Pentágono fecha acordos com gigantes de IA para uso militar; Anthropic fica de fora

Museus estrangeiros devolvem estátua centenária de Buda que foi roubada do Nepal; veja fotos
OpenAI
Reuters/Dado Ruvic
O Pentágono informou nesta sexta-feira (1º) que fechou acordos com sete empresas do setor de inteligência artificial: SpaceX, OpenAI, Google, NVIDIA, Reflection, Microsoft e Amazon Web Services (AWS).
Segundo o órgão, a iniciativa busca acelerar a adoção dessa tecnologia nas Forças Armadas dos Estados Unidos.
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A parceria exclui a Anthropic, dona do Claude, que tem mantido divergências com o Pentágono sobre as diretrizes para o uso de suas ferramentas de inteligência artificial pelos militares, segundo a Reuters.
Em comunicado, o Pentágono afirmou que os acordos têm como objetivo transformar o Exército em uma força que prioriza o uso dessa tecnologia, além de ampliar a capacidade dos militares de tomar decisões com mais rapidez e eficiência em diferentes cenários de conflito.
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“Esses acordos aceleram a transformação rumo ao estabelecimento das Forças Armadas dos EUA como uma força de combate ‘AI-first’ (priorizando inteligência artificial) e vão fortalecer a capacidade dos nossos combatentes de manter a superioridade na tomada de decisões em todos os domínios da guerra”, disse o Pentágono.
Funcionários do Pentágono, ex-integrantes da pasta e prestadores de serviços de TI que atuam em estreita colaboração com as Forças Armadas dos EUA disseram à Reuters que relutam em abandonar as ferramentas de IA da Anthropic, consideradas por eles superiores às alternativas, apesar da ordem para removê-las nos próximos seis meses.
Uso da IA em redes de alta segurança
O comunicado detalha que as empresas também vão atuar na implantação dessas tecnologias em redes classificadas de uso militar, que operam em níveis de segurança diferentes e restritos.
Segundo o departamento de Defesa americano, o objetivo é permitir o uso “legal e operacional” de sistemas de inteligência artificial nesses ambientes.
A integração dessas ferramentas deve ajudar a organizar e analisar grandes volumes de dados. Na prática, isso pode facilitar a leitura de cenários de operação e apoiar decisões em situações mais complexas. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do departamento para acelerar o uso da inteligência artificial em suas atividades.
O texto também destaca a plataforma GenAI.mil, usada por militares, civis e prestadores de serviço.
Segundo o comunicado, mais de 1,3 milhão de pessoas já utilizaram a ferramenta em cerca de cinco meses, com dezenas de milhões de interações e centenas de milhares de aplicações automatizadas.
O órgão afirma que essas soluções já estão em uso prático para reduzir o tempo de execução de tarefas.
Entre as aplicações citadas estão:
organização e geração de informações para apoio a atividades internas
automação de tarefas repetitivas
apoio à análise de dados em diferentes áreas operacionais
A estratégia também prevê evitar a dependência de um único fornecedor de tecnologia. A proposta é permitir o uso de diferentes soluções de inteligência artificial, com o objetivo de manter flexibilidade e ampliar a capacidade operacional das forças militares.
Logo do Pentágono é visto na sala de briefing do Departamento de Defesa americano em Arlington, na Virgínia.
Al Drago/Reuters

