Israel ordena saída de moradores de 11 cidades e vilarejos no Líbano

O Exército de Israel emitiu neste domingo (3) um alerta urgente para moradores de 11 cidades e vilarejos do sul do Líbano, pedindo que deixem as casas e se afastem ao menos 1.000 metros em direção a áreas abertas.
Segundo os militares, as operações têm como alvo o Hezbollah após o que Israel descreveu como uma violação do acordo de cessar-fogo.
O Exército afirmou que qualquer pessoa próxima a combatentes ou instalações do grupo pode estar em risco.
O grupo extremista Hezbollah, apoiado pelo Irã, mantém ataques com drones e foguetes contra tropas israelenses no Líbano e contra o norte de Israel, em meio a um cessar-fogo que segue oficialmente em vigor entre Israel e Líbano.
Israel, por sua vez, continua realizando ataques no sul do território libanês.
Tropas israelenses também ocupam uma faixa da região e têm destruído casas que dizem ser usadas pelo Hezbollah como infraestrutura militar.

Como a alta do petróleo afeta o dia a dia da economia global

Irã executa dois homens acusados de espionagem para Israel
Os preços do petróleo bruto Brent subiram brevemente acima de US$ 126 por barril, atingindo seu nível mais alto desde o início da guerra na Ucrânia em 2022.
Getty Images via BBC
Os preços do petróleo subiram para o nível mais alto desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, alimentando novas preocupações globais em meio a relatos de que os militares dos EUA darão ao presidente Donald Trump novas opções de ação contra o Irã.
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De acordo com o site de notícias Axios, o Comando Central dos EUA elaborou planos para uma onda de ataques “curtos e poderosos” com o objetivo de romper o impasse nas negociações com Teerã. A BBC entrou em contato com o Pentágono e a Casa Branca para comentar.
Mas o impacto potencial vai muito além dos preços dos combustíveis. Especialistas dizem que o mecanismo é uma reação em cadeia: quando os preços do petróleo sobem, os efeitos se espalham por toda a economia global.
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O aumento dos preços do petróleo “tem um efeito indireto não apenas no petróleo, mas nos produtos relacionados ao petróleo, na inflação e basicamente em todos os fatores do nosso dia a dia”, diz Naveen Das, analista sênior de petróleo da plataforma de dados e análises Kpler.
“Talvez comecemos a ver mais manchetes sobre tentativas de diminuir a escalada novamente”, acrescenta.
1. O petróleo fica mais caro
Esse é o ponto de partida. Os preços do petróleo bruto aumentam devido a preocupações com a oferta, conflito geopolítico ou especulação de mercado.
O petróleo Brent saltou brevemente quase 7% para mais de US$ 126 o barril, antes de voltar para cerca de US$ 116 nas negociações europeias. Os preços subiram nesta semana, com a paralisação dos esforços de paz. O estreito de Ormuz permanece fechado na prática, elevando os custos de combustível para os motoristas.
Antes do início do ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o petróleo Brent estava sendo negociado em torno de US$ 70 o barril, cerca de 80% abaixo do pico de quinta-feira.
O petróleo bruto é um componente essencial da gasolina e do diesel, o que significa que os preços mais altos no atacado passam rapidamente para a bomba.
2. Aumento dos preços de produtos relacionados ao petróleo
"O aumento dos preços dos fertilizantes será repassado por toda a cadeia de suprimentos", afirma Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos da consultoria de investimentos Wealth Club
Getty Images via BBC
O petróleo não é usado apenas como combustível, mas também como insumo essencial em uma ampla gama de produtos. Como resultado, preços mais altos do petróleo bruto se traduzem em maiores custos de produção em setores como combustível de aviação, plásticos e embalagens, bem como produtos químicos e fertilizantes.
Governos de diferentes países vêm alertando que os consumidores podem enfrentar contas de energia, preços de alimentos e tarifas aéreas mais altas como resultado do conflito.
Algumas companhias aéreas já estão aumentando o preço das suas passagens aéreas ou cortando rotas. Os preços dos fertilizantes também estão subindo, o que pode eventualmente aumentar os custos dos alimentos.
Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos da consultoria de investimentos Wealth Club, diz que os custos podem permanecer elevados até o próximo ano.
“Os embarques de ureia, usados como fertilizante, estão bloqueados — e os custos dispararam para agricultores de todo o mundo que não compraram estoques com antecedência”, diz ela.
“A preocupação é que esses custos sejam repassados pelas cadeias de suprimentos, elevando o preço dos produtos de uso diário ainda este ano e no próximo.”
3. O transporte fica mais caro
Como quase tudo depende do transporte — alimentos, bens de consumo e matérias-primas — os custos mais altos de combustível aumentam diretamente as despesas de frete.
Quando se torna mais caro transportar mercadorias globalmente, as empresas normalmente repassam esses custos aos consumidores, aumentando a pressão sobre os preços de varejo.
4. Aumento da inflação
Esses custos crescentes se acumulam em toda a economia global. À medida que a energia se torna mais cara, as empresas enfrentam custos operacionais mais altos, desde a operação de fábricas até o aquecimento de edifícios e o transporte de mercadorias.
Os preços dos alimentos também aumentam, porque o plantio, empacotamento e distribuição dependem de combustível e fertilizantes ligados ao petróleo. Produtos de uso diário, de roupas a eletrônicos, também se tornam mais caros de produzir e transportar.
À medida que esses aumentos se acumulam em vários setores ao mesmo tempo, as pressões de preços se tornam mais generalizadas e persistentes. Quando esse padrão continua ao longo do tempo, em vez de ser um pico de curto prazo, os economistas o descrevem como inflação — um aumento geral e sustentado do custo de vida.
“O mundo inteiro está enfrentando isso, alguns países mais, outros menos”, diz André Perfeito, economista brasileiro que lidera a consultoria APCE.
“O Brasil está sofrendo muito, por exemplo”, acrescenta, destacando que a inflação permaneceu persistentemente acima da meta do banco central nos últimos meses.
Depois de atingir um pico acima de 5% em meados de 2025, a inflação anual do Brasil diminuiu gradualmente, mas permaneceu elevada, oscilando em torno de 4,3% a 4,4% no início de 2026 — ainda perto do limite superior da meta.
Agora, espera-se que termine o ano em 4,86%, de acordo com a última previsão do Banco Central brasileiro, devido ao conflito no Oriente Médio.
Vários outros países seguem um padrão semelhante.
5. Impacto na vida cotidiana
Para os consumidores, isso acaba influindo na vida cotidiana de várias maneiras. As contas de supermercado aumentam, o deslocamento se torna mais caro e os custos de serviços públicos aumentam.
À medida que o custo de vida aumenta, os trabalhadores podem buscar salários mais altos para manterem seus padrões, o que pode aumentar a pressão inflacionária. Em resposta, os bancos centrais costumam subir as taxas de juros para controlar a inflação, tornando empréstimos mais caros e desencorajando gastos e tomada de crédito.
Em alguns países, como Paquistão e Bangladesh, o governo ordenou o fechamento de escolas para economizar combustível e reduzir custos.
“Tudo isso está criando espaço para uma desaceleração, uma recessão global”, diz Perfeito.
“Não há muita maneira de pensar em uma solução de curto prazo. Não acredito que Trump vá amenizar isso, pelo menos por enquanto.”
Em seu mais recente relatório sobre o assunto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que o conflito com o Irã corre o risco de tirar a economia global “do rumo”, com uma escalada prolongada aumentando o risco de uma recessão global.
Também pede que os bancos centrais sejam cautelosos ao aumentar as taxas de juros em resposta à inflação mais alta.
No entanto, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à BBC News que uma “pequena dor econômica por semanas” era justificada se reduzisse o risco de o Irã desenvolver armas nucleares.
“Estou menos preocupado com as previsões de curto prazo, em nome da segurança de longo prazo”, disse ele.
Este texto foi traduzido e revisado por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA, como parte de um projeto piloto.

