Cinco italianos morrem nas Maldivas no ‘pior acidente de mergulho da história do país’

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Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita)
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Cinco italianos morreram em um acidente durante um mergulho de cilindro nas Maldivas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta quinta-feira (14), acrescentando que as autoridades locais investigam o caso.
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“Após um acidente ocorrido durante uma excursão de mergulho, cinco cidadãos italianos morreram no Atol Vaavu, nas Maldivas”, afirmou o ministério em um breve comunicado.
Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado no país.
Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, e sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Também morreram Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova. As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa.
A cadeia de ilhas de coral é um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.
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O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka trabalha para entrar em contato com as famílias das vítimas e prestar assistência consular.
As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo popular entre mergulhadores por suas áreas remotas e barcos de mergulho com hospedagem a bordo.

Intenso bombardeio russo com mais de 1.500 drones mata 21 pessoas em Kiev, na Ucrânia

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Rússia lança maior ataque contra a Ucrânia desde o início da guerra
A Rússia bombardeou a capital da Ucrânia, Kiev, intensamente com centenas de drones e dezenas de mísseis na madrugada desta quinta-feira (14). O ataque deixou pelo menos 21 mortos e frustrou ainda mais as esperanças de pôr fim à guerra.
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Jornalistas da AFP na capital ouviram sirenes de ataque aéreo antes de várias horas de fortes explosões obrigarem os moradores a se refugiarem em estações de metrô.
A Rússia lançou mais de 1.500 drones contra a Ucrânia nas últimas 36 horas, informou a Força Aérea Ucraniana. Apenas durante a madrugada, foram 675 drones de ataque e 56 mísseis, principalmente contra Kiev.
"Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro", disse Andrii, um morador de Kiev ainda de pijama e com manchas de sangue na camisa, perto de um prédio residencial da era soviética que desabou.
Uma vizinha abraça uma mulher que chora no local de um ataque com míssil russo contra um prédio residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que mais de 20 locais na capital foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis.
"Estas certamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os aliados não permaneçam em silêncio diante deste ataque", disse o presidente.
Ao amanhecer, jornalistas da AFP testemunharam cenas caóticas enquanto equipes de resgate removiam os escombros, prestavam assistência aos feridos e recuperavam os corpos dos mortos.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que cerca de 40 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças.
Vários aliados da Ucrânia condenaram o ataque. "A Rússia está zombando abertamente" dos esforços diplomáticos pela paz, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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Novo revés para esforços de paz
Vista do interior de um apartamento danificado após um ataque de míssil russo em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
A ofensiva representa mais um revés para as tentativas de pôr fim ao conflito, depois que o presidente americano, Donald Trump, renovou as esperanças de paz ao intermediar um cessar-fogo de três dias entre os dois países na semana passada.
Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, havia sugerido no fim de semana que a guerra poderia terminar em breve.
O cessar-fogo, que começou coincidindo com as comemorações em Moscou da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945, foi marcado por acusações de violações de ambos os lados.
Tanto a Ucrânia quanto a Rússia lançaram ataques com drones de longo alcance imediatamente após o término do cessar-fogo.
O Kremlin minimiza a ideia de que os comentários vagos de Putin no sábado (9) sobre um possível fim da guerra signifiquem uma mudança na posição de Moscou.
Na quarta-feira (13), a Rússia reiterou sua exigência de que a Ucrânia se retire completamente da região leste do Donbass antes que um cessar-fogo e negociações de paz em larga escala possam ocorrer. Kiev rejeita a exigência, considerando-a equivalente a uma rendição.
Um funcionário da presidência ucraniana disse à AFP que a escala dos ataques desta quinta-feira foi tão grande devido à trégua anterior e relacionou o momento da ofensiva ao encontro entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.
Equipes de resgate removem os escombros de uma casa gravemente danificada após um ataque russo a um bairro residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Evgeniy Maloletka
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Cuba diz que diretor da CIA se reuniu com ministro do Interior após avião dos EUA ser visto em Havana; EUA confirmam

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Avião do governo dos EUA avistado no Aeroporto Internacional de Havana nesta quinta-feira (14)
REUTERS/Norlys Perez
O governo de Cuba afirmou nesta quinta-feira (14) que uma delegação dos Estados Unidos liderada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com autoridades cubanas no Ministério do Interior, em Havana.
O encontro foi confirmado pela Cia que disse que transmitiu uma mensagem do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o país está preparado para se envolver em questões econômicas e de segurança se Cuba fizer "mudanças funcionamentais". A agência de inteligência dos EUA não deu mais detalhes.
Segundo comunicado divulgado pela mídia estatal Cubadebate, Ratcliffe se encontrou com seu homólogo cubano e ambos os lados demonstraram interesse em ampliar a cooperação bilateral entre as agências de segurança e aplicação da lei.
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“Ambos os lados também ressaltaram seu interesse em desenvolver a cooperação bilateral entre as agências de aplicação da lei, visando a segurança de ambos os países, bem como a segurança regional e internacional”, afirmou o governo cubano.
O comunicado também diz que Cuba afirmou à delegação americana que “não representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, nem existem razões legítimas para incluir o país na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo".
A declaração foi divulgada no mesmo dia em que um avião do governo dos EUA foi visto no aeroporto internacional de Havana (veja na imagem acima).
Segundo uma testemunha da Reuters, a aeronave deixou o local na tarde desta quinta-feira. Pessoas embarcando com bagagens também foram vistas antes da decolagem.
A movimentação acontece dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Washington e Havana “iriam conversar”, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
Crise energética e oferta de US$ 100 milhões dos EUA
Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
Também nesta quarta-feira (14), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha do que a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington.
O anúncio acontece depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, dizer nesta quarta-feira (14) que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares oferecida pelos EUA sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica.
As declarações acontecem em meio a uma grava crise energética em Cuba, que está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (14), o leste de Cuba sofreu um apagão maciço e Havana foi cenário de panelaços de protesto na noite passada, após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível "se esgotaram".
Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira.
Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira.

