Trump está insatisfeito com proposta do Irã; países do Golfo discutem reação a ataques iranianos

A gente dorme e acorda com medo, diz parente de brasileiros mortos em ataque israelense no Líbano
Trump está insatisfeito com proposta do Irã; países do Golfo discutem reação a ataques iranianos No Líbano, bombardeios israelenses em meio ao cessar-fogo deixaram 2 brasileiros mortos. Trump ficou insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. Os termos foram repassados aos EUA por meio de mediadores do Paquistão.. O Irã ofereceu reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval norte-americano e do encerramento da guerra.. Em contrapartida, Teerã sugeriu deixar para depois as negociações sobre o programa nuclear. Ontem, a Casa Branca informou que a proposta estava em análise.. A Arábia Saudita vai sediar nesta terça (28) uma reunião de líderes dos países do Golfo para discutir uma resposta aos ataques do Irã.. No Líbano, um bombardeio israelense matou uma família; duas das vítimas (a mãe e o filho) eram brasileiros.

Rei Charles III discursa hoje no Congresso dos EUA; ACOMPANHE

Rei Charles III discursa hoje no Congresso dos EUA; ACOMPANHE No discurso, que o g1 vai transmitir às 16h (de Brasília) desta terça, Charles III deve reforçar os laços entre EUA e Reino Unido em meio a momento de tensão entre os aliados históricos por conta da guerra no Irã. Chefe de Estado britânico faz visita oficial de 4 dias aos Estados Unidos desde segunda-feira. O rei britânico Charles III faz visita oficial aos EUA desde segunda (27). Ele e a rainha Camilla terão um jantar de gala com o presidente Trump e a primeira-dama Melania nesta terça (28).. Charles III fará um discurso no Congresso dos EUA nesta terça, que o g1 transmite ao vivo. Na fala, ele buscará reforçar a união entre EUA e o Reino Unido e a importância dos valores democráticos.. A visita de Charles III ocorre em um momento de tensão entre Londres e Washington, que são aliados históricos, e dias após um homem armado ter invadido um jantar de gala querendo atirar em Trump.

Passageira entra em trabalho de parto e dá à luz durante pouso de avião nos EUA

A gente dorme e acorda com medo, diz parente de brasileiros mortos em ataque israelense no Líbano
Ashley Blair segura sua filha Brielle, que nasceu em 24 de abril de 2026, em um voo da Delta Air Lines
Tina Fritz via AP
Uma passageira de um voo da Delta Air Lines deu à luz uma menina pouco antes de o avião pousar no Aeroporto Internacional de Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos, na noite de sexta-feira (24).
A bebê, Brielle Renee Blair, nasceu saudável, com cerca de 2,5 quilos, aproximadamente duas semanas antes do previsto. Dois paramédicos que estavam a bordo prestaram assistência, usando cobertores de outros passageiros e um cadarço para amarrar o cordão umbilical.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Vídeos em alta no g1
A mãe, Ashley Blair, do Tennessee, viajava de Atlanta para o Oregon para dar à luz perto da própria mãe, mas entrou em trabalho de parto cerca de 30 minutos antes da chegada.
As paramédicas Tina Fritz e Kaarin Powell estavam voltando de férias na República Dominicana no mesmo avião. Elas estavam ajudando uma enfermeira a atender as necessidades médicas de outro passageiro na parte de trás do avião quando uma comissária de bordo pediu que elas verificassem como Blair estava.
Descobriram que Blair estava mesmo em trabalho de parto e que as contrações estavam se aproximando. O voo estava lotado, com 153 passageiros a bordo — logo seriam 154 — então começaram a realocar os passageiros próximos a Blair para seus assentos, a fim de abrir espaço para o parto.
Eles pediram cobertores e um kit obstétrico às comissárias de bordo, um conjunto esterilizado de instrumentos médicos usados ​​em partos de emergência. Fritz disse que tiveram que improvisar quando nenhum dos dois estava disponível.
Eles conseguiram cobertores com outros passageiros e um cadarço com uma comissária de bordo para amarrar o cordão umbilical. Powell arrancou um dos seus próprios cadarços para usar como torniquete e iniciar um acesso intravenoso.
Então, Fritz se lembrou, a mãe gritou: “Ok, chegou a hora. Preciso fazer força.”
Enquanto ela fazia isso, os comissários de bordo disseram a Fritz e Powell que eles precisavam se sentar, porque o avião estava prestes a pousar.
“Nós respondemos: ‘Não! Não!’”, contou.
Ashley fez três “empurrões muito fortes e realmente bons, e o bebê nasceu muito rápido”, disse Fritz. “Foi incrível.”
Logo depois, o avião pousou em segurança.
Uma equipe do serviço de emergência do Aeroporto de Portland encontrou “a mãe e a bebê saudáveis, e a nova família foi levada a um hospital local para observação”, afirmou a porta-voz do Porto de Portland, Molly Prescott, em e-mail enviado à Associated Press.
Em comunicado, a Delta informou que um médico e duas enfermeiras ajudaram as comissárias, mas Fritz disse que não havia médico no voo e que a única enfermeira permaneceu atendendo outro passageiro doente. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de esclarecimento.
“Agradecemos sinceramente à tripulação e aos voluntários da área médica a bordo que ajudaram no atendimento à cliente antes do pouso em Portland. A saúde e a segurança de nossos clientes são sempre nossa prioridade máxima, e desejamos tudo de melhor para a nova família”, disse a Delta em nota.
Ashley Blair não respondeu às mensagens da AP. Fritz, que continua em contato com ela desde o nascimento, disse que a mãe ficou um pouco sobrecarregada com toda a atenção recebida.
“Sinto que agora somos amigas para sempre”, afirmou Fritz.

