BYD se prepara para lançar nova picape no Brasil para competir com Fiat Toro; veja modelo

A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump – O Assunto #1709
BYD exibe maquete da nova picape que chega ao mercado para competir com Fiat Toro
A BYD colocou no radar do público o lançamento de uma nova picape durante a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio do Brasil, que acontece até sexta-feira (1º) em Ribeirão Preto (SP).
Uma maquete em tamanho natural do modelo que vem sendo chamado de Mako pode ser vista no estande da montadora no evento. Ela será lançada para brigar com modelos da Fiat e da Ford.
Segundo o supervisor de comunicação da BYD Victor François, o protótipo é uma espécie de spoiler e ainda pode passar por alterações. O utilitário com caçamba terá variações que visam atender tanto o público do campo quanto da cidade.
"A ideia é que a partir da Shark, nosso showcase de caminhonetes, a gente vá desdobrando outros modelos para outros nichos de mercado, com diferentes enfoques e posicionamentos", diz.
BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026
Matheus Vinícius/g1
O lançamento amplia o leque de picapes da montadora no país. Atualmente, a BYD tem o modelo Shark, vendido a R$ 316,8 mil, segundo a tabela FIPE de 2026. Shark, em inglês, quer dizer tubarão. Mako é uma raça veloz da espécie.
De acordo com François, a Mako deve estar nas lojas com preço mais acessível. A ideia é que ela concorra com modelos como Fiat Toro e Ford Maverick, que custam a partir de R$ 159 mil nas concessionárias.
A Shark é a única do mercado das picapes que segue o formato híbrido. A previsão é que a Mako tenha a mesma característica e uma versão 4×4.
"Por enquanto, informações técnicas eu não posso abrir ainda, mas o mercado vai gostar muito do que a BYD vai lançar. A princípio, a marca só trabalha com carros elétricos e híbridos, então, seguindo a linha da Shark, a gente está falando aí de um modelo híbrido", afirma.
BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026
Matheus Vinícius/g1
François diz que a BYD estuda o modelo híbrido flex para lançamentos futuros.
A expectativa é que a Mako também seja produzida em Camaçari (BA), como o Dolphin Mini e o Song Pro.
"A princípio, a nossa fábrica na Bahia tem capacidade para produzir todos os modelos, então a gente vai estudando a aceitação de mercado. A ideia é que a gente possa produzir todos os modelos dos top sellers na Bahia, mas a princípio está no radar."
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BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026
Matheus Vinícius/g1
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Trump orienta assessores a se prepararem para bloqueio prolongado ao Irã, diz jornal

A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump – O Assunto #1709
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 28 de abril de 2026
Chris Jackson/Pool via REUTERS
O presidente Donald Trump orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irã, segundo apuração do jornal The Wall Street Journal. Trump optou por continuar pressionando a economia e as exportações de petróleo do Irã, impedindo o transporte nos portos do país.
Além disso, o presidente teria avaliado que retomar os bombardeios ou abandonar o conflito seria mais arriscado do que manter o bloqueio.
Retomada de ataques
Autoridades dos Estados Unidos estão analisando uma possível retomada de ataques militares contra o Irã. Ao mesmo tempo, o governo de Donald Trump avalia possíveis reações de uma declaração de vitória na guerra. As informações foram reveladas pela agência Reuters nesta terça-feira (28).
Segundo a agência, diferentes opções militares continuam oficialmente em análise, incluindo novos ataques aéreos contra alvos militares e políticos iranianos. As informações foram obtidas com uma pessoa familiarizada com o funcionamento do governo.
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Além disso, fontes afirmaram à agência que alternativas mais amplas — como uma invasão terrestre do território iraniano — parecem menos prováveis neste momento do que há algumas semanas.
Segundo uma das fontes, o Irã tem aproveitado o cessar-fogo para recuperar lançadores, munições, drones e outros equipamentos que haviam sido enterrados após bombardeios americanos e israelenses nas primeiras semanas do conflito.
Com isso, autoridades avaliam que o custo militar de retomar uma guerra em larga escala pode ser maior agora do que nos primeiros dias da trégua.
Por outro lado, um funcionário da Casa Branca descreveu como “enorme” a pressão interna para encerrar a guerra.