Irã apresenta nova proposta de paz para encerrar guerra contra os EUA

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Impasse nas negociações entre EUA e Irã, e preocupação de que Trump possa retomar bombardeios faz preço do petróleo disparar
Jornal Nacional/ Reprodução
O Irã apresentou uma nova proposta para conversas com os Estados Unidos através do mediador Paquistão, informou nesta sexta-feira (1º) a imprensa estatal iraniana.
"A República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, como mediador nas conversas com os Estados Unidos", informou a agência oficial de notícias IRNA, sem fornecer detalhes sobre o conteúdo dessa proposta.
A IRNA não deu detalhes, mas os preços globais do petróleo — que subiram fortemente desde que o Irã iniciou um bloqueio no Estreito de Ormuz — caíram após a divulgação da notícia.
O bloqueio desse canal marítimo vital interrompeu 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, enquanto a Marinha dos EUA bloqueia as exportações de petróleo bruto iraniano. Isso elevou os preços da energia e aumentou os temores de uma desaceleração econômica.
Não ficou claro imediatamente se a proposta iraniana já havia sido encaminhada a Washington.
Um frágil cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas o Estreito de Ormuz, importante via marítima para o comércio mundial de petróleo, segue bloqueado.
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Na manhã desta sexta, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, usou o X para provocar os Estados Unidos.
"As 'bases de papelão' dos Estados Unidos nem sequer conseguem garantir a própria segurança, quanto mais a dos admiradores dos EUA na região", escreveu em uma postagem.
E completou, destacando a importância do Golfo Pérsico para a região: "O Golfo Pérsico é mais do que um simples corpo d’água — ele faz parte da nossa identidade e do nosso tecido de vida, e é uma rota de conexão significativa para nossa economia com o mundo”.
O Irã ativou as defesas aéreas e planeja uma resposta ampla se for atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por um ataque israelense, disseram duas fontes iranianas à Reuters sob condição de anonimato.
Irã diz não esperar resultados rápidos
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, alertou na quinta-feira (30) para não se esperar resultados rápidos das negociações.
Um alto oficial da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que qualquer novo ataque dos EUA ao Irã, mesmo que limitado, desencadearia “ataques longos e dolorosos” contra posições americanas na região. Já o comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, foi citado pela mídia iraniana ao dizer: “Vimos o que aconteceu com suas bases regionais; veremos o mesmo acontecer com seus navios de guerra.”
Trump reiterou na quinta-feira que o Irã não poderá ter uma arma nuclear e afirmou que o preço da gasolina — uma preocupação importante para seu Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato em novembro — “vai despencar” assim que a guerra terminar.
O Irã afirma que seu programa nuclear tem finalidade exclusivamente civil.
O conflito agravou os graves problemas econômicos do Irã, elevando o risco de uma crise após a guerra, mas o país parece capaz de sustentar, por ora, um impasse no Golfo, apesar do bloqueio dos EUA que cortou suas exportações de energia.
O site de notícias Axios informou que um dos planos a serem apresentados a Trump em uma reunião com líderes militares dos EUA — prevista para quinta-feira — envolveria o uso de forças terrestres para assumir o controle de parte do estreito e reabri-lo à navegação comercial. Autoridades disseram que Trump também considera ampliar o bloqueio americano ou declarar uma vitória unilateral.
Washington não divulgou imediatamente detalhes de seus planos.
Em um sinal de que os EUA também consideram um cenário de cessar das hostilidades, um comunicado do Departamento de Estado, a ser apresentado oralmente a países parceiros até 1º de maio, convidava-os a participar de uma nova coalizão, chamada Maritime Freedom Construct, para permitir a navegação de navios pelo estreito.
França, Reino Unido e outros países realizaram discussões sobre contribuir com essa coalizão, mas afirmaram que só ajudarão a reabrir o Estreito de Ormuz quando o conflito terminar.

Crise no Irã e alta de preços prejudicam chegada de ajuda a refugiados, alerta ONU

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Foto divulgada pelo Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) mostra mulheres e crianças deslocadas de El Fasher para um campo de refúgio em Tawila, no Sudão
NRC via AP
O custo do envio de alguma ajuda ao Sudão mais do que dobrou devido à guerra do Irã, já que a interrupção do transporte marítimo aumenta os custos e atrasa a entrega de mantimentos. A preocupação foi manifestada pela agência de refugiados da ONU nesta sexta-feira (01º).
As dificuldades estão associadas aos seguintes fatores, de acordo com a organização:
aumento da insegurança em torno das principais rotas marítimas do Golfo, incluindo o Estreito de Ormuz;
congestionamento nos portos;
aumento dos preços dos combustíveis;
prêmios de seguro mais altos.
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Os navios que antes passavam de Dubai pelo Estreito de Ormuz estão sendo substituídos por embarcações vindas da Europa pelo Cabo da Boa Esperança. Resultado: o tempo de entrega aumenta em até 25 dias, disse a porta-voz da Acnur, Carlotta Wolf, a repórteres em Genebra.
Os custos de transporte para levar as remessas de itens de ajuda humanitária de Dubai para o Sudão e para o vizinho Chade, por exemplo, mais do que dobraram, passando de US$ 927.000 para US$ 1,87 milhão, disse Wolf.
A ONU rotineiramente refere-se à crise humanitária causada pela guerra no Sudão como a maior do mundo.