VÍDEO: Ataque com drones da Ucrânia provoca incêndio em refinaria de petróleo na Rússia

A gente dorme e acorda com medo, diz parente de brasileiros mortos em ataque israelense no Líbano
Ataque de drones ucranianos causa incêndio em refinaria na Rússia
Um ataque com drones ucranianos provocou um grande incêndio em uma refinaria de petróleo russa na cidade de Tuapse nesta terça-feira (28), disseram autoridades. Este foi o terceiro ataque ao porto no Mar Negro em menos de duas semanas.
As Forças Armadas da Ucrânia confirmaram que realizaram a ação, a mais recente de uma série intensificada de ataques da guerra entre os países com o objetivo de interromper a indústria petrolífera da Rússia e reduzir as receitas que ajudam Moscou a financiar a guerra na Ucrânia.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Incêndio após ataque em refinaria de petróleo de Tuapse, na Rússia
MÍDIA SOCIAL/via REUTERS
Imagens nas redes sociais mostraram uma densa fumaça preta saindo da área da refinaria. A agência estatal de defesa do consumidor orientou os moradores a permanecerem em casa e manterem as janelas fechadas.
Após um ataque anterior, em 20 de abril, uma “chuva preta” caiu sobre a cidade, deixando um resíduo oleoso.
A refinaria havia interrompido a produção em 16 de abril devido a danos causados por drones ao porto, o que impossibilitou o escoamento da produção, disseram fontes do setor à Reuters. Pelo menos três pessoas morreram nos ataques, segundo autoridades, e um deles provocou um derramamento de petróleo no mar.
Tuapse também é um destino turístico de praia bastante popular.
O chefe do distrito de Tuapse, Sergei Boyko, ordenou nesta terça-feira que moradores que vivem perto da refinaria evacuassem a área de ônibus em direção a uma escola local.
Moradores expressam revolta após ataque
Nas redes sociais, alguns moradores manifestaram indignação e questionaram por que as defesas aéreas não foram reforçadas para evitar um terceiro ataque consecutivo.
Em um chat local, alguns reclamaram que as autoridades em Moscou estariam sendo indiferentes à situação da população.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as autoridades estão “trabalhando intensamente” para combater os ataques de drones ucranianos.
Em sua coletiva diária, Peskov foi questionado sobre a possibilidade de declarar emergência ambiental e sobre a necessidade de evacuar moradores para evitar exposição a emissões tóxicas.
Ele respondeu que medidas estão sendo adotadas no nível apropriado e que não tinha mais comentários a acrescentar.
A Ucrânia intensificou os ataques contra alvos energéticos russos desde março, enquanto as negociações mediadas pelos Estados Unidos sobre a guerra estão paralisadas, com Washington focado principalmente no conflito com o Irã.
A refinaria de Tuapse tem capacidade anual de produção de cerca de 12 milhões de toneladas métricas, ou 240 mil barris por dia, produzindo nafta, diesel, óleo combustível e gasóleo de vácuo.
Veja mais:
Superiate ligado a oligarca russo próximo de Putin cruza o Estreito de Ormuz

A gente dorme e acorda com medo, diz parente de brasileiros mortos em ataque israelense no Líbano

A gente dorme e acorda com medo, diz parente de brasileiros mortos em ataque israelense no Líbano
Família de brasileiros mortos em bombardeio no Líbano fala sobre ataque
Um parente dos brasileiros mortos por um ataque israelense no Líbano afirmou nesta terça-feira (28) que ele "dorme e acorda com medo" em meio às violações do cessar-fogo feitas por Israel na guerra contra o grupo terrorista Hezbollah.
O homem, identificado como Nader, deu entrevista ao jornalista Gabriel Chaim na Globonews. Nader é parente do menino de 11 anos e de uma mulher, ambos brasileiros, que foram mortos por um bombardeio de Israel no sul do Líbano. As mortes dos brasileiros, que não foram identificados, foram confirmadas pelo Itamaraty na segunda-feira (leia mais abaixo).
A brasileira morta era mãe do menino. O pai da família, um libanês, e uma etiopiana que era diarista da casa também foram mortos no ataque, segundo Chaim.
Itamaraty confirma morte de 2 brasileiros no Líbano
Itamaraty confirma mortes de brasileiros após ataques israelenses no Líbano
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou na segunda-feira (27) que um menino brasileiro de 11 anos, sua mãe, também brasileira, e o pai, libanês, morreram após ataques israelenses no Líbano.
"O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel".
Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.
O Itamaraty informou ainda que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo" anunciado em 16 de abril.
Isso porque, conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques.
"Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah", afirmou o Itamaraty.
O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano.
Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país.
Segundo a nota divulgada nesta segunda, um dos filhos do casal — irmão da criança que morreu no ataque — foi levado para o hospital.
“A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty.
Segundo o ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência.
Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26).
REUTERS/Shir Torem
A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.
Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI.
Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo.
Prorrogação do cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.
A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.