Líder supremo do Irã diz EUA sofreram ‘derrota humilhante’ e promete manter controle sobre Estreito de Ormuz

Líder supremo do Irã diz que Golfo Pérsico terá ‘futuro brilhante’ sem EUA, segundo TV estatal
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, em foto de outubro de 2024
Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA/Reuters
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Golfo Pérsico terá um "futuro brilhante" sem a presença dos Estados Unidos, segundo um comunicado atribuído a ele divulgado nesta quinta-feira (30) pela TV estatal iraniana.
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"Hoje, com o passar de dois meses desde a maior mobilização militar e agressão dos tiranos do mundo na região e o fracasso humilhante dos Estados Unidos em seu plano, um novo capítulo do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz está sendo escrito", afirmou a mensagem atribuída a Khamenei.
Khamenei disse também que os EUA "não têm lugar no Golfo Pérsico, a não ser no fundo do mar", e que o Irã irá "gerir o Estreito de Ormuz e assegurar a região do Golfo Pérsico para eliminar os abusos do inimigo na via marítima".
"Hoje, ficou comprovado pela opinião pública mundial e pelas nações da região que a presença de estrangeiros americanos e sua fixação nas terras do Golfo Pérsico é o principal fator de insegurança na região [Oriente Médio]. (…) O futuro brilhante do Golfo Pérsico será um futuro sem os EUA e a serviço do progresso, do conforto e do bem-estar de suas nações", disse.
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Apesar da fala de Khamenei, é o Irã quem tem ameaçado a navegação comercial com ataques a navios no Estreito de Ormuz. Em pouco mais de dois meses de guerra, diversas embarcações denunciaram ataques de drones e de lanchas. Já os EUA mantêm um bloqueio naval na entrada do estreito, impedindo a chegada e saída de embarcações a portos iranianos.
A mensagem de Mojtaba Khamenei foi divulgada por ocasião do Dia Nacional do Golfo Pérsico, celebrado no Irã nesta quinta.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira que não poupará esforços para controlar o Estreito de Ormuz, importante rota do petróleo mundial e que liga o Golfo Pérsico ao resto do mundo.
Esta é uma das poucas mensagens oficiais atribuídas a Khamenei desde que ele se tornou o novo líder supremo do Irã, há quase dois meses — Mojtaba sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto por bombardeios dos EUA e de Israel.
Mojtaba não fez aparições em público desde então, e a inteligência ocidental afirma que ele ficou gravemente ferido durante a guerra. Ele receberá prótese na perna e passará por cirurgia plástica no futuro, segundo o jornal "New York Times".
Um cargueiro que transporta carro passa pelo Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes Unidos, em direção ao Estreito de Ormuz no dia 22 de março de 2026
AP

Após rejeição de Trump, Irã prepara nova proposta de paz, mas ameaça ‘guerra duradoura’

