Recall: Ford Bronco Sport e Maverick podem ter defeito em sensor e não ativar airbag de passageiro

Mais de 30 mil soldados e pivô da estratégia na Europa: a presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump
Ford Maverick
Divulgação / Ford
A Ford do Brasil anunciou um recall para Bronco Sport e Maverick nas versões Tremor, Black e Hybrid. Segundo a empresa, o sensor de detecção de passageiro dianteiro pode apresentar defeito.
O mau funcionamento deste item desativa o airbag para o passageiro.
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“Em caso de colisão, o não acionamento do airbag aumenta o risco de danos físicos e até mesmo fatais ao passageiro dianteiro”, explica em nota a Ford.
As unidades envolvidas foram fabricadas em 2025.
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De acordo com a montadora, o sensor apresenta defeito por uma falha no processo de fabricação. “O motorista será avisado pela luz de advertência no painel de instrumentos e pela indicação do airbag do passageiro desligado”, diz o comunicado da Ford.
A solução é substituição do componente, que será gratuita. Os clientes só poderão fazer o reparo no último trimestre de 2026, pois a solução ainda não está disponível nas concessionárias Ford.
Ford Bronco Sport 2025
Chassis
3FMCR9DA9SRF14826 – produzido em 29 de julho de 2025.
3FMCR9DAXSRF14799 e 3FMCR9DA5SRF15519 – produzidos em 5 de agosto de 2025.
Ford Maverick Tremor 2025
Chassis
3FTTW8NA5SRB44531 e 3FTTW8NA5SRB59286 – produzidas em 10 de outubro de 2025.
Ford Maverick Black 2025
Chassis
De SRB29780 até SRB31207 – produzidas em 8 de agosto de 2025.
Ford Maverick Hybrid 2025
Chassis
De SRB27247 até SRB45800 – produzidas de 8 de agosto de 2025 até 11 de setembro de 2025.
Ford Bronco 2025
Divulgação | Ford
SUV e picape já tiveram recall
Esta não é a primeira campanha de reparo que a Ford faz para os modelos Bronco e Maverick. Em março, a empresa anunciou o recall de Ford Bronco Sport 2025 e Ford Maverick Black e Tremor 2025 por um problema na válvula de recirculação de gases do escape (EGR).
Segundo a montadora, o componente pode não funcionar corretamente em razão de uma falha no processo de fabricação.
De acordo com a Ford, o defeito pode provocar aceleração fraca, vibração do motor, dificuldade na partida, acendimento da luz de aviso de mau funcionamento do motor e perda de força motriz, especialmente em baixas velocidades, de até 20 km/h.
Nessas condições, há aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.

Avião atinge poste e caminhão de entregas durante pouso nos EUA; veja VÍDEO

Mais de 30 mil soldados e pivô da estratégia na Europa: a presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump
Vídeo mostra momento em que avião colide com caminhão durante pouso
Um avião de passageiros da United Airlines, com 221 passageiros a bordo, vindo de Veneza, Itália, colidiu com um poste de iluminação e um caminhão em New Jersey, na tarde de domingo (3), enquanto se aproximava para pousar no Aeroporto Internacional Newark Liberty.
A companhia aérea informou que nenhum dos passageiros ou dos 10 tripulantes a bordo do voo 169 da United Airlines ficaram feridos.
A Polícia Estadual de Nova Jersey informou que um pneu de pouso e a parte inferior do avião atingiram um caminhão, e o poste de iluminação que, por sua vez, atingiu um Jeep que estava na rodovia.
O motorista do caminhão foi levado ao hospital com ferimentos leves e já recebeu alta, segundo a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, responsável pela administração do aeroporto.
O horizonte da cidade de Nova York é visto atrás do Aeroporto Internacional Newark Liberty em Newark, NJ.
Seth Wenig / AP
A Administração Federal de Aviação (FAA) informou que a aeronave Boeing 767 pousou em segurança após "entrar em contato com um poste de iluminação" em sua aproximação final para Newark.
Aeronaves que pousam em uma das pistas principais de Newark chegam voando baixo, sobre várias faixas de tráfego na Turnpike, que é um dos trechos mais congestionados da Interestadual 95. A pista começa a poucos metros da beira da rodovia.
Autoridades da administração portuária confirmaram que um objeto atingiu a aeronave e que um caminhão de entregas que trafegava na rodovia naquele momento também sofreu danos. Foram observados danos leves na aeronave.
