Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes

Irã diz que mantém controle do Estreito de Ormuz após Trump afirmar que EUA vão guiar navios pelo canal
Criança com prato de comida
Getty Images
A interrupção do fornecimento de fertilizantes e seus principais ingredientes devido à guerra no Irã pode custar até 10 bilhões de refeições por semana em todo o mundo e atingirá mais duramente os países mais pobres, de acordo com o chefe de um dos maiores produtores de fertilizantes do mundo.
Svein Tore Holsether, executivo-chefe da Yara, disse à BBC que as hostilidades no Golfo, que bloquearam o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, estão colocando em risco a produção global de alimentos.
A redução da produtividade das safras como resultado do menor uso de fertilizantes pode levar a uma disputa acirrada por alimentos, alertou ele.
Holsether pediu aos países europeus que considerem cuidadosamente o impacto de uma guerra de preços sobre os "mais vulneráveis" em outros países.
Embora seja muito improvável que o Reino Unido enfrente escassez de alimentos, espera-se que o aumento dos custos enfrentados pelos produtores de alimentos comece a aparecer nas contas de supermercado nos próximos meses.
Agro brasileiro sente impactos da alta do diesel e redução na oferta de fertilizantes
“Até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas no mundo no momento devido à situação em que estamos”, disse Holsether.
"O que isso significa para a produção de alimentos? Eu estimaria até 10 bilhões de refeições que deixarão de ser produzidas a cada semana como resultado da falta de fertilizantes."
Não aplicar fertilizante nitrogenado reduziria a produtividade das safras de algumas culturas em até 50% já na primeira safra, afirmou Holsether.
“O mercado de fertilizantes é muito global, então essas partes estão se movendo pelo planeta, mas os principais destinos seriam Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina, onde você veria o impacto mais imediato disso.”
Partes do mundo onde já há subfertilização, como vários países da África subsaariana, poderiam ter um impacto ainda maior na produção agrícola, acrescentou ele, dizendo que “quedas significativas” são possíveis nesses locais.
As épocas de plantio variam em todo o mundo. O Reino Unido está na alta temporada de plantio, enquanto na Ásia os agricultores estão apenas começando.
As consequências da escassez de fertilizantes na Ásia não aparecerão nos preços dos alimentos até o fim do ano, quando colheitas que deveriam ter sido plantadas nesta primavera vierem menores do que deveriam, ou simplesmente não existirem, segundo analistas.
O professor Paul Teng, pesquisador sênior em segurança alimentar em Cingapura, disse que alguns países podem ter fertilizantes suficientes para a temporada imediata de plantio, “mas se a crise se prolongar por mais tempo, veremos um impacto em culturas como o arroz nos próximos meses”.
Agricultores de todo o mundo estão enfrentando uma série assustadora de desafios, disse Holsether, já que os preços que eles podem cobrar pelos alimentos que produzem ainda não foram ajustados para cobrir as contas mais altas que estão enfrentando.
“Eles enfrentam custos de energia mais altos, o diesel para trator está aumentando, outros insumos para os agricultores estão aumentando, o custo do fertilizante está aumentando, mas ainda assim os preços das safras ainda não aumentaram na mesma medida”, disse ele.
Disputa por comida
De acordo com as Nações Unidas, cerca de um terço dos fertilizantes do mundo — como ureia, potássio, amônia e fosfatos — normalmente passam pelo estreito de Ormuz.
O preço do fertilizante aumentou 80% desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
A continuação do conflito pode resultar em uma disputa por alimentos entre nações mais ricas e mais pobres, acrescentou Holsether.
"Se há uma disputa por alimentos e uma que a Europa é robusta o suficiente para lidar, o que precisamos ter em mente na Europa é: nessa situação, de quem estamos tirando comida ao comprarmos?"
"Essa é uma situação em que as pessoas mais vulneráveis pagam o preço mais alto por isso, em nações em desenvolvimento que não podem se dar ao luxo de acompanhar."
Isso teria implicações na “acessibilidade dos alimentos, na escassez de alimentos e na fome”, disse o chefe da Yara.
No Reino Unido, a Federação de Alimentos e Bebidas previu recentemente que a inflação de alimentos poderia chegar a 10% em dezembro.
O Banco da Inglaterra disse nesta semana que acha que a inflação dos preços dos alimentos pode subir para 4,6% em setembro e ainda mais no final do ano.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que as consequências combinadas do conflito no Oriente Médio poderiam levar 45 milhões de pessoas a mais à fome aguda em 2026.
Na Ásia e no Pacífico, espera-se que a insegurança alimentar aumente em 24% — o maior aumento relativo de qualquer região.
Este texto foi traduzido e revisado por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA, como parte de um projeto piloto.

