Barco quebra e fica 8 dias à deriva no Mediterrâneo; 17 morrem e 9 desaparecem

Pelo menos 17 migrantes morreram e nove estão desaparecidos depois que o barco em que estavam quebrou e ficou à deriva por oito dias no Mar Mediterrâneo, informaram o Crescente Vermelho da Líbia e fontes de segurança líbias na quarta-feira (29).
O Crescente Vermelho afirmou em comunicado que voluntários, em cooperação com as forças navais e a guarda costeira do Exército Nacional Líbio, resgataram sete sobreviventes durante operações de recuperação na cidade de Tobruk, no leste da Líbia, perto da fronteira com o Egito.
A Líbia é uma rota de trânsito para migrantes, muitos deles da África Subsaariana, que arriscam suas vidas para fugir para a Europa através do deserto e do mar, na esperança de escapar de conflitos e da pobreza.
As fontes de segurança disseram esperar que os corpos dos nove migrantes desaparecidos cheguem à costa nos próximos dias.
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Fotos publicadas na internet pelo Crescente Vermelho mostraram voluntários colocando os corpos em sacos plásticos pretos e carregando-os na traseira de caminhonetes.
Na terça-feira, o procurador-geral do país informou que o Tribunal Criminal de Trípoli condenou quatro membros de uma "gangue criminosa" em Zuwara, no oeste da Líbia, a até 22 anos de prisão por tráfico de seres humanos, sequestros para resgate e tortura.
Em um caso separado, o Ministério Público ordenou na segunda-feira a prisão de outra gangue que supostamente enviou migrantes de Tobruk em um barco precário que virou, resultando na morte de 38 cidadãos sudaneses, egípcios e etíopes, segundo o procurador-geral.

Drones de fibra óptica: nova arma adotada pelo Hezbollah

Brasil sobe em ranking de liberdade de imprensa e ultrapassa os EUA pela 1ª vez
Um drone de fibra óptica FPV de fabricação ucraniana voa em um mercado militar em um local não revelado na região de Kyiv, na Ucrânia.
Efrem Lukatsky / AP
O Hezbollah lançou uma nova arma contra o norte de Israel na mais recente rodada de combates: pequenos drones controlados por cabos de fibra óptica com a espessura de um fio dental, que evitam a detecção eletrônica.
Esses drones, que são usados amplamente na guerra na Ucrânia, são pequenos, difíceis de rastrear e potencialmente letais.
Muitos drones são suscetíveis ao bloqueio eletrônico (jamming) pelas defesas aéreas. O bloqueio pode fazer com que um drone caia ou retorne ao seu ponto de origem. No entanto, os drones de fibra óptica não são controlados remotamente. Eles possuem um cabo fino que conecta o operador diretamente ao drone, tornando impossível o bloqueio eletrônico.
Saiba mais: 'Gambiarra' russa: como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra com a Ucrânia
Os drones não são infalíveis porque o vento, ou outros drones, pode fazer com que os cabos se emaranhem. Mas, "se você sabe o que está fazendo, é absolutamente mortal", disse Robert Tollast, especialista em drones e pesquisador do Royal United Services Institute em Londres, explicando como o drone pode voar baixo e se aproximar furtivamente de um alvo.
Especialistas dizem que os militares devem interceptar os drones, o que é difícil devido ao seu tamanho pequeno e trajetória de voo curta, ou encontrar uma maneira de cortar o cabo quase invisível. O Hezbollah tem usado os drones de fibra óptica principalmente contra soldados israelenses operando no sul do Líbano ou em cidades na fronteira.
Uma nova arma com fibra óptica
Um oficial militar israelense disse à AP que os drones de fibra óptica são uma ameaça relativamente nova. O Hezbollah parece ter recorrido a eles porque as defesas aéreas de Israel têm tido sucesso contra foguetes, mísseis e outros drones maiores e mais potentes, disse o oficial, que falou sob condição de anonimato.
Israel acredita que os drones são fabricados localmente e são fáceis de produzir, exigindo pouco mais do que um drone comum, uma pequena quantidade de explosivos e um fio transparente prontamente disponível no mercado de consumo. Ele chamou os drones de a maior ameaça às tropas dentro do Líbano, mas disse que os militares israelenses estão trabalhando em soluções tecnológicas.
Ran Kochav, ex-chefe do comando de defesa aérea de Israel, disse que o país está falhando em suas tentativas de se defender contra esses drones.
"Eles voam muito baixo e muito rápido, e são muito pequenos; é muito difícil detectá-los e, mesmo após detectados, são realmente difíceis de rastrear", disse ele.
Uma corrida tecnológica na guerra da Ucrânia
Ao longo da guerra na Ucrânia, Moscou e Kiev estiveram envolvidos em uma corrida para desenvolver novas tecnologias. Os drones de fibra óptica foram desenvolvidos para contornar o problema do bloqueio eletrônico, embora não tenham o mesmo alcance de um drone que utiliza rádio ou inteligência artificial para navegar.
Em alguns casos, drones de fibra óptica foram registrados com cabos estendendo-se por até 50 quilômetros, disse Tollast. Na Ucrânia, o uso é tão amplo que imagens mostram cidades na linha de frente cobertas por fios brilhantes, semelhantes a teias de aranha maciças cintilando ao sol.
Como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra com a Ucrânia.
Arte/g1
Hezbollah publica vídeos dos novos ataques
Nas últimas semanas, o Hezbollah transmitiu vídeos de ataques com esses novos drones. Um ataque matou um soldado israelense e feriu outros seis no último fim de semana. Outro ataque, matou um prestador de serviços civil israelense no sul do Líbano.
No ataque que matou o soldado, o Hezbollah divulgou um vídeo gravado pelo próprio drone até o momento em que ele explode no meio de tropas reunidas perto de um veículo. Outro drone foi disparado contra o mesmo local enquanto um helicóptero militar pousava para evacuar os feridos, mas errou por pouco.
O Hezbollah anunciou que começou a usar drones guiados por fibra óptica pela primeira vez durante a rodada de combates iniciada em 2 de março.