Trump diz que Xi chamou EUA de país em declínio ‘de forma elegante’

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China se preparou para enfrentar Estados Unidos
O presidente Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (14) que o líder chinês Xi Jinping chamou os Estados Unidos de país em declínio “de forma muito elegante”. Segundo o republicano, porém, o comentário se referia ao período do governo Joe Biden, e não ao atual momento do país.
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A declaração foi publicada por Trump na rede social Truth Social. O presidente norte-americano está na China, onde se reuniu com Xi em uma agenda bilateral. A viagem termina na sexta-feira (15).
No post, Trump afirmou concordar que os EUA estavam em decadência há dois anos, mas disse que o país voltou a crescer desde o retorno dele à Casa Branca.
“O presidente Xi, de forma muito elegante, se referiu aos Estados Unidos como talvez sendo uma nação em declínio. Ele estava falando dos danos tremendos que sofremos durante os quatro anos de Sleepy Joe Biden e do governo Biden, e, nesse ponto, ele estava 100% correto”, escreveu.
Na sequência, Trump listou uma série de medidas adotadas desde janeiro de 2025. Segundo ele, Xi também o parabenizou por “tantos sucessos tremendos em tão pouco tempo”.
Essa foi a primeira declaração pública mais detalhada de Trump sobre o encontro com Xi. Antes, o presidente havia apenas afirmado que a reunião tinha sido “ótima”, sem dar detalhes.
Mais tarde, em entrevista à Fox News, Trump disse que a China garantiu que não fornecerá “equipamentos militares” ao Irã. O republicano também afirmou que Xi defendeu a reabertura do Estreito de Ormuz e “brincou” sobre o vai e vem de bloqueios da rota marítima pelos EUA e pelo Irã.
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O encontro
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
Trump e Xi se reuniram no Grande Salão do Povo na manhã desta quinta-feira, no horário local. Logo no início do encontro, o líder chinês falou sobre a instabilidade internacional e afirmou que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças.
Trump, por sua vez, disse ver um “futuro fantástico” para a relação entre os dois países e chamou Xi de amigo.
Depois, já na parte fechada da reunião, Xi alertou Trump para o risco de conflito entre os dois países caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada, segundo a imprensa estatal chinesa.
De acordo com a agência Xinhua, o líder chinês afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre os dois países e disse que um erro na condução do assunto levaria a relação a uma situação “muito perigosa”.
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Chanceler dos EUA diz que Trump pediu a Xi Jinping liberação de magnata chinês e espera resposta positiva

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O defensor da democracia Jimmy Lai deixa o Tribunal de Última Instância de Hong Kong em 9 de fevereiro de 2021
AP/Kin Cheung, Arquivo
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em entrevista transmitida nesta quinta-feira (14) pela rede norte-americana de TV NBC que os Estados Unidos esperam uma resposta positiva da China aos apelos americanos pela libertação do magnata da mídia Jimmy Lai e de outros que estão presos.
Rubio disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, tratou do caso diretamente com o presidente chinês, Xi Jinping. Trump está na China, onde se reuniu com Xi em uma agenda bilateral. A viagem termina na sexta-feira (15).
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“O presidente sempre levanta esse caso e alguns outros, e obviamente esperamos obter uma resposta positiva”, afirmou Rubio.
Rubio não respondeu diretamente a uma pergunta sobre se Lai poderia ir para os EUA caso fosse libertado pelas autoridades chinesas, mas disse que os EUA estaria "aberto a qualquer acordo que funcione para eles, desde que ele tenha sua liberdade".
Jimmy Lai, empresário de mídia pró-democracia e crítico do governo chinês, foi condenado em fevereiro a 20 anos de prisão — a pena mais longa aplicada até agora com base na lei de segurança nacional imposta por Pequim em Hong Kong.
Aos 78 anos, Lai foi considerado culpado por conspiração para conluio com forças estrangeiras e por publicar artigos que poderiam incitar pessoas contra o governo. A acusação previa até prisão perpétua.
Na época, a sentença provocou reação internacional. A União Europeia pediu a libertação imediata de Lai e cobrou que Hong Kong “restaure” a liberdade de imprensa no território. O governo do Reino Unido afirmou que, devido à idade do empresário, a condenação equivale, na prática, à prisão perpétua.