Aluno esfaqueia cinco pessoas em escola nos EUA

Milei assiste a exercício militar com EUA a bordo de porta-aviões norte-americano
Um estudante observa enquanto policiais de Tacoma investigam o local após várias pessoas ficarem feridas na Foss High School.
John Froschauer / AP
Um aluno de uma escola de ensino médio de Tacoma, em Washington, esfaqueou cinco pessoas em uma escola High School na quinta-feira (30). Quatro alunos e um segurança ficaram gravemente feridos e foram encaminhados ao hospital.
O aluno que fez o ataque foi autuado por cinco acusações de agressão de primeiro grau, informou a polícia.
O Departamento de Bombeiros de Tacoma levou cinco pessoas da Foss High School para hospitais, sendo que quatro pacientes estavam em estado crítico e um apresentava ferimentos leves, disse Chelsea Shepherd, porta-voz do departamento.
O suspeito estava sob custódia policial e foi levada ao hospital com ferimentos leves, afirmou ela. Todos estavam em condição estável no final da tarde.
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Todos os feridos foram esfaqueados ou cortados, disse Shelbie Boyd, porta-voz do Departamento de Polícia de Tacoma. O suspeito estava entre os que sofreram cortes no incidente.
A escola entrou em confinamento às 13h38 após o início da violência, e os alunos foram dispensados em segurança às 14h45, informaram as Escolas Públicas de Tacoma em um comunicado.
“A escola está segura e estamos investigando no momento”, disse Boyd, acrescentando que uma área de reunificação foi estabelecida na escola para que os pais pudessem buscar seus filhos.
As aulas e atividades extracurriculares de sexta-feira (1º) foram canceladas. A escola reabrirá na segunda-feira (4) com conselheiros no local para apoiar alunos e funcionários.
“Somos gratos pela ação rápida e calma de nossa equipe e dos socorristas”, afirmou o distrito escolar.
*Com informações da Associated Press.

‘Trabalho mais perigoso do mundo’: o cientista que percorre o labirinto radioativo de Chernobyl