VÍDEO: Alunos assumem volante e evitam acidente após motorista de ônibus escolar desmaiar nos EUA

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Motorista de ônibus passa mal no volante e é socorrida por alunos
Estudantes do ensino fundamental no estado do Mississippi, nos Estados Unidos, assumiram o volante de um ônibus e evitaram um possível acidente após a motorista desmaiar enquanto dirigia em uma rodovia. Veja no vídeo acima.
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O caso aconteceu no dia 22 de abril. O ônibus havia acabado de deixar a escola Hancock Middle School, quando a motorista Leah Taylor, de 46 anos, sofreu uma crise de asma. Ela tentou pegar a medicação, mas perdeu a consciência antes de conseguir usá-la.
O ônibus levava cerca de 40 crianças. Em poucos segundos, os alunos reagiram.
Jackson Casnave, de 12 anos, que estava sentado logo atrás da motorista, percebeu que o ônibus começou a sair da faixa. O estudante assumiu o volante e pediu que colegas chamassem ajuda.
“Não tive tempo de pensar no que estava sentindo. Só queria garantir que ninguém se machucasse”, disse.
Outro aluno do sexto ano, Darrius Clark, também de 12 anos, acionou o freio. Juntos, os dois conseguiram conduzir o ônibus até o canteiro central e parar o veículo em segurança.
A irmã de Darrius, Kayleigh Clark, de 13 anos, correu do fundo do ônibus até a parte da frente e ligou para o serviço de emergência. Segundo ela, era difícil ouvir o atendente porque muitos estudantes gritavam.
“Eu estava com medo, mas precisava ajudar”, afirmou.
Outra aluna, Destiny Cornelius, de 15 anos, percebeu que a motorista segurava um nebulizador e administrou a medicação, enquanto McKenzy Finch, de 13 anos, apoiava a cabeça da condutora.
McKenzy também atendeu o telefone da motorista, que tocava naquele momento, e avisou a equipe de transporte escolar sobre o ocorrido.
A motorista se recuperou totalmente e agradeceu aos estudantes.
“Eles salvaram minha vida e a de todos dentro do ônibus”, disse.
Os alunos foram homenageados em um evento escolar dois dias depois do ocorrido e ganharão um passeio com almoço em um restaurante escolhido por eles.
Segundo a diretora Melissa Saucier, a atitude demonstrou coragem. “Eles não esperaram alguém agir. Tomaram a iniciativa”, afirmou.
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Motorista de ônibus escolar passa mal nos EUA
Hancock County School District
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Por que o ouro perdeu brilho em meio à guerra no Oriente Médio?

