Ucrânia volta a atacar refinaria de petróleo e infraestrutura portuária em cidade russa

Taiwan registra terremoto de magnitude 5,6 nesta sexta-feira
Fumaça registrada após ataque de drone ucraniano que causou um incêndio em uma refinaria de petróleo, em Tuapse, na Rússia, em 28 de abril de 2026.
2026 Planet Labs PBC/Divulgação via REUTERS
A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira (1º de maio) que voltou a atacar uma refinaria de petróleo e infraestrutura portuária na cidade russa de Tuapse, no Mar Negro — um local que tem sido alvo de ataques repetidos nas últimas semanas — provocando um incêndio em tanques de armazenamento.
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“O terminal marítimo de petróleo e a refinaria de Tuapse constituem um importante complexo industrial e centro logístico que conecta a produção, o refino e a exportação do petróleo russo”, informou o serviço de segurança ucraniano (SBU).
Desde terça-feira (28), a cidade enfrenta dificuldades provocadas por um ataque anterior a uma refinaria. Os moradores receberam ordens de não beber água da torneira e as escolas ficaram fechadas na quinta-feira (30).
Este foi o terceiro ataque ucraniano de drones à sua refinaria de petróleo neste mês.
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A área está sujeita a um estado de emergência desde terça-feira, quando o ataque provocou um grande incêndio na instalação, interrompendo a produção e liberando manchas de óleo nas águas da costa do Mar Negro.
O incêndio de terça só foi extinto na manhã de quinta-feira (28), segundo o governador local, mas as praias de Tuapse ficaram salpicadas de óleo.
Trabalhadores de emergência foram enviados na quinta-feira para limpar cinco partes da costa recém-descobertas e atingidas pelo petróleo, informou a força-tarefa regional. No total, eles limparam 12.600 metros cúbicos de material contaminado em Tuapse.
Após o ataque, o órgão de vigilância de segurança do consumidor Rospotrebnadzor aconselhou os moradores a limitar o tempo ao ar livre e manter as janelas fechadas devido aos altos níveis de benzeno no ar.
A autoridade de saúde local disse na quinta-feira que os moradores deveriam consumir apenas água engarrafada e evitar beber de torneiras e fontes naturais como medida de precaução. As comemorações do feriado de maio também foram canceladas.
As medidas fizeram com que alguns moradores questionassem as garantias das autoridades de que a situação está sob controle.

Emirados Árabes Unidos dizem que não se pode confiar no Irã em relação a Ormuz; esforços de paz estão em impasse

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Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026
Reuters
Uma autoridade sênior dos Emirados Árabes Unidos disse nesta sexta-feira (1º de maio) que não se pode confiar no Irã em relação a qualquer acordo unilateral para o Estreito de Ormuz, em um sinal de profunda desconfiança de todos os lados no momento em que os esforços para acabar com a guerra no Oriente Médio permanecem em um impasse.
Dois meses após o início do conflito, o canal marítimo vital ainda está praticamente fechado devido a um bloqueio iraniano e a Marinha dos EUA está bloqueando as exportações de petróleo bruto iraniano.
Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria informado sobre os planos de novos ataques militares para obrigar o Irã a negociar elevaram os preços globais do petróleo a uma máxima de quatro anos na quinta-feira.
O Irã ativou as defesas aéreas e planeja uma resposta ampla se for atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por um ataque israelense, disseram duas fontes iranianas à Reuters sob condição de anonimato.
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Washington não disse quais são seus próximos passos. Trump afirmou na terça-feira que estava insatisfeito com a última proposta do Irã, e o mediador Paquistão não definiu uma data para novas conversas sobre o fim de uma guerra que matou milhares, principalmente no Irã e no Líbano.
Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã disparou contra bases, infraestrutura e empresas ligadas aos EUA nos países do Golfo, enquanto o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que respondeu com ataques ao Líbano.
Destacando as preocupações dos países do Golfo, o assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a "vontade coletiva internacional e as disposições da lei internacional" são os principais garantidores da liberdade de navegação pelo estreito.
"E, é claro, não se pode confiar em nenhum acordo unilateral do Irã após sua agressão traiçoeira contra todos os seus vizinhos", escreveu Gargash.
Trump enfrenta um prazo formal dos EUA nesta sexta-feira para encerrar a guerra ou apresentar o caso ao Congresso para prorroga-la de acordo com a Resolução de Poderes de Guerra de 1973.
A data parece destinada a passar sem alterar o curso da guerra depois que um autoridade de alto escalão do governo disse que, para os fins da resolução, as hostilidades haviam terminado devido ao cessar-fogo de abril entre Teerã e Washington.

