Salão de baile de US$ 400 milhões da Casa Branca tardará dois anos e meio para ficar pronto, diz Trump

Mergulho em caverna mata cinco italianos nas Maldivas no ‘pior acidente de mergulho da história do país’
Donald Trump mostra imagens do projeto do salão de baile da Casa Branca, a bordo do Força Aérea Um, em 29 de março de 2026
Elizabeth Frantz/Reuters
O polêmico salão de bailes que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está construindo na Casa Branca ainda levará quase dois anos e meio para ficar pronto, segundo disse Trump nesta sexta-feira (15).
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O norte-americano afirmou que as obras terminarão em setembro de 2028. Apesar da demora, ele afirmou que a construção, que angariou polêmicas e foi alvo de ações judiciais (leia mais abaixo), está avançada.
"(O salão) está em construção, adiantado em relação ao cronograma, e será a melhor instalação do gênero em todos os EUA", disse Trump em uma publicação em sua rede social no Truth Social.
Na postagem, ele voltou a defender a construção e, como argumento, disse que a China, de onde ele voltou nesta sexta-feira, também tem um salão de bailes.
"A China tem um salão de bailes, e os Estados Unidos deveriam ter um também!", escreveu.
➡️ O projeto do salão, uma das reformas mais grandiosas e caras da história da Casa Branca, vem angariando críticas por preocupações com danos ao patrimônio na Casa Branca e o alto custo. Em outubro, Trump ordenou a demolição de uma ala para a construção, e, desde então, a Justiça já chegou a proibir a obra, mas o governo dos EUA conseguiu derrubar as decisões. O projetou inclui uma espécie de bunker no subsolo resistente a todos os tipos de armas.
Na semana passada, Trump revelou aindaque o salão vai ser mais caro que o valor inicialmente estimado e deve ter um custo estimado em cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,95 bilhão).
O valor é o dobro do inicialmente estimado para a polêmica construção, que vem angariando críticas justamente pelo alto custo (leia mais abaixo).
"O único motivo para a mudança no custo é que, após estudos aprofundados, o novo salão tem aproximadamente o dobro do tamanho e uma qualidade muito superior à proposta original", disse o presidente norte-americano em uma publicação em sua rede social Truth Social.
Na postagem, Trump argumentou que o valor inicial não cubriria o espaço adequado "para acomodar os eventos, reuniões e até mesmo futuras posses presidenciais". "O projeto final, com o dobro do tamanho e a mais alta qualidade, custará menos de 400 milhões de dólares. Será magnífico, seguro e protegido!".
Mais tarde, em um discurso na Casa Branca, ele argumentou ainda que colocará janelas
"Eu geralmente coloco vidros com cerca de um quarto de polegada de espessura. O do salão de baile terá cerca de seis polegadas de espessura. Isso pode repelir vários tipos de armas diferentes", afirmou. "Além de seguro, eu acho que vai ser o salão de baile mais bonito que eu já construí
O norte-americano disse ainda que o salão "está sendo construído rapidamente".
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‘Não é não’ ou ‘só sim é sim’? União Europeia debate crime de estupro; entenda

Mergulho em caverna mata cinco italianos nas Maldivas no ‘pior acidente de mergulho da história do país’
"Não é não" ou "só sim é sim"? União Europeia debate crime de estupro
A União Europeia está debatendo sobre o crime de estupro. O Parlamento Europeu propôs recentemente adotar uma definição única para fins jurídicos, só que os 27 países membros mantêm visões diferentes há décadas.
Hoje, existem três modelos em vigor. Em alguns países, só é considerado estupro se o agressor usar violência física ou ameaça de violência.
Já em outros, como na Alemanha, a definição é um pouco mais ampla. O lema é o "não é não" – ou seja, existe crime se a vítima ativamente negou o consentimento.
Mas os eurodeputados apoiaram o "só sim é sim", que significa que uma relação sexual precisa de consentimento expresso e voluntário. Mas como assim?
Parlamento Europeu
Yves Herman/Reuters
Não se trata de uma pessoa ter que dizer o "sim" em voz alta. O consentimento pode ser expresso, inclusive, por formas não verbais. Mas, se a pessoa não resistir, isso não significa automaticamente que ela concordou com o ato sexual.
O silêncio e a ausência de um “não” também não podem ser interpretados como consentimento.
O que precisa ser analisado é um contexto mais amplo. Por exemplo, se houve abuso de poder, intimidação ou intoxicação da vítima. Ou se ela não tinha condições de negar o consentimento nem de se defender, ou se simplesmente ficou em choque e paralisada.
Além disso, uma pessoa pode simplesmente desistir do ato sexual, inclusive enquanto ele acontece.
A França adotou o "só sim é sim" no fim do ano passado, depois da Suécia e da Espanha. O caso de Gisèle Pelicot influenciou a decisão. Ela foi vítima de estupros coletivos orquestrados pelo marido ao longo de anos; tudo enquanto estava sedada.
Caso Gisèle Pelicot: francês que dopava a esposa para estupros é condenado
Já no Brasil, a lei diz que estupro é "constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça" ao ato sexual. A pena aumenta se a vítima for menor de 14 anos ou pessoa com deficiência.
Só que os crimes sexuais são um desafio para a Justiça. Isso porque pode ser difícil obter provas inequívocas sobre o que acontece entre quatro paredes.
Na União Europeia, alguns países argumentam também que não está na alçada do bloco definir esse tipo de crime, e que o direito penal faz parte da soberania nacional.