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Barras de ouro
Reuters
O ouro costuma ser visto como um investimento de proteção em momentos de instabilidade nos mercados. Mesmo assim, os volumes de investimento no metal caíram no primeiro trimestre, segundo dados divulgados na quarta-feira (29) pelo Conselho Mundial do Ouro.
De acordo com a entidade, os investimentos em ouro recuaram 5% no período, apesar de o metal ter atingido uma máxima histórica em janeiro. Naquele momento, a busca por proteção aumentou diante da fraqueza do dólar e das incertezas em torno da condução da política econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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O relatório também aponta que "fortes saídas de capital em março reverteram grande parte das entradas de janeiro e fevereiro" nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro, uma forma simples de investir nesse metal. Segundo o conselho, esse movimento ocorreu principalmente em fundos baseados nos EUA.
Juan Carlos Artigas, especialista do Conselho Mundial do Ouro, afirma que o metal costuma ser um dos primeiros ativos vendidos quando investidores precisam levantar recursos rapidamente.
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"Muitas vezes, como o ouro é tão amplamente aceito, ele é a primeira coisa a ser vendida quando é preciso ter acesso a dinheiro ou liquidez."
Tensões no Oriente Médio
O cenário se intensificou após ataques de Israel e dos EUA ao Irã. Em resposta, Teerã bloqueou o trânsito pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
A medida fez os preços do petróleo e do gás dispararem e aumentou a volatilidade nos mercados, levando muitos investidores a buscar recursos para cobrir perdas ou ajustar suas posições.
Outro fator que pesou sobre o mercado foi a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), eleve as taxas de juros para conter a inflação. Esse movimento fortalece o dólar e tende a tornar o ouro mais caro para investidores que utilizam outras moedas.
Apesar da queda no volume comprado, o valor das aquisições subiu 62%, refletindo a forte alta dos preços do metal. O ouro chegou a quase US$ 5.600 por onça no fim de janeiro e registrou média de US$ 4.873 por onça ao longo do trimestre.
Mesmo com essa valorização, os preços elevados reduziram a demanda por joias. O setor também foi afetado pela guerra, já que o Oriente Médio é um importante centro logístico para o transporte desses produtos.

