Trump diz ao Congresso que ataques ao Irã foram ‘encerrados’, mas mantém bloqueio naval

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha em meio a crise diplomática ligada à guerra
Trump diz ao Congresso que ataques ao Irã foram 'encerrados', mas mantém bloqueio naval Presidente dos EUA afirmou que está insatisfeito com proposta de paz iraniana e disse que não deixará o Oriente Médio até 'resolver' a questão. Trump afirmou que não ficou satisfeito com a mais nova proposta de paz enviada pelo Irã.. Na sexta-feira (1º), o presidente enviou uma carta ao Congresso afirmando que as hostilidades contra o Irã "foram encerradas". A medida foi vista como uma manobra.. O site Axios afirmou que o bloqueio naval imposto pelos EUA já causou prejuízos de quase US$ 5 bilhões ao Irã.. Os EUA anunciaram a retirada de 5 mil soldados da Alemanha após o chanceler Friedrich Merz dizer que os norte-americanos estavam sendo "humilhados" na guerra.

Trump fala em assumir Cuba após ação no Irã: ‘Será quase imediatamente’

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A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o país poderia “assumir” Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante um evento na Flórida.
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Ao comentar sobre a origem de uma das pessoas presentes no evento, Trump fez referência a Cuba e disse que o país seria alvo de uma ação rápida dos EUA.
“E ele [convidado] vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente”, disse.
Na sequência, Trump afirmou que, na “volta do Irã”, os Estados Unidos poderiam enviar um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para se posicionar próximo à costa cubana.
“Cuba tem problemas. Vamos terminar uma coisa primeiro. Gosto de terminar um trabalho”, afirmou.
“Vamos parar a cerca de 100 jardas [91 metros] da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’”, disse.
Trump não deu detalhes sobre o que quis dizer nem indicou se a fala representa um plano concreto. A plateia riu do comentário do presidente. A Associated Press noticiou o caso afirmando que o norte-americano estava fazendo uma piada.
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Sanções
O presidente Donald Trump durante evento na Flórida em 1º de maio de 2026
REUTERS/Nathan Howard
As declarações de Trump foram feitas no mesmo dia em que os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre Cuba com novas sanções. A ilha vem enfrentando problemas econômicos e energéticos desde que Washington impôs, em janeiro, um bloqueio ao envio de petróleo.
Nesta sexta-feira, o presidente assinou um decreto que endurece medidas contra a ilha, com foco em bancos estrangeiros que mantêm relações com Havana e em setores estratégicos da economia, como energia e mineração.
Trump voltou a classificar Cuba como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.
As sanções se somam ao embargo econômico em vigor desde 1962 e a medidas mais recentes, como restrições ao fornecimento de petróleo ao país.
O anúncio coincide com o Dia do Trabalhador, quando o governo cubano convocou manifestações em Havana e em outras cidades sob o lema de defesa da soberania nacional.
Autoridades cubanas reagiram às medidas. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que os Estados Unidos adotam “medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas”.
Apesar da escalada de tensão, os dois países tem mantidos canais diplomáticos abertos. Em abril, representantes dos dois governos se reuniram em Havana.
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Governo Trump estima que bloqueio no Golfo de Omã já custa US$ 4,8 bilhões ao Irã, diz site

