Bloqueio em Ormuz pode fazer receitas do petróleo do Irã ‘cair para zero’, diz analista

‘Estreito de Trump’: presidente dos EUA reposta montagem do Estreito de Ormuz com seu nome
Trump rejeita proposta do Irã e mantém bloqueio no Estreito de Ormuz
Os mercados reagem à possibilidade de opções militares analisadas em Washington e à perspectiva de um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, passagem estratégica por onde normalmente transita cerca de um quinto do petróleo bruto mundial e que já está paralisada desde o fim de fevereiro. Com o bloqueio, Teerã pode enfrentar elevadas perdas de receita.
Na quarta-feira (29), uma fonte do governo americano declarou que o presidente Donald Trump conversou com representantes de companhias petrolíferas sobre medidas para atenuar o bloqueio dos portos iranianos e mencionou uma possível prorrogação “por vários meses” da restrição imposta pelos Estados Unidos.
O movimento ocorre enquanto Teerã mantém seu próprio bloqueio do Estreito para navios petroleiros que tentam deixar a região.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a iniciativa americana é contrária às leis internacionais e está “condenada ao fracasso”. Segundo ele, o bloqueio não melhora a segurança regional e tende a agravar as tensões de longo prazo no Golfo.
Nesta quinta-feira, informações divulgadas pelo site americano Axios também agitaram o mercado: segundo o veículo, o presidente Donald Trump deve receber ainda hoje um briefing sobre novos planos para uma eventual ação militar no Irã, com base em duas fontes próximas do assunto. O cenário reforça as incertezas no Oriente Médio e alimenta a expectativa de perturbações prolongadas no abastecimento global de hidrocarbonetos.
Receitas petrolíferas do Irã podem zerar Especialistas alertam que a República Islâmica do Irã dispõe atualmente de capacidade de armazenamento de petróleo suficiente para apenas alguns dias. Com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, Teerã não consegue exportar seu petróleo bruto e enfrenta um excesso de produção que precisa ser estocado para evitar perdas.
A alternativa de fechar os poços tampouco é simples, já que a interrupção da extração pode causar danos estruturais duradouros às instalações petrolíferas. Além disso, a reativação dos poços é um processo complexo e demorado, com consequências econômicas diretas sobre a produção futura e as receitas do país.
Segundo Homayoun Falakshahi, chefe de Análise de Petróleo da empresa Kpler, a acumulação forçada de petróleo representa um risco técnico e financeiro considerável para o setor energético iraniano, além de agravar a pressão sobre a economia do país.
"O armazenamento do petróleo iraniano deve atingir um limite crítico em 20 dias. Portanto, se o bloqueio for mantido, as receitas petrolíferas do Irã, que atualmente giram em torno de US$ 5 a US$ 6 bilhões por mês, podem simplesmente cair para zero. Enquanto o bloqueio esteve ativo, o tempo estava a favor dos iranianos, que sabiam que quanto mais tempo o Estreito permanecesse fechado, mais os preços subiriam e menos a economia mundial seria capaz de suportar o impacto. Agora, porém, tudo voltou à estaca zero e o bloqueio passou a representar uma ameaça constante para os iranianos", explicou Falakshahi à RFI.
Outro especialista, Anthony Kettle, gestor da RBC BlueBay Asset Management, citado pela Bloomberg, afirma que “o mercado parece ainda não incorporar plenamente a deterioração potencial dos fundamentos que um conflito prolongado no Oriente Médio pode provocar”.
Efeitos históricos no mundo: bolsas em queda e Dólar em alta Na Bolsa de Tóquio, o principal índice, o Nikkei, encerrou em queda de 1,05%, aos 59.284,92 pontos. Em Seul, o índice Kospi recuou 1,38%. Em outros mercados asiáticos, Taipei caiu 0,96% e Sydney, 0,24%.
Já pressionados, os índices aceleraram as perdas à medida que os preços do petróleo avançavam. A Ásia é fortemente dependente do Golfo para seu abastecimento de hidrocarbonetos.
A moeda americana egistrava alta de 0,11%, cotada a 160,59 ienes por dólar, durante esta quinta-feira. O dólar já havia subido na quarta-feira, impulsionado tanto pela perspectiva de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz — que pressiona os preços do petróleo — quanto por um Federal Reserve pouco inclinado a reduzir os juros no curto prazo.
Percebido como um ativo de refúgio em momentos de incerteza, o dólar se fortaleceu à medida que as cotações do petróleo avançaram. O ouro também subia 0,64%, a US$ 4.576 a onça, após um período de fraqueza.
Além disso, a rúpia indiana caiu para o nível mais baixo de sua história frente ao dólar. A alta contínua dos preços do petróleo intensificou as preocupações com o déficit externo do país, levando a moeda a perder até 0,4% nesta quinta‑feira, para cerca de 95,26 rúpias por dólar, superando o recorde anterior registrado no fim de março.
Bloqueio em Ormuz pode fazer receitas do petróleo do Irã ‘cair para zero’, diz analista
Jornal Nacional/ Reprodução