Brasil sobe em ranking de liberdade de imprensa e ultrapassa os EUA pela 1ª vez

Brasil sobe em ranking de liberdade de imprensa e ultrapassa os EUA pela 1ª vez
Jornalistas participam de coletiva de imprensa com o presidente Donald Trump em 25 de abril de 2026
REUTERS/Jonathan Ernst
O Brasil subiu cinco posições no ranking global de liberdade de imprensa e ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez, segundo levantamento do Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgado nesta quinta-feira (30). Atualmente, o país está na 52ª posição, enquanto os norte-americanos caíram para a 64ª.
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O ranking avalia a situação de 180 países e usa indicadores econômicos, legislativos, de segurança, políticos e sociais para medir o estado da liberdade de imprensa no mundo. Neste ano, a ONG afirmou que o mundo registrou o nível mais baixo de liberdade de imprensa em 25 anos.
Segundo a RSF, o Brasil tem apresentado um movimento contrário, principalmente em relação à América Latina, onde vários países mergulharam "em uma espiral de violência e repressão".
"Apesar de algumas recuperações nos últimos anos, como a do Brasil, a história recente da liberdade de imprensa no continente em geral é marcada por duas tendências: o aumento da violência cometida por agentes do crime organizado e a violência proveniente de forças políticas", diz o relatório.
Desde 2022, o Brasil subiu 58 posições no ranking. No ano passado, a liberdade de imprensa brasileira estava na 63ª posição.
Em 2021, o Brasil atingiu o pior índice: ficou na 111ª posição e entrou na chamada zona vermelha do ranking, considerada "situação difícil". Agora, o país ainda é classificado como em "situação sensível", mas em uma posição melhor.
Enquanto isso, os Estados Unidos caíram no ranking pelo quarto ano seguido. Em 2022, os norte-americanos estavam na 42ª colocação, em situação relativamente boa. No ano passado, o país estava na 57ª posição, em situação sensível. Agora, caíram para a 64ª posição.
A RSF disse que a queda já vinha acontecendo por causa das dificuldades econômicas enfrentadas por jornalistas e por uma crise de confiança do público. Agora, foi acentuada pelo uso da máquina pública pelo governo de Donald Trump contra jornalistas e veículos de imprensa.
"Desde seu retorno ao poder, os jornalistas também passaram a ser alvo durante manifestações, o que reflete uma deterioração mais ampla que constitui uma das crises mais graves para a liberdade de imprensa na história moderna dos Estados Unidos", diz o relatório.
"Os Estados Unidos de Donald Trump estão saindo completamente do controle."
Situação no mundo
Mapa mostra situação da liberdade de imprensa no mundo
RSF
O RSF informou que mais da metade dos países está com a liberdade de imprensa em "situação difícil" ou "muito grave". Parte dessa deterioração se deve a mudanças nas políticas de segurança nacional, que dificultaram coberturas de interesse público e corroeram o direito à informação.
"O próprio jornalismo está morrendo, sufocado pela retórica política hostil aos repórteres, enfraquecido por uma economia midiática em dificuldades e pressionado pela instrumentalização de leis contra a imprensa", diz o relatório.
A ONG aponta que, em 2002, 20% da população mundial vivia em países onde a situação da imprensa era considerada "boa". Agora, apenas 1% está em nações com liberdade de imprensa favorável.
Assim como no ano passado, apenas sete países receberam a classificação de "boa situação" de liberdade de imprensa. O ranking é liderado pela Noruega, que manteve o primeiro lugar, seguida por Países Baixos, Estônia, Dinamarca e Suécia.
Por outro lado, guerras pioraram a situação em países em conflito, como Israel e Sudão, por causa da morte de jornalistas. Já a América Latina, mesmo sem estar em guerra, despencou no ranking por causa da violência contra profissionais de imprensa, principalmente por parte do crime organizado.
Enquanto isso, países autoritários ocupam as piores posições do ranking. A Eritreia recebeu novamente a pior pontuação, seguida por Coreia do Norte, China, Irã e Arábia Saudita.
Veja, abaixo, o ranking com os 20 melhores e os 20 piores países para a liberdade de imprensa, segundo o estudo da RSF:
20 melhores
Noruega
Países Baixos
Estônia
Dinamarca
Suécia
Finlândia
Irlanda
Suíça
Luxemburgo
Portugal
Tchéquia
Islândia
Liechtenstein
Alemanha
Lituânia
Bélgica
Letônia
Reino Unido
Áustria
Canadá
20 piores
Eritréia (180º)
Coreia do Norte (179º)
China (178º)
Irã (177º)
Arábia Saudita (176º)
Afeganistão (175º)
Vietnã (174º)
Turcomenistão (173º)
Rússia (172º)
Azerbaijão (171º)
Bahrein (170º)
Egito (169º)
Nicarágua (168º)
Djibuti (167º)
Birmânia (166º)
Belarus (165º)
Iêmen (164º)
Turquia (163º)
Iraque (162º)
Sudão (161º)
Outros destaques
França (25º)
Uruguai (48º)
Brasil (52º)
Itália (56º)
Japão (62º)
Chile (70º)
Paraguai (88º)
Argentina (98º)
Israel (116º)
Venezuela (159º)
Cuba (160º)
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