Putin fez alerta a Trump sobre ‘consequências’ de novos ataques contra o Irã, diz Kremlin

Com banheiros entupidos e após incêndio, EUA vão retirar maior porta-aviões do mundo do Oriente Médio , diz jornal
Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca em 2025.
REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre “consequências prejudiciais” de novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira (29). O aviso foi feito durante um telefonema entre os dois líderes, segundo o governo russo.
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O assessor do Kremlin Yuri Ushakov disse a repórteres que Putin “destacou as consequências inevitáveis e extremamente prejudiciais não apenas para o Irã e seus vizinhos, mas também para toda a comunidade internacional, caso os Estados Unidos e Israel recorram novamente a uma ação militar”.
Segundo o Kremlin, Putin apoiou o cessar-fogo em vigor entre EUA e Irã e defendeu soluções para o programa nuclear iraniano, sem dar detalhes. O presidente russo também afirmou que a trégua deve ser ampliada.
Trump confirmou a ligação com o presidente russo durante conversa com jornalistas na Casa Branca.
O presidente americano disse que Putin se ofereceu para ajudar na questão do urânio enriquecido do Irã, que é um dos principais obstáculos para um acordo que encerre o conflito no país. No entanto, Trump disse ter recusado a proposta.
“Eu disse: antes de me ajudar, quero que você acabe com a sua guerra”, afirmou.
A ligação durou cerca de uma hora e meia e foi descrita como “amigável e profissional” pelo governo russo. Durante a conversa, Trump e Putin também discutiram o conflito na Ucrânia.
De acordo com o Kremlin, Trump disse acreditar que um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia está próximo. Putin, por sua vez, propôs um cessar-fogo no Dia da Vitória, feriado russo celebrado em 9 de maio.
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Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em última decisão com Powell na presidência

Com banheiros entupidos e após incêndio, EUA vão retirar maior porta-aviões do mundo do Oriente Médio , diz jornal
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017.
REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro.
Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump. (leia mais abaixo)
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A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global continuaram em destaque na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país.
➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
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Esta é a 11ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.
O que disse o Fomc
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a atividade econômica dos EUA tem se expandido em um ritmo sólido, enquanto a criação de empregos permaneceu baixa e a taxa de desemprego mudou pouco nos últimos meses.
O colegiado destacou que a inflação "está elevada, refletindo, em parte, o recente aumento nos preços globais de energia", em meio à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. (leia mais abaixo)
"Os desdobramentos no Oriente Médio estão contribuindo para um alto nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas. O Comitê está atento aos riscos", diz o texto.
O Fomc afirmou ainda que "continuará monitorando as implicações das novas informações recebidas para a perspectiva econômica" e que está "preparado para ajustar a política monetária, conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance de seus objetivos".

Impactos da guerra no Oriente Médio
Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a US$ 120, o maior nível desde 2022. Na tarde desta quarta-feira, o barril do tipo Brent era cotado a US$ 118,70, o que representa uma alta de mais de 60% desde o início do conflito.
Diante do cenário, Trump passou a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais aqui)
Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre os preços de diversos produtos nos EUA. O cenário preocupa, em especial, o Fed, que tem mandato duplo: controlar a inflação e manter o mercado de trabalho aquecido.
"O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o máximo emprego e em trazer a inflação de volta à meta de 2%", declarou o Fomc nesta quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 3,3% no acumulado em 12 meses.
Nos dados mais recentes, os preços nos EUA subiram 0,9% em março, no maior aumento desde maio de 2024, influenciados pela alta nos custos de energia, alimentos e moradia.
A pressão é reforçada pelos combustíveis: dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu mais de 40% desde que o republicano iniciou a guerra.
🚢 O fator central da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros.
O fluxo da commodity na região passou a preocupar Trump, que chegou a pedir apoio de outros países para monitorar e “cuidar” da passagem — solicitação rejeitada por aliados europeus e asiáticos.
Na sequência, o presidente determinou que a Marinha dos EUA bloqueasse a passagem de navios petroleiros ligados ao Irã que ainda circulavam pela área. Com isso, o estreito segue no centro da disputa, tanto sob o ponto de vista geopolítico quanto econômico.
Fim do mandato de Powell
Esta é a última reunião de decisão de juros com Jerome Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo.
A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado por Trump, esteja à frente da instituição já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário.
Apesar do fim do mandato como presidente, Powell afirmou nesta quarta que permanecerá como diretor do Fed. Ele tem mandato até janeiro de 2028.
“Continuarei a servir como diretor por um período ainda a ser determinado”, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira. “Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, acrescentou.
O economista pode seguir na diretoria até o término do governo Trump, que, ao longo dos últimos anos, elevou o tom das críticas ao atual chefe da instituição, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”.
RELEMBRE A TRAJETÓRIA DE POWELL À FRENTE DO FED:
Pressão e ofensas de Trump: Superquarta terá última decisão de Powell à frente do Fed; relembre
É praxe que presidentes do Fed também deixem o cargo de diretor ao fim do mandato. Em meio aos embates com Donald Trump, Powell afirmou nesta quarta que, ao permanecer na instituição, não pretende interferir na provável liderança de Kevin Warsh.
“Minha intenção não é interferir”, disse. “Fui diretor por quase seis anos e, como alguém prestes a deixar a presidência, entendo como é difícil construir consenso."
Busca por cadeiras
No segundo semestre de 2025, Trump intensificou as críticas ao Federal Reserve e passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria da instituição.
Em setembro, o republicano nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída e deixou o cargo em agosto. Além disso, há o nome de Warsh, indicado para chefiar a instituição.
Paralelamente, a Suprema Corte ainda analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed , além do presidente da instituição.
Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros.
Mais uma vez, a decisão de juros nesta quarta não foi unânime. Além do presidente do Fed, Jerome Powell, e do vice, John C. Williams, outros nove diretores votaram para manter a taxa inalterada — três deles, no entanto, divergindo do tom do comunicado. Apenas Stephen Miran, nomeado por Trump, se posicionou a favor de um corte de 0,25 ponto percentual.
Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados
Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes.
Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar.
Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana.
Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.
Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020)
Kevin Lamarque / Reuters