Cantor D4vd esquartejou adolescente com uma serra, diz promotoria de Los Angeles

‘Estreito de Trump’: presidente dos EUA reposta montagem do Estreito de Ormuz com seu nome
Foto do cantor D4vd exibida durante coletiva de imprensa em Los Angeles, nesta segunda-feira (20)
Frederic J. Brown/AFP
A Promotoria de Los Angeles afirmou, em documento divulgado nesta quarta-feira (29), que o cantor d4vd teria esfaqueado uma adolescente de 14 anos e, em seguida, esquartejado o corpo com uma serra. O objetivo, segundo os promotores, seria silenciar a vítima.
O artista, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, de 21 anos, é acusado de matar Celeste Rivas Hernández para esconder um relacionamento considerado inadequado, que poderia prejudicar sua carreira.
De acordo com a investigação, os restos da adolescente foram encontrados em estado de decomposição no porta-malas de um Tesla, em setembro de 2025, em um estacionamento em Hollywood.
Celeste Rivas Hernandez, a jovem que o cantor D4vd é acusado de matar
AP
As autoridades apontam que o crime teria ocorrido em 23 de abril de 2025, dois dias antes do lançamento do primeiro álbum de estúdio do cantor.
“Sabendo que precisava silenciar a vítima antes que ela arruinasse sua carreira musical, conforme havia ameaçado, assim que ela chegou à casa dele, o réu a esfaqueou várias vezes de forma letal e permaneceu ali enquanto ela sangrava até a morte”, diz trecho do documento da promotoria.
O cantor se declarou inocente das acusações, e a defesa sustenta que ele não foi responsável pela morte da adolescente.
Preso sem direito a fiança, d4vd pode ser condenado à pena de morte caso seja considerado culpado. O artista, conhecido pela música Romantic Homicide, deve voltar ao tribunal em maio.
Vídeos em alta no g1

Aliado de Putin diz que mundo vive período pré-guerra mundial e fala em possível ‘apocalipse nuclear’

‘Estreito de Trump’: presidente dos EUA reposta montagem do Estreito de Ormuz com seu nome
Vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, discursa em evento em Moscou em 30 de abril de 2026.
Sputnik/Yekaterina Shtukina/Pool via REUTERS
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou nesta quinta-feira (30) que o mundo está vivendo um período pré-guerra mundial e falou que um "apocalipse nuclear" é "uma possibilidade real".
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Medvedev, aliado do presidente Vladimir Putin, comparou a atual situação internacional do mundo aos períodos antes da 1ª e 2ª Guerras Mundiais e acusou a Europa de estar se rearmando e adotando declarações cada vez mais inflamatórias contra a Rússia e um iminente ataque russo.
Em fala em evento em Moscou, Medvedev lembrou que na década de 1930 "houve uma militarização ativa, da economia e na produção de uma enorme quantidade de equipamentos" na Europa, e que "a mesma coisa está acontecendo agora".
"O que os europeus estão dizendo? Que a guerra com a Rússia é inevitável. Eles dizem isso todos os dias: 'Os russos certamente nos atacarão'. (…) Vocês entendem aonde isso leva. Se dissermos todos os dias que a guerra é inevitável, ela começará. Pode haver inúmeras razões e causas. (…) Uma enorme quantidade de armas está sendo produzida, o ciclo está em andamento", afirmou Medvedev.
Vídeos em alta no g1
Ele disse que a Rússia não tem "intenções agressivas" contra a Europa —algo que o governo russo tem dito diversas vezes nos últimos meses—, e que Moscou "foi forçada" a iniciar a guerra na Ucrânia, porém que esse conflito teria justificativa plausível.
Nos últimos meses, líderes europeus escalaram a retórica bélica contra a Rússia e ordenaram um amplo rearmamento do continente diante da ameaça russa. Isso pôde ser visto na escalada de gastos da Otan em Defesa.
Apesar das alegações russas, relatórios de inteligência produzidos por alguns países europeus, como a Dinamarca e a Noruega, afirmam que a Rússia poderia estar pronta para expandir a guerra da Ucrânia para outro país até 2030, e que os países bálticos estariam mais vulneráveis para tal ofensiva.
Medvedev acrescentou que, diante de uma possível 3ª Guerra Mundial, um "apocalipse nuclear" é possível e que a Rússia precisa estar preparada para isso.
"Sou frequentemente acusado de usar uma retórica agressiva e de falar sobre um apocalipse nuclear, mas, infelizmente, é uma possibilidade real. Eu realmente não gostaria que isso acontecesse. (…) É precisamente por isso que o nosso país possui uma tríade de forças nucleares estratégicas", afirmou.
Medvedev disse também que a 1ª Guerra Mundial começou a despeito de todas as conversas que vinham ocorrendo à mesa de negociações até então. "A guerra se transformou em um moedor de carne, e a própria Europa se puniu", disse.

‘Estreito de Trump’: presidente dos EUA reposta montagem do Estreito de Ormuz com seu nome

‘Estreito de Trump’: presidente dos EUA reposta montagem do Estreito de Ormuz com seu nome
Montagem de mapa de Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, renomeado para 'Estreito de Trump'.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repostou nas rede sociais uma montagem do Estreito de Ormuz renomeado para "Estreito de Trump".
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A montagem mostra um mapa do estreito, bloqueado tanto pelo Irã quanto pelos EUA em meio à guerra entre os dois países, e no lugar do nome do canal está escrito "Estreito de Trump". Alguns navios aparecem navegando pela região, todos sinalizados com a bandeira norte-americana.
A Marinha dos EUA faz, desde 13 de abril, um bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz para se sobrepor à obstrução que o Irã faz na região desde o início da guerra entre os dois países, que começou no final de fevereiro. Trump adotou essa medida para pressionar economicamente Teerã e forçar o regime iraniano a negociar o fim do conflito em termos mais favoráveis a Washington.
Apesar do bloqueio contra Teerã, os dois países estão em um impasse em meio às negociações, e o regime iraniano enviou aos EUA uma proposta que não agradou Trump. Por isso, o líder norte-americano está avaliando mudar o cenário atual com possíveis novos bombardeios contra o Irã ou até uma declaração de vitória no conflito.
Esta reportagem está em atualização.
Vídeos em alta no g1
Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026
Reuters