China diz concordar com EUA em implementar ‘todos’ os acordos comerciais existentes

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Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
China e os Estados Unidos concordaram em continuar implementando “todos” os acordos firmados anteriormente e em criar conselhos para comércio e investimentos, afirmou o principal diplomata de Pequim em comunicado divulgado após uma cúpula de dois dias entre Xi Jinping e Donald Trump.
“As delegações dos dois países alcançaram resultados positivos de forma geral, incluindo a continuidade da implementação de todos os consensos alcançados em consultas anteriores e o acordo para estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimentos”, disse Wang Yi, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.
A mídia estatal chinesa noticiou que o presidente chinês deve visitar os Estados Unidos no outono do hemisfério norte. A informação foi divulgada pelo principal diplomata de Pequim, horas após Donald Trump deixar a China depois de uma cúpula de dois dias.
“O presidente chinês Xi Jinping fará uma visita de Estado aos Estados Unidos no outono deste ano a convite do presidente dos EUA, Donald Trump”, disse o principal diplomata chinês, Wang Yi, nesta sexta-feira, segundo informou a agência estatal chinesa Xinhua.

Guerrilheiro apontado como ‘sucessor de Escobar’ anuncia trégua por eleições presidenciais na Colômbia

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Líder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia
JOAQUIN SARMIENTO / AFP
A dissidência da extinta guerrilha das Farc comandada pelo guerrilheiro mais procurado da Colômbia, Iván Mordisco, anunciou, nesta sexta-feira (15), uma trégua para as eleições presidenciais de 31 de maio, marcadas por altos índices de violência.
Mordisco é comparado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, a Pablo Escobar, um dos traficantes mais conhecidos do mundo.
Os rebeldes que rejeitaram o acordo de paz de 2016 estão entre os principais atores da deterioração da segurança no país, imerso em sua pior crise de violência em uma década às vésperas das eleições para suceder o presidente esquerdista Gustavo Petro.
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O chamado Estado-Maior Central, liderado pelo comandante guerrilheiro Iván Mordisco, anunciou, em um comunicado, a "suspensão de operações militares ofensivas" de 20 de maio a 10 de junho.
A trégua visa dar as "condições de tranquilidade suficientes para que o povo colombiano vá maciçamente às urnas".
Petro tentou sem sucesso negociar com Mordisco como parte de sua política de "paz total", com a qual quis conseguir o desarmamento de todos os grupos armados do país.
Em abril, homens de Mordisco assassinaram 21 pessoas em um atentado com explosivos em uma rodovia do sudoeste do país, o pior ataque contra civis em duas décadas.
Depois do desarmamento das Farc, que se tornou partido político, Petro só mantém negociações atualmente com o poderoso cartel do narcotráfico Clã do Golfo e algumas guerrilhas menores.
Em 31 de maio, os principais candidatos são o senador esquerdista Iván Cepeda, que propõe dar continuidade a estes esforços de negociações, e outros que prometem a linha-dura contra o crime, como o advogado milionário Abelardo de la Espriella e a senadora opositora Paloma Valencia.
A violência também afeta os candidatos. Em agosto passado, morreu vítima de um atentado a tiros em Bogotá o senador Miguel Uribe, que pretendia ser o candidato presidencial do principal partido da oposição.
De la Espriella denunciou ameaças de morte e faz seus discursos de campanha protegido por uma estrutura de vidro à prova de balas.
Paloma Valencia também revelou mensagens intimidatórias contra ela, o que levou o governo a reforçar sua segurança recentemente.
Petro diz haver informação sobre um plano de atentado contra seu aliado, Cepeda, favorito nas pesquisas de intenção de voto.
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Mergulho em caverna mata cinco italianos nas Maldivas no ‘pior acidente de mergulho da história do país’

Mergulho em caverna mata cinco italianos nas Maldivas no ‘pior acidente de mergulho da história do país’
Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita)
LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
Cinco italianos morreram em um acidente durante um mergulho de cilindro nas Maldivas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta quinta-feira (14), acrescentando que as autoridades locais investigam o caso.
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“Após um acidente ocorrido durante uma excursão de mergulho, cinco cidadãos italianos morreram no Atol Vaavu, nas Maldivas”, afirmou o ministério em um breve comunicado.
Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado no país.
Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, e sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Também morreram Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova. As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa.
A cadeia de ilhas de coral é um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.
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O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka trabalha para entrar em contato com as famílias das vítimas e prestar assistência consular.
As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo popular entre mergulhadores por suas áreas remotas e barcos de mergulho com hospedagem a bordo.