VÍDEO: prédio residencial na Rússia pega fogo após ser atingido por drone da Ucrânia

Ex-nadadora Joanna Maranhão sobre xenofobia contra o filho na Alemanha: ‘Não é para ser realidade na vida de uma criança de 6 anos’
Prédio residencial e refinaria na Rússia pegam fogo após ataque de drones da Ucrânia
Um ataque de drones da Ucrânia matou quatro pessoas, incluindo uma criança, após atingir um prédio residencial na cidade de Ryazab, na Rússia, nesta sexta-feira (15).
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Um vídeo compartilhado no Telegram, verificado pela agência de notícias Reuters, mostra dois andares do prédio em chamas (veja acima).
Uma refinaria de petróleo da cidade também foi atingida e o incêndio intenso provocou uma enorme nuvem de fumaça que encobriu o céu da região.
Fogo e uma densa coluna de fumaça se elevam nas proximidades da refinaria de petróleo de Ryazan
Mídia Social/via REUTERS
Ryazan está localizada a cerca de 200 km a sudeste de Moscou. Pavel Malkov, governador da região, afirmou que 99 drones ucranianos estiveram envolvidos no ataque, que dois prédios residenciais foram danificados e que destroços dos drones caíram em uma área industrial.
Doze pessoas ficaram feridas, sete das quais estão recebendo tratamento em um hospital, disse ele.
Robert Brovdi, comandante das forças de drones ucranianas, afirmou que 23 alvos e instalações militares na Rússia e em território ucraniano ocupado foram atingidos durante a noite.
Bombardeios russos mataram quase 30 civis nos últimos 2 dias
Rússia lança maior ataque contra a Ucrânia desde o início da guerra
A Rússia realizou seu maior ataque aéreo em um período de dois dias desde o início da guerra na Ucrânia , bombardeando a capital Kiev e outras cidades com centenas de drones dese quarta-feira (13).
Pelo menos 27 civis ucranianos foram mortos – 21 na capital, Kiev -, segundo as autoridades da Ucrânia, e 1.567 drones foram lançados.
"Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro", disse Andrii, um morador de Kiev ainda de pijama e com manchas de sangue na camisa, perto de um prédio residencial da era soviética que desabou.
Uma vizinha abraça uma mulher que chora no local de um ataque com míssil russo contra um prédio residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que mais de 20 locais na capital foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis.
"Estas certamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os aliados não permaneçam em silêncio diante deste ataque", disse o presidente.
Ao amanhecer, jornalistas da AFP testemunharam cenas caóticas enquanto equipes de resgate removiam os escombros, prestavam assistência aos feridos e recuperavam os corpos dos mortos.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que cerca de 40 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças.
Vários aliados da Ucrânia condenaram o ataque. "A Rússia está zombando abertamente" dos esforços diplomáticos pela paz, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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Equipes de resgate removem os escombros de uma casa gravemente danificada após um ataque russo a um bairro residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Evgeniy Maloletka
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Irã diz que recebeu mensagens dos EUA manifestando interesse em seguir negociações pela paz; SIGA

Ex-nadadora Joanna Maranhão sobre xenofobia contra o filho na Alemanha: ‘Não é para ser realidade na vida de uma criança de 6 anos’
Irã diz que recebeu mensagens dos EUA manifestando interesse em seguir negociações pela paz; SIGA Na viagem de volta aos EUA, após visita oficial à China, o presidente Donald Trump afirmou que assinaria um acordo de paz se o Irã concordar em suspender seu programa nuclear por 20 anos. O Irã acusou os Emirados Árabes de estarem diretamente envolvidos na guerra contra o país. 'Participaram dos ataques', afirmou o chanceler iraniano nesta quinta (14), durante cúpula do Brics.. Na China, Donald Trump e Xi Jinping concordaram que o Irã não pode ter uma arma nuclear e que o Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto", segundo a Casa Branca. . O Irã afirmou que permitiu a travessia de 30 embarcações pela via; segundo a imprensa iraniana, a China teve autorização para que seus navios passassem. . Na quarta (13), um navio com bandeira indiana naufragou no Golfo Pérsico. Nesta quinta (14), a Índia afirmou que a embarcação sofreu um ataque "inaceitável".. Líbano e Israel retomaram as negociações de paz nos Estados Unidos, às vésperas do fim de um cessar-fogo marcado por ataques israelenses que deixaram centenas de mortos.

