Rei Charles III faz discurso histórico no Congresso dos EUA

Tiros em jantar com Trump: prisão perpétua é a pena mais provável, assim como a de atiradoras de 1975, analisa advogado
Rei Charles III faz discurso histórico no Congresso dos EUA No pronunciamento, monarca reforçou os laços entre EUA e Reino Unido em meio a momento de tensão entre os aliados históricos por conta da guerra no Irã. O rei britânico Charles III chegou aos EUA na segunda (27) para uma visita oficial de 4 dias. Nesta terça, o monarca e a rainha Camilla terão um jantar de gala com Trump e Melania.. Charles III fez um discurso no Congresso americano, em que buscou reforçar a união entre EUA e o Reino Unido e a importância dos valores democráticos.. A visita de Charles III ocorre em um momento de tensão entre Londres e Washington, que são aliados históricos, e dias após um homem armado tentar invadir um jantar com a presença de Trump.. Trump estuda represálias ao governo britânico por não entrar na guerra do Irã, entre elas rever a posição dos EUA sobre as ilhas Malvinas, arquipélago disputado entre Reino Unido e Argentina.. Outra desavença recente é sobre as Ilhas Chagos. O Reino Unido desistiu de ceder a soberania do arquipélago após críticas de Trump por conta de uma base militar conjunta de britânicos e americanos.

FOTOS mostram Charles III no Salão Oval com 56 anos de intervalo; veja como o rei e a sala mudaram

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Em 1970, Charles tinha 21 anos quando se sentou no Salão Oval da Casa Branca com o presidente Richard Nixon para sua primeira visita oficial aos Estados Unidos.
Wikimedia Commons
Duas fotos registradas com 56 anos de intervalo no Salão Oval da Casa Branca mostram o rei Charles III em momentos distintos de sua trajetória pública: em 1970, aos 21 anos, ele se reuniu com o então presidente Richard Nixon em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos; nesta terça (28), já como monarca britânico, voltou ao local para encontro com o presidente Donald Trump.
Neste meio tempo, houve outras visitas mais amenas, como em 2015 ao então presidente Barack Obama. As fotos mostram a transformação de jovem príncipe a rei, e também impressionam pelo "banho de ouro" dado por Trump na histórica sala de reuniões, que tinha decoração bem mais sóbria.
O príncipe Charles posa ao lado de Obama durante encontro na Casa Branca, em 2015
Reuters/Joshua Roberts
O rei Charles III e a rainha Camila chegaram aos Estados Unidos nesta segunda-feira (27) para uma visita oficial que inclui o encontro com o presidente Donald Trump. A viagem, de quatro dias, ocorre em meio a um momento de tensão entre Londres e Washington, aliados históricos.
Trump estuda represálias pelo fato de o governo britânico não entrar na guerra do Irã, entre elas rever a posição dos EUA sobre as ilhas Malvinas, arquipélago disputado entre Reino Unido e Argentina.
O presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o rei Charles III, do Reino Unido, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 28 de abril de 2026.
HENRY NICHOLLS/Pool via REUTERS
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O rei da Inglaterra fez um discurso histórico nesta terça-feira (28), no Congresso dos EUA, em Washington. Durante sua fala, fez constantes referências à independência americana da Inglaterra, que completa 250 anos em 2026.
Rei Charles III visita os EUA mesmo após tiroteio em jantar com Trump
"A nossa é uma parceria que nasceu da disputa, mas nem por isso é menos forte… Portanto, podemos discernir que as nossas nações são, na verdade, instintivamente semelhantes em termos de mentalidade – um produto das tradições democráticas, jurídicas e sociais comuns em que a nossa governança está enraizada até hoje", disse Charles, em seu discurso.
Reuniões no Salão Oval com Nixon em 1970, quando Charles tinha 21 anos, com Obama em 2015, aos 67 anos, e com Trump em 2026, aos 77
Reprodução