A equipe do aeroporto inspecionou a pista em busca de destroços, e as operações normais foram retomadas rapidamente, segundo a administração portuária.
A United informou que sua equipe de manutenção estava avaliando os danos à aeronave e que a tripulação foi afastada do serviço enquanto conduz uma investigação de segurança de voo "rigorosa".
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) informou que um investigador do NTSB chegaria a Newark na segunda-feira (4) e que havia instruído a United a fornecer o gravador de voz da cabine e o gravador de dados de voo para a investigação.
O NTSB informou que um relatório preliminar era esperado dentro de 30 dias.

Irã diz ter impedido navios de guerra americanos de entrar em Ormuz; EUA negam que foram alvo de ataque

Mais de 30 mil soldados e pivô da estratégia na Europa: a presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump
Irã diz que impediu navios dos EUA de entrar em Ormuz; Exército americano nega ter sido alvo de ataque
O Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu navios de guerra dos EUA de entrar no Estreito de Ormuz. O governo Trump prometeu iniciar nesta manhã uma operação para escoltar embarcações retidas na via marítima por causa da guerra no Oriente Médio.
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No início da manhã, havia divergências sobre se um navio dos EUA teria ou não sido atingido por mísseis iranianos. Mas nas horas seguintes, os EUA negaram, e o próprio Irã ajustou o discurso para esclarecer que se tratavam de "disparos de advertência", e não de um ataque direto à embarcação.
Veja abaixo o que cada lado alega:
Agência iraniana Fars: a agência chegou a dizer que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Fontes ouvidas pela Fars disseram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área. Horas depois, no entanto, a agência afirmou que foram feitos "disparos de advertência" pela Marinha iraniana nas proximidades das embarcações inimigas;
Agência iraniana Tasnim: fonte ouvida pela agência afirmou que Teerã disparou contra navios de guerra dos EUA;
Marinha do Irã: na TV estatal, a Marinha iraniana confirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz ao emitir um "aviso rápido e decisivo", mas não confirmou se as embarcações foram alvo de disparos;
À agência Reuters, um alto funcionário do governo de Teerã disse que o Irã disparou um tiro de advertência contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz, mas que não está claro se houve algum dano;
Exército dos EUA: o Comando Central dos EUA nega ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido.
Em comunicado nesta segunda, os Emirados Árabes Unidos informaram que Irã atacou um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, que transitava pelo Estreito de Ormuz e condenaram a ação.
Escolta americana
As Forças Armadas dos Estados Unidos também disseram nesta segunda-feira (4) ter escoltado os primeiros navios comerciais com bandeira americana pelo Estreito de Ormuz.
A escolta é a primeira após Trump anunciar uma operação militar para permitir que embarcações passem pelo estreito, apesar de o Irã afirmar estar bloqueando a passagem.
Trump diz que EUA vão ajudar navios a cruzar o Estreito de Ormuz perto do Irã
Irã diz ter domínio de grande área do Estreito de Ormuz
Mais cedo, nesta segunda, o Irã publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.
O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".
Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa acima.
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026.
Divulgação/Irib News
O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda, porém ainda não haviam ocorrido quaisquer movimentações militares até a última atualização desta reportagem.
Em resposta, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.
Vídeos em alta no g1
“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
A Guarda Revolucionária iraniana disse também que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.
O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.
O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.
A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de "Projeto Liberdade", terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem, segundo Trump. "Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", disse o líder norte-americano.
Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.
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EUA dizem ter escoltado dois navios comerciais norte-americanos pelo Estreito de Ormuz

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As Forças Armadas dos Estados Unidos disseram nesta segunda-feira (4) ter escoltado os primeiros navios comerciais norte-americanos pelo Estreito de Ormuz.
A escolta é a primeira após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma operação militar para permitir que embarcações passem pelo estreito, apesar de o Irã afirmar estar bloqueando a passagem.
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Em comunicado, o Comando Central das Forças Armadas afirmaram que dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos conseguiram atravessar o estreito nesta manhã.
"Forças americanas estão auxiliando os esforços para restaurar o tráfego para o transporte comercial. Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança", diz o comunicado.
O Irã ainda não havia se manifestado sobre a informação até a última atualização desta reportagem.
Mais cedo, autoridades iranianas afirmaram ter impedido navios de guerra dos EUA de entrar no Estreito de Ormuz. O governo Trump prometeu iniciar nesta manhã uma operação para escoltar embarcações retidas na via marítima por causa da guerra no Oriente Médio.