Rubio nega inspiração em Maduro para roupa que viralizou

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Nicolás Maduro e Marco Rubio, com o mesmo conjunto de moletom
Truth Social / X / Reprodução
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou ter se inspirado no deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro no momento de escolher a roupa que aparece em uma foto que viralizou na internet.
Uma imagem de Rubio com um conjunto esportivo cinza da Nike durante um voo para a China ao lado do presidente Donald Trump agitou as redes sociais.
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A roupa, da mesma marca e cor, é similar ao modelo Nike Tech Fleece que Maduro utilizava quando foi fotografado algemado em um helicóptero, depois que as forças americanas o capturaram em Caracas e o levaram para Nova York para ser julgado por narcotráfico.
Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, publicou nas redes sociais que Rubio estava utilizando o Nike Tech 'Venezuela' no Air Force One.
Em suas primeiras declarações públicas sobre a foto viral, Rubio deixou claro que não tinha Maduro em mente.
"Sabe de uma coisa? Ele me copiou porque eu já tinha antes. Quer dizer, eu não sei quando ele comprou o dele", disse Rubio sobre Maduro em entrevista ao canal NBC em Pequim.
"A conclusão é que é um conjunto esportivo, que é confortável", afirmou o secretário de Estado. "Não havia nenhuma mensagem. Eu nem sabia que ele estava tirando a foto".
Marco Rubio
X / Reprodução
Rubio, cubano-americano, é um inimigo ferrenho da esquerda latino-americana e ajudou a estabelecer as bases para a operação de 3 de janeiro destinada a derrubar Maduro.
A Justiça dos Estados Unidos acusou o ex-presidente venezuelano e sua esposa de tráfico de drogas, o que eles negam.
A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu o governo da Venezuela com o apoio dos Estados Unidos.
Os detalhes da primeira foto de Maduro capturado pelos EUA
Arte/g1

‘Não serei muito mais paciente’, afirma Trump sobre o Irã

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Donald Trump em visita a China em maio de 2026.
Brendan Smialowski / Pool / AFP
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não seria muito mais paciente com o Irã enquanto pressionava Teerã a chegar a um acordo com Washington.
"Não serei muito mais paciente", disse Trump em uma entrevista exibida na noite de quinta-feira (14) na Fox News. "Eles deveriam fazer um acordo", afirmou o presidente.
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Durante a entrevista, Trump ainda disse que Xi Jinping, presidente da China, provavelmente tem habilidade para influenciar o Irã. "Os líderes do Irã com quem estamos lidando são razoáveis", completou.
Sobre o enriquecimento de Urânio do Irã, o presidente dos EUA falou que é possível enterrar o estoque, porém, prefere "recebê-lo". Isso seria um "ato de relações públicas do que qualquer outra coisa", disse.
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Guerra já custou US$ 29 bilhões
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já custou US$ 29 bilhões – o equivalente a cerca de R$ 142 bilhões – aos cofres norte-americanos, afirmou nesta terça-feira (12) um alto funcionário do Pentágono.
Jules Hurst, que está exercendo as funções de controlador do orçamento gasto no confronto, falou a legisladores dos EUA e afirmou que esse valor inclui reparos e substituição de equipamentos atualizados, além de custos operacionais.
A soma é US$ 4 bilhões acima da declarada, há pouco menos de duas semanas, pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, durante uma sabatina no Congresso, na primeira vez que o governo dos EUA falou publicamente sobre os custos da guerra.
Pete Hegseth afirmou que os EUA obtiveram 'vitória militar com V maiúsculo'
Getty Images via BBC
No dia 29 de abril, Hegseth foi questionado sobre a proposta de Orçamento de 2027 das Forças Armadas, que o governo Trump propõe elevar para US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,5 trilhões). Ele confirmou que o presidente pretende levar a proposta adiante e argumentou que os EUA precisam "construir um Exército que nossos adversários temam".
O secretário e o chefe das Forças Armadas também defenderam necessidade de mais drones, de sistemas de defesa antimísseis e de navios de guerra. E Hegseth negou que o conflito seja um "atoleiro", diante de críticas tanto de democratas quanto de republicanos de que a guerra esteja durando mais que o previsto.
"A guerra com o Irã não é um atoleiro, e as críticas dos legisladores democratas dos EUA representam uma vitória de propaganda para o Irã", declarou.
Congressistas acusam o governo Trump de não consultar o Legislativo antes de iniciar o conflito, que atualmente está em um período de cessar-fogo. Deputados chegaram a tentar aprovar resoluções para limitar os poderes do presidente dos EUA na guerra, mas as medidas não passaram.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira (11) como “estúpida” e "lixo" a mais recente proposta apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e afirmou que o cessar-fogo entre os dois países, em vigor há mais de um mês, está “por um fio”.
Nesta terça-feira, um porta-voz do Parlamento iraniano afirmou que o regime vai avaliar a possibilidade de enriquecer urânio a 90% de pureza, suficiente para construir uma ogiva nuclear, caso os Estados Unidos retomem os ataques na guerra.
*Com informações da Reuters.