Milei assiste a exercício militar com EUA a bordo de porta-aviões norte-americano
Anatolii Doroshenko é pesquisador do Instituto de Problemas de Segurança das Centrais Nucleares, na Ucrânia
Getty Images via BBC
O reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, ficou completamente destruído com a explosão fatal do dia 26 de abril de 1986.
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Mas, a cerca de 10 metros de profundidade, permanecem os centros de controle e monitoramento, que sobreviveram ao desastre.
"É como um grande labirinto embaixo do reator", explica à BBC o pesquisador Anatolii Doroshenko, de 38 anos, do Instituto de Problemas de Segurança das Centrais Nucleares (ISPNPP, na sigla em inglês).
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Seu trabalho inclui percorrer esse labirinto pelo menos uma vez por mês — uma missão que, segundo a revista New Scientist, "pode ser considerada o trabalho mais perigoso do mundo".
Naquela rede de salas e corredores subterrâneos, tudo está contaminado pela radiação: o piso, os equipamentos, as paredes e até o ar.
A explosão do dia 26 de abril de 1986 destruiu o reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia
Getty Images via BBC
Ali, Doroshenko se encarrega de revisar os equipamentos, coletar dados, instalar medidores, retirar amostras e monitorar o estado do combustível nuclear.
Em algumas salas, a radiação é tão alta que o pesquisador precisa completar suas tarefas em menos de quatro minutos e sair imediatamente. Em outras, os níveis de radiação não permitem nem mesmo que ele se detenha por ali.
Seu trabalho é fundamental para garantir que as condições do reator se mantenham estáveis.
Doroshenko reconhece que seu trabalho gera medo, mas ele usa esse receio como seu aliado.
"O medo ajuda a manter o controle e seguir as orientações para garantir baixas doses de radiação", explica ele.
"Aqui, o maior risco é se acostumar às condições do lugar. Se você se acostumar ao medo, começa a ignorar que está rodeado de radiação. Qualquer coisa, uma luva, uma peça metálica, pode estar contaminada, mesmo que não se observe."
Doroshenko (esq.) trabalha na usina nuclear de Chernobyl há 12 anos
Arquivo Pessoal
Sob as ruínas
Os labirintos percorridos por Doroshenko são as instalações de onde era controlada a usina de Chernobyl.
O local é escuro. Alguns corredores têm iluminação, mas o pesquisador e seus colegas sempre levam lanternas.
Algumas passagens são tão estreitas que eles precisam caminhar agachados. Todas as salas e corredores estão sinalizados, mas é preciso conhecer bem o caminho para não se perder entre as passagens.
Eles também contam com mapas de contaminação, que indicam quais são as áreas com maior radioatividade.
"Aqui, todos os cientistas sabem onde podemos trabalhar e onde não", explica Doroshenko.
Visitante da central nuclear de Chernobyl grava na sala de controle do bloco 4 destruído da usina
Getty Images via BBC
O local está repleto de tubos com água radioativa e perigosas formações de cório, uma substância produzida quando o combustível nuclear, sob temperaturas de milhares de graus Celsius, se misturou com a estrutura do núcleo do reator.
Essa substância se infiltrou entre as ruínas, como se fosse lava, formando figuras peculiares. Uma das mais conhecidas é a chamada "pata de elefante".
A 'pata de elefante' é uma formação de cório altamente radioativa
Getty Images via BBC
Locais inatingíveis
Existem ainda na unidade 4 cerca de 200 toneladas de combustível nuclear, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica. A previsão é que recuperar esse material altamente radioativo leve cerca de 40 anos.
Tudo está coberto por um sarcófago que, por sua vez, está rodeado pelo Novo Confinamento Seguro, um domo de aço mais alto que a Estátua da Liberdade. Ele foi projetado para vedar hermeticamente, durante 100 anos, o reator 4 e proteger o mundo da radiação de Chernobyl.
Grande parte desse combustível nuclear está em locais inatingíveis para Doroshenko e seus colegas.
Corredor dentro da central nuclear de Chernobyl
Getty Images via BBC
Após a explosão de 1986, a unidade 4 foi coberta com grandes volumes de cimento, para deter a infiltração da radiação.
"Se pudéssemos retirar amostras do reator destruído, poderíamos determinar precisamente seu nível de risco nuclear", explica Doroshenko.
"Mas ele está sob uma enorme camada de cimento e o acesso humano é impossível. Por isso, realizamos medições para compreender quais processos ocorrem no combustível nuclear."
Tudo no interior do reator 4 de Chernobyl está contaminado pela radiação.
Getty Images via BBC
'Quase eufórico'
Para descer até o labirinto, Doroshenko utiliza diversas camadas de roupas protetoras. Elas incluem protetores dos braços, de sapatos e um respirador FFP2 com válvula.
Em algumas regiões mais estreitas, onde é preciso abrir caminho entre os escombros, ele acrescenta um traje especial de polietileno.
Ao sair, ele deve passar por diversos pontos de controle e por uma "zona suja", onde tira a roupa, que passa a ser descontaminada ou diretamente destruída, caso não se consiga remover a radiação.
Em seguida, vem uma ducha obrigatória e uma estação de dosimetria para confirmar que não haja partículas radioativas no seu corpo.
Doroshenko afirma que, para manter a segurança no reator, é preciso não entrar em pânico
Arquivo pessoal
Doroshenko gosta do seu trabalho. Ele conta que visitar a unidade 4 o leva a um estado de "quase euforia", uma emoção que, segundo ele acredita, pode ser comparada com escalar o Everest.
Mas, mesmo assim, ele insiste que é fundamental manter o controle.
"O principal é não entrar em pânico. O pânico leva você a cometer erros."
Cerca de 10 metros abaixo do reator 4 de Chernobyl, existe uma rede de salas e corredores que Doroshenko percorre uma vez por mês
Getty Images via BBC
"Este lugar está repleto de mitos e é frequentemente demonizado, mas não é tão assustador, como muitos tentam apresentá-lo", explica o pesquisador.
"Quando você está ali, se dá conta de que é uma estrutura criada por seres humanos. Você compreende que aquele espaço exige vigilância e supervisão constante."
"Se pessoas como nós deixarmos de descer ali, será iniciado um processo sem controle, o que é perigoso", afirma ele.
O reator 4 está coberto pelo Novo Confinamento Seguro, um domo de aço projetado para durar 100 anos
Getty Images via BBC
Contra o esquecimento
Uma vez por ano, Anatolii Doroshenko passa por exames médicos obrigatórios e, nas suas férias, tenta sempre ir para o mar.
"Continuarei descendo para os labirintos do reator enquanto puder", afirma ele.
"Não me impuseram um limite. Se vier uma geração que possa me substituir, pensarei em me aposentar. Mas, por enquanto, não penso nisso."
Para ele, o mais importante é que as pessoas tenham em mente os desafios enfrentados em Chernobyl: conter a radiação dos resíduos de combustível nuclear e manter o controle das instalações.
"É um trabalho duro. Chernobyl não deve ser esquecida."
Imagem inicial de Caroline Souza, da Equipe de Jornalismo Visual da BBC Américas, com fotos da Getty Images e da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia.