No início da manhã, havia divergências sobre se um navio dos EUA teria ou não sido atingido por mísseis iranianos. Mas nas horas seguintes, os EUA negaram, e o próprio Irã ajustou o discurso para esclarecer que se tratavam de "disparos de advertência", e não de um ataque direto à embarcação.
Veja abaixo o que cada lado alega:
Agência iraniana Fars: a agência afirma que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Fontes ouvidas pela Fars disseram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área. Horas depois, no entanto, a agência afirmou que foram feitos "disparos de advertência" pela Marinha iraniana nas proximidades das embarcações inimigas;
Agência iraniana Tasnim: fonte ouvida pela agência afirmou que Teerã disparou contra navios de guerra dos EUA;
Marinha do Irã: na TV estatal, a Marinha iraniana confirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz ao emitir um "aviso rápido e decisivo", mas não confirmou se as embarcações foram alvo de disparos;
À agência Reuters, um alto funcionário do governo de Teerã disse que o Irã disparou um tiro de advertência contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz, mas que não está claro se houve algum dano;
Exército dos EUA: o Comando Central dos EUA nega ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido.
Em comunicado nesta segunda, os Emirados Árabes Unidos informaram que Irã atacou um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, que transitava pelo Estreito de Ormuz e condenaram a ação.
Trump diz que EUA vão ajudar navios a cruzar o Estreito de Ormuz perto do Irã
Irã diz ter domínio de grande área do Estreito de Ormuz
Mais cedo, nesta segunda, o Irã publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.
O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".
Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa acima.
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026.
Divulgação/Irib News
O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda, porém ainda não haviam ocorrido quaisquer movimentações militares até a última atualização desta reportagem.
Em resposta, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.
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“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
A Guarda Revolucionária iraniana disse também que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.
O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.
O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.
A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de "Projeto Liberdade", terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem, segundo Trump. "Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", disse o líder norte-americano.
Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.
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Mais de 30 mil soldados e pivô da estratégia na Europa: a presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump

Mais de 30 mil soldados e pivô da estratégia na Europa: a presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump
Soldados do Exército dos EUA em Hohenfels, na Alemanha, em abril de 2026.
Aubrey Boyle/Exército dos EUA
Em meio a uma troca de farpas entre os EUA e a Alemanha, o Pentágono anunciou nesta semana que pretende retirar 5 mil dos seus militares que estão atualmente baseados no país europeu. Segundo o anúncio, a retirada deve ser completada num período de 6 a 12 meses.
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No sábado (2), foi a vez de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a retirada pode ser ainda mais ampla.
"Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais do que 5.000", disse Trump a repórteres.
O movimento de retirada ocorre após Trump se enfurecer com declarações críticas à condução da guerra do Irã feitas pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Na segunda-feira, Merz afirmou que os EUA estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã e que parece faltar a Washington uma estratégia clara no conflito.
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Um dia depois, Trump respondeu que o alemão "não tem ideia do que está falando". "Merz acha ok o Irã ter uma arma nuclear. Ele não sabe do que está falando!", disse em um post na rede Truth Social.
Logo depois, veio o anúncio de redução de tropas baseada na Alemanha. Como parte da decisão, um plano da era Joe Biden para enviar um batalhão americano com mísseis Tomahawk —de longo alcance e alta precisão— para a Alemanha também foi abandonado.
Em entrevista à imprensa alemã no domingo, Merz minimizou a retirada de 5 mil soldados americanos do país e disse que não desistirá de cooperar com o governo Trump.
Esta não é a primeira vez que Trump faz movimentos para reduzir a quantidade de tropas dos EUA na Alemanha. Em 2020, o republicano chegou a anunciar um plano ainda mais drástico de redução, mas a iniciativa foi abandonada após a derrota de Trump para Joe Biden no mesmo ano.
Nesta reportagem, você vai ler:
Presença militar dos EUA na Alemanha
Fuzileiros navais, soldados e aviadores
Mais do que apenas soldados
A importância de Ramstein
Ocupação aliada do pós-guerra e seu legado
Qual a importância das bases militares americanas para a economia alemã?