Irã pode usar golfinhos com minas em ataques a navios, diz jornal

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Estreito de Ormuz é centro da disputa política e econômica na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
Asghar Besharati/AP
O Irã pode usar golfinhos com minas em ataques a navios no Estreito de Ormuz, segundo uma reportagem do Wall Street Journal. Segundo o veículo, o país estuda usar armas ainda não utilizadas na guerra, como submarinos.
O jornal também diz que o país ameaça cortar cabos de telecomunicações no Estreito de Ormuz, o que poderia afetar o tráfego de internet no mundo inteiro. Segundo a publicação, a agência Tasnim, que é ligada à Guarda Revolucionária, publicou um mapa de cabos submarinos na região, o que poderia sinalizar um aviso de que a infraestrutura pode ser alvo.
O Irã tem apresentado dificuldades em lidar com o bloqueio americano no Estreito de Ormuz, que foi usado pelo país como uma arma de guerra no início do conflito, o que o jornal considerou uma falha na estratégia de Teerã no controle do Estreito, importante rota marítima para o comércio de petróleo.
Analistas consideram que o bloqueio americano pode ter encerrado a tática iraniana para conseguir fugir das pressões financeiras impostas pelos EUA ao país.
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Os EUA bloquearam embarques vindos de todos os portos iranianos, o que fez os "navios fantasmas" iranianos pararem de circular na região e cessarem o comércio de petróleo do Irã com a China.
Para alguns setores políticos iranianos, o bloqueio dos EUA é visto como um ato de guerra que exige resposta militar.
No Estreito de Ormuz, “o Irã conseguiu criar uma crise de confiança no mercado. Mas interrupção não é controle”, disse David Des Roches, ex-diretor de política para o Golfo Pérsico no Departamento de Defesa ao jornal. “Com o bloqueio dos EUA, está enfrentando um acerto de contas.”
Nesta sexta-feira, o Irã enviou uma nova proposta de cessar-fogo para os Estados Unidos via Paquistão.
"A República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira (30) o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, como mediador nas conversas com os Estados Unidos", informou a agência oficial de notícias IRNA, sem fornecer detalhes sobre o conteúdo dessa proposta.
A IRNA não deu detalhes, mas os preços globais do petróleo — que subiram fortemente desde que o Irã iniciou um bloqueio no Estreito de Ormuz — caíram após a divulgação da notícia.
O bloqueio desse canal marítimo vital interrompeu 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, enquanto a Marinha dos EUA bloqueia as exportações de petróleo bruto iraniano. Isso elevou os preços da energia e aumentou os temores de uma desaceleração econômica.
Não ficou claro imediatamente se a proposta iraniana já havia sido encaminhada a Washington.

Museus estrangeiros devolvem estátua centenária de Buda que foi roubada do Nepal; veja fotos

Museus estrangeiros devolvem estátua centenária de Buda que foi roubada do Nepal; veja fotos
Uma estátua centenária de Buda, roubada de um templo no Nepal, foi reinstalada em seu local de origem nesta sexta-feira (1º), na capital Katmandu. A peça é uma das várias devolvidas recentemente por museus estrangeiros, após décadas fora do país.
Estátua de Buda e outros artefatos foram devolvidos ao templo nepalês.
Prakash Mathema/AFP
A escultura havia sido levada ilegalmente do templo e, anos depois, reapareceu em instituições nos Estados Unidos. Agora, o retorno é celebrado por autoridades e pela comunidade local como um passo importante na recuperação do patrimônio cultural nepalês.
A cerimônia de reinstalação reuniu devotos, que participaram do transporte da peça até o templo. Imagens mostram fiéis carregando a estátua pelas ruas de Katmandu. Outras fotos registram o momento em que funcionários de museus e devotos ajudam a conduzir a escultura, na véspera da cerimônia.
Veja as imagens:
Estátua centenária de Buda foi roubada de um templo nepalês.
Prakash Mathema/AFP
Devotos carregam uma escultura de Buda para ser reinstalada em um templo em Katmandu.
Prakash Mathema/AFP
Após ser roubada, escultura reapareceu em instituições nos Estados Unidos.
Prakash Mathema/AFP
Devotos e autoridades participaram do transporte da peça até o templo.
Prakash Mathema/AFP