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Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos.
AP/Altaf Qadri, Arquivo
O governo do presidente Donald Trump estima que o Irã deixou de arrecadar US$ 4,8 bilhões em receitas de petróleo devido às restrições impostas pelos Estados Unidos no Golfo de Omã, exercendo forte pressão econômica sobre Teerã. A informação é do site de notícias americano Axios.
A medida é a principal e mais recente estratégia de pressão de Trump para tentar negociar o fim da guerra com o Irã. Ao divulgar os dados, o Departamento de Defesa dos EUA busca mostrar o impacto dessa ação enquanto as negociações de paz seguem sem um acordo definitivo. (leia mais abaixo)
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O presidente americano iniciou a operação na região do Golfo de Omã em 13 de abril. A área fica ligada ao Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa 20% do petróleo global — e se conecta ao Mar Arábico, que dá acesso ao Oceano Índico.
A ação da Marinha dos EUA foi adotada após o Irã restringir o tráfego no Estreito de Ormuz. Na prática, a passagem nunca foi totalmente interrompida: navios ligados a Teerã continuaram a cruzar a região, enquanto outras embarcações enfrentaram limitações.
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A estratégia do presidente norte-americano de bloquear a passagem de navios ligados a Teerã segue a lógica de pressão econômica adotada em outros contextos, como no caso da Venezuela neste ano.
Segundo o portal Axios, a chave da campanha de pressão dos EUA é forçar o Irã a atingir sua capacidade máxima de armazenamento, o que levaria ao fechamento de poços de petróleo.
“Eles provavelmente estão a várias semanas — ou talvez até um mês — de esgotar a capacidade de armazenamento”, disse Gregory Brew, analista da Eurasia Group, ao Axios.
Ao impedir ou dificultar a circulação de petroleiros, os EUA atingem uma das principais fontes de receita do Irã, já que o petróleo responde por cerca de 10% a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A escalada das tensões e as incertezas em torno do Estreito de Ormuz impulsionaram o preço do petróleo, que já acumula alta de mais de 50% desde o início da guerra entre EUA e Irã. Na tarde desta sexta-feira (1º), o barril do tipo Brent, referência global, era cotado a US$ 109,12.
Bloqueio ao Estreito de Ormuz
Editoria de Arte/g1
Trump se diz 'insatisfeito'
Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que não está satisfeito com a mais recente proposta de acordo de paz do regime iraniano.
“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse.
"Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito. Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", acrescentou.
Trump também afirmou a repórteres que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos EUA, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã.
Na noite de quinta-feira (30), o Irã entregou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA.
O frágil cessar-fogo de três semanas entre os EUA e o Irã parece ainda estar sendo mantido, embora ambos os países tenham trocado acusações de violações.
Manobra no Congresso
Também nesta sexta, Trump informou ao Congresso que as hostilidades com o Irã “foram encerradas”, apesar de tropas americanas manterem um bloqueio naval contra o país, o que é considerado ato de guerra pelo direito internacional.
Na prática, a medida tenta contornar o prazo legal que terminou na quinta-feira para que o Congresso autorizasse a continuidade da guerra. Nos EUA, o presidente pode iniciar ações militares sozinho, mas precisa do aval do Congresso em até 60 dias para manter o conflito.
Como o Congresso não votou o tema, o governo passou a afirmar que a regra não se aplica porque o conflito teria terminado com um cessar-fogo iniciado no começo de abril.
“As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, escreveu Trump ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley.
Ainda na carta, o próprio presidente indicou que a crise está longe do fim. Ele justificou a permanência de militares no Oriente Médio ao afirmar que o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos EUA e às Forças Armadas.
* Com informações da Associated Press