Irã divulga novo mapa com linhas vermelhas no Estreito de Ormuz após Trump anunciar operação militar para travessia de navios

Irã diz que mantém controle do Estreito de Ormuz após Trump afirmar que EUA vão guiar navios pelo canal
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026.
Divulgação/Irib News
O Irã publicou nesta segunda-feira (4) um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.
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O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".
Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa acima.
O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda.
O Exército iraniano, no entanto, ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.
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“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
A Guarda Revolucionária iraniana disse também que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.
O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.
O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.
A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de "Projeto Liberdade", terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem, segundo Trump. "Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", disse o líder norte-americano.
Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.
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O que se sabe sobre o vírus que causou mortes em cruzeiro no Atlântico

Irã diz que mantém controle do Estreito de Ormuz após Trump afirmar que EUA vão guiar navios pelo canal
Os hantavírus que causam a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) são transmitidos pelas fezes de roedores
BSIP/UIG Via Getty Images
Ao menos três mortes ligadas a um possível surto de hantavírus em um cruzeiro no Atlântico foram confirmadas neste domingo (3/5), informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um caso de hantavírus foi confirmado, com mais cinco casos suspeitos sob investigação, segundo a OMS.
A OMS disse à BBC que "investigações detalhadas" sobre os casos suspeitos de hantavírus estão "em andamento, incluindo mais testes laboratoriais".
O surto foi relatado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde.
Entenda, a seguir, o que se sabe sobre o hantavírus.
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O que é o hantavírus?
O hantavírus é uma cepa de vírus transmitida por roedores. A contaminação de humanos acontece principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes secas dos animais.
As infecções geralmente ocorrem quando o vírus é transportado pelo ar a partir da urina, fezes ou saliva de um roedor, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
Embora seja mais raro, ele também pode se espalhar por meio de mordidas ou arranhões de roedores.
O vírus pode causar duas doenças graves. A primeira, Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS, na sigla em inglês), geralmente começa com fadiga, febre e dores musculares, seguidas de dores de cabeça, tonturas, calafrios e problemas abdominais. Se os sintomas respiratórios se desenvolverem, a taxa de mortalidade é de aproximadamente 38%, de acordo com o CDC.
No Brasil, se apresenta na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), segundo o Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com a pasta, nas Américas a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA).
O navio MV Hondius navegava da Argentina para Cabo Verde
BBC
A segunda doença mais comum no mundo causada pelo hantavírus é a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS, em inglês). Ela é mais grave e afeta principalmente os rins. Os sintomas posteriores podem incluir pressão arterial baixa, hemorragia interna e insuficiência renal aguda.
Quantos casos de hantavírus existem no mundo?
Estima-se que ocorram 150 mil casos de HFRS (Síndrome Hemorrágica com Renal) em todo o mundo a cada ano, principalmente na Europa e na Ásia, de acordo com um relatório dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). Mais da metade dos casos geralmente ocorre na China.
Os dados mais recentes dos EUA mostram que, entre 1993, quando a vigilância do hantavírus começou, e 2023, houve 890 casos no país.
No entanto, o vírus Seoul, uma das principais cepas de hantavírus transmitidas por ratos-noruegueses (também conhecidos como ratos marrons), é encontrado em todo o mundo, inclusive nos EUA.
No Brasil, entre 1993 e 2024, foram confirmados 2.377 casos de hantavirose, também chamada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Do total de casos, 937 provocaram mortes no período, segundo o Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com a pasta, 70% dos pacientes no Brasil foram infectados em zonas rurais.
Como é tratado?
Não existe tratamento específico para infecções por hantavírus.
O CDC, dos EUA, recomenda cuidados para tratar os sintomas, que podem incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica, medicamentos antivirais e até diálise.
Pacientes com sintomas graves podem precisar ser internados em unidades de terapia intensiva. Em casos graves, alguns podem precisar ser intubados.
O CDC recomenda eliminar o contato com roedores em residências ou locais de trabalho para reduzir a exposição ao vírus.
A agência também recomenda vedar os pontos de entrada em porões ou sótãos por onde os roedores possam entrar nas casas.
O uso de equipamentos de proteção individual também é sugerido ao limpar fezes de roedores para evitar a inalação de ar contaminado.
Houve casos recentes de hantavírus?
Em fevereiro de 2025, Betsy Arakawa, esposa do ator vencedor do Oscar Gene Hackman, morreu de uma doença respiratória relacionada ao hantavírus.
Investigadores médicos acreditam que Arakawa contraiu HPS — a cepa mais comum nos EUA —, o que levou à sua morte.
Ninhos e alguns roedores mortos foram encontrados em anexos da casa onde ela foi encontrada.
Registros policiais mostraram que Arakawa pesquisou na internet informações sobre sintomas de gripe e covid-19 nos dias que antecederam sua morte.

