Pai pedófilo é acusado de estuprar 34 crianças e filmar os crimes na França

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Crianças andam na cidade de Lucenay, na França
Olivier Chassignole/AFP
Um caso de abuso sexual infantil de grandes proporções vem causando comoção e choque na França. Um homem, de cerca de 40 anos, acusado de estuprar e abusar sexualmente de ao menos 34 crianças na região do Ródano-Alpes, no sudeste do país, está em prisão preventiva.
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Ele já havia sido indiciado em 2025 por estupro de meninos e voltou a ser acusado em abril, após a descoberta de novos crimes, confirmou a Procuradoria de Villefranche-sur-Saône na quarta-feira (29), como revelou o jornal Le Monde.
As vítimas são exclusivamente meninos, com idades entre 2 e 9 anos à época dos crimes, ocorridos entre 2020 e 2024, na cidade de Lucenay, no coração da região vinícola do Beaujolais, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Lyon.
Os abusos teriam ocorrido principalmente durante festas de aniversário e festas do pijama organizadas na casa do suspeito, segundo o Le Monde.
O acusado, pai de dois filhos, já era conhecido da Justiça. Em janeiro de 2025, ele foi formalmente indiciado por estupro de crianças na mesma região. Preso no mês seguinte, permaneceu sob custódia judicial.
A identificação de novas vítimas levou, em abril, a um novo indiciamento, desta vez por estupro e abuso sexual de menores de 15 anos, além de posse e produção de material pornográfico envolvendo crianças, informou à AFP a promotora Laetitia Francart.
Crimes
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A investigação revelou um modo de agir sistemático. O suspeito registrava os abusos em vídeo e fotografia — em alguns casos enquanto as crianças estavam acordadas, em outros enquanto dormiam.
Foram encontrados 127 vídeos e 197 fotos de conteúdo criminoso. As gravações eram feitas com o próprio celular do acusado ou por meio de uma pequena câmera escondida em um despertador.
As vítimas foram filmadas nuas, algumas delas agredidas sexualmente, sobretudo no banho. Outras teriam sido estupradas à noite enquanto dormiam, em estado de inconsciência, o que levou familiares a questionar a possível utilização de coerção química.
Até o momento, 34 vítimas foram formalmente identificadas. Segundo a promotoria, nem todas sofreram os mesmos tipos de violência. As crianças frequentavam a mesma escola que os filhos do acusado, da educação infantil aos primeiros anos do ensino fundamental — fator que aprofundou o choque e a indignação na sociedade francesa.
Diante da gravidade do caso, uma unidade de escuta e apoio psicológico foi instalada na escola em março de 2025. Todas as famílias foram contatadas, e, segundo a promotoria, uma reunião com os pais será organizada nas próximas semanas.
Recorrência
O caso veio a público no fim de 2024, quando algumas vítimas começaram a relatar os abusos aos pais. Três famílias registraram queixa, o que levou à prisão do suspeito em dezembro daquele ano.
Após a detenção, ele foi internado involuntariamente em um hospital psiquiátrico, segundo a promotoria.
Ao retornar para casa, o acusado escreveu uma carta à família expressando intenções suicidas. Ele chegou a tentar tirar a própria vida, mas foi localizado pela polícia. Durante os interrogatórios, confessou a maioria das acusações, de acordo com o Ministério Público.
“Acho que nasci assim, não escolhi amar meninos… Meninos que eram muito jovens. Eu me odiava por isso, mas não tinha forças para falar sobre o assunto”, escreveu o acusado em uma carta citada pelo jornal Le Monde.
A prisão preventiva foi mantida, e a investigação judicial segue em andamento para esclarecer com precisão as circunstâncias dos crimes.
O caso, amplamente repercutido pela imprensa francesa, provocou um profundo abalo na opinião pública e reacendeu debates sobre a proteção de crianças, falhas na identificação precoce de abusos e a vigilância em ambientes considerados seguros.
Autoridades e especialistas classificam o episódio como um dos mais perturbadores dos últimos anos na França, tanto pelo número de vítimas quanto pelo contexto de confiança em que os crimes ocorreram — no seio familiar e no ambiente escolar.
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Jaecco 7 ganha versão mais barata, de R$ 179.990; SUV híbrido plug-in tem 1.200 km de autonomia

