VÍDEO mostra policiais sendo ameaçados antes de prenderem acusado de ataque em Londres

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha por crise diplomática ligada à guerra no Irã
Imagens mostram policiais sendo ameaçados antes de prender acusado de ataque em Londres
Um vídeo divulgado nesta segunda-feira (4) pela Polícia do Reino Unido mostra o momento da prisão do homem acusado de esfaquear dois judeus em um bairro do norte de Londres no último dia 29.
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As imagens, capturadas pelas câmeras corporais de dois agentes, registraram o criminoso ameaçando os policiais, avançando para perto deles com a faca usada no ataque na mão, antes de ser imobilizado por uma arma de choque.
Mesmo no chão e sem reação, ele lutou para permanecer com a arma na mão e só foi desarmado após alguns segundos de luta.
O ataque está sendo tratado pela polícia como um incidente terrorista. As vítimas estão em condição estável no hospital.
Acusado de atacar judeus com faca em Londres foi imobilizado por policiais com arma de choque
Polícia Metropolitana de Londres / Divulgação via REUTERS
Saiba mais sobre o ataque
A prisão ocorreu no dia 29 de abril, em Golders Green, uma área do norte de Londres com grande população judaica.
Antes da polícia chegar, membros da organização de segurança da comunidade agiram para deter o acusado.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se pronunciou no dia e afirmou que o "incidente é profundamente preocupante".
"Há uma investigação policial, e penso que todos precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar essa investigação e sermos absolutamente claros na nossa determinação em lidar com quaisquer crimes deste tipo, que temos visto com muita frequência ultimamente", afirmou Starmer aos parlamentares.
Polícia isola área após ataque a facadas em bairro judaico de Londres
No último mês, agentes antiterrorismo prenderam mais de duas dezenas de pessoas como parte de investigações sobre ataques a locais ligados à comunidade judaica.
Dois dias antes, também no bairro Golders Green, um incêndio foi registrado no muro de um memorial dedicado às pessoas mortas no Irã durante os protestos realizados no país no começo deste ano, e está sendo investigado.
"Reconhecemos que esse incidente aumentará as preocupações na área de Golders Green, onde os moradores já enfrentaram uma série de ataques", disse o superintendente-chefe Luke Williams em um comunicado.
Policial recua sob ameaças de homem com faca e dispara arma de choque
Polícia Metropolitana de Londres / Divulgação via REUTERS

Países da UE pressionam para finalizar acordo comercial com os EUA e evitar aumento de tarifas de automóveis

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha por crise diplomática ligada à guerra no Irã
Bandeiras da União Europeia
Stephanie Lecocq/Reuters
Os países da União Europeia estão pressionando pela rápida implementação da parte do bloco em um acordo comercial firmado com os Estados Unidos no ano passado para evitar a ameaça de tarifas automotivas mais altas, disseram diplomatas da UE nesta segunda-feira.
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Representantes do Parlamento Europeu e do Conselho, o órgão que representa os governos da UE, retomarão na quarta-feira as negociações sobre a legislação para reduzir as tarifas da UE sobre produtos importados dos EUA, com a assembleia da UE querendo estabelecer várias salvaguardas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que aumentará as tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25% na próxima semana porque a UE não está cumprindo os termos do acordo firmado em seu resort de golfe Turnberry, na Escócia, em julho.
Nove meses depois, a UE ainda não removeu as tarifas sobre os produtos industriais importados dos EUA, conforme acordado entre as duas partes. A legislação para isso foi suspensa duas vezes pelo Parlamento Europeu após as ameaças de Trump de impor novas tarifas aos aliados europeus que não apoiassem sua proposta de aquisição da Groenlândia e sua nova taxa de importação.
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O chanceler alemão, Friedrich Merz, cujo país provavelmente será o mais afetado por um aumento nas tarifas de automóveis, disse à emissora ARD: "Os norte-americanos já finalizaram o acordo, e os europeus não – e é por isso que espero que possamos chegar a um acordo o mais rápido possível."
Os membros da UE querem um acordo rápido entre o Parlamento e o Conselho sobre a implementação da parte do bloco no acordo, disseram os diplomatas.
Manfred Weber, chefe do Partido Popular Europeu, de centro-direita e o maior grupo no Parlamento da UE, também disse que deve haver uma conclusão rápida das negociações para permitir que o Parlamento dê sua aprovação final neste mês.
Esse seria um cronograma ambicioso. Bernd Lange, que preside o comitê de comércio do Parlamento e liderará as negociações para a assembleia da UE, disse que o comportamento de Trump é inaceitável e que as várias salvaguardas buscadas são ainda mais necessárias.
Lange disse que organizará uma reunião com outros parlamentares na quarta-feira para discutir os próximos passos.