Ataque a tiros em festa deixa pelo menos 12 feridos em Oklahoma, nos EUA

Irã diz que mantém controle do Estreito de Ormuz após Trump afirmar que EUA vão guiar navios pelo canal
A polícia isolou as proximidades do boulevard S. Air Depot em Edmond, Oklahoma, após um tiroteio em um acampamento no Lago Arcadia, no sábado, 3 de maio de 2026.
AP/Alonzo Adams
Pelo menos 12 pessoas foram levadas a hospitais após um ataque a tiros em uma festa no Lago Arcadia, em Edmond, em Oklahoma, segundo a polícia local. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.
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A porta-voz da polícia de Edmond, Emily Ward, disse que as autoridades receberam vários relatos de disparos contra um grupo de jovens perto do Lago Arcadia por volta das 21h.
“Esta é obviamente uma situação muito assustadora e entendemos a preocupação do público e dos envolvidos. Estamos trabalhando intensamente para encontrar os suspeitos”, disse Ward.
Ela disse que, além das 10 pessoas incialmente levadas para hospitais, outras podem ter dirigido até o local por conta própria. Ela afirmou que as vítimas estavam em "diversas condições".
Já segundo um porta-voz do sistema hospitalar, nove feridos foram encaminhados ao Integris Health Baptist Medical Center, em Oklahoma City, e três ao Integris Health Edmond Hospital. Todos ainda passavam por avaliação até o fim da noite.
Embora a polícia não tenha dado detalhes sobre a festa, um panfleto publicado nas redes sociais sugeria que um evento chamado Sunday Funday estava programado para ocorrer perto do lago naquela noite.
O Arcadia Lake fica a cerca de 21 quilômetros ao norte de Oklahoma City e é um reservatório artificial usado para controle de enchentes, além de ser um local popular para lazer, com atividades como pesca, passeios de barco e camping. A área pertence à cidade de Edmond, que tem cerca de 100 mil habitantes.
Há 40 anos, Edmond foi palco de um dos piores massacres em locais de trabalho da história dos Estados Unidos. Em 20 de agosto de 1986, o funcionário dos correios Patrick Sherrill matou 14 colegas antes de tirar a própria vida.
*Com informações da Associated Press.
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Irã diz que mantém controle do Estreito de Ormuz após Trump afirmar que EUA vão guiar navios pelo canal

