Saúde de Narges Mohammadi piora, e ativista é transferida de prisão para hospital

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Narges Mohammadi
Reuters
A iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e atualmente presa, foi transferida da prisão para um hospital após piora em seu estado de saúde.
Segundo o comunicado divulgado na última quarta-feira (29), Narges Mohammadi enfrenta risco iminente de morte após meses sem acesso a tratamento médico adequado em uma prisão no Irã.
A ativista sofreu um ataque cardíaco em março. A fundação afirma que ela perdeu mais de 19 quilos e tem dores constantes no peito.
Advogados que visitaram Mohammadi na segunda-feira (28) dizem que o estado de saúde dela chegou a um ponto crítico. Segundo o comunicado, a pressão arterial permanece em níveis perigosos e não responde aos medicamentos.
De acordo com a organização, autoridades iranianas se recusaram a suspender temporariamente a pena para permitir atendimento cardíaco especializado, apesar de recomendações médicas. O irmão da ativista, Hamidreza Mohammadi, afirmou que a família teme pela vida de
"Todos os dias acordo com medo de receber a notícia da morte dela. Palavras não conseguem descrever a devastação que nossa família está sentindo. Isso não é mais apenas prisão, é uma morte em câmera lenta", disse.
A ativista passou por três angioplastias nos últimos anos e precisa ser acompanhada pelo próprio médico em um hospital especializado em Teerã. No entanto, o pedido foi rejeitado pelas autoridades iranianas.
A Fundação Narges pediu à comunidade internacional, às Nações Unidas e a entidades de direitos humanos que pressionem o Irã pela transferência imediata para um hospital especializado e pela libertação dela e de outros presos.
Infarto e prisão
O estado de saúde da ativista se agravou após uma crise cardíaca grave em 24 de março. Mohammadi teve dores no peito, perdeu a consciência e recebeu atendimento apenas na enfermaria da prisão, segundo familiares.
Mohammadi, de 53 anos, foi presa novamente em dezembro de 2025 após críticas ao governo iraniano. Em fevereiro deste ano, recebeu uma nova condenação que ampliou a pena em sete anos e meio.
Transferida para a prisão central de Zanjan, no norte do país, ela enfrenta condições consideradas severas por organizações de direitos humanos.
A ativista ganhou o Nobel da Paz em 2023 por mais de duas décadas de atuação contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres no Irã.
Quem é Narges Mohammadi, ganhadora do Nobel da Paz de 2023

Por que a Cidade do México está afundando tão rapidamente

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A Cidade do México está afundando em um ritmo tão acelerado que o fenômeno já pode ser observado do espaço. Imagens recentes divulgadas pela NASA revelam que, em algumas áreas da capital mexicana, o solo está cedendo cerca de 2 centímetros por mês — o equivalente a cerca de 24 centímetros por ano. Ao longo de menos de um século, a cidade já afundou mais de 12 metros, segundo especialistas.
Esse processo está diretamente ligado à extração intensiva de água subterrânea, que provoca a compactação do solo — especialmente porque a cidade foi construída sobre o leito seco de um antigo lago.
Prédio histórico levemente inclinado na Cidade do México.
Rebecca Blackwell/AP
A origem do problema remonta à própria formação da metrópole. Com cerca de 22 milhões de habitantes em uma área urbana de aproximadamente 7.800 km², a Cidade do México ocupa uma região que já foi dominada por lagos. Muitas vias do centro histórico, por exemplo, eram antigos canais.
Com o crescimento urbano e a demanda por água, o aquífero subterrâneo foi sendo esgotado ao longo de décadas. Esse processo não só acelera o afundamento do solo como também agrava uma crise hídrica crônica que afeta a região.
Os dados fazem parte de um novo mapa de subsidência (afundamento do solo) produzido com informações da missão NISAR, um satélite desenvolvido em parceria entre a NASA e a agência espacial indiana (ISRO).
No mapa, as áreas em azul escuro indicam regiões onde o afundamento supera 2 centímetros por mês. As medições foram realizadas entre outubro de 2025 e janeiro de 2026 e ajudam a confirmar tanto a gravidade do problema quanto a precisão do equipamento em seu primeiro ano de operação.
Os efeitos já são visíveis em diversos pontos da cidade. Construções históricas, como a Catedral Metropolitana — cuja obra começou em 1573 — apresentam inclinações perceptíveis.
Entre os pontos mais afetados estão o principal aeroporto da cidade e o icônico monumento do Anjo da Independência, no Paseo de la Reforma, inaugurado em 1910. Nesse monumento já foram adicionados 14 degraus ao longo dos anos para compensar o rebaixamento do terreno ao redor.
No monumentos Anjo da Independência foram adicionados 14 degraus para compensar o rebaixamento ao longo dos anos.
NASA
As imagens da NASA também destacam áreas que preservam vestígios do passado. Entre elas estão o Lago Nabor Carrillo, construído sobre o antigo Lago Texcoco, e o Lago Chalco, uma região úmida ao sul que já foi parte de um grande corpo d’água.
Esses ambientes têm importância ecológica, sendo, por exemplo, habitat histórico do axolote mexicano, uma espécie ameaçada de extinção.
Satélite monitora florestas, geleiras e áreas agrícolas
O satélite NISAR utiliza dois tipos de radar — de banda L e banda S — capazes de penetrar vegetação e monitorar diferentes tipos de superfície com alta precisão. A tecnologia permite acompanhar mudanças no terreno ao longo do tempo, o que é essencial para entender fenômenos como a subsidência.
Além de contribuir para estudos urbanos, os dados do NISAR devem ajudar pesquisadores a monitorar florestas, geleiras e áreas agrícolas em todo o mundo, além de apoiar respostas rápidas a desastres naturais.
No caso da Cidade do México, os novos dados reforçam um alerta antigo: sem mudanças na gestão da água e no planejamento urbano, o afundamento tende a continuar — com impactos crescentes para a infraestrutura e para a população.

