Vídeo mostra crianças sendo usadas como ‘escudo’ durante confronto na Colômbia

Vídeo mostra crianças sendo usadas como ‘escudo’ durante confronto na Colômbia; presidente reage: ‘Isso não admito’
Vídeo mostra uso de crianças como escudo na Colômbia; presidente critica
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram crianças sendo colocadas na linha de frente de um protesto em Bogotá, na Colômbia, durante um confronto com forças de segurança. As cenas ocorreram na última quarta-feira (29).
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às imagens, divulgadas pela diretora do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), Astrid Cáceres, nesta quinta-feira (30).
“Isso eu não admito. As crianças vêm em primeiro lugar na sociedade”, escreveu Petro em uma publicação na rede social X.
Segundo o site argentino Infobae, os vídeos mostram integrantes da comunidade indígena Emberá posicionando crianças e adolescentes diante dos manifestantes enquanto agentes da Unidade Nacional de Diálogo e Manutenção da Ordem (UNDMO) se preparavam para agir.
As imagens foram registradas durante protestos em frente ao Ministério do Interior, em Bogotá, nesta quarta-feira (29), de acordo com o veículo.
Nos vídeos, é possível ver menores de idade no meio do cordão de manifestantes enquanto, ao fundo, acontecem operações policiais com uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
Segundo as autoridades, a operação terminou sem registros de feridos graves.
Vídeo mostra crianças sendo colocadas na linha de frente em manifestação na Colômbia
Reprodução/X
O secretário de Governo de Bogotá, Gustavo Quintero, afirmou que as crianças teriam sido usadas como "escudos de proteção" durante os confrontos.
Os confrontos ocorreram após indígenas Emberá entrarem em prédios do Ministério do Interior e bloquearem os acessos ao local. Segundo autoridades colombianas, mais de 1.200 funcionários ficaram retidos por cerca de sete horas dentro dos edifícios.
A comunidade Emberá participa de mobilizações em Bogotá para cobrar do governo melhores condições de vida, segurança e o cumprimento de acordos relacionados a direitos territoriais, reassentamento e assistência humanitária, segundo veículos locais.
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Infestação em Gaza: ratos mordem crianças, espalham doenças e destroem até vestido de noiva

Vídeo mostra crianças sendo usadas como ‘escudo’ durante confronto na Colômbia; presidente reage: ‘Isso não admito’
Palestinos passam por pilhas de lixo e resíduos perto de tendas de deslocados em meio à proliferação de roedores em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 27 de abril de 2026.
REUTERS/Haseeb Alwazeer
Ratos e parasitas estão se espalhando pelos acampamentos de tendas na Faixa de Gaza, onde vivem palestinos deslocados pela guerra. Os roedores estão mordendo as mãos e pés de crianças, disseminando doenças e destruindo os poucos pertences que restam às famílias.
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O surto ocorre enquanto a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada pela guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Muitos estão vivendo em casas destruídas por bombardeios e em tendas improvisadas montadas em terrenos abertos, à beira de estradas ou sobre as ruínas de edifícios destruídos.
Nesse ambiente, palestinos relatam um ambiente colapsado, com ratos mordendo pés e mãos de crianças durante a noite e cerca de 17 mil infecções relacionadas a roedores registradas em 2026, segundo a OMS. Leia mais abaixo.
Poucos dias antes de seu casamento, Amani Abu Selmi, deslocada com sua família em Khan Younis, no sul, descobriu que ratos haviam roído as roupas e bolsas de seu enxoval dentro da tenda desgastada onde estavam abrigados.
Ela e sua mãe mostraram à Reuters os buracos feitos pelos roedores em seu vestido — um traje tradicional bordô bordado, típico de casamentos palestinos.
“Todo o meu sentimento de felicidade acabou, virou tristeza, virou dor — porque minhas coisas desapareceram, meu enxoval desapareceu”, disse Abu Selmi, de 20 anos.
Noiva palestina Amani Abu Selmi segura roupas de lã roídas por ratos dentro de uma tenda em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 26 de abril de 2026.
REUTERS/Haseeb Alwazeer
Ratos atacam enquanto as pessoas dormem
Um rato mordeu a mão e os dedos do pé do filho de 3 anos de Khalil Al-Mashharawi há algumas semanas, disse ele. Na última sexta-feira, ele próprio foi mordido.
Ele afirmou que ele e a esposa agora dormem em turnos para proteger os filhos e um ao outro de uma infestação que a família não consegue controlar nem combater, já que armadilhas para ratos são em grande parte ineficazes nas casas destruídas e nos acampamentos de tendas em Gaza.
“Eles atacam enquanto dormimos. (…) Eles podem desaparecer por um ou dois dias antes de atacar novamente, abrindo caminho por baixo dos pisos da casa”, disse Al-Mashharawi, de 26 anos, que vive com a família nas ruínas de sua casa no bairro de Tuffah, no norte de Gaza.
Mohamed Abu Selmia, diretor do maior hospital de Gaza, Al-Shifa, disse que espera que o problema piore com a aproximação do verão e diante da proibição israelense à entrada de materiais de controle de pragas, como veneno para ratos.
A ONU estima que cerca 80% dos prédios em Gaza foram destruídos ou danificados
REUTERS
Israel geralmente restringe a entrada em Gaza de itens que afirma poderem ter uso militar ou civil.
Como parte do que descreveu como um esforço com “todos os atores e parceiros internacionais” para enfrentar o problema de saneamento, o Cogat —órgão militar israelense que controla o acesso a Gaza— disse que, nas últimas semanas, facilitou a entrada de cerca de 90 toneladas de materiais de controle de pragas e mais de mil armadilhas para ratos no território.
“Todos os dias, hospitais registram casos de pacientes internados devido a incidentes relacionados a roedores, especialmente entre crianças, idosos e doentes”, disse Abu Selmia.
Também há grande preocupação com a disseminação de doenças perigosas, incluindo febre por mordida de rato, leptospirose e até peste, acrescentou.
'Um ambiente de vida colapsado'
Um cessar-fogo em outubro entre Israel e Hamas pouco fez para aliviar o sofrimento dos palestinos em Gaza, onde os sistemas de esgoto e saneamento foram em grande parte destruídos por Israel e a ajuda humanitária está sujeita a restrições israelenses.
Israel cita preocupações de segurança para impor restrições a Gaza, onde continua realizando ataques letais, afirmando agir diante de ameaças do Hamas. Mais de 800 palestinos foram mortos desde outubro, enquanto quatro soldados israelenses morreram no mesmo período.
Com a coleta de lixo praticamente interrompida, água contaminada e resíduos se acumularam perto das cidades de tendas onde famílias dormem, cozinham e se lavam. Isso criou um ambiente propício para a proliferação de roedores e parasitas, segundo organizações humanitárias.
Reinhilde Van de Weerdt, representante local da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que cerca de 17 mil casos de infecções relacionadas a roedores e ectoparasitas foram registrados em Gaza até agora neste ano.
“Essa é apenas a consequência infeliz, mas previsível, de quando as pessoas vivem em um ambiente de vida colapsado”, afirmou.