Presença militar dos EUA na Alemanha
Segundo o Pentágono, entre 34 mil e 36 mil soldados ocupam atualmente em caráter permanente as bases americanas em solo alemão. Se incluídas as unidades militares em rotação, o número pode chegar temporariamente a 50 mil. Além do contingente militar, cerca de 15 mil civis americanos trabalham para o Departamento de Defesa dos EUA na Alemanha.
A República Federal da Alemanha tem sido parte vital da estratégia de defesa dos Estados Unidos na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial: durante dez anos as forças americanas integraram a ocupação dos Aliados no país. Embora o contingente tenha diminuído drasticamente desde então, nas décadas seguintes comunidades militares americanas se formaram em torno de diversas cidades, e os militares dos EUA ainda são uma presença importante no país.
Um obuseiro autopropulsado dos EUA em Grafenwöhr, na Alemanha.
Daniel Löb/dpa/picture alliance via DW
A importância estratégica da Alemanha para os EUA se reflete na localização do quartel-general do Comando Europeu dos EUA (Eucom) na cidade de Stuttgart, no sudoeste do país, que serve como estrutura de coordenação partes todas as forças militares americanas em 51 países, principalmente europeus.
A missão da Eucom é proteger e defender os EUA, impedindo conflitos, apoiando parcerias como a Otan e combatendo ameaças transnacionais. Sob seu comando estão o Exército, as Forças Aéreas e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA na Europa, todos com unidades na Alemanha.
A Alemanha abriga a maior parte das tropas americanas na Europa. Só no Japão os EUA mantêm mais pessoal militar. No entanto os números na Alemanha vêm caindo nos últimos anos: dados do governo alemão mostram que desde 2006 o número de militares dos EUA baseados na Alemanha diminuiu em mais da metade, sendo que há 20 anos a cifra chegava a 72.400.
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Fuzileiros navais, soldados e aviadores
A Alemanha abriga cinco guarnições do Exército americano e o quartel-general do Exército dos EUA na Europa está sediado na guarnição de Wiesbaden, próximo a Frankfurt, no centro-oeste do país.
Dados fornecidos pelas Forças Armadas dos EUA mostram que essas cinco guarnições, cada uma englobando várias bases em locais diferentes, compreendem atualmente cerca de 23 mil militares. Esse número inclui as Forças de Fuzileiros Navais da Europa e da África, com sede em Böblingen, sudoeste da Alemanha, como parte da Guarnição do Exército dos EUA em Stuttgart.
Além disso, há cerca de 13 mil membros da Força Aérea dos EUA espalhados por vários locais na Alemanha, incluindo as duas bases aéreas americanas em Ramstein e Spangdahlem.
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Mais do que apenas soldados
Como as instalações militares dos EUA também empregam civis e militares por vezes podem levar suas famílias para o exterior, consideráveis comunidades de civis se formam em torno dessas instalações.
Na verdade, algumas bases americanas na Alemanha, como a de Ramstein, são pequenas cidades autônomas, englobando não só quartéis, aeroportos, áreas para exercícios militares e depósitos de materiais, mas também seus próprios shoppings, escolas, serviços postais e força policial americanos. Em certos casos, a única moeda corrente é o dólar americano.
EUA mantêm mais militares que na Alemanha somente no Japão.
Picture-alliance/dpa/N. Armer via DW
Atualmente, a guarnição do Exército dos EUA na Baviera, com quartel-general em Grafenwöhr, perto da fronteira com a República Tcheca, é a maior base do Exército americano no exterior, tanto em número de militares quanto em superfície, espalhando-se por mais de 390 quilômetros quadrados.
As bases também costumam empregar um número significativo de residentes e servem de impulso econômico às comunidades alemãs adjacentes, cujas empresas fornecem bens e serviços. O fechamento de instalações anteriores, como a guarnição do Exército em Bamberg em 2014, afetou a economia local, e muitos alemães que vivem perto de instalações militares americanas manifestam oposição a possíveis reduções de tropas.
Porém a extensão da presença militar dos EUA na Alemanha não se limita ao pessoal: o país também mantém aviões em outras bases aéreas não americanas em solo alemão. Além disso, calcula-se que 20 ogivas nucleares sejam mantidas na Base Aérea de Büchel, no âmbito do Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan, fato que suscitou muitas críticas por parte dos alemães.
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A importância de Ramstein
Aviões militares dos Estados Unidos estacionados na base aérea de Ramstein, na Alemanha, em setembro de 2025.