Irã diz que mantém controle do Estreito de Ormuz após Trump afirmar que EUA vão guiar navios pelo canal
Navios e embarcações no Estreito de Ormuz, em Musandam, Omã, em 1º de maio de 2026.
Stringer / Reuters
O comando das Forças Armadas do Irã afirmou que manterá “total controle” sobre a segurança no Estreito de Ormuz e fez um alerta a forças estrangeiras, especialmente aos Estados Unidos, sobre qualquer tentativa de aproximação sem coordenação prévia. As informações foram divulgadas pela agência iraniana Fars News nesta segunda (4).
Segundo a publicação, o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, Abdolrahim Mousavi Abdollahi, declarou que o Irã tem reiterado que a segurança da estratégica via marítima está sob responsabilidade das forças armadas do país. De acordo com ele, qualquer trânsito seguro de embarcações deve ocorrer em coordenação com as autoridades militares iranianas.
A fala ocorreu após Donald Trump anunciar que os Estados Unidos vão guiar em segurança navios presos no Estreito de Ormuz a partir da manhã desta segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio.
Ainda conforme a Fars News, o comandante acusou os Estados Unidos de colocarem em risco a segurança do comércio global ao atuar em águas internacionais. Ele afirmou que o Irã responderá “de forma dura e contundente” a qualquer ameaça ou ação considerada hostil.
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O militar também advertiu que embarcações comerciais e petroleiros devem evitar navegar pelo estreito sem comunicação prévia com as forças iranianas, sob risco de terem sua segurança comprometida. Em tom mais incisivo, declarou que qualquer força estrangeira, “especialmente o exército americano”, que tente se aproximar ou entrar na região poderá ser alvo de ação militar.
Por fim, a autoridade iraniana afirmou que uma eventual escalada por parte dos Estados Unidos apenas agravaria a situação e colocaria em risco a navegação na região, reforçando que o país está preparado para reagir a qualquer cenário.
Mais cedo, a agência britânica de comércio marítimo (UKMTO) alertou que o nível de ameaça à segurança marítima no Estreito de Ormuz permanece crítico devido às operações militares regionais em curso.
A agência informou que os navios são aconselhados a coordenar com as autoridades omanitas através de um canal de rádio específico. Além disso, a UKMTO orientou que as embarcações consideram a possibilidade de navegar pelas águas territoriais de Omã, onde os EUA teriam estabelecido uma zona de segurança reforçada.
Ação americana em Ormuz
Trump recebe astronautas da Artemis II no Salão Oval da Casa Branca
Reuters/Evelyn Hockstein
O presidente americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos vão guiar em segurança navios presos no Estreito de Ormuz a partir da manhã desta segunda-feira, no horário do Oriente Médio.
Trump afirmou que a ação anunciada será destinada a navios de países que não estão envolvidos na guerra no Oriente Médio, mas não citou nenhuma nação especificamente.
"Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente", escreveu em sua rede social, a Truth Social.
"Instruí meus representantes a informá-los de que faremos todos os esforços para retirar seus navios e tripulações do Estreito com segurança", afirmou.
Chamada pelo presidente de "Projeto Liberdade", o republicano justificou que a operação tem o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem.
"Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", alertou ao final da mensagem.
A publicação de Trump vem após o Irã, ainda neste domingo, ter afirmado que recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta de negociações de paz.
A mídia estatal iraniana informou que Washington enviou sua resposta à proposta de 14 pontos de Teerã por meio do Paquistão e que o conteúdo está em análise. Não houve confirmação imediata por parte dos EUA nem de Islamabad.
No sábado (2), o presidente disse que ainda não havia analisado o texto da proposta de paz iraniana, mas que provavelmente a rejeitaria.
Estreito de Ormuz ainda fechado
Estados Unidos e Israel suspenderam a campanha de bombardeios contra o Irã há quatro semanas, e autoridades dos dois países realizaram uma rodada de negociações. No entanto, as tentativas de organizar novos encontros fracassaram até agora.
O Irã apresentou sua proposta mais recente na quinta-feira (29), e um alto funcionário confirmou no sábado que Teerã pretende encerrar a guerra e resolver o impasse marítimo primeiro, deixando para depois as negociações sobre o programa nuclear.
Embora tenha dito inicialmente, na sexta-feira, que não estava satisfeito com a proposta iraniana, Trump afirmou no sábado que ainda a analisava.
“Eles me falaram sobre o conceito do acordo. Agora vão me dar o texto exato”, afirmou a repórteres.
Questionado se poderia retomar ataques contra o Irã, Trump disse: “Não quero dizer isso. Não posso dizer isso a um repórter. Se eles se comportarem mal, se fizerem algo ruim, vamos ver. Mas é uma possibilidade.”
O Estreito de Ormuz é a principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio (veja infográfico abaixo).
Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.
Infográfico – Estreito de Ormuz
Arte/g1