Dúzia de ovos a R$ 4 na China e até R$ 50 nos EUA: veja contraste nos preços de alimentos e comparação com o Brasil

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha por crise diplomática ligada à guerra no Irã
Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China
A série “Entre Dois Mundos”, do Fantástico, revela um contraste profundo entre China, Estados Unidos e Brasil quando o assunto é alimentação — especialmente no bolso do consumidor.
Uma comparação de itens básicos mostra o contraste. Na China, uma dúzia de ovos custa cerca de R$ 4,75. No Brasil, o mesmo produto sai por aproximadamente R$ 12. Já nos Estados Unidos, o preço pode chegar a R$ 50.
A diferença se repete em outros alimentos:
Arroz: o quilo na China está R$ 5, valor semelhante ao Brasil, e até R$ 14 nos EUA
Tomate: R$ 5 na China, R$ 10 no Brasil e R$ 14 nos EUA
Peixe: R$ 18 na China, R$ 40 no Brasil e R$ 60 nos EUA
O impacto desses preços aparece também no prato. Cada chinês consome, em média, mais de 400 quilos de vegetais frescos por ano. Nos Estados Unidos, o número cai para cerca de 130 quilos.
Além disso, em um almoço farto para várias pessoas em Xangai, a conta surpreende: cerca de R$ 50 por pessoa, com sobra de comida.
Por que a China tem comida fresca e barata, e os EUA cara e ultraprocessada?
Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China
Reprodução/TV Globo
Modelo chinês: comida fresca, barata e próxima
O modelo chinês combina forte atuação do Estado com incentivo à produção local. Em grandes cidades como Xangai, alimentos frescos são vendidos em feiras e pequenas barracas próximas às casas — muitas vezes com aluguel subsidiado pelo governo para manter os preços baixos.
Além disso, há investimento pesado em tecnologia agrícola, subsídios à produção e controle indireto de preços. O país também mantém estoques estratégicos de alimentos e políticas para equilibrar oferta e demanda, o que ajuda a evitar oscilações bruscas.
Outro fator é a logística: a cadeia é mais curta, com menos intermediários. A margem de lucro de atacadistas gira em torno de 3%, bem abaixo dos cerca de 15% nos Estados Unidos.
Estados Unidos: comida cara e mais industrializada
Do outro lado, os Estados Unidos enfrentam um cenário oposto. Milhões de pessoas vivem nos chamados “desertos alimentares”, áreas onde é preciso dirigir pelo menos meia hora para encontrar comida fresca. O que sobra, muitas vezes, são produtos ultraprocessados.
A preocupação com o custo de vida domina o debate político. Programas como o SNAP (os “vales-alimentação”) ajudam cerca de 40 milhões de americanos, mas consomem cifras muito maiores do que programas similares no Brasil — e ainda assim não impedem a escalada dos preços.
O Brasil no meio do caminho
O Brasil aparece como um ponto de equilíbrio nessa comparação. Em vários itens básicos, os preços brasileiros ficam entre China e Estados Unidos. O país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas enfrenta gargalos históricos de logística, desigualdade e renda.
Enquanto a China atua fortemente na origem — produção, transporte e oferta —, Brasil e EUA concentram esforços no consumo, com programas de transferência de renda para garantir acesso à comida. No Brasil, o Bolsa Família atende cerca de 50 milhões de pessoas.
Ao mesmo tempo, o país ganha espaço no tabuleiro global: com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a soja brasileira avançou, tornando-se ainda mais estratégica para alimentar o mercado chinês.
Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e Chin
Reprodução/TV Globo
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Irã diz ter impedido navio de guerra americano de entrar em Ormuz; EUA negam que foram alvo de ataque