Casa Branca posta foto de Trump com Charles III e escreve: ‘Dois reis’

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Post da Casa Branca traz Charles III e Trump com a legenda 'dois reis'
Reprodução/X
A Casa Branca compartilhou, nesta terça-feira (28), uma imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do rei Charles III. Na legenda, o governo norte-americano escreveu: "Dois reis".
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A publicação foi feita durante visita de Estado do monarca britânico a Washington. Charles se reuniu com Trump e discursou no Congresso americano.
O post também foi feito exatamente um mês após manifestantes anti-Trump realizarem atos em grandes cidades dos EUA como parte do movimento "No Kings" ("Sem Reis"). O grupo surgiu em 2025, após Trump retornar à Casa Branca.
A publicação da Casa Branca foi criticada nas redes sociais. Em respostas ao post no X, usuários chamaram a legenda de "patética" e "lixo".
"Pare com isso. Trump não é um rei. Lutamos uma guerra revolucionária para não sermos governados por reis", escreveu uma usuária.
"Acho que esses palhaços querem mesmo perder as eleições de meio de mandato e a próxima eleição. Isso não ajuda em nada", escreveu outro.
Outros comentários afirmaram que Jesus é o único rei. Também circularam montagens feitas com inteligência artificial para zombar da imagem de Charles com Trump.
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GM aumenta previsão de lucro e espera reembolso de tarifas nos EUA

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Logo da GM na sede da General Motors em Detroit, nos EUA.
Rebecca Cook/ Reuters
A General Motors aumentou sua previsão de lucros para este ano, apoiada na perspectiva de um mercado automotivo resiliente nos Estados Unidos e na expectativa de restituição das tarifas de importação impostas pelo presidente americano, Donald Trump. (entenda mais abaixo)
A maior montadora dos EUA em vendas reportou um lucro antes de juros e impostos de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,5 bilhões) no primeiro trimestre do ano, acima das estimativas dos analistas, segundo dados da LSEG.
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Para 2026, a montadora aumentou sua perspectiva de lucro em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) — valor que corresponde ao montante que a empresa espera recuperar com o reembolso das tarifas americanas. Com isso, a companhia projeta um lucro entre US$ 13,5 bilhões e US$ 15,6 bilhões (R$ 67,3 bilhões a R$ 77,8 bilhões) no ano.
Apesar da melhora na projeção para 2026, a companhia reforçou que as tarifas americanas ainda devem ter um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões) no resultado do ano.
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Segundo a GM, as tarifas comerciais impostas por Trump e os custos mais elevados de energia, ligados à guerra com o Irã, estão pesando sobre os resultados — mesmo com margens maiores, impulsionadas por regras mais flexíveis de controle de poluição e economia de combustível nos EUA, introduzidas pelo presidente americano no ano passado.
A GM também alertou que a inflação provocada pela guerra deve continuar pressionando seus negócios.
“A principal questão que estamos observando é a evolução do conflito com o Irã”, disse a presidente‑executiva Mary Barra, ao citar o aumento dos custos de commodities e logística. A empresa afirmou ainda que desviou remessas planejadas de 7.500 SUVs do Oriente Médio por causa do conflito.
A estimativa da montadora é que a inflação em matérias‑primas, semicondutores e logística reduza os lucros entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões (R$ 7,5 bilhões a R$ 10 bilhões) neste ano — cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) a mais do que o projetado no fim do ano passado.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