Homem é acusado de tentativa de homicídio após ataque com carro-bomba na Irlanda do Norte

A polícia da Irlanda do Norte informou nesta sexta-feira que um homem de 66 anos foi acusado de vários crimes, incluindo tentativa de homicídio, após um ataque à delegacia de polícia de Dunmurry, no sul de Belfast, no fim de semana.
O homem foi preso sob a Lei Antiterrorismo na terça-feira e também foi acusado de posse de explosivos, provocação de explosão, posse de artigos para uso em terrorismo e sequestro mediante coação de uma pessoa, informou a polícia.
Ele deve comparecer ao tribunal no sábado.
Um carro-bomba explodiu em frente a uma delegacia de polícia na área de Dunmurry no final da noite de sábado, depois que um veículo de entrega foi sequestrado e o motorista forçado a levá-lo até o local, informou a polícia da Irlanda do Norte no domingo.
O jornal Irish News citou o Novo IRA reivindicando a autoria do ataque na terça-feira. O Novo IRA é um dos vários grupos militantes ativos que se opõem ao acordo de paz de 1998 e está por trás de ataques contra a polícia, incluindo uma tentativa semelhante de atentado com carro-bomba em uma delegacia nos arredores de Belfast no mês passado. (Reportagem de Elizabeth Piper; Edição de Ros Russell

Estatueta do Oscar perdida por companhia aérea reaparece em Frankfurt após confusão nos EUA

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Pavel Talankin com a estatueta do Oscar após a 98ª edição do evento
Reuters/Danny Moloshok/Arquivo
A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou nesta sexta-feira (1º) que localizou uma estatueta do Oscar pertencente ao diretor russo Pavel Talankine, perdida durante um voo entre Nova York e Frankfurt. Talankine, que conquistou o prêmio em março por seu documentário “Mr. Nobody Against Putin” (2025, “Um Zé Ninguém Contra Putin”, na versão brasileira), foi obrigado a despachar seu prêmio no porão da aeronave no aeroporto JFK, na quarta-feira (29).
Talankine foi impedido pelos serviços de segurança dos Estados Unidos a embarcar com a estatueta na cabine em um voo que partiu do aeroporto JFK na quarta-feira, segundo informou o site especializado em cinema Deadline.
As autoridades da Agência de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (TSA) consideraram que a estatueta poderia ser usada como arma, e Talankine foi obrigado a despachá-la no porão da aeronave, dentro de uma caixa de papelão. No entanto, ao chegar à Alemanha, a estatueta dourada havia desaparecido.
“Podemos confirmar que a estatueta do Oscar está agora em nosso poder em Frankfurt”, afirmou a Lufthansa em comunicado, acrescentando que já está “em contato” com Pavel Talankine para lhe devolver o prêmio “pessoalmente, o mais rápido possível”.
Pavel Talankine, de 35 anos, videomaker em uma pequena escola russa do interior, ganhou destaque internacional ao vencer, em março, o Oscar de melhor documentário de longa-metragem ao lado do diretor americano David Borenstein.
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Composto por imagens que Talankine conseguiu retirar clandestinamente da Rússia, “Mr. Nobody Against Putin” retrata a introdução, nas escolas russas, de aulas patrióticas pró-guerra durante a presidência de Vladimir Putin, no contexto da invasão russa da Ucrânia.
Talankine declarou ao Deadline que já havia viajado de avião pelo menos uma dúzia de vezes com a estatueta, sem nenhum problema. “É totalmente incompreensível que considerem um Oscar como uma arma”, disse ele ao chegar a Frankfurt na manhã de quinta-feira, acrescentando que, em voos anteriores, “eu a levava na cabine e nunca houve qualquer problema”.
Segundo o Deadline, um funcionário da Lufthansa chegou a se oferecer para acompanhar Talankine até o portão de embarque e guardar a estatueta durante o voo, mas a proposta foi rejeitada por um responsável da TSA.

Trump diz não estar preocupado com estoques de mísseis dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a repórteres nesta sexta-feira (1º) que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos Estados Unidos, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã.
Durante a breve interação com jornalistas, o presidente americano também disse que não está satisfeito com a proposta de acordo de paz dos iranianos.
“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse o presidente americano.