Número ’86’: Trump afirma que ex-diretor do FBI usou termo da máfia para ameaçá-lo de morte

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O ex-diretor do FBI James Comey fala com jornalistas no Capitólio, em Washington, D.C., em 17 de dezembro de 2018.
AP Photo/J. Scott Applewhite, arquivo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (29) que o ex-diretor do FBI James Comey usou uma expressão da máfia para ameaçá-lo de morte. Segundo ele, uma publicação nas redes sociais com os números "86" e "47" indicaria isso.
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Na terça-feira (28), a Justiça dos EUA emitiu um mandado de prisão contra Comey por causa da publicação. O post, feito em maio do ano passado no Instagram, mostra conchas organizadas na areia formando os números 86 e 47.
Nos EUA, o número “86” é uma gíria que pode significar “dispensar” ou “descartar”. Em usos mais recentes, ainda pouco comuns, o termo também pode ser associado a “matar”.
Já o número 47 seria uma referência ao fato de Trump ser o 47º presidente dos EUA.
Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que a máfia usa o número 86 como referência para matar alguém.
“Bom, se tem uma coisa que quem entende de crime sabe é que ‘86’ é um termo da máfia pra ‘apagar alguém’. Nunca viu nos filmes?”
O presidente também disse acreditar que Comey poderia colocar a vida dele em risco, já que é um “policial corrupto”. Segundo ele, pessoas como o ex-diretor do FBI colocaram vários políticos em perigo.
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Mais cedo, Comey compareceu a um tribunal federal no estado da Virgínia para responder às acusações de ameaçar a vida do presidente e de transmitir ameaças entre estados. O ex-diretor do FBI não se pronunciou durante a breve audiência e foi liberado em seguida.
O advogado de defesa, Patrick Fitzgerald, afirmou que vai argumentar que o caso é uma perseguição vingativa, instaurada para punir Comey por exercer direitos legais.
Em um vídeo publicado na terça-feira, Comey declarou-se inocente e afirmou que vai contestar as acusações na Justiça.
Batalha na Justiça
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 28 de abril de 2026
Chris Jackson/Pool via REUTERS
Este é o segundo processo criminal movido pelo Departamento de Justiça contra o ex-chefe do FBI, considerado um adversário político de Trump.
Em setembro de 2025, Comey foi acusado de mentir e obstruir o Congresso em depoimento prestado em 2020, relacionado ao suposto compartilhamento de informações internas com um jornalista.
Ele negou irregularidades, e o caso acabou arquivado após um juiz concluir que o promotor responsável havia sido nomeado de forma ilegal.
A abertura de um novo processo, meses após o arquivamento de uma acusação anterior, deve reforçar o argumento da defesa de que o governo Trump estaria mirando Comey de forma deliberada.
A relação de Comey e Trump
Janeiro/2017 – O presidente Donald Trump cumprimenta o diretor do FBI James Comey enquanto o diretor do serviço secreto Joseph Clancy (à esquerda) os observa durante a recepção inaugural de policiais e primeiros respondentes na Sala Azul da Casa Branca, em Washington, nos EUA, em janeiro 22 de 2017
Joshua Roberts/Reuters/Arquivo
Comey assumiu o comando do FBI em 2017, indicado pelo então presidente Barack Obama, e já havia ocupado cargos de destaque no Departamento de Justiça durante o governo George W. Bush.
A relação com Trump, porém, foi tensa desde o início. Segundo relatos, Comey se recusou a prometer lealdade pessoal ao presidente durante um jantar privado — episódio que o levou a registrar o encontro em um memorando.
Trump demitiu Comey em maio de 2017, em meio à investigação do FBI sobre possíveis conexões entre sua campanha e a Rússia. O inquérito foi posteriormente conduzido pelo procurador especial Robert Mueller, que concluiu que houve interferência russa na eleição, mas não encontrou provas suficientes de conluio criminoso.
O Departamento de Justiça também investiga o ex-diretor da CIA John Brennan, outro nome central nas apurações sobre a Rússia e frequentemente criticado por Trump.
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Trump comemora saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep

Com banheiros entupidos e após incêndio, EUA vão retirar maior porta-aviões do mundo do Oriente Médio , diz jornal
Saída dos Emirados Árabes Unidos abala Opep e levanta risco de efeito dominó
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres na Casa Branca, na quarta-feira (29), que considera ótimo que os Emirados Árabes Unidos estejam saindo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), informou a agência de notícias Reuters.
""Acho que, no fim das contas, é uma coisa boa para baixar o preço da gasolina, do petróleo, de tudo", disse Trump. "Eles estão tendo alguns problemas na Opep."
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio. (saiba mais abaixo)
A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito.
🔎O que são a Opep e a Opep+?
A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África.
Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional.
SAIBA MAIS: Por que a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep é importante
Aliado dos EUA
A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo.
Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira.
“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash
“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.
Leia também: Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar
Saída em meio à crise energética
A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.
A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.
Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.
Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.
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Com banheiros entupidos e após incêndio, EUA vão retirar maior porta-aviões do mundo do Oriente Médio , diz jornal

Com banheiros entupidos e após incêndio, EUA vão retirar maior porta-aviões do mundo do Oriente Médio , diz jornal
Porta-aviões USS Gerald Ford, da Marinha dos Estados Unidos, em foto de janeiro de 2026.
Divulgação/Marinha dos EUA
As Forças Armadas dos EUA vão retirar o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, do Oriente Médio. Envolvido na guerra contra o Irã, o navio estaria danificado e deverá passar por reparos.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) pelo jornal "The Washington Post". A embarcação está no mar há 10 meses e conta com 4,5 mil marinheiros.
Segundo a reportagem, a retirada do porta-aviões representa uma perda significativa de poder de fogo, enquanto as negociações de paz entre EUA e Irã estão estagnadas.
Não está claro quando a embarcação vai iniciar o retorno e chegar aos EUA, segundo o jornal.
Incêndio a bordo
O Gerald Ford é um dos três porta-aviões americanos que estão no Oriente Médio no momento, junto com o George H.W. Bush e o Abraham Lincoln. Em março, foi noticiado que um incêndio danificou seriamente as instalações a bordo.
Em novembro de 2025, o Gerald Ford já havia sido enviado para o Caribe para pressionar a Venezuela, então comandada por Nicolás Maduro. Relembre no vídeo:
Veja detalhes do USS Gerald R. Ford, maior navio de guerra do mundo
O USS Gerald R. Ford é o maior, mais letal e adaptável porta-aviões do mundo, além de ser o mais moderno e tecnologicamente avançado dos EUA, segundo a Marinha americana.
Incluído ao arsenal americano em 2017, o porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves entre caças e helicópteros.
Ele dispõe de uma pista para pousos e decolagens com área equivalente ao triplo do gramado do Maracanã.
O grupo de ataque do porta-aviões inclui esquadrões de caças F-18, helicópteros militares, além de três destróieres — o USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill.
Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os EUA entre 1974 e 1977, o porta-aviões é considerado o principal ativo da Marinha para projeção de poder, dissuasão e controle do mar.
No entanto, o incêndio e uma série de falhas técnicas, incluindo problemas nos banheiros, obrigou o Estado-Maior a recolher o navio.
A Marinha americana alega que o incêndio não teve relação com os combates. Ele teria começado na lavanderia e ferido dois marinheiros.
Banheiros entupidos
O navio também enfrenta problemas nas instalações sanitárias. A imprensa americana relata ralos entupidos e longas filas nos banheiros.
O problema não é novo. De acordo com um relatório governamental de 2020, os ralos entopem "inesperadamente e com frequência" e exigem limpeza regular, com custo de US$ 400 mil por procedimento.
A Marinha dos EUA reconheceu essas dificuldades, mas afirmou que "os incidentes de entupimento de ralos são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em solução de problemas e engenharia, com tempo de inatividade mínimo".
O senador Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, criticou o longo período de serviço do navio na terça-feira.
"O USS Ford e sua tripulação foram levados ao limite após quase um ano no mar e estão pagando o preço pelas decisões militares imprudentes do presidente Donald Trump", disse ele em um comunicado.