‘Não beber água da torneira e manter as janelas fechadas’: cidade russa está em emergência após ataque a refinaria

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Ataque de drones ucranianos causa incêndio em refinaria na Rússia
Os moradores da cidade portuária russa de Tuapse receberam ordens de não beber água da torneira e as escolas permaneceram fechadas na quinta-feira (29), enquanto as autoridades enfrentam as consequências do terceiro ataque ucraniano de drones à sua refinaria de petróleo neste mês.
A área está sujeita a um estado de emergência desde terça-feira, quando o ataque provocou um grande incêndio na instalação, interrompendo a produção e liberando manchas de óleo nas águas da costa do Mar Negro.
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Incêndio após ataque em refinaria de petróleo de Tuapse, na Rússia
MÍDIA SOCIAL/via REUTERS
O incêndio foi extinto na manhã de quinta-feira (28), segundo o governador local, mas as praias de Tuapse, salpicadas de óleo, o ar e os cursos d'água poluídos mostram como podem ser dolorosas as consequências dos crescentes ataques da Ucrânia às instalações de energia russas.
Trabalhadores de emergência foram enviados na quinta-feira para limpar cinco partes da costa recém-descobertas e atingidas pelo petróleo, informou a força-tarefa regional. No total, eles limparam 12.600 metros cúbicos de material contaminado em Tuapse.
Após o ataque, o órgão de vigilância de segurança do consumidor Rospotrebnadzor aconselhou os moradores a limitar o tempo ao ar livre e manter as janelas fechadas devido aos altos níveis de benzeno no ar.
A autoridade de saúde local disse na quinta-feira que os moradores deveriam consumir apenas água engarrafada e evitar beber de torneiras e fontes naturais como medida de precaução. As comemorações do feriado de maio também foram canceladas.
As medidas fizeram com que alguns moradores expressassem preocupação online e questionassem as garantias das autoridades de que a situação está sob controle.
"Que tal ela vir nos visitar e experimentar nosso ar fresco?", comentou uma pessoa na quarta-feira em um vídeo da diretora da Rospotrebnadzor, Anna Popova, dizendo que a situação em Tuapse não representava riscos à saúde.
"Tudo está seguro e sob controle!", escreveu outra pessoa em uma publicação sobre o cancelamento de todos os eventos de grande escala ao ar livre.
Os ataques mostram o plano de Kiev de intensificar a pressão dentro da Rússia nas últimas semanas, com o objetivo de derrubar refinarias de petróleo, depósitos e portos e paralisar a maior fonte de financiamento de Moscou para sua guerra na Ucrânia, à medida que os preços globais sobem devido à guerra no Irã.
Por sua vez, a Ucrânia diz que as forças russas atacaram as instalações de energia ucranianas por muitos meses, causando um grande número de vítimas e interrompendo o fornecimento de energia e aquecimento para muitos milhares de residentes durante os meses de inverno.