Ex-nadadora Joanna Maranhão sobre xenofobia contra o filho na Alemanha: ‘Não é para ser realidade na vida de uma criança de 6 anos’

Ex-nadadora Joanna Maranhão sobre xenofobia contra o filho na Alemanha: ‘Não é para ser realidade na vida de uma criança de 6 anos’
Joana Maranhão com o filho e o marido
Arquivo Pessoal
A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão teve que explicar para o filho Caetano, de 6 anos, que ele não seria separado de sua família após um colega de escola ameaçar chamar a polícia para deportar seus pais da Alemanha.
Maranhão mora há 3 anos e meio em Potsdam, no leste do país, com o filho e o marido, o ex-judoca Luciano Corrêa.
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Caetano está no 1º ano da escola primária e, no último sábado (9), confessou à mãe que havia sofrido um ataque xenofóbico no dia anterior.
"Ele me contou que um colega da escola tinha chegado para ele e dito que iria chamar a polícia para mandar o pai e a mãe dele de volta para o país deles", relata Maranhão.
Segundo ela, o filho ficou muito assustado ao ouvir isso, pois imaginou um cenário de deportação, em que seria separado dos pais.
"Ele não tem noção de imigração, fronteira e política", disse a ex-nadadora pernambucana em entrevista à BBC News Brasil. "Não é para ser uma realidade na vida de uma criança de 6 anos."
Joanna levou o caso para a escola, que prometeu abordar o assunto com os alunos e implementar mais políticas anti-racismo.
"O Caetano não se parece fisicamente com a média do alemão, né? O meu marido é um homem negro e eu sou uma pessoa parda", diz ela, afirmando se tratar não apenas de um caso de xenofobia, mas racismo também.
A professora responsável pela turma também teria confirmado que o pai do colega que proferiu os insultos apresentava uma forte postura anti-imigração e seria apoiador do partido AfD (Alternativa para a Alemanha, em português).
A legenda foi classificada como organização de "extrema direita" pelo Departamento Federal de Proteção da Constituição do país, o Verfassungsschutz, no ano passado. Em relatório, o órgão observou que a AfD não considera pessoas com "origens migratórias de países predominantemente muçulmanos" como membros da sociedade alemã com mesmo valor que os demais.
"É muito duro esse tipo de coisa", disse Joanna. "Não acho muito cruel somente com Caetano, eu acho cruel com essa criança também, né? Criança é um jardinzinho em que a gente pode plantar muita coisa, inclusive erva daninha."
Joanna relatou o que aconteceu com o filho em rede social
Instagram/Reprodução
Depois do episódio de xenofobia, Caetano voltou à escola e levou bolinhos feito por ele e sua mãe para toda a sala, inclusive para o colega que ofendeu a sua família.
A ex-nadadora afirma acreditar que a escola é o melhor lugar para a transformação de uma criança influenciada pelo preconceito dos pais.
"A escola é o ambiente que pode salvar e resgatar essa criança de não se tornar um pequeno nazista", disse.
Mas Joanna admite ainda estar preocupada com o bem-estar e as interações futuras de Caetano com o colega envolvido. "Eles vão estar se vendo todos os dias, será que vai acontecer de novo? Será que a professora vai conseguir evitar que isso aconteça?", diz sobre os pensamentos que não consegue abandonar.