Irã apresenta nova proposta de diálogo de paz com Estados Unidos

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Impasse nas negociações entre EUA e Irã, e preocupação de que Trump possa retomar bombardeios faz preço do petróleo disparar
Jornal Nacional/ Reprodução
O Irã apresentou uma nova proposta para conversas com os Estados Unidos através do mediador Paquistão, informou nesta sexta-feira (1º) a imprensa estatal iraniana.
"A República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, como mediador nas conversas com os Estados Unidos", informou a agência oficial de notícias IRNA, sem fornecer detalhes sobre o conteúdo dessa proposta.
A IRNA não deu detalhes, mas os preços globais do petróleo — que subiram fortemente desde que o Irã iniciou um bloqueio no Estreito de Ormuz — caíram após a divulgação da notícia.
O bloqueio desse canal marítimo vital interrompeu 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, enquanto a Marinha dos EUA bloqueia as exportações de petróleo bruto iraniano. Isso elevou os preços da energia e aumentou os temores de uma desaceleração econômica.
Não ficou claro imediatamente se a proposta iraniana já havia sido encaminhada a Washington.
Um frágil cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas o Estreito de Ormuz, importante via marítima para o comércio mundial de petróleo, segue bloqueado.
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Na manhã desta sexta, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, usou o X para provocar os Estados Unidos.
"As 'bases de papelão' dos Estados Unidos nem sequer conseguem garantir a própria segurança, quanto mais a dos admiradores dos EUA na região", escreveu em uma postagem.
E completou, destacando a importância do Golfo Pérsico para a região: "O Golfo Pérsico é mais do que um simples corpo d’água — ele faz parte da nossa identidade e do nosso tecido de vida, e é uma rota de conexão significativa para nossa economia com o mundo”.
O Irã ativou as defesas aéreas e planeja uma resposta ampla se for atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por um ataque israelense, disseram duas fontes iranianas à Reuters sob condição de anonimato.
Irã diz não esperar resultados rápidos
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, alertou na quinta-feira (30) para não se esperar resultados rápidos das negociações.
Um alto oficial da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que qualquer novo ataque dos EUA ao Irã, mesmo que limitado, desencadearia “ataques longos e dolorosos” contra posições americanas na região. Já o comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, foi citado pela mídia iraniana ao dizer: “Vimos o que aconteceu com suas bases regionais; veremos o mesmo acontecer com seus navios de guerra.”
Trump reiterou na quinta-feira que o Irã não poderá ter uma arma nuclear e afirmou que o preço da gasolina — uma preocupação importante para seu Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato em novembro — “vai despencar” assim que a guerra terminar.
O Irã afirma que seu programa nuclear tem finalidade exclusivamente civil.
O conflito agravou os graves problemas econômicos do Irã, elevando o risco de uma crise após a guerra, mas o país parece capaz de sustentar, por ora, um impasse no Golfo, apesar do bloqueio dos EUA que cortou suas exportações de energia.
O site de notícias Axios informou que um dos planos a serem apresentados a Trump em uma reunião com líderes militares dos EUA — prevista para quinta-feira — envolveria o uso de forças terrestres para assumir o controle de parte do estreito e reabri-lo à navegação comercial. Autoridades disseram que Trump também considera ampliar o bloqueio americano ou declarar uma vitória unilateral.
Washington não divulgou imediatamente detalhes de seus planos.
Em um sinal de que os EUA também consideram um cenário de cessar das hostilidades, um comunicado do Departamento de Estado, a ser apresentado oralmente a países parceiros até 1º de maio, convidava-os a participar de uma nova coalizão, chamada Maritime Freedom Construct, para permitir a navegação de navios pelo estreito.
França, Reino Unido e outros países realizaram discussões sobre contribuir com essa coalizão, mas afirmaram que só ajudarão a reabrir o Estreito de Ormuz quando o conflito terminar.

Cinco pessoas morrem após queda de avião no Texas, diz TV americana

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Imagem da Round Rock Road, em região próxima à do acidente aéreo
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Cinco pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte na noite de quinta-feira (30), na região de Wimberley, no condado de Hays, no Texas (EUA), afirma a TV americana Fox 7. Segundo autoridades locais, não houve sobreviventes.
Equipes de emergência foram acionadas pouco depois das 23h (horário local), após relatos de uma aeronave que havia caído na região. O acidente ocorreu na altura do número 200 da Round Rock Road.
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O avião, identificado como um modelo Cessna 421C, voava em alta velocidade no momento do impacto. Até a última atualização desta reportagem, não havia indícios de colisão com outra aeronave nem informações sobre a identidade das vítimas.
A Federal Aviation Administration (FAA) e o National Transportation Safety Board (NTSB) investigarão as causas do acidente.

Taiwan registra terremoto de magnitude 5,6 nesta sexta-feira

Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu Taiwan na sexta-feira, informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).
O tremor ocorreu a uma profundidade de 96 quilômetros, segundo o GFZ. (Reportagem de Federica Mileo em Barcelona, ​​Edição de Louise Heavens