Colheres de prata, mel e sino: saiba os presentes que Trump e Melania trocaram com o rei Charles e a rainha Camilla

A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump – O Assunto #1709
Rei Charles III e rainha Camilla são recebidos por Trump e Melania na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei Charles III trocaram presentes durante encontro na Casa Branca nesta terça-feira (28). A primeira-dama Melania Trump e a rainha consorte Camilla também participaram da troca de agrados.
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Entre os presentes estão colheres de prata, mel produzido na Casa Branca e até o sino de um submarino britânico da Segunda Guerra Mundial. Veja os detalhes.
🍯 Colheres de prata e mel
Melania apresenta para o rei Charles e para a rainha Camilla a produção de mel da Casa Branca
Getty Images via AFP
Melania presenteou a rainha Camilla com seis colheres de chá de prata da Tiffany’s. As peças seguem o modelo “King”, popular no Reino Unido e nos Estados Unidos no fim do século XIX, e foram gravadas à mão com o monograma da monarca.
O presente foi acompanhado de um pote de mel produzido na Casa Branca. Durante a visita, Trump e Melania levaram Charles e Camilla para conhecer a colmeia instalada nos jardins da residência oficial. A estrutura tem formato inspirado na própria Casa Branca.
Segundo a Casa Branca, o presente faz referência ao interesse da rainha pela criação de abelhas.
📝 Carta histórica
Rei Charles III, do Reino Unido (à esquerda), e presidente dos EUA, Donald Trump, em cerimônia na Casa Branca em 28 de abril de 2026.
REUTERS/Suzanne Plunkett
Trump entregou ao rei Charles uma cópia fiel de uma carta escrita em 1785 por John Adams, primeiro embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido.
No documento, Adams descreve o encontro com o rei George III, quando foi recebido no Palácio de St. James como representante americano. A carta relata a cerimônia e cita o discurso do diplomata ao monarca, no qual afirmou que trabalharia para restabelecer a amizade entre os dois países.
A carta também inclui a resposta do rei, que disse ter sido “o último a consentir com a separação”, mas que seria o primeiro a corresponder à amizade dos Estados Unidos.
📋 Projeto de mesa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na mesa 'Resolute'
REUTERS/Kylie Cooper
O rei Charles presenteou Trump com uma cópia fiel do projeto da Mesa do Resolute, que é usada pelo presidente dos Estados Unidos. Os desenhos mostram a parte frontal, o topo e a projeção da mesa, que está atualmente no Salão Oval.
A mesa foi construída com madeira do navio britânico H.M.S. Resolute. A embarcação foi recuperada pelos Estados Unidos e devolvida ao Reino Unido em 1856 como gesto de boa vontade.
Anos depois, a madeira foi usada para fabricar a mesa, que foi entregue ao presidente Rutherford B. Hayes em 1880 como um presente da rainha Vitória.
🔔 Sino de submarino
Rei Charles presenteia Trump com sino de submarino britânico
Brendan Smialowski/AFP
O rei também deu a Trump o sino original do submarino britânico HMS Trump, usado pela Marinha Real durante a Segunda Guerra Mundial. A embarcação foi lançada em 1944 e operou principalmente no Pacífico, em missões contra forças japonesas.
O nome do submarino não tem relação com o sobrenome da família Trump. Em inglês, a palavra “trump” pode ser traduzida como “trunfo”.
O presente foi entregue por Charles durante um jantar de gala na Casa Branca. Ao discursar diante dos convidados e do presidente norte-americano, o rei fez uma brincadeira.
“Que ele sirva como testemunho da nossa história compartilhada como nação e de um futuro brilhante. E, caso precise entrar em contato conosco, apenas nos dê um toque”.
💎 Broche
A rainha Camilla e a primeira-dama Melania Trump durante visita real aos EUA em 28 de abril de 2026
Chris Jackson/Pool via REUTERS
A rainha Camilla presenteou Melania com um broche da famosa designer britânica Fiona Rae.
A joalheira atua há mais de três décadas e é especializada em peças com esmaltação. As peças da designer combinam técnicas artesanais tradicionais com o uso de tecnologia e design assistido por computador.
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Pressão e ofensas de Trump: Superquarta terá última decisão de Powell à frente do Fed; relembre

