22 monges budistas são presos com mais de 100 kg de maconha em aeroporto do Sri Lanka

Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser retirados e realocados
Monges do Sri Lanka chegam em tribunal após sua prisão em Negombo, em 26 de abril de 2026.
ISHARA S. KODIKARA / AFP
Vinte e dois monges budistas do Sri Lanka foram presos após desembarcarem de um voo vindo da Tailândia com mais de 110 kg de drogas escondidos nas malas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Daily News, site ligado ao governo do país.
Segundo a polícia, os religiosos transportavam “Kush” e haxixe, variedades de maconha, avaliados em mais de 1,1 bilhão de rúpias do Sri Lanka — cerca de R$ 18 milhões.
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A prisão aconteceu no Aeroporto Internacional de Katunayake, após uma operação do Departamento de Narcóticos baseada em informações de inteligência.
De acordo com as autoridades, esta foi a maior apreensão de drogas já feita no aeroporto e a primeira vez que monges budistas foram presos no local por tráfico.
Os suspeitos são jovens monges que estudam em instituições de ensino superior no Sri Lanka. A investigação aponta que eles viajaram para a Tailândia no dia 22 de abril com passagens pagas por um patrocinador.
O Departamento de Narcóticos da polícia do Sri Lanka encontrou fotos e vídeos nos celulares de alguns dos monges mostrando o grupo aproveitando a viagem usando roupas casuais.
As drogas estavam escondidas em fundos falsos das malas, misturadas com materiais escolares e doces. Cada bagagem tinha mais de 5 quilos das substâncias ilegais, segundo a polícia.
O grupo chegou ao Sri Lanka em um voo vindo de Bangkok e compareceu ao tribunal no domingo (26).
Monges do Sri Lanka chegam para comparecer perante um tribunal após sua prisão em Negombo, em 26 de abril de 2026.
ISHARA S. KODIKARA / AFP

Emirados Árabes são o 5º país com maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja ranking

Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser retirados e realocados
Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026
Reuters
Os Emirados Árabes Unidos, que anunciaram nesta terça-feira (28) a saída da Opep e da Opep+, grupos que reúnem os principais países exportadores de petróleo, têm a quinta maior reserva conhecida do produto no mundo.
Segundo o boletim de 2025 divulgado pela Opep, os Emirados têm uma reserva estimada de 113 bilhões de barris (veja mapa abaixo).
A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido.
Depois, aparecem Arábia Saudita (267 bilhões), Irã (209 bilhões) e Iraque (145 bilhões). Os quatro países são membros da Opep.
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O Brasil, por sua vez, ocupa atualmente a 14ª posição nesse ranking, com capacidade de aproximadamente 16 bilhões de barris.
🔎O que são a Opep e a Opep+? ? A Opep foi criada em 1960 para tentar controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, ela tem 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo principal e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a venda de petróleo no mercado internacional.

Rei Charles III visita os EUA e discursa hoje, às 16h, no Congresso americano; ACOMPANHE

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Rei Charles III visita os EUA e discursa hoje, às 16h, no Congresso americano; ACOMPANHE No discurso, Charles III deve reforçar os laços entre EUA e Reino Unido em meio a momento de tensão entre os aliados históricos por conta da guerra no Irã. O g1 transmite o discurso ao vivo. O rei britânico Charles III chegou aos EUA na segunda (27) para uma visita oficial de 4 dias. Nesta terça, o monarca e a rainha Camilla terão um jantar de gala com Trump e Melania.. Charles III fará um discurso às 16h no Congresso americano, em que buscará reforçar a união entre EUA e o Reino Unido e a importância dos valores democráticos.. A visita de Charles III ocorre em um momento de tensão entre Londres e Washington, que são aliados históricos, e dias após um homem armado ter invadido um jantar com a presença de Trump.. Trump estuda represálias ao governo britânico por não entrar na guerra do Irã, entre elas rever a posição dos EUA sobre as ilhas Malvinas, arquipélago disputado entre Reino Unido e Argentina.. Outra desavença recente é sobre as Ilhas Chagos. O Reino Unido desistiu de ceder a soberania do local após duras críticas de Trump por conta de uma base militar conjunta de britânicos e americanos.

