Fifa aumenta premiação e repasses da Copa de 2026 após queixas de delegações sobre altos custos de viagem

Dinamarca discute proposta de prisão perpétua a menores a partir de 15 anos
Presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa no Congresso da Fifa em Doha, no Catar
REUTERS/Kai Pfaffenbach
A Fifa anunciou um aumento substancial nas distribuições financeiras totais para a Copa do Mundo de 2026, elevando os pagamentos em dinheiro para quase US$ 900 milhões no total (cerca de R$ 4,5 bilhões na cotação atual), após preocupações em relação ao acentuado aumento dos custos para as seleções participantes do torneio na América do Norte.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (28), a Fifa informou que os fundos distribuídos totalizarão agora US$ 871 milhões (R$ 4,35 bilhões), um aumento em relação ao valor inicial de US$ 727 milhões (R$ 3,63 bilhões) anunciado em dezembro.
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O anúncio ocorre após uma reunião do Conselho da Fifa realizada antes do Congresso da organização, programado para acontecer na quinta-feira (30), em Vancouver, no Canadá.
Esse aumento significativo surge depois que várias federações-membro da Fifa teriam expressado preocupações de que os elevados custos de viagem, impostos e despesas operacionais gerais pudessem resultar em prejuízos financeiros pela participação na Copa do Mundo, que será disputada no Canadá, no México e nos Estados Unidos, de 11 de junho a 19 de julho.
A Fifa decidiu agora mitigar essas preocupações aumentando a verba destinada aos custos de preparação de US$ 1,5 milhão (R$ 7,5 milhões) para US$ 2,5 milhões (R$ 12,5 milhões) para cada uma das 48 seleções classificadas.
O pagamento original de US$ 9 milhões (R$ 45 milhões) pela classificação para a Copa do Mundo também foi elevado para US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões).
Outras contribuições para os custos das delegações, assim como um aumento na alocação de ingressos para as equipes, também fazem parte do aumento total.
"A Fifa se orgulha de estar na posição financeira mais sólida de sua história, o que nos permite auxiliar todas as nossas associações-membro de uma maneira sem precedentes", disse o presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, em um comunicado.
"Este é mais um exemplo de como os recursos da Fifa são reinvestidos no futebol", acrescentou.
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Estima-se que a Fifa gere aproximadamente US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões) em receitas durante o atual ciclo quadrienal da Copa do Mundo, que se encerra com o maior Mundial da história.
A premiação anunciada pela Fifa no ano passado para a Copa de 2026 já havia superado os valores distribuídos no Catar 2022, representando um aumento de 50%.
De acordo com os números anunciados no ano passado, a seleção campeã mundial de 2026 receberá US$ 50 milhões (R$ 250 milhões), enquanto a vice-campeã receberá US$ 33 milhões (R$ 165 milhões). A equipe que terminar em terceiro lugar receberá US$ 29 milhões (R$ 145 milhões), e a quarta colocada receberá US$ 27 milhões (R$ 135 milhões).

‘Se não fosse por nós, os EUA falariam francês’: entenda a piada feita pelo rei Charles III em jantar com Trump

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Rei Charles III, do Reino Unido (à esquerda), e presidente dos EUA, Donald Trump, em cerimônia na Casa Branca em 28 de abril de 2026.
REUTERS/Suzanne Plunkett
Uma piada feita pelo rei Charles III na noite de quarta-feira (28) repercutiu nas redes sociais. O comentário foi feito durante um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Durante discurso, o monarca britânico brincou que, se não fosse pelo ingleses, os EUA falariam francês hoje em dia:
"Você comentou recentemente, senhor presidente, que se não fosse pelos Estados Unidos, os países europeus estariam falando alemão. Mas eu ouso dizer que, se não fosse por nós, vocês estariam falando francês", disse o rei Charles.
O próprio Trump e a plateia reagiram com risos e aplausos à brincadeira.
➡️ A piada fazia referência à Guerra dos Sete Anos, no século XVIII, que a França perdeu e proporcionou à Grã-Bretanha grandes ganhos territoriais na América do Norte.
➡️ Já a referência a "falar alemão" remete à Segunda Guerra Mundial e ao papel decisivo dos Estados Unidos na derrota da Alemanha nazista.
'Isso seria chique'
Nesta quarta-feira (29), o presidente francês Emmanuel Macron respondeu à brincadeira e disse: "Isso seria chique (se norte-americanos falassem francês)". Veja abaixo.
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Charles está em visita de Estado de quatro dias aos EUA em um momento tenso nas relações entre Londres e Washington, depois que Trump criticou repetidamente o primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, pelo que Trump considera falta de ajuda na condução da guerra com o Irã.

