Trump diz que chanceler alemão ‘deveria consertar seu país quebrado’ após ele falar que EUA ‘estão sendo humilhados’ no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o chanceler alemão, Friedrich Merz, nesta quinta-feira, dizendo que ele deveria se concentrar em tentar acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia e gastar "menos tempo interferindo" no esforço para enfrentar "a ameaça nuclear do Irã".
Trump tem tido divergências com Merz sobre a guerra no Irã nos últimos dias. Ele disse na terça-feira que Merz não sabia do que estava falando depois que o líder alemão afirmou que os iranianos estavam humilhando os EUA nas negociações para acabar com a guerra de dois meses.
Trump fez seus comentários em uma postagem no Truth Social.
"O chanceler alemão deveria dedicar mais tempo para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia (onde ele tem sido totalmente ineficaz!), e consertar seu país quebrado, especialmente imigração e energia, e menos tempo para interferir com aqueles que estão se livrando da ameaça nuclear do Irã, tornando assim o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro!", declarou Trump.

287 nomes concorrem ao Prêmio Nobel da Paz de 2026, diz instituto; veja cotados

Justiça da Itália divulga acórdão dedecisão que manteve restrições à cidadania italiana
Postagem da Casa Branca em campanha para que Trump receba Nobel da Paz.
X / Reprodução
Duzentos e oitenta e sete candidatos serão considerados para o Prêmio Nobel da Paz de 2026, anunciou nesta quinta-feira (30) o secretário-geral do Comitê Norueguês do Nobel, Kristian Berg Harpviken. O comitê organiza a premiação e decide o vencedor.
Os nomes dos candidatos não são divulgados, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, é apontado como um dos concorrentes (leia mais abaixo).
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Harpviken afirmou que o número de candidaturas aumentou consideravelmente na comparação com o ano passado, mas não revelou a diferença. Ele informou que, dos 287 candidatos, 208 são indivíduos, e 79, organizações.
Nomes cotados
Em mensagem de celular, Trump reclama sobre Nobel da Paz e associa prêmio à disputa pela Groenlândia
A organização do Nobel nunca divulga os nomes dos candidatos ao prêmio, mas pessoas ou governos que fizeram indicações vêm divulgando seus candidatos.
👉 Pelas normas do Comitê do Nobel, podem indicar candidatos para receber o prêmio qualquer chefe de Estado em exercício, membros de governos e Parlamentos, professores universitários de História, Ciências Sociais, Direito e Filosofia e ex-laureados com o Prêmio Nobel da Paz, entre outros. Uma indicação, no entanto, não significa endosso por parte da organização do prêmio.
Entre os nomes mencionados por pessoas que fizeram indicações e por casas de apostas, estão:
Donald Trump: O presidente dos EUA não esconde que gostaria de receber o Prêmio Nobel. Os líderes do Camboja, Israel e Paquistão afirmaram ter indicado Trump para o prêmio deste ano. Suas indicações, caso feitas, teriam ocorrido na primavera e no verão de 2025 e, portanto, são válidas, visto que o prazo final era 31 de janeiro.
Lisa Murkowski, senadora americana pelo Alasca, e Aaja Chemnitz, deputada dinamarquesa eleita pela Groenlândia, segundo o parlamentar norueguês que as indicou.
A russa Yulia Navalnaya, esposa do falecido líder da oposição russa Alexei Navalny;
O papa Leão XIV;
Emergency Response Rooms do Sudão, um grupo de ajuda humanitária voluntário que atua em meio à guerra no país;
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky;
O Tribunal Penal Internacional.
O comitê, por norma, nunca revela o nome dos candidatos. Harpviken se recusou a comentar na quinta-feira se Trump havia sido indicado. O secretário-geral, no entanto, reivindicou a relevância do prêmio, especificamente em meio ao aumento do número de conflitos em todo o mundo.
"O Prêmio (Nobel) da Paz é ainda mais importante em um período como o que estamos vivendo", disse ele. "Há tanto trabalho positivo, mais do que nunca."
Preocupação por Nobel da Paz iraniana
Também nesta quinta, Harpviken afirmou que o comitê está profundamente preocupado com a saúde da laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2023, a ativista iraniana de direitos humanos Narges Mohammadi.
O secretário afirmou que a saúde de Mohammadi, presa pelo regime iraniano, está se deteriorando após ela sofrer um ataque cardíaco na prisão. Seus apoiadores disseram na quarta-feira que sua vida corre perigo iminente.
"Sua irmã conseguiu visitá-la na prisão ontem e os relatos que surgiram depois disso são bastante alarmantes quanto ao seu estado de saúde", disse Harpviken. "Percebemos que há muita pressão internacional agora. Portanto, esperamos que as autoridades iranianas deem atenção a isso e a libertem para que ela possa receber tratamento médico adequado."