Líder supremo do Irã diz que Golfo Pérsico terá ‘futuro brilhante’ sem EUA, segundo TV estatal
Trump rejeita proposta do Irã e mantém bloqueio no Estreito de Ormuz
Diante da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à proposta de paz apresentada pelo Irã, o governo iraniano entregará um novo plano para dar fim à guerra, segundo disseram nesta quinta-feira (30) fontes das negociações à rede de TV CNN Internacional.
Segundo a rede, mediadores do governo paquistanês afirmaram que Teerã finaliza uma revisão da proposta, que deve ser entregue na sexta-feira (1º).
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➡️ Pela proposta que o Irã entregou ao Paquistão no último fim de semana, o governo iraniano propunha que os EUA interrompessem o bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz, que hoje impede o tráfego de embarcações dos portos iranianos. Em troca, o governo iraniano também reabria totalmente a passagem pelo estreito.
No entanto, o Irã pedia ainda que as conversas sobre o fim de seu programa nuclear, uma das principais exigências de Washington, fossem adiadas.
Na quinta-feira (29), a imprensa norte-americana divulgou que Trump rejeitou a proposta e deu um novo ultimato ao Irã. Com a rejeição, as negociações entre as duas partes pelo fim da guerra voltaram à estaca zero.
Também não há previsão para uma nova rodada de tratativas enter negociadores dos EUA e do Irã, que só se sentaram à mesa uma vez em dois meses de guerra.
A demora nas negociações, ainda segundo disseram as fontes do Paquistão à CNN, também ocorrem em parte por conta das dificuldades dos negociadores em contatar o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, cujo paradeiro e estado de saúde são desconhecidos.
Irã promete retomar conflito
Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026
Reuters
Em paralelo às negociações, o Irã ameaçou nesta quinta-feira (30) retomar também ataques a aliados dos EUA, paralisados por conta do cessar-fogo. O comandante das forças aéreas da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou hoje que seu país está se preparando para responder a qualquer nova ofensiva dos Estados Unidos com "ataques duradouros e dolorosos".
O comandante ameaçou também atacar os navios da Marinha norte-americana que fazem o bloqueio naval imposto por Donald Trump na entrada do Estreito de Ormuz. Ele disse que as embarcações "seguirão o mesmo destino das bases norte-americanas" no Oriente Médio, que vinham sendo alvos de ataques do Irã antes da trégua.
Com o cessar-fogo atualmente em vigor, o Irã se comprometeu a pausar ataques aos países do Golfo Pérsico aliados do EUA. Em troca, Estados Unidos e Israel também deixaram de bombardear alvos em território iraniano.
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Voos comerciais entre Miami e Caracas são retomados após sete anos

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Boeing 737 Max da American Airlines volta a voar
AP
A retomada de voos diretos entre Estados Unidos e Venezuela marca um novo capítulo na reaproximação entre os dois países. O primeiro voo comercial entre Miami e Caracas está previsto para esta quinta-feira (30), após sete anos de interrupção.
A operação será feita pela American Airlines, primeira empresa americana autorizada a retomar a rota. A expectativa é de voos diários entre as duas cidades, operados por aeronaves Embraer 175, por meio da subsidiária Envoy Air.
A retomada ocorre após mudanças políticas recentes e a reabertura gradual das relações diplomáticas entre os países, rompidas em 2019. Nas últimas semanas, a embaixada americana em Caracas voltou a funcionar, enquanto a Venezuela retomou sua representação em Washington.
O governo dos EUA também vem flexibilizando, de forma gradual, sanções impostas ao país sul-americano. Ao mesmo tempo, Caracas aprovou mudanças em leis de hidrocarbonetos e mineração para atrair investimento privado, em um país que concentra algumas das maiores reservas de petróleo do mundo.
Apesar da reaproximação, o Departamento de Estado americano ainda recomenda cautela. O órgão classifica a Venezuela no nível 3 de alerta (em uma escala de 4) e desaconselha viagens devido a riscos como criminalidade, sequestros e limitações na infraestrutura de saúde.
Frequência inicial
A American Airlines prevê inicialmente um voo diário de ida e volta entre Miami e Caracas, com possibilidade de ampliação da oferta conforme a demanda e a evolução das condições operacionais.
A autorização concedida pelo governo dos EUA tem validade de dois anos e também inclui voos para a cidade de Maracaibo.
Miami abriga uma das maiores comunidades da diáspora venezuelana, o que deve impulsionar a demanda pela rota.
Antes da suspensão, em 2019, a American Airlines era a principal companhia aérea americana em operação na Venezuela. A empresa iniciou voos para o país ainda na década de 1980.
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Aliado de Putin questiona papel dos EUA como mediador mundial: ‘Sequestram presidentes e começam guerras’