A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump – O Assunto #1709
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017.
REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, terá nesta quarta-feira (28) sua última reunião de decisão de juros no comando do banco central dos Estados Unidos.
A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, esteja à frente da instituição já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O nome de Warsh será analisado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário.
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Apesar do fim do mandato como presidente, Powell ainda tem cadeira garantida no Fed e pode permanecer como diretor até janeiro de 2028. É praxe que o presidente deixe o cargo ao fim do mandato. A decisão dele, no entanto, ainda não foi anunciada publicamente.
O economista poderia seguir na diretoria até o término do governo Trump, que, ao longo dos últimos anos, elevou o tom das críticas ao atual chefe da instituição, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”.
E a ofensiva não ficou apenas na narrativa. O republicano chegou a determinar a abertura de uma investigação contra Powell sobre os custos das reformas na sede do Fed — encerrada pelo próprio Departamento de Justiça dos EUA na última semana. (leia mais abaixo)
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Oito anos à frente do Fed
O mandato de Powell se encerra oficialmente em 15 de maio, após oito anos no cargo.
Sua trajetória foi marcada por grandes choques econômicos, como a pandemia de Covid-19 — que, além das perdas humanitárias, desorganizou a economia global e provocou uma disparada nos preços ao redor do mundo.
Mais recentemente, outros fatores ampliaram a pressão sobre o banqueiro central. Entre eles estão a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, o tarifaço global promovido por Trump e a recente escalada das tensões no Oriente Médio, com EUA e Israel em conflito contra o Irã.
Em comum, esses episódios sustentam um ambiente de inflação persistente — dor de cabeça constante para os chefes dos bancos centrais.
🔎 O Fed tem um mandato duplo: controlar a inflação e sustentar o mercado de trabalho. Sua principal ferramenta é a taxa de juros. Quando os preços aceleram, o banco central sobe os juros para conter o consumo e o crédito. Quando a economia perde força, a estratégia é reduzir as taxas para estimular a atividade.
Diante desse cenário, os juros do país atingiram, em 2023, o maior nível desde 2001. A partir do fim de 2024, o referencial passou a cair, e hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Ofensivas de Trump
É nesse contexto que Donald Trump passou a disparar críticas contra Powell. O presidente dos EUA fez sucessivas investidas e pressões públicas para que o Fed reduzisse os juros.
A lógica é simples: juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, o que tende a esfriar a atividade econômica — efeito que pode se traduzir em maior insatisfação dos consumidores e impacto político na popularidade do governo.
Como mostrou o g1, críticas a presidentes de bancos centrais não são exclusividade de Trump. No Brasil, o presidente Lula (PT) também se posicionou contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — ainda que sem o tom de ofensas adotado pelo republicano.
A pressão de Trump contra Powell começou logo nos primeiros meses do atual mandato do presidente dos EUA. As ofensivas verbais, porém, se intensificaram em julho de 2025, quando o chamou de “estúpido” e “cabeça oca”, afirmando que a política monetária estava “prejudicando as pessoas”.
VEJA A LINHA DO TEMPO DAS CRÍTICAS:
'Mula', 'cabeça oca', 'estúpido': insultos e pressão por juros baixos marcaram embate Trump x Powell
Fim da investigação sobre Powell
O Departamento de Justiça dos EUA decidiu, na última sexta-feira (24), encerrar a investigação sobre os custos das reformas na sede do Fed, sob a gestão de Jerome Powell.
A decisão, anunciada pela procuradora federal Jeanine Pirro, elimina um dos fatores que vinham sendo usados como justificativa para travar a confirmação, no Senado, de Kevin Warsh para o comando do banco central.
O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, chegou a prometer bloquear todas as nomeações para o Fed enquanto o inquérito não fosse encerrado, classificando-o como infundado.
Powell foi investigado por suspeita de ter mentido ao Congresso sobre os custos e características da reforma da sede do Fed, especialmente após o aumento relevante do valor do projeto, estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões). Nenhuma acusação formal foi apresentada.
A investigação foi iniciada pelo governo Trump justamente em um momento de escalada da pressão do republicano por cortes nos juros.
Nesta quarta-feira, a previsão é de que o Fed mantenha a taxa básica na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, segundo estimativas do mercado financeiro. A expectativa, agora, se volta aos rumos da política monetária americana após a saída de Powell do comando da instituição.
* Com informações da agência de notícias Reuters

A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump – O Assunto #1709

A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump – O Assunto #1709
Os Emirados Árabes Unidos decidiram, após quase 60 anos de alinhamento, sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A decisão foi tomada após “várias discussões” e “reflexões” sobre o cenário internacional do petróleo e entra em vigor no dia 1º de maio.
O cenário por trás dessa saída envolve a falta de respostas a um evento que se prolonga há quase dois meses: a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A decisão ocorre em um momento delicado para o setor, marcado pela volatilidade dos preços, rearranjos geopolíticos e disputas cada vez mais intensas por influência sobre o fluxo global de energia.
Em Washington, o movimento é visto como uma vitória para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, crítico recorrente da atuação da Opep.
Neste episódio, Natuza Nery conversa com o analista internacional Tanguy Baghdadi para analisar os efeitos dessa mudança no mercado do petróleo e na geopolítica do conflito.
Convidado: Tanguy Baghdadi é professor de Política Internacional e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Rio.
O que você precisa saber:
Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo
Para analistas, saídas dos Emirados da Opep pode enfraquecer grupo e reduzir controle sobre preços do petróleo
Saída dos Emirados Árabes da Opep e Opep+: o que são os grupos e como esles podem afetar seu bolso
Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes saírem do grupo
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Natuza Nery. Colaborou neste episódio Felipe Turioni.
Arábia Saudita quer petróleo caro, Emirados Árabes Unidos querem produzir mais
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo
Getty Images via BBC