Hondius navegava da Argentina para Cabo Verde.
BBC
O segundo passageiro do navio que saiu da Argentina para Joanesburgo testou positivo para o hantavirus.
Ao todo, três pessoas morreram após um possível surto de hantavírus em um navio de cruzeiro que navegava no Oceano Atlântico, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) à BBC.
Um segundo caso já havia sido confirmado neste domingo (3) e outros cinco casos suspeitos estavam sob investigação, segundo a OMS.
Um cidadão britânico de 69 anos está na UTI em Joanesburgo, na África do Sul.
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O que aconteceu?
O surto foi relatado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde.
As infecções por hantavírus geralmente estão ligadas ao contato com urina ou fezes de roedores infectados, mas, em casos raros, podem se espalhar entre pessoas, causando doenças respiratórias graves.
Foster Mohale, porta-voz do Ministério da Saúde da África do Sul, disse anteriormente à BBC que pelo menos duas pessoas morreram.
O MV Hondius é operado pela empresa de turismo holandesa Oceanwide Expeditions.
De acordo com um itinerário no site da Oceanwide Expeditions, o MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, em 20 de março e deveria concluir sua viagem em 4 de maio em Cabo Verde.
É descrito como um navio de cruzeiro polar de 107,6 m (353 pés), com espaço para 170 passageiros em 80 cabines, além de 57 tripulantes, 13 guias e 1 médico.
Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus durante expedição
Pippa Low/Divulgação
As autoridades sul-africanas disseram que a primeira pessoa a apresentar sintomas do vírus foi um passageiro de 70 anos que morreu a bordo. O corpo dele está agora na Ilha de Santa Helena, um território britânico no Atlântico Sul.
A esposa desse passageiro, de 69 anos, também adoeceu a bordo e desembarcou na África do Sul, onde morreu em um hospital de Joanesburgo.
O casal era holandês, informou a agência de notícias AFP, citando uma fonte próxima ao caso.
Falando anonimamente, a fonte disse à AFP que a terceira vítima fatal ainda estava a bordo do navio e que estavam sendo tomadas decisões sobre se outros dois passageiros doentes deveriam ser colocados em isolamento em um hospital em Cabo Verde.
O navio seguiria então para as Ilhas Canárias, na Espanha.
A OMS afirmou estar ajudando a coordenar entre os estados-membros e os operadores do navio a evacuação médica de dois passageiros com sintomas, bem como uma avaliação completa dos riscos à saúde pública e apoio aos que ainda estão a bordo.
O que é hantavírus?
Hantavírus é o vírus que causa uma doença chamada hantavirose. Em humanos, ela pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).
De acordo com informações do Ministério da Saúde brasileiro, a infecção em humanos causa comprometimento cardíaco.
Os hantavírus ficam em roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer.
Segundo o Ministério da Saúde, a hantavirose pode se manifestar como uma doença febril aguda inespecífica e levar a quadros pulmonares e cardiovasculares severos.
Como se transmite o hantavírus?
A forma mais comum de um humano se infectar por hantavírus é pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. O vírus pode passar para humanos também das seguintes formas:
Corte na pele causado por roedores;
Contato do vírus com mucosa (olhos, boca ou nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
Transmissão pessoa a pessoa, relatada na Argentina e Chile, associada ao hantavírus Andes.

Trump diz que Irã ‘será varrido da face da Terra’ caso ataque navios dos EUA a TV americana

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Irã diz que impediu navios dos EUA de entrar em Ormuz; Exército americano nega ter sido alvo de ataque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA em entrevista à emissora de TV americana Fox News, nesta segunda-feira (4).
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O Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu navios de guerra dos EUA de entrar no Estreito de Ormuz. O governo Trump prometeu iniciar nesta manhã uma operação para escoltar embarcações retidas na via marítima por causa da guerra no Oriente Médio.
No início da manhã, havia divergências sobre se um navio dos EUA teria ou não sido atingido por mísseis iranianos. Mas nas horas seguintes, os EUA negaram, e o próprio Irã ajustou o discurso para esclarecer que se tratavam de "disparos de advertência", e não de um ataque direto à embarcação.
Veja abaixo o que cada lado alega:
Agência iraniana Fars: a agência chegou a dizer que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Fontes ouvidas pela Fars disseram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área. Horas depois, no entanto, a agência afirmou que foram feitos "disparos de advertência" pela Marinha iraniana nas proximidades das embarcações inimigas;
Agência iraniana Tasnim: fonte ouvida pela agência afirmou que Teerã disparou contra navios de guerra dos EUA;
Marinha do Irã: na TV estatal, a Marinha iraniana confirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz ao emitir um "aviso rápido e decisivo", mas não confirmou se as embarcações foram alvo de disparos;
À agência Reuters, um alto funcionário do governo de Teerã disse que o Irã disparou um tiro de advertência contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz, mas que não está claro se houve algum dano;
Exército dos EUA: o Comando Central dos EUA nega ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido.
Em comunicado nesta segunda, os Emirados Árabes Unidos informaram que Irã atacou um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, que transitava pelo Estreito de Ormuz e condenaram a ação.
Escolta americana
As Forças Armadas dos Estados Unidos também disseram nesta segunda-feira (4) ter escoltado os primeiros navios comerciais com bandeira americana pelo Estreito de Ormuz.
A escolta é a primeira após Trump anunciar uma operação militar para permitir que embarcações passem pelo estreito, apesar de o Irã afirmar estar bloqueando a passagem.
Trump diz que EUA vão ajudar navios a cruzar o Estreito de Ormuz perto do Irã
Irã diz ter domínio de grande área do Estreito de Ormuz
Mais cedo, nesta segunda, o Irã publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.
O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".
Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa acima.
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026.
Divulgação/Irib News
O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda, porém ainda não haviam ocorrido quaisquer movimentações militares até a última atualização desta reportagem.
Em resposta, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.
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“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
A Guarda Revolucionária iraniana disse também que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.
O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.
O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.
A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de "Projeto Liberdade", terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem, segundo Trump. "Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", disse o líder norte-americano.
Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.
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Lula viaja para os EUA para reunião com Trump em Washington na quinta-feira