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Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca
REUTERS/Kevin Lamarque
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, questionou nesta quinta-feira (30) o papel dos Estados Unidos como mediador de guerras pelo mundo, em uma provocação que foi na contramão do posicionamento oficial do Kremlin.
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Medvedev, aliado do presidente Vladimir Putin, disse ser improvável que os EUA sejam um mediador efetivo de guerras visto que são um país que "sequestra presidentes e inicia guerras".
“É difícil considerar que um país que sequestra presidentes e inicia conflitos assim simplesmente possa atuar como um mediador eficaz em todas as situações”, disse Medvedev em discurso em um fórum educacional em Moscou. Ele pareceu se referir à destituição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e à guerra no Irã, ambos feitos neste ano pelo Exército dos EUA.
Os comentários de Medvedev pareceram contrastar com a versão oficial adotada pelo Kremlin de que os EUA desempenham um papel valioso na busca por um acordo de paz para finalizar a guerra da Ucrânia, que está no 5º ano sem perspectiva de acabar no curto prazo.
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No entanto, Medvedev reconheceu que o governo de Donald Trump estava fazendo um esforço para resolver o conflito na Ucrânia —em contraste, segundo ele, com o governo norte-americano anterior, do democrata Joe Biden.
Medvedev, nº 2 da segurança nacional do país e ex-presidente russo, é um dos funcionários mais linha-dura do país e frequentemente faz comentários ácidos sobre assuntos globais. No mesmo discurso nesta quinta-feira, ele afirmou que a Europa está passando por um processo de militarização que comparou ao período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.
O governo dos EUA não havia se pronunciado de forma oficial sobre a fala de Medvedev até a última atualização desta reportagem. Trump tem se colocado como um mediador de guerras desde que retornou à Casa Branca, em 2025, e diz ter encerrado dez guerras —alegação questionada por especialistas.
Vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, discursa em evento em Moscou em 30 de abril de 2026.
Sputnik/Yekaterina Shtukina/Pool via REUTERS

Líder supremo do Irã diz que Golfo Pérsico terá ‘futuro brilhante’ sem EUA, segundo TV estatal

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Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, em foto de outubro de 2024
Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA/Reuters
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Golfo Pérsico terá um "futuro brilhante" sem a presença dos Estados Unidos, segundo um comunicado atribuído a ele divulgado nesta quinta-feira (30) pela TV estatal iraniana.
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"Hoje, com o passar de dois meses desde a maior mobilização militar e agressão dos tiranos do mundo na região e o fracasso humilhante dos Estados Unidos em seu plano, um novo capítulo do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz está sendo escrito", afirmou a mensagem atribuída a Khamenei.
Khamenei disse também que os EUA "não têm lugar no Golfo Pérsico, a não ser no fundo do mar", e que o Irã irá "gerir o Estreito de Ormuz e assegurar a região do Golfo Pérsico para eliminar os abusos do inimigo" na via marítima".
"Hoje, ficou comprovado pela opinião pública mundial e pelas nações da região que a presença de estrangeiros americanos e sua fixação nas terras do Golfo Pérsico é o principal fator de insegurança na região [Oriente Médio]. (…) O futuro brilhante da região do Golfo Pérsico será um futuro sem os EUA e a serviço do progresso, do conforto e do bem-estar de suas nações", disse.
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Apesar da fala de Khamenei, é o Irã quem tem ameaçado a navegação comercial com ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz, desde que fechou a via marítima por ocasião da guerra contra os EUA e Israel. Em pouco mais de dois meses, diversas embarcações denunciaram terem sido alvo de drones e de lanchas de ataque rápido.
A mensagem de Mojtaba Khamenei foi divulgada por ocasião do Dia Nacional do Golfo Pérsico, celebrado no Irã nesta quinta. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira que não poupará esforços para controlar o Estreito de Ormuz, importante rota do petróleo mundial e que liga o Golfo Pérsico ao resto do mundo.
Esta uma das poucas mensagens oficiais atribuídas a Khamenei desde que ele se tornou o novo líder supremo do Irã, há quase dois meses —ele sucedeu seu pai, Ali, morto por bombardeios dos EUA e de Israel.
Mojtaba não fez aparições em público desde então, e inteligência ocidental afirma que ele ficou gravemente ferido durante a guerra. Ele receberá prótese na perna e passará por cirurgia plástica no futuro, segundo o jornal "New York Times".
Um cargueiro que transporta carro passa pelo Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes Unidos, em direção ao Estreito de Ormuz no dia 22 de março de 2026
AP