Joanna Maranhão representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos. Ao longo da carreira, conquistou três medalhas e cinco de bronze em Jogos Pan-Americanos.
Em 2008, a atleta denunciou um abuso sexual por parte do seu treinador quando era criança, aos nove anos. Desde então, a nadadora olímpica se tornou uma das principais vozes na luta contra à violência sexual e à pedofilia, especialmente no esporte.
Atualmente, Joanna faz parte da organização Sport & Rights Alliance (Aliança Esporte e Direitos, em tradução para o português), que advoga por direitos humanos no esporte.
Brasileiros vítimas de xenofobia estão usando as redes sociais para expor o que sofreram
'Eu não estava preparada para ter essa conversa com ele'
Joanna afirma ter ficado muito surpresa quando escutou o relato do filho sobre a xenofobia. "Eu confesso que me faltou vocabulário para falar disso, sabe? Eu não estava preparada para ter essa conversa com ele", disse.
A solução encontrada pela ativista foi explicar a Caetano que a família pertencia ao lugar onde morava e que a polícia não poderia separá-lo dos pais, já que eles possuem todos os documentos necessários para viver e trabalhar na Alemanha.
"Ele perguntou: 'Mas a polícia pode vir?'. E aí eu falei: 'Alguém pode chamar a polícia, mas a polícia vai chegar e não vai acontecer nada'", relata Joanna sobre a conversa.
A pernambucana natural de Recife afirma ainda que conversa constantemente com o filho sobre diversidade racial e linguística e cultiva o orgulho pelas raízes brasileiras.
"Caetano tem muito orgulho de ser brasileiro […] e a gente tem uma conversa de que falar muitos idiomas é o superpoder dele", diz.
"O meu filho não é perfeito de maneira nenhuma, mas saiu do Brasil com 1 ano de idade, nos mudamos para a Bélgica e ele se adaptou lá. E depois com 2 anos e meio veio para a Alemanha, teve que esquecer o holandês, aprender o alemão e se adaptar à escola. Eu tenho muita muita admiração pela resiliência dele."
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'Não foi a primeira vez'
Joanna relata ainda que essa não foi a primeira vez que ela e sua família viveram episódios de racismo e xenofobia na Europa.
Quando ainda moravam na Bélgica, seu marido Luciano, que atualmente trabalha como treinador de judô, foi acusado de ter roubado um carrinho para transporte de crianças em bicicletas.
Segundo Joanna, a pessoa responsável pela acusação "preferiu concluir que o homem negro tinha roubado" o carrinho, do que acreditar que ele estava transportando o próprio filho, ainda bebê.
A nadadora relata ainda outros episódios de racismo sofridos por Luciano na Alemanha, inclusive na frente do filho.
"Apesar do que está acontecendo na Alemanha, na Europa e no mundo, eu me recuso a acreditar que isso define o povo alemão", diz a ex-atleta olímpica.
"E eu digo isso pelas pessoas que conheço, que estão no meu convívio. E eu não me importo se numa votação isso vai ser 5%, 10% ou 15%, mas são essas pessoas que lutaram lá atrás pela democracia desse país e estão lutando hoje, sabe?", diz.
Mas Joanna reconhece as dificuldades enfrentadas por muitos imigrantes hoje. "Emigrar não é fácil, tem que ter muita coragem para recomeçar a vida", afirma. "Fico muito triste de perceber que é esse grupo que está sendo atacado."