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Lula vai encontrar Trump nos EUA quinta-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para Washington nesta quarta-feira (6) para um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7).
O encontro é visto pela diplomacia brasileira como um passo crucial para normalizar as relações comerciais, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.
A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o STF e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
A visita aos EUA ocorre, então, em um momento apropriado para mostrar o presidente Lula forte nas relações internacionais.
O encontro também ocorre pouco tempo após o recente impasse diplomático entre os dois países, causado pela prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. O governo Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que atuou na prisão, e o Brasil fez o mesmo, utilizando o princípio da reciprocidade (entenda mais abaixo).
Lula e Trump se encontram na Malásia.
Ricardo Stuckert/PR
Negociação desde janeiro e pauta 'olho no olho'
Inicialmente, o encontro estava previsto para março, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De lá para cá, Lula fez críticas a Donald Trump por causa dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, subindo um pouco o tom.
Mas, recentemente, Lula se solidarizou com Trump quando ele foi vítima de um atentado na semana passada durante jantar dos correspondentes em Washington.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos.
Naquela ocasião, os líderes manifestaram o desejo de realizar um encontro presencial para resolver divergências diretamente — o que o presidente brasileiro classificou como uma conversa "olho no olho".
As negociações, no entanto, enfrentaram alguns obstáculos que adiaram a data original, inicialmente prevista para março.
🌍Conflitos internacionais: o agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, redirecionou a prioridade da agenda da Casa Branca.
💰Divergências comerciais: o governo brasileiro busca reverter o "tarifaço" imposto por Trump a produtos nacionais.
➡️Segurança Pública: há um interesse mútuo em fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, tema que avançou em reuniões técnicas em abril.
O governo também trabalha para impedir que os EUA incluam facções criminosas como o CV e o PCC na lista de organizações terroristas internacionais.
EUA mandam delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem deixar o país
Caso Ramagem
Recentemente, a prisão e soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem também gerou um impasse entre os governos brasileiro e norte-americano.
O ex-presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos, em 13 de abril, e solto dois dias depois.
Ramagem fugiu do país em setembro do ano passado, dias antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da trama golpista. Ele mora nos Estados Unidos desde então, onde fez um pedido de asilo. A solicitação ainda não foi concluída.
Dias depois, o governo de Donald Trump determinou que o delegado brasileiro que atuou junto às forças americanas pela prisão de Ramagem deixasse o país. Uma substituta para o cargo foi nomeada.
A Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores não foram informados da decisão de expulsar o delegado. Mas, em reunião, o ICE informou a PF que Ramagem terá o direito de aguardar o resultado sobre o pedido de asilo em liberdade.
Em resposta, o governo brasileiro retirou as credenciais de um colaborador norte-americano e determinou que ele retorne aos Estados Unidos. Um segundo policial, também dos Estados Unidos, teve as credenciais suspensas, mas dias depois elas foram retomadas.

Motorista atropela pedestres em Leipzig, na Alemanha; polícia fala em 2 mortos

Motorista atropela pedestres em Leipzig, na Alemanha; polícia fala em 2 mortos
Praça Leipzig
Unsplash/Nico Knaack
Um motorista avançou sobre uma área de pedestres e atropelou dezenas de pessoas na cidade de Leipzig, na Alemanha, nesta segunda-feira (4), segundo a polícia local.
“O motorista foi detido, e no momento não há mais perigo relacionado a ele”, informou a polícia em uma publicação na rede social X.
De acordo com a imprensa da cidade, o atropelamento deixou duas pessoas mortas.
O incidente aconteceu na Grimmaische, uma rua comercial que liga vários pontos turísticos à praça do mercado de Leipzig, segundo a agência de notícias alemã DW.
Vídeos em alta no g1
Esta reportagem está em atualização.