"Juntas, elas trabalharam incansavelmente para construir confiança e garantir o desenvolvimento pacífico da região do Ártico ao longo de muitos anos", disse o parlamentar Lars Haltbrekken.
O Prêmio Nobel da Paz deste ano será anunciado em 9 de outubro deste ano, e a cerimônia de entrega ocorrerá em 10 de dezembro. A laureada do ano passado foi a venezuelana Maria Corina Machado.
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EUA buscam formar ‘coalizão da liberdade marítima’ para Estreito de Ormuz, diz agência

Justiça da Itália divulga acórdão dedecisão que manteve restrições à cidadania italiana
Trump recebe astronautas da Artemis II no Salão Oval da Casa Branca.
Reuters/Evelyn Hockstein
O governo Trump está buscando a participação de outros países para formar uma coalizão internacional a fim de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters.
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Um telegrama do Departamento de Estado norte-americano visto pela Reuters documentou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês) no dia 28 de abril e o descreve como uma iniciativa conjunta do órgão com o Pentágono.
“O MFC constitui um primeiro passo crítico na criação de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Esse modelo é essencial para garantir a segurança energética de longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais”, diz o documento.
Segundo o texto, o Departamento de Estado funcionaria como um centro diplomático entre países parceiros e a indústria de navegação, enquanto o Pentágono, via Centcom, coordenaria o tráfego marítimo em tempo real e se comunicaria diretamente com embarcações que transitam pelo estreito.
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Segundo o documento, as embaixadas norte-americanas devem apresentar a proposta verbalmente aos "países parceiros" dos EUA até 1º de maio, porém Rússia, China, Belarus, Cuba e “outros adversários dos EUA” não devem ser incluídos na iniciativa.
Ainda de acordo com o documento, a participação na coalizão marítima pode ocorrer na forma de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio.
“O MFC é distinto da campanha de Pressão Máxima do presidente e das negociações em andamento", afirmou o documento.
O estreito no Oriente Médio, vital para a economia mundial, foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro, no início da guerra contra os EUA e Israel. Em resposta, a Marinha dos EUA faz, desde 13 de abril, seu próprio bloqueio marítimo na região para forçar o regime iraniano a negociar o fim do conflito em termos mais favoráveis a Washington
O governo Trump planeja manter o bloqueio naval em Ormuz por "vários meses" para pressionar economicamente o Irã, segundo a agência de notícias AFP.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que o bloqueio naval dos EUA em Ormuz está "condenado ao fracasso". O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta que o Irã manterá o controle sobre Ormuz e que o Golfo Pérsico terá um "futuro brilhante" sem a presença dos norte-americanos.
Apesar do bloqueio contra Teerã, os dois países estão em um impasse em meio às negociações, e o regime iraniano enviou aos EUA uma proposta que não agradou Trump e foi rejeitada na quarta-feira. Por isso, o líder norte-americano está avaliando mudar o cenário atual com possíveis novos bombardeios contra o Irã ou até uma declaração de vitória no conflito.
Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026
Reuters

Acordo entre Mercosul e União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira

Justiça da Itália divulga acórdão dedecisão que manteve restrições à cidadania italiana
Líderes do Mercosul e da UE participam da assinatura do acordo histórico.
AFP
O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul entra em vigor de forma provisória a partir desta sexta-feira (1º).
O decreto que promulga o tratado foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana. A medida encerra a etapa interna brasileira de incorporação do tratado ao ordenamento jurídico.
Com isso, tanto o Brasil quanto a União Europeia começam a implementar o acordo provisoriamente a partir de amanhã, permitindo a aplicação gradual de suas regras entre os países integrantes dos blocos.
A expectativa é que, embora tenha gerado controvérsias entre os países membros da União Europeia, o tratado beneficie exportadores da região e acalme os críticos, mesmo que não possa compensar totalmente o golpe das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Apoiadores europeus, como Alemanha e Espanha, afirmam que o acordo ajudará a compensar o impacto das tarifas americanas e reduzirá a dependência da China em relação a minerais essenciais.
Já a França e outros críticos argumentam que o acordo aumentará as importações de carne bovina e açúcar mais baratos, prejudicando os agricultores nacionais, enquanto ambientalistas dizem que ele pode acelerar a destruição das florestas tropicais.
Do ponto de vista econômico, especialistas alertam que os ganhos desse e de outros acordos concluídos pela UE nos últimos meses serão modestos e provavelmente não compensarão totalmente a perda de comércio com os Estados Unidos.
