Emirados Árabes denunciam ataque aéreo de mísseis e drones do Irã; 3 ficam feridos

Lula e Trump têm reunião em Washington nesta quinta-feira
Prédios de Sharjah cobertos por fumaça após ataque iraniano à cidade dos Emirados Árabes Unidos. Foto de 1º de março de 2026.
Amr Alfiky/Reuters
O governo dos Emirados Árabes Unidos denunciou que sofreu nesta segunda-feira (4) um bombardeio iraniano com diversos mísseis e drones, uma violação do cessar-fogo na guerra no Oriente Médio.
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O Ministério da Defesa emiradense afirmou em comunicado que sirenes de ataque aéreo foram acionadas em diversas partes do país e as defesas aéreas estavam trabalhando para destruir os projéteis.
"As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estão atualmente respondendo a ataques com mísseis e drones vindos do Irã, e o Ministério da Defesa confirma que os sons ouvidos em várias partes do país são resultado da interceptação, pelos sistemas de defesa aérea, de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones", afirmou o ministério.
O ataque aéreo ocorreu em meio a um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio. O conflito é protagonizado por EUA e Israel contra o Irã, porém o regime iraniano tem realizado ataques contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes.
O governo emiradense não especificou a quantidade de projéteis disparados, disse apenas que três mísseis foram interceptados, e que três pessoas ficaram feridas em um ataque à refinaria de Fujairah.
O governo iraniano não se manifestou de forma oficial sobre o incidente até a última atualização desta reportagem.
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Esta reportagem está em atualização.

VÍDEO mostra suspeito de ataque avançando com uma faca contra policiais em Londres

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Imagens mostram policiais sendo ameaçados antes de prender acusado de ataque em Londres
Um vídeo divulgado nesta segunda-feira (4) pela Polícia do Reino Unido mostra o momento da prisão do homem acusado de esfaquear dois judeus em um bairro do norte de Londres no último dia 29.
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As imagens, capturadas pelas câmeras corporais de dois agentes, registraram o criminoso ameaçando os policiais, avançando para perto deles com a faca usada no ataque na mão, antes de ser imobilizado por uma arma de choque.
Mesmo no chão e sem reação, ele lutou para permanecer com a arma na mão e só foi desarmado após alguns segundos de luta.
O ataque está sendo tratado pela polícia como um incidente terrorista. As vítimas estão em condição estável no hospital.
Acusado de atacar judeus com faca em Londres foi imobilizado por policiais com arma de choque
Polícia Metropolitana de Londres / Divulgação via REUTERS
Saiba mais sobre o ataque
A prisão ocorreu no dia 29 de abril, em Golders Green, uma área do norte de Londres com grande população judaica.
Antes da polícia chegar, membros da organização de segurança da comunidade agiram para deter o acusado.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se pronunciou no dia e afirmou que o "incidente é profundamente preocupante".
"Há uma investigação policial, e penso que todos precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar essa investigação e sermos absolutamente claros na nossa determinação em lidar com quaisquer crimes deste tipo, que temos visto com muita frequência ultimamente", afirmou Starmer aos parlamentares.
Polícia isola área após ataque a facadas em bairro judaico de Londres
No último mês, agentes antiterrorismo prenderam mais de duas dezenas de pessoas como parte de investigações sobre ataques a locais ligados à comunidade judaica.
Dois dias antes, também no bairro Golders Green, um incêndio foi registrado no muro de um memorial dedicado às pessoas mortas no Irã durante os protestos realizados no país no começo deste ano, e está sendo investigado.
"Reconhecemos que esse incidente aumentará as preocupações na área de Golders Green, onde os moradores já enfrentaram uma série de ataques", disse o superintendente-chefe Luke Williams em um comunicado.
Policial recua sob ameaças de homem com faca e dispara arma de choque
Polícia Metropolitana de Londres / Divulgação via REUTERS

Operadora de cruzeiro com surto de hantavírus considera desembarque nas Ilhas Canárias

