Apaziguar Trump: uma estratégia fracassada da OTAN?

Trump diz que Irã está em estado de colapso e pediu reabertura do Estreito e Ormuz
A estratégia de apaziguar Trump está funcionando para a Otan?
A bajulação exagerada do chefe da OTAN, Mark Rutte e de outros líderes não impediu Trump de criticar duramente a aliança. Vale a pena repensar a tática de “convencer Trump”?
Manter o compromisso dos EUA com a aliança era uma prioridade e, em junho de 2025, Rutte conseguiu o apoio de quase todos os Estados-membros para gastar 5% do seu PIB em defesa para que Washington permanecesse na aliança. Com a guerra dos EUA contra o Irã, essa união se dissolveu, enfurecendo Trump.
A Especialista para assuntos da OTAN, Gerlinde Niehus, afirma que uma política de apaziguamento não funciona com agressores. Ela diz que os líderes europeus devem todos parar de “pegar leve* com o Trump” e falar alto, todos juntos.
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EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas, diz agência
Rutte e Trump se encontraram em cúpula da aliança militar em 25 de junho de 2025.
REUTERS/Yves Herman

Família de brasileiros morta em ataque israelense saiu do Paraná para morar no Líbano

Trump diz que Irã está em estado de colapso e pediu reabertura do Estreito e Ormuz
Família de brasileiros mortos em ataque israelense saiu do Paraná para morar no Líbano
A família de libaneses naturalizados brasileiros morta em um ataque israelense no sul do Líbano viveu por cerca de 20 anos em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, antes de retornar ao país de origem. O bombardeio aconteceu no domingo (26) e foi confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Entre as vítimas estão o casal Ghassan Nader e Manal Jaafar, além do filho mais novo, Ali Ghassan Nader, de 11 anos, nascido no Líbano. O menino foi enterrado na segunda-feira (27) , mas os corpos dos pais ainda não foram encontrados. Um dos filhos do casal, nascido em Foz do Iguaçu, sobreviveu ao ataque.
Os outros dois filhos do casal não estavam na casa no momento do bombardeio.
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Segundo Mohamad Ali Kassem Jaafar, irmão de Manal, a família se mudou para o Brasil na década de 1990 e construiu a vida em Foz do Iguaçu, onde fez o processo de naturalização e permaneceu até 2010.
“Meu cunhado foi para o Brasil por volta de 1990, e minha irmã em 1996. Eles ficaram em Foz do Iguaçu até 2010, onde tiveram dois meninos e uma menina. Trabalharam no Brasil e no Paraguai, abriram negócios e regularizaram tudo”, contou.
Família morreu após bombardeio israelense
Arquivo pessoal
De acordo com ele, a decisão de voltar ao Líbano aconteceu após uma visita ao país. A família passou a viver na região sul do Líbano.
“Eles decidiram voltar em 2010. Era para ser uma visita, mas o irmão dele faleceu e eles optaram por ficar. Mesmo assim, sempre mantiveram o amor pelo Brasil e ensinaram isso aos filhos”, disse.
Criança tinha o sonho de conhecer o Brasil, segundo o tio Mohamad
Arquivo pessoal
Ataque aconteceu após retorno à casa da família
Segundo o relato do irmão de Manal, a família havia deixado o sul do Líbano no início da guerra e se mudado temporariamente para Beirute, capital do país. Após o anúncio de um acordo de cessar-fogo, eles decidiram retornar à casa onde viviam.
“Disseram que tinha cessar-fogo e as pessoas começaram a voltar. Na primeira semana, eles iam e voltavam. Na segunda semana, estavam em casa, como uma família, preparando um almoço, quando aconteceu o bombardeio", relatou.
Ele conta ainda que esteve com os parentes pouco antes do ataque que matou o casal e o menino . “Um dia antes, eu fui à casa deles. A gente chegou a passar a noite lá.”
Ali Ghassan Nader, Ghassan Nader e Manal Jaafar, vítimas de um bombardeio no Líbano.
Reprodução / Redes Sociais
Após saber do bombardeio, Mohamad foi até o local e encontrou a residência destruída.
“No dia, eu estava em Beirute. Fiquei sabendo do ataque e fui direto para o sul. A casa, de três andares, estava toda no chão. É um terror. A gente não conseguiu encontrar os corpos. Eu mesmo procurei com as minhas mãos”, disse, emocionado.
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Israel realiza ataques no sul do Líbano
Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.
Pelo menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano no domingo (26).
Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26).
REUTERS/Shir Torem
O Ministério das Relações Exteriores informou que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo" anunciado em 16 de abril. Conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques.
"Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah", afirmou o Itamaraty.
O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano.
Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país.
“A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty.
Segundo o ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência.
A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.
Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI.
Prorrogação do cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.
A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.
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Trump discursa durante encontro com o rei Charles III na Casa Branca; ASSISTA

Trump diz que Irã está em estado de colapso e pediu reabertura do Estreito e Ormuz
Trump discursa durante encontro com o rei Charles III na Casa Branca; ASSISTA Charles III fará um discurso hoje, às 17h, ao Congresso americano. O monarca deverá reforçar os laços entre EUA e Reino Unido em meio a momento de tensão entre os aliados históricos por conta da guerra no Irã. O g1 transmite o discurso ao vivo. O rei britânico Charles III chegou aos EUA na segunda (27) para uma visita oficial de 4 dias. Nesta terça, o monarca e a rainha Camilla terão um jantar de gala com Trump e Melania.. Charles III fará um discurso às 16h no Congresso americano, em que buscará reforçar a união entre EUA e o Reino Unido e a importância dos valores democráticos.. A visita de Charles III ocorre em um momento de tensão entre Londres e Washington, que são aliados históricos, e dias após um homem armado tentar invadir um jantar com a presença de Trump.. Trump estuda represálias ao governo britânico por não entrar na guerra do Irã, entre elas rever a posição dos EUA sobre as ilhas Malvinas, arquipélago disputado entre Reino Unido e Argentina.. Outra desavença recente é sobre as Ilhas Chagos. O Reino Unido desistiu de ceder a soberania do local após duras críticas de Trump por conta de uma base militar conjunta de britânicos e americanos.

Trump diz que Irã está em estado de colapso e pediu reabertura do Estreito e Ormuz

Trump fica insatisfeito com última oferta de paz do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (28) que o governo do Irã pediu aos EUA reabram o Estreito de Ormuz. Trump afirmou também que Teerã disse estar "em estado de colapso".
"O Irã acaba de nos informar que está em 'estado de colapso'. Eles querem que 'abramos o Estreito de Ormuz' o mais rápido possível, enquanto tentam resolver sua situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
O governo iraniano ainda não havia se manifestado sobre a declaração do presidente norte-americano até a última atualização desta reportagem.
Esta reportagem está em atualização.