Aprovação de Trump cai em meio a preocupações com o custo de vida e a guerra com o Irã, aponta pesquisa

DAQUI A POUCO: rei Charles III faz discurso no Congresso dos EUA
Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes.
Jonathan Ernst/Reuters
A aprovação do governo de Donald Trump continua em queda nos EUA e atingiu o nível mais baixo de seu mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Preocupações com o custo de vida no país e com a guerra contra o Irã influenciaram a queda de aprovação.
O levantamento mostra que 34% dos americanos aprovam o desempenho de Trump, porcentagem menor do que os 36% registrados em meados de abril.
Já a aprovação sobre como Trump conduz as medidas que afetam o custo de vida dos americanos caiu de 25% para 22% entre as duas pesquisas.
A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, foi realizada ao longo de quatro dias e concluída na segunda-feira (27).
O levantamento foi conduzido em todo o país, de forma online, ouviu 1.014 adultos norte-americanos e apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais.
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A maioria das respostas foi coletada ‌antes ‌do ataque a tiros na noite de sábado (25), durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, onde Trump deveria ‌discursar. Os promotores federais acusaram o atirador de ‌tentar ‌assassinar o presidente.
A posição de Trump perante a população ​dos EUA tem apresentado uma tendência de queda desde que ⁠ele assumiu ​o cargo em janeiro de 2025, quando 47% dos norte-americanos o aprovavam.
Sua popularidade ⁠sofreu uma queda desde que EUA ⁠e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, o que levou a um aumento nos preços da gasolina.

Estados Unidos vão emitir passaportes com o rosto de Trump

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Modelo de passaporte com o rosto de Donald Trump
Departamento de Estado dos EUA
Os Estados Unidos vão começar a emitir passaportes com o rosto do presidente Donald Trump, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira (28). A medida faz parte das comemorações dos 250 anos da independência do país.
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A informação foi revelada primeiro pela Fox News e confirmada pelo porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em uma rede social.
O passaporte comemorativo terá uma ilustração baseada no retrato oficial de Trump como presidente na parte interna da capa. A arte também traz uma assinatura dele em dourado. Ao fundo, estão a bandeira dos Estados Unidos e a Declaração de Independência.
A contracapa do passaporte terá uma bandeira dos Estados Unidos em dourado. No lugar das 50 estrelas no retângulo azul, o desenho traz 13 estrelas com o número 250 ao centro. A referência é à versão da bandeira de 1777, que representava as 13 colônias originais do país.
O Departamento de Estado afirmou que vai lançar um número limitado de versões comemorativas com o rosto de Donald Trump. Elas terão a mesma validade e os mesmos recursos de segurança do modelo tradicional.
Moeda de Trump
Moeda de Trump aprovada para as comemorações de 250 anos dos EUA
Casa da Moeda dos EUA
Essa não é a primeira medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos que envolve a imagem de Donald Trump em objetos públicos.
Em outubro de 2025, o Departamento do Tesouro informou que produziria moedas de US$ 1 com o rosto do presidente. Assim como no caso do passaporte, a iniciativa faz parte das comemorações da independência.
A arte final da moeda foi aprovada em março por um comitê formado por apoiadores do presidente. Um dos lados mostra Trump, com a palavra “liberty” (liberdade) e a frase “In God We Trust” (Em Deus nós confiamos). O outro traz a águia americana.
O Congresso aprovou, em 2020, uma lei que autoriza a cunhagem de moedas de US$ 1 com “designs emblemáticos do semiquincentenário” dos EUA. A proposta, no entanto, gerou debate sobre a legalidade.
Atualmente, a legislação dos Estados Unidos proíbe que moedas comemorativas do aniversário nacional tragam “retratos de busto ou de ombro de pessoas vivas ou mortas, assim como retratos de pessoas vivas no reverso”.
Segundo a Associated Press, o governo argumentou que o secretário do Tesouro tem autoridade para autorizar a cunhagem e a emissão de novas moedas e, por isso, a peça com o rosto de Trump poderia ser emitida.
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Trump faz piada com casamento com Melania na frente do rei Charles e da rainha Camilla; VÍDEO

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Trump faz piada com casamento com Melania durante visita do rei Charles III
Ao falar de improviso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (28) à primeira-dama, Melania, que o casamento deles não será tão longo quanto o de seus pais.
Trump discursava na Casa Branca, em Washington, durante a cerimônioa de boas-vindas ao rei Charles III da Inglaterra e à rainha Camilla, quando comentou que seus pais permaneceram casados por 63 anos.
"Esse é um recorde que não vamos conseguir igualar, querida. Sinto muito", disse Trump, virando-se em direção a Melania. "Simplesmente não vai funcionar assim."
Trump e Melania se conheceram em 1999 e se casaram em 2005. A diferença de idade de ambos é de 24 anos.
A fala adquire tons constrangedores por ter sido feita na presença de Charles. Assim como Trump, o monarca britânico também tem um histórico conjugal conturbado.
O então príncipe Charles se casou com Diana Spencer, numa relação da qual nasceram seus dois filhos, e que ficou marcada por traições — Camilla foi amante do herdeiro ao trono, inclusive, durante o primeiro casamento de ambos.
Rei Charles III e rainha Camilla se encontram com Trump e Melania
Reuters
Mãe tinha 'queda' por Charles, diz republicano
No pronunciamento, Trump citou a profunda conexão histórica e cultural entre EUA e Reino Unido e citou sua mãe, Mary Anne MacLeod, que nasceu na Escócia e era admiradora da família real.
"Minha mãe tinha uma queda pelo Charles", afirmou Trump.
O republicano também exaltou a relação entre EUA e Reino Unido e disse que s EUA "não têm amigos mais próximos que os britânicos", acrescentando ter certeza que os laços entre os dois países continuarão por muito tempo no futuro.
“Nos séculos transcorridos desde que conquistamos nossa independência, os americanos não tivemos amigos mais próximos do que os britânicos”, declarou Trump. Ele também disse que os dois países mantêm uma “relação especial”.
A fala contrasta com falas recentes de Trump sobre o Reino Unido, que foram significativamente mais negativas. O líder norte-americano criticou o governo britânico e ameaçou rever a posição dos EUA sobre as ilhas Malvinas por conta da não participação do Reino Unido na guerra do Irã, por exemplo.