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha por crise diplomática ligada à guerra no Irã
Navio dos EUA foi atingido por mísseis, dizem iranianos
O Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu navios de guerra dos EUA de entrarem no Estreito de Ormuz. O governo Trump prometeu iniciar nesta manhã uma operação para escoltar embarcações retidas na via marítima por causa da guerra no Oriente Médio.
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Há divergências sobre se um navio dos EUA teria ou não sido atingido por ataque iraniano.
Veja abaixo o que cada lado alega:
Agência iraniana Fars: a agência afirma que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA na região do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4). Fontes ouvidas pela Fars disseram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área;
Agência iraniana Tasmin: a agência diz que o
Marinha do Irã: pouco depois, na TV estatal, a Marinha iraniana confirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz, mas disse que não que os atingiu;
À agência Reuters, um alto funcionário do governo de Teerã disse que o Irã disparou um tiro de advertência contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz, mas que não está claro se houve algum dano;
Exército dos EUA: o Comando Central dos EUA nega ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido.
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Até o momento não há informações sobre danos causados ou possíveis baixas.
À agência de notícias iraniana Tasnim, uma fonte que falou de forma anônima afirmou que Teerã disparou contra navios de guerra dos EUA e está "preparado para qualquer cenário e não permitirá que o Irã seja intimidado".
Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos informaram que Irã atacou um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, que transitava pelo Estreito de Ormuz e condenou a ação.
Trump diz que EUA vão ajudar navios a cruzar o Estreito de Ormuz perto do Irã
Irã se diz sob domínio de grande área do Estreito de Ormuz
Mais cedo, nesta segunda, o Irã publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.
O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".
Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa acima.
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026.
Divulgação/Irib News
O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda, porém ainda não haviam ocorrido quaisquer movimentações militares até a última atualização desta reportagem.
Em resposta, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.
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“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
A Guarda Revolucionária iraniana disse também que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.
O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.
O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.
A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de "Projeto Liberdade", terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem, segundo Trump. "Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", disse o líder norte-americano.
Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.
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EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha por crise diplomática ligada à guerra no Irã

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha por crise diplomática ligada à guerra no Irã
Trump ameaça retirar tropas americanas da Alemanha
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (1º) que vão retirar 5 mil soldados da Alemanha. O movimento é visto como uma forma de punir Berlim diante de uma crise diplomática entre os dois países.
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▶️ Contexto: Na segunda-feira, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os iranianos estavam "humilhando" os EUA nas negociações para encerrar o conflito, que já dura dois meses.
Trump rebateu a afirmação no dia seguinte, dizendo que o chanceler não sabia o que estava falando e que a Alemanha estava "indo mal".
Depois, o presidente publicou em uma rede social que avaliava retirar tropas do território alemão.
A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo. O país funciona como um centro estratégico de treinamento para os norte-americanos.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse nesta sexta-feira que o processo de retirada dos 5 mil soldados do território alemão deve ser concluído em até 12 meses.
Um alto funcionário do Departamento de Defesa, sob condição de anonimato, disse à agência Reuters que uma brigada de combate será retirada do país. Um batalhão de artilharia de longo alcance que deveria ser enviado ainda neste ano não será mais deslocado.
Ainda segundo a autoridade, as medidas são uma resposta às declarações recentes de autoridades alemãs, classificadas como "inapropriadas e pouco úteis".
"O presidente está reagindo de forma adequada a esses comentários contraproducentes", comentou.
Segundo a Reuters, a redução deve levar o número de tropas dos EUA na Europa de volta a níveis próximos aos de antes de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia levou a um reforço militar ordenado pelo então presidente Joe Biden.
Punição
Soldado da Força Aérea dos Estados Unidos lança drone durante exercício militar na Alemanha. Foto de setembro de 2025.
Synsere Howard/Exército dos Estados Unidos
Na quinta-feira (30), Trump confirmou que pretendia retirar tropas da Alemanha e afirmou que pode fazer o mesmo com Espanha e Itália.
“Provavelmente vou fazer isso. A Itália não tem ajudado em nada e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível”, afirmou.
A Alemanha está entre os países da Otan que autorizaram o uso de bases militares para ataques contra o Irã — decisão elogiada por Trump. No início de março, durante visita de Merz à Casa Branca, o presidente disse que o país era um parceiro útil.
Espanha e Itália adotaram postura mais restritiva. No fim de março, o governo espanhol fechou o espaço aéreo para aeronaves americanas envolvidas na guerra. Já os italianos negaram o uso de uma base aérea na Sicília em operações de combate.
No início de abril, o jornal The Wall Street Journal revelou que Trump avaliava punir países da Otan por falta de apoio à guerra contra o Irã. Entre as medidas estaria a transferência de tropas para países que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.
O plano também inclui a possibilidade de fechar uma base militar dos EUA na Europa, possivelmente na Espanha ou na Alemanha, segundo o jornal.
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