Trump vai analisar plano do Irã, mas diz que dificilmente será aceitável

Irã executa dois homens acusados de espionagem para Israel
Trump vai analisar plano do Irã, mas diz que dificilmente será aceitável Presidente dos EUA afirma que ainda aguarda a versão final da proposta e diz que país não pagou “preço suficiente” pelas ações recentes. Trump afirmou que não ficou satisfeito com a mais nova proposta de paz enviada pelo Irã.. Na sexta-feira (1º), o presidente enviou uma carta ao Congresso afirmando que as hostilidades contra o Irã "foram encerradas". A medida foi vista como uma manobra.. O site Axios afirmou que o bloqueio naval imposto pelos EUA já causou prejuízos de quase US$ 5 bilhões ao Irã.. Os EUA anunciaram a retirada de 5 mil soldados da Alemanha após o chanceler Friedrich Merz dizer que os norte-americanos estavam sendo "humilhados" na guerra.

Trump diz que vai analisar plano de paz do Irã, mas afirma que ‘não consegue imaginar’ que seja aceitável

Irã executa dois homens acusados de espionagem para Israel
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante uma coletiva de imprensa na cúpula da OTAN, em Haia, Países Baixos, em 25 de junho de 2025.
Reuters/Yves Herman
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma publicação nas redes sociais neste sábado (2) que vai analisar a proposta de paz mais recente do Irã, mas afirmou que "não consegue imaginar que ela seja aceitável".
"Em breve estarei analisando o plano que o Irã acabou de nos enviar, mas não consigo imaginar que seja aceitável, já que eles ainda não pagaram um preço alto o suficiente pelo que fizeram à Humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos", escreveu Trump em sua rede social.
Trump também disse neste sábado que foi informado sobre o conceito de um acordo, mas que aguardava a redação final, alertando que ainda há a possibilidade de retomar ataques ao país caso Teerã “se comporte mal”.
Questionado sobre a proposta antes de embarcar para Miami, em West Palm Beach, na Flórida, Trump respondeu: “Eles me falaram sobre o conceito do acordo. Agora vão me dar a redação exata”.
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Ao ser perguntado se poderia reiniciar ataques ao Irã, ele disse: “Não quero dizer isso. Quer dizer, não posso contar isso a um repórter. Se eles se comportarem mal, se fizerem algo ruim, vamos ver. Mas é uma possibilidade.”
Nesta sexta (1), durante uma breve interação com jornalistas nesta, o presidente norte-americano disse que não estava satisfeito com a proposta de acordo de paz do regime iraniano.
“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse o presidente americano. "Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito… Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", continuou.
Homem escala ponte em Washington em protesto contra a guerra
Bandeira da Inglaterra vira alvo de disputa simbólica e ideológica

Irã executa dois homens acusados de espionagem para Israel

Irã executa dois homens acusados de espionagem para Israel
Veículos passam por um outdoor com uma imagem do Estreito de Ormuz e com os lábios costurados do presidente dos EUA, Donald Trump, em uma praça no centro de Teerã, Irã, sábado, 2 de maio de 2026.
AP Photo/Vahid Salemi
O Irã executou neste sábado (2) dois homens acusados por espionagem a favor de Israel. A informação foi divulgada pela mídia iraniana, com base no judiciário do país.
Yaghoub Karimpour e Nasser Bakarzadeh foram enforcados após serem considerados culpados de cooperação de inteligência com Israel e com o Mossad, serviço de espionagem israelense.
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De acordo com as autoridades iranianas, Karimpour teria repassado informações confidenciais a um oficial do Mossad.
Já Bakarzadeh foi acusado de coletar dados sobre figuras governamentais e religiosas e sobre locais estratégicos, incluindo a área de Natanz, instalação nuclear localizada na província central de Isfahan.
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