Ônibus cai no rio Sena, em Paris, e passageiros e motorista são resgatados

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Ônibus que caiu no rio Sena, perto de Paris, na França, é içado por equipes de resgate, em 30 de abril de 2026.
Abdul Saboor/ Reuters
Um ônibus de passageiros caiu no rio Sena, na França, nesta quinta-feira (30). Os passageiros e o motorista foram resgatados com vida.
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Segundo autoridades, o ônibus caiu no rio por volta das 09h30, pelo horário local, quando circulava em Juvisy-sur-Orge, cidade ao sul de Paris, nos arredores da capital francesa.
Embora o veículo pertença à rede de transporte público da região, apenas quatro pessoas estavam no ônibus no momento do incidente: dois passageiros, o motorista e seu superior, que o monitorava. Todos sofreram apenas feridas leves, segundo a polícia.
O ônibus ficou completamente submerso no rio, e equipes de resgate tiveram de içá-lo com cabos.
A polícia disse também ter aberto uma investigação sobre a causa do incidente.
Ônibus fica submerso após cair no rio Sena, na França, em 30 de abril de 2026.
Abdul Saboor/ Reuters

Cidadania italiana: Justiça da Itália diz que regras anteriores criaram ‘multidão de estrangeiros com nacionalidade virtual’