BYD tem maior queda de lucro em seis anos com diminuição das vendas na China

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Carregador ultrarrápido da BYD no Salão do Automóvel de Pequim
André Fogaça/g1
A montadora chinesa de veículos elétricos BYD teve a maior queda no lucro trimestral em seis anos, mostrou um documento enviado ao mercado nesta terça-feira (28), pressionada por vendas fracas no mercado doméstico e pela intensificação da concorrência.
A maior vendedora de veículos elétricos do mundo, conhecida por seu foco em modelos mais acessíveis com preços abaixo de 150 mil yuans (US$ 21.931,43), enfrenta pressão de rivais como Geely e Leapmotor.
O lucro líquido da BYD no primeiro trimestre caiu 55,4% em relação ao ano anterior, para 4,1 bilhões de yuans (US$ 599,46 milhões), aprofundando a queda de 38,2% registrada no quarto trimestre, segundo os dados.
A receita recuou 11,8%, para 150,2 bilhões de yuans, estendendo a sequência de retração para o terceiro trimestre consecutivo.
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“A BYD precisa que os volumes de vendas domésticas ganhem força sequencialmente no segundo trimestre e que haja uma recuperação mais sustentada e de participação de mercado no terceiro trimestre para que o lucro geral melhore”, disse Eugene Hsiao, chefe de estratégia de ações da China na Macquarie Capital.
A pressão aumentou à medida que a China reduz os subsídios de troca para carros elétricos de entrada e híbridos plug-in. As vendas totais da BYD caíram pelo sétimo mês consecutivo em março, apesar do crescimento contínuo e forte nas remessas para o exterior.
Olhando para o exterior
Com as vendas domésticas enfrentando uma desaceleração prolongada, a BYD está mirando agressivamente os mercados internacionais, com foco em tecnologia avançada ou na localização da produção. A maior concorrente chinesa da Tesla afirmou estar confiante em atingir sua meta de vendas no exterior de 1,5 milhão de veículos até 2026 — ou até mais — o que implicaria um crescimento superior a 40% em relação a 2025, embora não tenha divulgado uma meta total de vendas.
Vincent Sun, analista da Morningstar, projetou que as exportações da BYD devem crescer entre 25% e 30% neste ano, enquanto as vendas totais de veículos devem avançar cerca de 12%.
No entanto, Hsiao afirmou que as vendas no exterior podem não ser suficientes para compensar totalmente a fraqueza no mercado doméstico caso as tendências atuais persistam.
Buscando recuperar sua vantagem tecnológica, a BYD está apostando ainda mais em tecnologia de carregamento ultrarrápido, com o objetivo de atrair motoristas fiéis a carros movidos a gasolina ao reduzir as preocupações com o tempo de recarga.
A BYD iniciou na sexta-feira a pré-venda do seu SUV elétrico de grande porte Datang, durante o Salão do Automóvel de Pequim, juntando-se a uma lista crescente de montadoras chinesas que miram o segmento premium e intensificam a concorrência com marcas europeias de luxo.

Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser retirados e realocados

Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser retirados e realocados
Na China, governo é dono da terra e moradores vivem sob concessão de 70 anos; entenda
Como mostra a série "Entre Dois Mundos", do Fantástico, na China, ninguém é dono definitivo da terra onde vive. No sistema chinês, toda a terra pertence ao Estado. Quem compra um apartamento, recebe uma concessão de uso válida por 70 anos.
Dentro desse prazo, caso o governo decida que uma área será transformada, os moradores podem ser obrigados a deixar o local. Nesses casos, há duas opções: aceitar uma indenização financeira ou trocar o imóvel por outro.
Foi o que aconteceu com a senhora Wang e o filho, Lawrence. Eles moravam perto do centro de Xangai, em um apartamento pequeno, até serem informados de que a região seria demolida para dar lugar a novos empreendimentos. A decisão veio do governo. Em troca, a família recebeu um imóvel novo, localizado a cerca de uma hora e meia da antiga casa — agora maior, com três quartos e infraestrutura moderna.
“A maioria das pessoas aceita a mudança”, conta Lawrence. Segundo ele, muitos moradores veem a realocação como uma oportunidade de melhorar de vida, já que os novos apartamentos costumam ser mais espaçosos e novos.
Mas há quem não concorde. Os mais velhos, que passaram a vida inteira no mesmo bairro, sentem o peso da ruptura.
"Acontece com algumas pessoas mais velhas, que moram no mesmo lugar desde a infância, com vizinhos antigos, amigos e parentes por perto. Se você muda para um lugar novo, essas relações se rompem", diz Wang.
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Lawrence Wen, chefe de cozinha
Reprodução/TV Globo
Esse modelo é uma das engrenagens que explicam a rapidez das obras chinesas. Com um único partido no poder há décadas, o país consegue planejar e executar grandes projetos sem os embates políticos, disputas judiciais e interesses privados comuns em democracias ocidentais.
Em Xangai, bairros inteiros são redesenhados como peças de um grande quebra-cabeça urbano. Quarteirões antigos cercados por arranha-céus indicam que a vez deles de desaparecer pode chegar a qualquer momento.
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Reprodução/TV Globo
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
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