Divulgação/Exército dos EUA
A Base Aérea de Ramstein, no estado alemão da Renânia-Palatinado, é a maior base militar americana fora dos EUA. Ela serve como um centro logístico para tropas, equipamentos e cargas a caminho do Oriente Médio, África e Europa Oriental.
Ramstein também é o quartel-general da Força Aérea dos EUA na Europa e serve como centro de comando da Otan para vigilância do espaço aéreo militar de todos os parceiros europeus.
A base aérea também abriga uma estação de retransmissão de satélites, de grande importância para o destacamento de drones de combate americanos, por exemplo, no Oriente Médio. Como a curvatura da Terra não permite o controle direto de drones a partir dos EUA, os sinais são retransmitidos por satélite via Ramstein.
Ramstein também funciona como um centro médico, já que soldados feridos da Europa, África ou Oriente Médio são transportados de avião para Ramstein e tratados no Centro Médico Regional de Landstuhl, adjacente à base, o maior hospital militar americano fora dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o hospital recebeu soldados americanos feridos em ataques do Irã a países do Golfo.
Ambas as instalações fazem parte da Comunidade Militar de Kaiserslautern, que abrange dezenas de milhares de soldados americanos, funcionários civis e seus familiares.
Spangdahlem, por sua vez, é a segunda maior base da Força Aérea dos EUA em solo alemão, fica a cerca de 120 quilômetros mais a noroeste. Ao contrário de Ramstein, Spangdahlem serve principalmente para missões operacionais de combate.
Um esquadrão de caças composto por cerca de 20 jatos F-16 está estacionado na base, funcionando como uma força de reação rápida em tempos de crise. O esquadrão ajuda a proteger o flanco leste da Otan e é especializado em eliminar as defesas aéreas inimigas.
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Ocupação aliada do pós-guerra e seu legado
A presença militar dos EUA na Alemanha é um legado da ocupação aliada pós-Segunda Guerra Mundial, que durou de 1945 a 1955. Durante esse período, milhões de militares americanos, britânicos, franceses e soviéticos estiveram estacionados na Alemanha. A parte nordeste do país ficou sob controle soviético, tornando-se oficialmente a República Democrática Alemã (RDA) em outubro de 1949.
Na parte ocidental, a ocupação foi regulamentada pelo Estatuto da Ocupação, assinado em abril de 1949, quando foi fundada a República Federal da Alemanha. O estatuto permitiu que França, Reino Unido e EUA mantivessem forças de ocupação no país e o controle completo sobre o desarmamento e desmilitarização da antiga Alemanha Ocidental.
Trump ordena retirada de soldados americanos da Alemanha, após receber críticas do premiê alemão
Quando a ocupação militar da República Federal da Alemanha (RFA) terminou oficialmente, o país recuperou o controle de sua própria política de defesa. No entanto, o Estatuto de Ocupação foi sucedido por outro acordo com seus parceiros na Otan.
O pacto – conhecido como Convenção sobre a Presença de Forças Estrangeiras na República Federal da Alemanha e assinado pelos alemães em 1954 – permitiu que oito países-membros da Otan, incluindo os EUA, mantivessem presença militar permanente na Alemanha. O tratado ainda regula os termos e condições das forças da Otan estacionadas hoje na RFA.
O número de militares americanos na Alemanha vem diminuindo desde o fim da Guerra Fria, em 1990, quando, segundo Berlim, havia cerca de 400 mil soldados estrangeiros baseados no país. Cerca de metade deles eram americanos, mas foram gradualmente retirados à medida que diminuíam as tensões com os Estados sucessores da União Soviética, e conflitos em outros lugares, como a guerra do Iraque, requeriam mais militares dos EUA.
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Qual a importância das bases militares americanas para a economia alemã?
As bases americanas são um fator econômico importante para a Alemanha. Muitas delas estão localizadas em regiões rurais do país, onde as forças armadas americanas atuam como o maior investidor e empregador.
Mais de 10 mil alemães trabalham diretamente para as forças armadas americanas, enquanto estima-se que 70.000 empregos na Alemanha estejam indiretamente ligados a empresas que prestam serviços às Forças Armadas americanas, por exemplo, no setor da construção civil ou na indústria de serviços.
Além disso, os soldados americanos baseados na Alemanha e suas famílias gastam grande parte de seus salários em lojas e empresas alemãs. A comunidade militar, por si só, contribui com até 3,5 bilhões de euros (R$ 20,4 bilhões) anualmente para as economias regionais.
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