Novas imagens mostram como atirador tentou invadir jantar com Trump

Milei assiste a exercício militar com EUA a bordo de porta-aviões norte-americano
Novas imagens mostram como atirador tentou invadir festa com Trump
A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (30) novas imagens que mostram como um atirador tentou invadir um jantar com o presidente Donald Trump, em Washington. Veja no vídeo acima.
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O incidente aconteceu no sábado (25), durante um jantar do presidente com jornalistas que cobrem a Casa Branca. O atirador, Cole Allen, de 31 anos, foi contido e preso. Um agente do Serviço Secreto ficou ferido.
As imagens foram divulgadas pela procuradora-geral do Distrito de Colúmbia, Jeanine Pirro, e mostram o momento em que Allen atira contra um agente durante a ação. Antes, ele aparece correndo por um detector de metais.
Autoridades americanas afirmam que o agente foi atingido à queima-roupa enquanto o suspeito corria por um ponto de controle de segurança. O agente revidou com cinco disparos.
O suspeito não foi atingido pelos tiros e acabou caindo após ferir o joelho. Ele foi imobilizado por outros agentes perto da escadaria que leva ao salão onde ocorria o jantar. De acordo com promotores, Allen tentou invadir o evento com a intenção de assassinar Trump.
O caso gerou dúvidas sobre como o agente do Serviço Secreto foi baleado, incluindo a possibilidade de um tiro feito por outro agente. O governo dos EUA nega essa hipótese.
Questionado nesta quinta-feira sobre o disparo, Trump disse: “Disseram que não foi fogo amigo. Não fomos nós”.
O presidente também sugeriu que não vai usar colete a provas de balas em eventos públicos. "Não sei se conseguiria lidar com a ideia de parecer 10 quilos mais pesado", disse.
Allen é acusado de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime de violência e transporte ilegal de armas e munições através de fronteiras estaduais. Ele ainda não se declarou culpado.
Imagens mostram atirador correndo entre agentes do Serviço Secreto
US District Court
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Milei assiste a exercício militar com EUA a bordo de porta-aviões norte-americano

Milei assiste a exercício militar com EUA a bordo de porta-aviões norte-americano
Milei acompanha exercício militar dos EUA em porta-aviões
O presidente da Argentina, Javier Milei, acompanhou nesta quinta-feira (30) exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos a bordo de um porta-aviões no Atlântico Sul. A visita reforça a aproximação entre os dois países.
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Milei esteve no porta-aviões USS Nimitz ao lado do ministro da Defesa, Carlos Presti, e de autoridades militares. Segundo a pasta, a atividade busca fortalecer cooperação, interoperabilidade e trabalho conjunto.
Imagens divulgadas pelo governo mostram o presidente e Karina Milei com o embaixador dos EUA, Peter Lamelas, a bordo da embarcação. O porta-aviões tem 333 metros de comprimento.
"A presença do presidente Milei nos recorda que estamos em uma nova era de relação bilateral, avançando para além da mera cooperação, rumo a um alinhamento estratégico profundo", disse o embaixador em um comunicado.
Os exercícios estão sendo feitos na zona econômica exclusiva da Argentina durante a passagem do USS Nimitz e do contratorpedeiro USS Gridley pelo Atlântico Sul, conforme decreto presidencial.
As manobras fazem parte do Passing Exercise (Passex) 2026, que aproveita o trânsito de navios estrangeiros pela costa argentina.
O governo Milei também autorizou a entrada de equipamentos e militares dos EUA em território argentino para o exercício “Daga Atlântica”, iniciado em 21 de abril e previsto para terminar em 12 de junho.
O presidente da Argentina, Javier Milei, a bordo do USS Nimitz
Governo da Argentina
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