Homem acusado de tentar matar Trump em jantar tirou foto com faca momentos antes, dizem investigadores

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Cole Tomas Allen foi detido após tentar invadir jantar de correspondentes da Casa Branca com Donald Trump
Truth Social/Divulgação via Reuters
O homem acusado de tentar matar o presidente Donald Trump tirou uma foto de si mesmo em seu quarto de hotel poucos minutos antes de tentar invadir o evento, disseram investigadores nesta quarta-feira (29) em um novo documento judicial.
Na imagem, Cole Tomas Allen estava equipado com uma bolsa de munição, um coldre de arma no ombro e uma faca. Ele vestia calça preta, camisa preta e gravata vermelha ao fazer a imagem em seu quarto no hotel Washington Hilton, local onde Trump e centenas de jornalistas participavam de um jantar de gala na noite de sábado (25).
Os novos detalhes surgiram em um documento apresentado à Justiça por promotores que querem que Allen permaneça detido.
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Allen, de 31 anos, de Torrance, na Califórnia, foi detido ao tentar passar correndo por barreiras de segurança próximas ao salão de baile, o que levou a uma troca de tiros com agentes do Serviço Secreto encarregados de proteger o evento, segundo as autoridades.
Trump não se feriu e foi retirado às pressas do palco por sua equipe de segurança.
O governo afirmou que ele fez repetidas buscas online para acompanhar a agenda de Trump naquela noite, incluindo a cobertura ao vivo da chegada do presidente ao hotel Hilton. Investigadores disseram que e-mails pré-programados com um anexo intitulado "Pedido de desculpas e explicação" foram enviados por volta das 20h30.
"Ele pretendia matar e disparou sua espingarda enquanto tentava romper o perímetro de segurança e atacar seu alvo. Em termos simples, o réu representa um risco grave para a comunidade caso seja solto enquanto aguarda julgamento. A ausência de antecedentes criminais e outras circunstâncias pessoais do réu não alteram essa conclusão", escreveu o promotor federal assistente Charles Jones.
O jantar mal havia começado quando, segundo autoridades, Allen tentou correr pelas barreiras de segurança próximas ao amplo salão que abrigava centenas de jornalistas e seus convidados, provocando a troca de tiros com agentes do Serviço Secreto responsáveis pela segurança do evento.
Allen levava consigo uma espingarda calibre 12, comprada no ano passado, e uma pistola semiautomática calibre .38 adquirida em 2023, disseram as autoridades.

Trump considera manter bloqueio naval no Estreito de Ormuz por ‘vários meses’, diz agência

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Irã oferece acordo aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a empresários da indústria petrolífera que pretende manter o bloqueio naval aos portos iranianos na entrada do Estreito de Ormuz por meses, segundo afirmou à agência de notícias AFP um funcionário da Casa Branca nesta quarta-feira (29).
O recado, disse o funcionário, foi dado durante uma reunião que, segundo o site de notícias Axios, o presidente norte-americano teve com líderes do setor.
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No encontro, eles também discutiram "as medidas tomadas pelo presidente para aliviar a situação nos mercados globais de petróleo e aquelas que poderiam ser tomadas para manter o bloqueio atual por meses, se necessário, e minimizar o impacto sobre os consumidores americanos", disse o funcionário da Casa Branca, que falou à AFP sob a condição de anonimato.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, o vice-presidente, JD Vance, e a chefe de gabinete, Susie Wiles, também participaram da reunião.
O relato da AFP vai ao encontro de uma The Wall Street Journal, que reportou que Trump orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irã.
A Marinha dos EUA faz, desde 13 de abril, um bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz para se sobrepor à obstrução que o Irã faz na região desde o início da guerra entre os dois países, que começou no final de fevereiro. Trump adotou essa medida para pressionar economicamente Teerã e forçar o regime iraniano a negociar o fim do conflito em termos mais favoráveis a Washington.
Apesar do bloqueio contra Teerã, os dois países estão em um impasse em meio às negociações, e o regime iraniano enviou aos EUA uma proposta que não agradou Trump. Por isso, o líder norte-americano está avaliando mudar o cenário atual com possíveis novos bombardeios contra o Irã ou até uma declaração de vitória no conflito.
Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026
Reuters