O Parlamento Europeu, que precisa aprovar o acordo, havia votado em janeiro por contestá-lo no tribunal superior da UE, cuja decisão pode demorar até dois anos. Mesmo assim, a Comissão Europeia decidiu aplicar o tratado de forma provisória a partir de 1º de maio.
Defensores esperam que o maior acordo da história da UE em termos de redução de tarifas — negociado ao longo de 25 anos — beneficie rapidamente os exportadores do bloco, para que, quando o Parlamento Europeu for votar, talvez em até dois anos, as vantagens já estejam evidentes.
Trump gera corrida por acordos comeciais
Além do Mercosul, a UE acelerou a conclusão de acordos comerciais com Índia, Indonésia, Austrália e México desde a reeleição de Trump.
Esses acordos ajudam a reforçar o livre comércio, ainda mais em um momento em que as tarifas impostas por Trump e as restrições chinesas às exportações de minerais essenciais enfraquecem a ordem global.
O bloco europeu também espera que os acordos ajudem a compensar uma queda de 15% ou mais nas exportações para os Estados Unidos e um impacto de cerca de 0,3% no PIB já neste ano.
No entanto, Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia da ING Research, afirmou que é difícil imaginar que essas novas relações comerciais substituam os Estados Unidos.
"Em termos simples, o PIB per capita dos EUA é de longe maior do que o desses novos parceiros comerciais", disse o executivo à Reuters.
A Comissão Europeia estimou que o acordo com o Mercosul aumentará o PIB da UE em 0,05% até 2040. Já o acordo com a Índia, apelidado pela UE de “mãe de todos os acordos”, poderia acrescentar 0,1% ao PIB, segundo o Instituto Kiel para a Economia Global.
Esses benefícios ainda estão a pelo menos uma década de distância, quando os acordos estiverem plenamente implementados, enquanto os efeitos das tarifas de Trump são imediatos.
China já está lá
As empresas da UE também devem enfrentar forte concorrência nesses mercados, onde rivais chineses vêm ampliando sua presença de forma constante há cerca de duas décadas.
"O elefante na sala é a China", disse Lucrezia Reichlin, professora de economia da London Business School à Reuters.
"E não se trata apenas de tarifas. Se observarmos o que a China fez na Ásia e na África, veremos que se trata de investimentos e da transição energética também."
Maximiliano Mendez-Parra, principal pesquisador do ODI Global, afirmou que muita coisa mudou desde que foi coautor de um relatório para a Comissão Europeia, em dezembro de 2020, que previa um aumento de 0,1% no PIB da UE com o acordo UE-Mercosul. Desde então, segundo ele, a China ampliou as vendas de veículos e máquinas, justamente itens que a UE busca exportar.
As reduções tarifárias devem ajudar as empresas da UE a competir de forma mais eficaz com os preços frequentemente baixos dos produtos chineses, mas os desafios continuam a aumentar.
A China já começou a compensar os efeitos das tarifas dos Estados Unidos, ao registrar um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão em 2025, impulsionado pelo crescimento das exportações para mercados fora do país.
O Global Trade Alert estimou que as tarifas dos Estados Unidos levaram ao redirecionamento de cerca de US$ 150 bilhões em exportações chinesas. Desse total, países da Asean absorveram mais de US$ 70 bilhões em produtos adicionais, além de aumentos expressivos para a América Latina, a África Subsaariana e o Golfo.
Assim, embora os acordos comerciais da UE devam ajudar, o bloco dificilmente compensará a perda de exportações para os Estados Unidos sem uma agenda de reformas internas. Atualmente, cerca de 60% das exportações da UE ocorrem entre países do próprio bloco, e um mercado único mais eficiente e competitivo poderia compensar parte dessas perdas.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Justiça da Itália divulga acórdão dedecisão que manteve restrições à cidadania italiana

Justiça da Itália divulga acórdão dedecisão que manteve restrições à cidadania italiana
Passaporte italiano
Bruno Todeschini/Agência RBS
A Corte Constitucional da Itália, uma das mais altas da Justiça italiana, rejeitou nesta quinta-feira (12) o recurso que alegava inconstitucionalidade da nova lei que restringiu a concessão de cidadania italiana. A decisão surpreendeu juristas (leia mais abaixo).
➡️ Com a sentença, a lei adotada no ano passado continua em vigor. No entanto, novos recursos ainda podem ser analisados, e advogados já preparam mais contestações.
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Os juízes da Corte Constitucional julgaram um pedido de inconstitucionalidade apresentado no ano passado por um tribunal da cidade de Turim. O recurso questionava a legitimidade da nova lei e pedia que ela não tivesse caráter retroativo para pessoas nascidas antes da mudança.