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Lynette Fromme, à esqueda, Cole Tomas Allen, no centro e Sara Jane Moore, à direita
Montagem g1/Wikimedia Commons/Reprodução/Redes Sociais
Um homem abriu fogo no prédio onde ocorria o jantar anual de correspondentes da Casa Branca no último fim de semana, com a presença de Donald Trump. O suspeito foi formalmente acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos — crime que, para leigos, poderia levar à pena de morte.
No entanto, o cenário mais provável é de que ele seja condenado à prisão perpétua.
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O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, compareceu na segunda-feira (27) à primeira audiência sobre o caso, em um tribunal de Washington. Ele foi denunciado por três crimes, segundo o Departamento de Justiça:
tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, que pode levar à prisão perpétua;
transporte interestadual de arma de fogo para cometer um crime, com pena de até 10 anos de prisão;
disparo de arma de fogo durante um crime violento, com pena mínima de 10 anos e máxima de prisão perpétua.
Para Gustavo Ribeiro, professor de Direito na American University Washington College of Law e Diretor do Programa de Estudos Legais e Judiciais Brasil-Estados Unidos, as chances de que Tomas Allen passe o resto da vida preso são elevadas.
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"A tentativa de assassinato do presidente da República admite essa pena máxima. Em exemplos históricos, como os de duas pessoas que tentaram assassinar o presidente Ford na década de 1970, ambas foram condenadas à prisão perpétua, embora tenham sido libertadas após mais de 30 anos de cumprimento de pena", disse o advogado, em entrevista ao g1.
Em setembro de 1975, o então presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford, sobreviveu a duas tentativas de assassinato em um intervalo de 17 dias — ambas cometidas por mulheres na Califórnia.
A primeira ocorreu em 5 de setembro, em Sacramento. Lynette Fromme, integrante da chamada “Família Manson”, apontou uma arma para o presidente enquanto ele caminhava por um parque, mas o revólver falhou e não disparou.
➡️ A “Família Manson” era uma seita liderada por Charles Manson no fim dos anos 1960. Ele se apresentava como uma reencarnação de Jesus Cristo e manipulava seguidores — em sua maioria jovens — para cometer crimes, incluindo assassinatos.
Pouco mais de duas semanas depois, em 22 de setembro, Ford voltou a entrar na mira. Em San Francisco, Sara Jane Moore disparou um tiro quando o presidente saía de um hotel, mas errou o alvo após ter o braço desviado por uma pedestre que estava próxima.
Em março de 1981, John Hinckley Jr. atirou em Ronald Reagan – e sobreviveu ao julgamento livre de condenação criminal. O júri o absolveu por insanidade: ele agia obcecado por Jodie Foster, tentando impressioná-la ao imitar uma cena de Taxi Driver. Internado em hospital psiquiátrico, acabou conquistando a liberdade total décadas depois.
E a pena de morte?
Uma tentativa de assassinato contra o presidente da maior potência do mundo pode, à primeira vista, ser sinônimo de pena de morte — mas não é.
O primeiro ponto é que o crime ocorreu em Washington, D.C., onde a pena capital foi abolida em 1981. No entanto, mesmo se o atentado tivesse ocorrido em outro estado, ainda assim seria improvável.
Segundo Gustavo Ribeiro, isso se deve à própria natureza do crime. “Mesmo em estados que preveem pena de morte, seria pouco provável sua aplicação em um caso de tentativa. Em geral, a punição máxima é reservada a formas específicas de homicídio consumado”, disse.
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O caso
Homem é detido no chão por agentes de segurança em imagem divulgada por Donald Trump após tiros disparados em jantar de correspondentes da Casa Branca com presidente dos EUA, em Washington, nos EUA, em 25 de abril de 2026.
Reprodução/ Truth Social
O jantar, evento anual em que o presidente dos EUA se reúne com correspondentes que cobrem a Casa Branca, ocorria na noite de sábado (25), em um hotel em Washington, quando foi interrompido após tiros serem ouvidos. Trump foi retirado às pressas, e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
Allen é professor e não tinha antecedentes criminais.
O jantar foi interrompido, e jornalistas e autoridades do alto escalão do governo norte-americano que estavam no local se agacharam. Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance, que estavam em uma mesa no palco do salão, foram retirados, enquanto os jornalistas permaneceram para checagens de agentes do Serviço Secreto.
Jornalistas relataram que o esquema de segurança para entrada no evento não foi rigoroso. A equipe da TV Globo que esteve no local afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.