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Passaporte italiano
Bruno Todeschini/Agência RBS
A Corte Constitucional da Itália decidiu manter as novas regras de restrição à concessão de nacionalidade italiana por achar que as normas anteriores criavam "cidadanias virtuais" no país europeu.
O argumento dos juízes está no acórdão da decisão que manteve as restrições, divulgado nesta quinta-feira (30) segundo a agência de notícias Ansa Brasil.
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➡️Em março, a Corte Constitucional, uma das mais altas da Justiça italiana, rejeitou o recurso que alegava inconstitucionalidade da nova lei do governo italiano de restrições à concessão de cidadania. A decisão, que surpreendeu juristas, afeta estrangeiros descedentes da Itália, incluindo brasileiros (leia mais abaixo).
O texto da decisão, no entanto, só foi divulgado nesta quinta, de acordo com a Ansa. Na senteça, os juízes afirmaram achar que as normas anteriores, mais flexíveis, criaram "uma multidão de estrangeiros com cidadania virtual" da Itália.
"O massivo fenômeno migratório, unido à ausência de limites à transmissão da cidadania por filiação, criou uma multidão de cidadãos estrangeiros dotados de uma cidadania italiana 'virtual', enquanto não certificada", escreveram os juízes na sentença.
O acórdão argumenta, ainda, que a Legislação italiana ficou "isolada" e desfalcada na comparação com as normas de outros países europeus, que foram sendo ajustadas com os anos.
Já os críticos às mudanças argumentam que a concessão de cidadania italiana sem limite de gerações era um direito constitucional e uma reparação a italianos que deixaram o país no passado em busca de trabalho.
A decisão da Corte foi feita em resposta a um recurso que alegava inconstitucionalidade das novas mudanças.
Julgamento
Itália aprova restrições para a cidadania italiana: veja o que muda
Os juízes da Corte Constitucional julgaram um pedido de inconstitucionalidade apresentado no ano passado por um tribunal da cidade de Turim. O recurso questionava a legitimidade da nova lei e pedia que ela não tivesse caráter retroativo para pessoas nascidas antes da mudança.
Segundo a agência de notícias italiana Ansa, os magistrados julgaram que o questionamento é "infundado" e "inadmissível".
"O Tribunal Constitucional declarou parcialmente infundadas e parcialmente inadmissíveis as questões de constitucionalidade suscitadas pelo Tribunal de Turim, referentes ao artigo 1º do Decreto-Lei nº 36 de 2025, convertido na Lei nº 74 de 2025 (a lei que restringe a concessão de cidadania)", diz um comunicado do tribunal.
Regra atual mantida
A decisão da Corte Constitucional manteve, portanto, a regra atual para a concessão de cidadania italiana. A norma vigente, aprovada pelo Parlamento italiano no ano passado, passou a restringir o direito apenas a filhos e netos de italianos, e somente em dois casos:
se o pai, mãe, avô ou avó tiver sido cidadão italiano, nascendo na Itália ou sendo considerado italiano no momento da morte;
se o pai, mãe, avô ou avó com cidadania italiana tiver nascido fora do país, mas tiver morado na Itália por pelo menos dois anos seguidos antes do nascimento do filho ou neto.
As restrições geraram uma onda de indignação por parte de descendentes de italianos, principalmente em países como o Brasil e a Argentina, onde há um grande número deles. No caso de brasileiros, milhares de bisnetos e trinetos de italianos que buscam a cidadania podem perder esse direito.
👉 Antes do novo decreto, que entrou em vigor em 2025, a legislação da Itália reconhecia o direito à cidadania com base no princípio jurídico do "jus sanguinis" — ou "direito de sangue", que garante a nacionalidade de um país ao filho de um cidadão desse país, independentemente de onde ele estivesse.
No caso da Itália, esse direito podia ser transmitido sem limite de gerações, desde que fosse comprovado o vínculo com um ancestral italiano que estivesse vivo após a criação do Reino da Itália, em 17 de março de 1861.
Ou seja, qualquer pessoa que tivesse bisavós ou tataravós italianos, por exemplo, tinham automaticamente direito à cidadania.
👉 No início do ano passado, o governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aprovou um decreto de urgência com as restrições atuais. O argumento da gestão de Meloni era o de limitar entradas de estrangeiros na Itália.
Por ter caráter emergencial, o decreto entrou em vigor, mas depois foi votado no Parlamento italiano, que teria de respaldá-lo para que a medida virasse uma lei de fato.
Durante dois dias de debates, muitos deputados se manifestaram contra a nova lei, argumentando que ela descumpria o princípio da Constituição italiana de que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e desrespeitava milhares de italianos que deixaram o país em busca de trabalho no passado.
No entanto, a maioria que o governo de Meloni tem no Parlamento garantiu a aprovação da medida.
A contestação
O recurso negado nesta quinta pela Corte Constitucional foi a primeira contestação da nova lei na Justiça italiana.
Nele, oito cidadãos venezuelanos entraram com uma contestação no Tribunal de Turim. O grupo questionava o caráter retroativo da medida — ou seja, o fato de ela valer para quem era nascido antes de sua sanção.
O advogado do grupo, Giovanni Bonato, disse na ocasião que "uma categoria específica de nossos concidadãos foi repentina e inesperadamente privada de sua cidadania", segundo a agência Ansa.
👉 A rejeição do recurso não quer dizer, no entanto, que não é mais possível contestar a lei vigente. Grupos de advogados já elaboraram outros recursos conjuntos, que devem ser analisados pela Justiça nos próximos meses.

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Reprodução/X
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às imagens nesta quinta-feira (30).
“Isso eu não admito. As crianças vêm em primeiro lugar na sociedade”, escreveu Petro em uma publicação na rede social X.
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Segundo o site colombiano Infobae, os vídeos mostram integrantes da comunidade indígena Emberá posicionando crianças e adolescentes diante dos manifestantes enquanto agentes da Unidade Nacional de Diálogo e Manutenção da Ordem (UNDMO) se preparavam para agir.
As imagens teriam sido registradas durante protestos em frente ao Ministério do Interior e começaram a circular amplamente na terça-feira (29), de acordo com o veículo colombiano.
Nos vídeos, é possível ver menores de idade no meio do cordão de manifestantes enquanto, ao fundo, acontecem operações policiais com uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
A comunidade Emberá participa de mobilizações em Bogotá para cobrar do governo melhores condições de vida, segurança e o cumprimento de acordos relacionados a direitos territoriais e assistência humanitária.