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Utilitário esportivo Jaecco 7, da Omoda Jaecoo, ganha nova vesão Elite
Divulgação / Omoda Jaecoo
A Omoda Jaecoo anunciou nesta quinta-feira (30) o lançamento da versão Elite do Jaecoo 7 no mercado brasileiro. A nova configuração chega como a opção mais acessível do portfólio, com preço de R$ 179.990. O modelo foi desenvolvido exclusivamente para o Brasil e já está em pré-venda.
Segundo a empresa, a versão foi criada após ouvir as demandas do mercado brasileiro. O Jaecoo 7 Elite utiliza o sistema híbrido SHS (Super Hybrid System), que oferece até 1.200 km de autonomia combinada.
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O conjunto entrega 279 cavalos de potência, com motor 1.5 turbo de 135 cavalos aliado a um motor elétrico de 204 cavalos. A transmissão é do tipo DHT, com uma única marcha, e a bateria tem capacidade de 18,3 kWh.
Em equipamentos, o modelo traz central multimídia de 13,2 polegadas, porta-malas com abertura elétrica e sensor de presença, carregador por indução com refrigeração, além de itens esperados para um SUV nessa faixa de preço.
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A versão Luxury do Jaecoo 7, que custa R$ 234.990, também recebeu novidades. Agora, conta com bancos dianteiros ventilados, câmeras ao redor do veículo, airbag de joelho para o motorista e teto solar panorâmico. Essa versão também passou a ter a mesma tela multimídia de 13,2 polegadas.
A Omoda Jaecoo oferece sete anos de garantia e, segundo a empresa, já conta com mais de 70 concessionárias espalhadas por 24 estados brasileiros. A meta é alcançar mais de 100 lojas no país até o fim de 2026.
Utilitário esportivo Jaecco 7, da Omoda Jaecoo, ganha nova vesão Elite
Divulgação / Omoda Jaecoo

Petróleo sobe a US$ 118 e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar

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Plataforma de petróleo em Sergipe
Jeová Luiz/TV Sergipe
Os preços do petróleo subiram pelo 8º dia seguido nesta quarta-feira (28) e alcançaram o maior patamar em quase quatro anos, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.
Além do impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, investidores também continuavam a avaliar a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo.
Segundo dados da Bloomberg, o petróleo tipo Brent, referência internacional, subiu e fechou cotado a US$ 118,03 — maior patamar desde 10 de junho de 2022, quando alcançou US$ 122,01.
Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, encerrou a US$ 106,88.
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Veja a cotação do petróleo:

🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como "leve" e "doce" devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel.
O avanço nos preços da commodity ganharam força pela manhã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho".
"O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump.
Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias.
Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã.
A escalada das tensões se soma, ainda, à saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, anunciada na véspera. A decisão causou um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.
A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.
A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.
Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.
"Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.
Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.
Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.
Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Câmara dos EUA aprova projeto para financiar o Departamento de Segurança Interna e encerrar paralisação

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Logotipo do Departamento de Segurança Interna durante uma coletiva de imprensa em Washington
AP/Pablo Martinez Monsivais
Após semanas de atraso, a Câmara dos Representantes aprovou nesta quinta-feira (29) o financiamento de grande parte do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), mas excluiu as operações de fiscalização imigratória, e enviou o pacote bipartidário para sanção do presidente Donald Trump, encerrando a paralisação mais longa da história da agência.
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A Casa Branca havia alertado que os recursos temporários usados por Trump para pagar funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA) e de outros setores da agência “acabariam em breve”, o que gerou novos temores de interrupções em aeroportos.
O DHS estava sem financiamento regular desde 14 de fevereiro, causando dificuldades para os trabalhadores, embora grande parte da agenda de imigração de Trump — que está no centro do impasse — esteja sendo financiada separadamente.
“Já passou da hora”, disse a deputada Rosa DeLauro, de Connecticut, principal democrata do Comitê de Apropriações da Câmara, que apresentou o projeto há mais de 70 dias.
A Câmara aprovou rapidamente a medida em votação simbólica, sem contagem formal de votos.
A estreita maioria republicana na Câmara enfrentou repetidos impasses sob a liderança do presidente da Casa, Mike Johnson, com o próprio partido dividido em disputas internas sobre vários temas pendentes, incluindo o financiamento da segurança interna. Embora o Senado tenha aprovado por unanimidade o pacote bipartidário há um mês, o projeto ficou parado na Câmara.
Os democratas se recusaram a financiar o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) e a Patrulha de Fronteira sem mudanças nessas operações, após a morte de dois cidadãos americanos baleados por agentes federais durante protestos contra uma repressão à imigração em Minneapolis.
Já os republicanos não aceitaram a proposta democrata de financiar a TSA e outras áreas do DHS sem incluir recursos para o ICE e a Patrulha de Fronteira.
Para destravar o impasse, republicanos da Câmara e do Senado decidiram tratar separadamente o financiamento da fiscalização imigratória por meio do chamado processo de reconciliação orçamentária, um procedimento complexo que pode levar semanas.
Ao iniciar esse processo orçamentário, Johnson conseguiu liberar um projeto bipartidário mais amplo para os agentes da TSA e o restante do DHS.
Na noite de quarta-feira, os republicanos da Câmara aprovaram uma resolução orçamentária por 215 votos a 211, em uma votação praticamente dividida entre partidos, focada em liberar futuramente US$ 70 bilhões para fiscalização imigratória e deportações até o fim do mandato de Trump, além de impedir que os democratas bloqueiem novos recursos.
O mandato de Trump termina em janeiro de 2029.
Um dos principais republicanos, o deputado Chip Roy, do Texas, afirmou que separar o financiamento relacionado à imigração em um processo distinto é “ofensivo aos homens e mulheres que servem no ICE e na Patrulha de Fronteira e trabalham por este país todos os dias”.