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Três passageiros de navio morrem com suspeita de vírus raro
A Oceanwide Expeditions, empresa operadora do navio de cruzeiro MV Hondius com suspeita de surto de hantavírus, considera o arquipélago espanhol das Ilhas Canárias para o desembarque das 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo do navio, próximo a Cabo Verde.
Os hantavírus, transmitidos principalmente aos humanos por roedores infectados, podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas.
O navio, que fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, encontra-se atualmente ao largo da costa de Praia, capital deste arquipélago da África ocidental, confirmou um fotógrafo da AFP.
Há 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo do MV Hondius, que enfrenta uma "situação médica grave", segundo a operadora turística Oceanwide Expeditions.
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Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus.
AFP
'Isolamento' e vigilância
"Medidas de precaução rigorosas estão sendo implementadas a bordo, incluindo medidas de isolamento, protocolos de higiene e monitoramento médico", afirmou a empresa.
A companhia de cruzeiros estuda a possibilidade de levar os passageiros para as ilhas de Las Palmas e Tenerife, no arquipélago das Canárias, após Cabo Verde ter negado autorização para desembarcá-los em seu território.
A empresa confirmou três mortes, duas a bordo do navio de cruzeiro e uma após um desembarque.
A primeira morte ocorreu em 11 de abril, a bordo da embarcação. O corpo do homem foi levado para a ilha de Santa Helena em 24 de abril, juntamente com o de sua esposa, que também faleceu posteriormente. Ambos eram cidadãos holandeses.
LEIA TAMBÉM: 3 morrem com suspeita de hantavírus em cruzeiro que partiu da Argentina
Em 27 de abril, um passageiro britânico adoeceu e foi levado para a África do Sul, onde testou positivo para hantavírus, segundo a operadora.
Um alemão morreu a bordo do navio em 2 de maio, mas a causa da morte é desconhecida, informou a Oceanwide Expeditions.
"Dois tripulantes apresentam sintomas respiratórios agudos" e "precisam de atendimento médico urgente", segundo o comunicado da empresa.
O Ministério das Relações Exteriores dos Países Baixos confirmou à AFP que "considera" a possibilidade de repatriar as duas pessoas com sintomas a bordo do cruzeiro.
Vários médicos embarcaram para avaliar o estado de saúde dos tripulantes, mas a autorização para levá-los à terra firme ainda não foi concedida.
"O navio não recebeu autorização para atracar no porto da Praia" a fim de "proteger a população cabo-verdiana", declarou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, à Rádio Cabo Verde na noite de domingo.
Reprodução de imagem do hantavírus visto por um microscópio.
CDC/Cynthia Goldsmith
'Não há motivo para pânico'
No entanto, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, transmitiu uma mensagem tranquilizadora.
"O risco para a população em geral permanece baixo. Não há motivo para pânico ou para impor restrições de viagem", observou ele.
O diretor enfatizou que as infecções por hantavírus são raras e "não são facilmente transmitidas entre pessoas".
Os hantavírus são transmitidos aos humanos por meio de roedores selvagens infectados, como ratos ou camundongos, que eliminam o vírus pela saliva, urina e fezes. Uma mordida, o contato com esses animais ou seus excrementos, assim como a inalação de poeira contaminada, podem causar a infecção.
A OMS colabora com os países afetados no atendimento médico, evacuação e investigações, informou Kluge.
Sem vacinas ou medicamentos específicos disponíveis contra o hantavírus, os tratamentos atuais se limitam ao alívio dos sintomas.
A letalidade varia segundo os tipos de hantavírus e pode chegar a 15% dos casos, estima a agência federal de saúde pública da Suíça.

Suprema Corte dos EUA restabelece distribuição de pílula abortiva

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Uma caixa contendo um comprimido de mifepristona.
REUTERS/Callaghan O'Hare/Foto de arquivo
A Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu nesta segunda-feira (4) a distribuição da pílula abortiva mifepristona pelo governo do país.
A medida, um dos principais métodos de interrupção da gravidez nos EUA, estava em vigor desde 2022, mas havia sido proibida por um tribunal de apelações na sexta-feira (1º). A distribuição
A decisão desta segunda derruba a proibição e volta a permitir que mulheres que buscam aborto obtenham a pílula em farmácias ou pelos correios, sem a necessidade de uma consulta presencial com um médico.
👉 A maioria dos abortos nos EUA é realizada por meio de medicamentos, geralmente uma combinação de mifepristona e um segundo medicamento, o misoprostol. A disponibilidade desses medicamentos atenuou o impacto das proibições ao aborto que a maioria dos estados governados por republicanos começou a implementar desde a decisão da Suprema Corte de 2022, que revogou o caso Roe v. Wade e permitiu proibições estaduais.
A Louisiana entrou com uma ação judicial para restringir o acesso à mifepristona, alegando que sua disponibilidade comprometia a proibição vigente no estado.
Alguns estados governados por democratas têm leis que buscam dar proteção legal a quem prescreve esses medicamentos por meio de telemedicina para pacientes em estados com proibições.
A ordem de Alito permanecerá em vigor por mais uma semana, enquanto ambas as partes respondem e o tribunal analisa a questão mais a fundo.
Os fabricantes de mifepristona entraram com recursos de emergência pedindo à Suprema Corte que intervenha.

Lula e Trump têm reunião em Washington nesta quinta-feira

Lula e Trump têm reunião em Washington nesta quinta-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para Washington nesta quarta-feira (6) para um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7).
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a agenda será uma reunião de trabalho focada em destravar temas bilaterais.
A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o STF e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
A viagem ocorre, então, em um momento apropriado para mostrar o presidente Lula forte nas relações internacionais.
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Inicialmente, o encontro estava previsto para março, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De lá para cá, Lula fez críticas a Donald Trump por causa dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, subindo um pouco o tom.
Mas, recentemente, Lula se solidarizou com Trump quando ele foi vítima de um atentado na semana passada durante jantar dos correspondentes em Washington.
Lula e Trump se encontram na Malásia.
Ricardo Stuckert/PR
Negociação desde janeiro e pauta 'olho no olho'
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos.
Naquela ocasião, os líderes manifestaram o desejo de realizar um encontro presencial para resolver divergências diretamente — o que o presidente brasileiro classificou como uma conversa "olho no olho".
As negociações, no entanto, enfrentaram alguns obstáculos que adiaram a data original, inicialmente prevista para março.
Conflitos internacionais: o agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, redirecionou a prioridade da agenda da Casa Branca.
Divergências comerciais: o governo brasileiro busca reverter o "tarifaço" imposto por Trump a produtos nacionais.
Segurança Pública: há um interesse mútuo em fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, tema que avançou em reuniões técnicas em abril.
O que está em jogo
O encontro é visto pela diplomacia brasileira como um passo crucial para normalizar as relações comerciais, após um período de incertezas e tarifas de importação. Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.