Segundo a agência de notícias italiana Ansa, os magistrados julgaram que o questionamento é "infundado" e "inadmissível".
"O Tribunal Constitucional declarou parcialmente infundadas e parcialmente inadmissíveis as questões de constitucionalidade suscitadas pelo Tribunal de Turim, referentes ao artigo 1º do Decreto-Lei nº 36 de 2025, convertido na Lei nº 74 de 2025 (a lei que restringe a concessão de cidadania)", diz um comunicado do tribunal.
O acórdão da sentença ainda não havia sido publicado até a última atualização desta reportagem.
Regra atual mantida
Com a decisão desta quinta, fica mantida a regra atual para a concessão de cidadania italiana. A norma vigente, aprovada pelo Parlamento italiano no ano passado, passou a restringir o direito apenas a filhos e netos de italianos, e somente em dois casos:
se o pai, mãe, avô ou avó tiver sido cidadão italiano, nascendo na Itália ou sendo considerado italiano no momento da morte;
se o pai, mãe, avô ou avó com cidadania italiana tiver nascido fora do país, mas tiver morado na Itália por pelo menos dois anos seguidos antes do nascimento do filho ou neto.
As restrições geraram uma onda de indignação por parte de descendentes de italianos, principalmente em países como o Brasil e a Argentina, onde há um grande número deles. No caso de brasileiros, milhares de bisnetos e trinetos de italianos que buscam a cidadania podem perder esse direito.
👉 Antes do novo decreto, que entrou em vigor em 2025, a legislação da Itália reconhecia o direito à cidadania com base no princípio jurídico do "jus sanguinis" — ou "direito de sangue", que garante a nacionalidade de um país ao filho de um cidadão desse país, independentemente de onde ele estivesse.
No caso da Itália, esse direito podia ser transmitido sem limite de gerações, desde que fosse comprovado o vínculo com um ancestral italiano que estivesse vivo após a criação do Reino da Itália, em 17 de março de 1861.
Ou seja, qualquer pessoa que tivesse bisavós ou tataravós italianos, por exemplo, tinham automaticamente direito à cidadania.
'Totalmente inesperado'
Itália aprova restrições para a cidadania italiana: veja o que muda
A decisão da Corte Constitucional pegou de surpresa grupos de advogados que contestam a constitucionalidade da nova lei, segundo o jurista brasileiro David Manzini.
"Foi totalmente inesperado", disse, ao g1, Manzini, que faz parte do grupo de advogados que contesta a medida na Justiça italiana.
Ele afirmou que a decisão surpreendeu tanto pelo curto espaço de tempo — uma sentença definitiva não era esperada antes das próximas semanas, já que a audiência para ouvir as partes ocorreu na quarta-feira (11) — quando pelo mérito em si.
"Há muitas questões inconstitucionais na nova lei: o uso indevido de uma medida provisória para mudar a Constituição, a aplicação de efeitos retroativos e a quebra da confiança legítima, o preceito que estabelece que o cidadão tem o direito de organizar sua vida em torno de normas há muito tempo estabelecidas", disse.
Os juristas, segundo Manzini, agora esperarão a íntegra da sentença para entender melhor a argumentação dos juízes e elaborar novos recursos.
No início do ano passado, o governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aprovou um decreto de urgência com as restrições atuais. O argumento da gestão de Meloni era o de limitar entradas de estrangeiros na Itália.
Por ter caráter emergencial, o decreto entrou em vigor, mas depois foi votado no Parlamento italiano, que teria de respaldá-lo para que a medida virasse uma lei de fato.
Durante dois dias de debates, muitos deputados se manifestaram contra a nova lei, argumentando que ela descumpria o princípio da Constituição italiana de que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e desrespeitava milhares de italianos que deixaram o país em busca de trabalho no passado.
No entanto, a maioria que o governo de Meloni tem no Parlamento garantiu a aprovação da medida.
A contestação
O recurso negado nesta quinta pela Corte Constitucional foi a primeira contestação da nova lei na Justiça italiana.
Nele, oito cidadãos venezuelanos entraram com uma contestação no Tribunal de Turim. O grupo questionava o caráter retroativo da medida — ou seja, o fato de ela valer para quem era nascido antes de sua sanção.
O advogado do grupo, Giovanni Bonato, disse na ocasião que "uma categoria específica de nossos concidadãos foi repentina e inesperadamente privada de sua cidadania", segundo a agência Ansa.
👉 A rejeição do recurso não quer dizer, no entanto, que não é mais possível contestar a lei vigente. Grupos de advogados já elaboraram outros recursos conjuntos, que devem ser analisados pela Justiça nos próximos meses.