Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar

Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz Pentágono
Plataforma de petróleo em Sergipe
Jeová Luiz/TV Sergipe
Os preços do petróleo subiam pelo 8º dia seguido nesta quarta-feira (28) e alcançavam o maior patamar em quase quatro anos, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.
Além do impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, investidores também continuavam a avaliar a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo.
Segundo dados da Bloomberg, o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha alta de 6,90% perto das 14h50, cotado a US$ 118,94 o barril. Mais cedo, chegou a ser cotado em US$ 119,68 — maior patamar desde 10 de junho de 2022, quando alcançou US$ 122,01.
Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 6,86% no mesmo horário, a US$ 106,79.
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Veja a cotação do petróleo:

🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como "leve" e "doce" devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel.
O avanço nos preços da commodity ganharam força pela manhã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho".
"O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump.
Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias.
Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã.
A escalada das tensões se soma, ainda, à saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, anunciada na véspera. A decisão causou um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.
A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.
A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.
Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.
"Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.
Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.
Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.
Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Ex-diretor do FBI acusado de ameaçar Trump se apresenta à Justiça; advogado diz que ação do governo é ‘vingativa’

Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz Pentágono
O ex-diretor do FBI James Comey fala com jornalistas no Capitólio, em Washington, D.C., em 17 de dezembro de 2018.
AP Photo/J. Scott Applewhite, arquivo
O ex-diretor do FBI, James Comey, compareceu a um tribunal federal na Virgínia nesta quarta-feira (29), um dia após ser acusado formalmente por uma publicação em uma rede social que, segundo os promotores, ameaçava a vida do presidente Donald Trump.
Comey se apresentou às autoridades para responder a duas acusações, incluindo ameaçar a vida do presidente e transmitir ameaças através das fronteiras estaduais. O ex-diretor do FBI não se pronunciou durante a breve audiência e foi liberado em seguida.
Seu advogado, Patrick Fitzgerald, afirmou que argumentará que o caso é uma perseguição vingativa, ou seja, foi instaurado para punir Comey por exercer seus direitos legais.
Comey declarou-se inocente e afirmou que lutará contra as acusações no tribunal.
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O indiciamento representa uma nova investida do Departamento de Justiça de Trump para perseguir e processar criminalmente aqueles que ele considera inimigos políticos do presidente. No ano passado, Trump mencionou Comey nominalmente em uma publicação nas redes sociais, na qual pedia acusações criminais contra seus adversários.
As acusações se referem a uma publicação feita por Comey no Instagram em maio do ano passado, na qual ele mostrava conchas dispostas em uma praia para formar os números “86 47”.
O número 86 é uma gíria originária do ramo dos restaurantes que pode significar “livrar-se de” ou expulsar alguém. Quarenta e sete é uma possível referência a Trump como o 47º presidente dos EUA.
A acusação, aprovada por um júri federal na Carolina do Norte, alegava que um destinatário razoável da mensagem a interpretaria como uma ameaça a Trump.
Comey apagou a publicação pouco depois de ser divulgada, afirmando que a considerava uma mensagem política e que não sabia que os números estavam associados à violência.
Comey, um antigo opositor de Trump, já enfrentou dois processos criminais do Departamento de Justiça durante o segundo mandato de Trump. Um processo anterior, que o acusava de mentir ao Congresso, foi arquivado por um juiz federal.

Trump e Putin falaram ao telefone por 1h30 sobre soluções para acabar com guerras no Irã e na Ucrânia, diz Kremlin

Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz Pentágono
Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca em 2025.
REUTERS/Kevin Lamarque
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, falaram ao telefone por cerca de 1h30 nesta quarta-feira (29), de acordo com o Kremlin. Em uma conversa "amigável e profissional", os dois discutiram ideias para o fim da guerra no Oriente Médio e na Ucrânia, disse o governo russo.
Segundo um assessor do Kremlin, o presidente russo apoiou o cessar-fogo atualmente em vigor entre EUA e Irã e propôs também uma trégua temporária na Ucrânia, além de soluções para o programa nuclear iraniano.
O governo russo não divulgou o teor das propostas, mas disse que, na conversa:
Os dois discutiram a guerra no Irã;
Putin expressou apoio à decisão de Donald Trump de estender o cessar-fogo;
Putin propôs ideiais para o programa nuclear do Irã — o grande impasse entre Washington e Teerã;
Trump disse acreditar que um acordo para o fim da guerra na Ucrânia está próximo;
Putin propôs um cessar-fogo na Ucrânia no Dia da Vitória, feriado russo, em 9 de maio, e Trump concordou;
Os dois discutiram "projetos econômicos e energéticos".
O governo dos Estados Unidos ainda não havia confirmado a ligação até a última atualização desta reportagem.
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Trump rejeita proposta do Irã para o fim da guerra, diz site

Trump renova ameaças ao Irã em meio a impasse sobre a paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta quarta-feira (29) a proposta apresentada pelo Irã para o fim da guerra entre os dois paíes no Oriente Médio, segundo o site de notícias norte-americano Axios.
O Axios afirmou que o próprio Trump revelou não concordar com o texto enviado por Teerã, em entrevista a repórteres do site.
➡️ O Irã propunha, segundo o governo Trump, que os EUA levantassem o bloqueio naval que navios norte-americanos atualmente fazem na entrada do Estreito de Ormuz, impedido do tráfego de embarcações saindo e chegando a portos iranianos. Em troca, o governo iraniano também reabria totalmente a passagem pelo Estreito de Ormuz.
No entanto, Teerã pedia que as conversas sobre o fim de seu programa nuclear, um exigência de Washington, fossem adiadas.
Esta reportagem está em atualiazação.

Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz Pentágono

Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz Pentágono
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e chefe das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, comparecem em audiência do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados norte-americana no Capitólio, em Washington, D.C., em 29 de abril de 2026.
REUTERS/Kylie Cooper
A guerra dos Estados Unidos no Irã já custou aos cofres norte-americanos cerca de US$ 25 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões), segundo afirmou nesta quarta-feira (29) o Departamento de Guerra.
Esta foi a primeira vez que o governo dos EUA falou publicamente sobre os custos da guerra. O balanço foi feito por um representante do departamento durante uma sabatida à que o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, e assessores foram submetidos no Congresso norte-americano para responder a questionamentos sobre a guerra no Irã.
Na sessão, o secretário foi questionado sobre a proposta de Orçamento de 2027 das Forças Armadas, que o governo Trump propõe elevar para US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,5 trilhões). Hegseth confirmou que o presidente dos EUA pretende levar a proposta adiante e argumentou que os EUA precisam "construir um Exército dos EUA que nossos adversários temam".
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O secretário e o chefe das Forças Armadas também defenderam necessidade de mais drones, de sistemas de defesa antimísseis e de navios de guerra. E Hegseth negou que o conflito seja um "atoleiro", diante de críticas tanto de democratas quanto de republicanos de que a guerra esteja durando mais que o previsto.
"A guerra com o Irã não é um atoleiro, e as críticas dos legisladores democratas dos EUA representam uma vitória de propaganda para o Irã", declarou.
O Congresso dos EUA acusa o governo Trump de não consultar o Legislativo antes de iniciar o conflito, atualmente está em um período de cessar-fogo. Deputados chegaram a tentar aprovar resoluções para limitar os poderes do presidente dos EUA na guerra, mas as medidas não passaram.
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Republicanos afirmam que, por enquanto, manterão confiança na liderança de Trump em tempos de guerra, mas muitos deputados e sendadores da sigla defendem um fim rápido do conflito.
EUA e Irã estão atualmente em um impasse nas negociações para finalizar a guerra. Trump se mostrou pouco inclinado a aceitar a mais recente proposta de Teerã de reabrir o estreito caso os EUA encerrem a guerra, suspendam o bloqueio marítimo e adiem as negociações nucleares.
Hegseth evitou questionamentos públicos de parlamentares sobre a guerra, embora ele e Caine tenham realizado coletivas televisionadas no Pentágono. O secretário tem respondido principalmente a jornalistas conservadores, ao mesmo tempo em que cita passagens bíblicas para criticar a mídia tradicional.