Ex-diretor do FBI James Comey é indiciado por suposta ameaça de morte a Trump em post com “86 47”; entenda

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O ex-diretor do FBI James Comey fala com jornalistas no Capitólio, em Washington, D.C., em 17 de dezembro de 2018.
AP Photo/J. Scott Applewhite, arquivo
O ex-diretor do FBI James Comey foi indiciado nesta terça-feira (28) no âmbito de uma investigação sobre uma foto publicada nas redes sociais que mostrava conchas organizadas na areia formando números. Segundo autoridades, a imagem poderia ser interpretada como uma ameaça ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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A informação foi confirmada à Associated Press por uma fonte com conhecimento do caso, sob condição de anonimato. As acusações formais contra Comey não foram detalhadas até o momento.
Este é o segundo processo criminal movido pelo Departamento de Justiça contra o ex-chefe do FBI, considerado um antigo adversário político de Trump. Comey afirmou que interpretou a disposição das conchas — que formavam “86 47” — como uma mensagem política, e não como um incentivo à violência.
Ele chegou a ser ouvido pelo Serviço Secreto em maio, após integrantes do governo Trump alegarem que a publicação sugeria a defesa do assassinato do presidente, o 47º da história dos EUA.
Pouco depois, Comey apagou a postagem e afirmou: “Não percebi que algumas pessoas associam esses números à violência” e “sou contra qualquer tipo de violência, por isso removi a publicação”.
Segundo o dicionário Merriam-Webster, o número “86” é uma gíria que pode significar “dispensar”, “descartar” ou “recusar atendimento”. Em usos mais recentes — ainda pouco comuns —, o termo também pode ser associado a “matar”.
Em entrevista à Fox News em maio, Trump afirmou que Comey sabia exatamente o significado da mensagem. “Até uma criança entende o que isso quer dizer. Se você é diretor do FBI e não sabe, isso significa assassinato — e está muito claro”, disse o presidente.
A abertura de um novo processo meses após o arquivamento de uma acusação anterior deve alimentar argumentos da defesa de que o governo Trump estaria mirando Comey de forma deliberada. O ex-diretor supervisionou os primeiros meses da investigação sobre possíveis ligações entre a campanha republicana de 2016 e a Rússia.
Em setembro, Comey havia sido acusado de mentir e obstruir o Congresso em depoimento prestado em 2020, relacionado ao suposto compartilhamento de informações internas com um jornalista. Ele negou irregularidades, e o caso acabou arquivado após um juiz concluir que o promotor responsável havia sido nomeado de forma ilegal.
A relação de Comey e Trump
Comey assumiu o comando do FBI em 2017, indicado pelo então presidente Barack Obama, e já havia ocupado cargos de destaque no Departamento de Justiça durante o governo de George W. Bush.
A relação com Trump, porém, foi tensa desde o início. Segundo relatos, Comey se recusou a prometer lealdade pessoal ao presidente durante um jantar privado — episódio que o levou a registrar o encontro em um memorando.
Trump demitiu Comey em maio de 2017, em meio à investigação do FBI sobre possíveis conexões entre sua campanha e a Rússia. O inquérito foi posteriormente conduzido pelo procurador especial Robert Mueller, que concluiu que houve interferência russa na eleição, mas não encontrou provas suficientes de conluio criminoso.
O Departamento de Justiça também investiga o ex-diretor da CIA John Brennan, outro nome central nas apurações sobre a Rússia e frequentemente criticado por Trump.

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DAQUI A POUCO: rei Charles III faz discurso no Congresso dos EUA No pronunciamento, monarca deverá reforçar os laços entre EUA e Reino Unido em meio a momento de tensão entre os aliados históricos por conta da guerra no Irã. O rei britânico Charles III chegou aos EUA na segunda (27) para uma visita oficial de 4 dias. Nesta terça, o monarca e a rainha Camilla terão um jantar de gala com Trump e Melania.. Charles III fará um discurso às 16h no Congresso americano, em que buscará reforçar a união entre EUA e o Reino Unido e a importância dos valores democráticos.. A visita de Charles III ocorre em um momento de tensão entre Londres e Washington, que são aliados históricos, e dias após um homem armado tentar invadir um jantar com a presença de Trump.. Trump estuda represálias ao governo britânico por não entrar na guerra do Irã, entre elas rever a posição dos EUA sobre as ilhas Malvinas, arquipélago disputado entre Reino Unido e Argentina.. Outra desavença recente é sobre as Ilhas Chagos. O Reino Unido desistiu de ceder a soberania do arquipélago após críticas de Trump por conta de uma base militar conjunta de britânicos e americanos.