Dinamarca discute proposta de prisão perpétua a menores a partir de 15 anos

Dinamarca discute proposta de prisão perpétua a menores a partir de 15 anos
Um cartaz da primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen afixado em um ônibus em Copenhague, Dinamarca. Em 23 de março de 2026. ©
Sergei Grits / AP
O partido do Povo Dinamarquês, de extrema direita, apresentou uma proposta para mudar o Código Penal e permitir que adolescentes de 15 anos possam ser condenados à prisão perpétua ou à detenção por tempo indeterminado em casos de homicídio e crimes considerados extremamente graves. A iniciativa reacendeu o debate sobre responsabilidade penal juvenil no país.
A legenda, conhecida por defender políticas mais rígidas nas áreas de segurança e imigração, quer equiparar jovens de 15 a 17 anos aos adultos em determinadas situações criminais.
Atualmente, menores de 18 anos não podem receber prisão perpétua na Dinamarca. Para essa faixa etária, a pena máxima aplicada gira em torno de 12 anos de prisão.
A Dinamarca já prevê prisão perpétua para adultos condenados por crimes graves, embora a legislação permita revisão posterior da pena.
“Se você tem idade suficiente para cometer esse tipo de crime, também tem idade suficiente para ser julgado pelo sistema de justiça criminal”, afirmou Anders Vistisen, eurodeputado do Partido do Povo Dinamarquês, em entrevista à emissora pública DR.
Caso Hjallerup
A proposta ganhou força após a decisão recente da Suprema Corte da Dinamarca em um caso que gerou forte repercussão nacional. Os juízes mantiveram a pena de 12 anos de prisão para um jovem de 17 anos condenado por estuprar e matar uma menina de 13 anos em Hjallerup, no norte do país.
O caso voltou ao noticiário neste mês, quando os pais da vítima falaram publicamente pela primeira vez. Em entrevista a uma emissora de TV dinamarquesa, a mãe da menina afirmou que “não passa um dia sem pensarmos nela”, ao relatar o impacto permanente da tragédia sobre a família.
Na decisão, a Corte destacou que o condenado era menor de idade no momento do crime e não possuía antecedentes criminais. Já o Conselho Médico-Legal havia avaliado que o jovem representava risco para outras pessoas e defendia uma pena de duração indeterminada.
“Estou pronto para deixar que os tribunais julguem de acordo com as mesmas regras para pessoas com mais de 18 anos”, declarou Anders Vistisen ao defender a mudança na legislação.
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Crimes graves são raros
Com cerca de seis milhões de habitantes, a Dinamarca registra, segundo a Rigsrevisionen (órgão estatal de auditoria), aproximadamente 6 mil crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos envolvidos em estatísticas criminais por ano.
Apenas uma pequena parcela acaba recebendo pena de prisão, o que indica que crimes de violência extrema cometidos por menores seguem sendo relativamente raros na Dinamarca.
Especialistas em reintegração social defendem que adolescentes devem receber tratamento diferente dos adultos, com foco em recuperação e prevenção da reincidência.
Tramitação da proposta
Na Dinamarca, para uma lei ser aprovada é necessária maioria simples no Parlamento. Se todos os 179 deputados participarem da votação, são necessários ao menos 90 votos favoráveis no Folketing, o Parlamento nacional.
O Partido do Povo Dinamarquês não tem força suficiente para aprovar sozinho a mudança e dependeria do apoio de outras legendas, especialmente do bloco de direita.
O debate recoloca no centro da política dinamarquesa o equilíbrio entre segurança pública, punição e reabilitação juvenil.