Bloqueio naval dos EUA causou prejuízo de quase US$ 5 bilhões ao Irã, diz site

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Irã apresenta nova proposta de acordo de paz
O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã já causou prejuízos de US$ 4,8 bilhões (R$ 24 bilhões), segundo estimativas do Pentágono divulgadas pelo site norte-americano Axios nesta sexta-feira (1º).
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A medida foi determinada pelo presidente Donald Trump em 13 de abril. O objetivo é pressionar a economia iraniana para forçar um acordo de paz favorável aos americanos.
Segundo o Axios, desde o início do bloqueio, mais de 40 navios cargueiros foram impedidos de entrar ou sair de portos iranianos. Desse total, 31 são petroleiros que transportavam 53 milhões de barris de petróleo, avaliados em US$ 4,8 bilhões.
Além disso, dois navios foram interceptados e apreendidos por militares dos Estados Unidos.
O site afirmou ainda que o bloqueio tem obrigado o Irã a abastecer navios antigos com petróleo, já que os armazéns usados para estocar a produção estão completamente cheios. O país também tem recorrido a rotas alternativas, mais longas e caras, para escoar o petróleo.
Mais cedo, Trump enviou uma carta ao Congresso afirmando que os ataques ao Irã estavam "encerrados". Ao mesmo tempo, justificou a manutenção de forças americanas no Oriente Médio ao considerar que o país continua sendo uma ameaça aos Estados Unidos.
Depois, em um evento na Flórida, o presidente indicou que não pretende retirar as tropas da região até que o Irã se comprometa a não desenvolver uma bomba nuclear.
"Eles não estão apresentando o tipo de acordo que a gente precisa, e vamos resolver isso do jeito certo. Não vamos sair antes e depois ver o problema reaparecer em três anos."
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Trump não está satisfeito
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Flórida em 1º de maio de 2026
REUTERS/Nathan Howard
Durante uma breve interação com jornalistas nesta sexta, Trump disse que não ficou satisfeito com a última proposta de acordo de paz enviada pelo Irã.
"Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito… Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", afirmou.
Embora o cessar-fogo tenha interrompido em grande parte os combates, Estados Unidos e Irã seguem em impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo em tempos de paz.
O bloqueio da Marinha dos EUA, que impede petroleiros iranianos de sair para o mar, tem abalado a economia do país. Ao mesmo tempo, a economia global também sofre pressão, enquanto o Irã mantém controle sobre o estreito.
No início da semana, Trump disse ao Axios que havia rejeitado a proposta iraniana de reabrir o estreito em troca do fim do bloqueio naval dos EUA a portos iranianos.
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EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha em meio a crise diplomática ligada à guerra

EUA anunciam retirada de 5 mil soldados da Alemanha em meio a crise diplomática ligada à guerra
Trump ameaça retirar tropas americanas da Alemanha
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (1º) que vão retirar 5 mil soldados da Alemanha. O movimento é visto como uma forma de punir Berlim diante de uma crise diplomática entre os dois países.
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▶️ Contexto: Na segunda-feira, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os iranianos estavam "humilhando" os EUA nas negociações para encerrar o conflito, que já dura dois meses.
Trump rebateu a afirmação no dia seguinte, dizendo que o chanceler não sabia o que estava falando e que a Alemanha estava "indo mal".
Depois, o presidente publicou em uma rede social que avaliava retirar tropas do território alemão.
A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo, e funciona como um centro estratégico de treinamento. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que 5 mil soldados deixarão o país. Segundo ele, o processo deve ser concluído em até um ano.
Um alto funcionário do Departamento de Defesa, sob condição de anonimato, disse à agência Reuters que declarações recentes de autoridades alemãs foram "inapropriadas e pouco úteis".
"O presidente está reagindo de forma adequada a esses comentários contraproducentes", comentou.
Segundo o funcionário, a redução deve levar o número de tropas dos EUA na Europa de volta a níveis próximos aos de antes de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia levou a um reforço militar ordenado pelo então presidente Joe Biden.
Uma brigada de combate atualmente na Alemanha será retirada do país, e um batalhão de artilharia de longo alcance que o governo Biden planejava enviar ainda neste ano não será mais deslocado, afirmou.
Punição
Na quinta-feira (30), Trump confirmou que pretendia retirar tropas da Alemanha e afirmou que pode fazer o mesmo com Espanha e Itália.
“Provavelmente vou fazer isso. A Itália não tem ajudado em nada e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível”, afirmou.
A Alemanha está entre os países da Otan que autorizaram o uso de bases militares para ataques contra o Irã — decisão elogiada por Trump. No início de março, durante visita de Merz à Casa Branca, o presidente disse que o país era um parceiro útil.
Espanha e Itália adotaram postura mais restritiva. No fim de março, o governo espanhol fechou o espaço aéreo para aeronaves americanas envolvidas na guerra. Já os italianos negaram o uso de uma base aérea na Sicília em operações de combate.
No início de abril, o jornal The Wall Street Journal revelou que Trump avaliava punir países da Otan por falta de apoio à guerra contra o Irã. Entre as medidas estaria a transferência de tropas para países que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.
O plano também inclui a possibilidade de fechar uma base militar dos EUA na Europa, possivelmente na Espanha ou na Alemanha, segundo o jornal.
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Soldado da Força Aérea dos Estados Unidos lança drone durante exercício militar na Alemanha. Foto de setembro de 2025.
Synsere Howard/Exército dos Estados Unidos
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