
Negociação de paz entre EUA e Irã permanece num impasse
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficou insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra, informou a agência Reuters e o jornal The New York Times nesta segunda-feira (27). Uma autoridade norte-americana disse à agência que o plano não aborda o programa nuclear iraniano.
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A proposta foi repassada aos EUA por meio de mediadores do Paquistão. O Irã ofereceu reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval norte-americano e do encerramento da guerra. Em contrapartida, Teerã sugeriu deixar para depois as negociações sobre o programa nuclear.
Mais cedo, a Casa Branca informou que Trump se reuniu com assessores de segurança nacional para discutir o plano. A porta-voz Karoline Leavitt disse apenas que a proposta estava em análise.
O presidente, porém, já havia indicado pouca disposição para aceitar a oferta. A questão nuclear é tratada como prioridade por Trump desde antes do início do conflito. Os EUA exigem que o Irã se comprometa a nunca desenvolver uma arma nuclear e limite o enriquecimento de urânio.
À Fox News, Trump disse que está sufocando as exportações de petróleo do Irã, na expectativa de que a pressão leve Teerã a ceder nas próximas semanas.
Há doze dias, o governo Trump anunciou que navios de guerra dos EUA passariam a bloquear embarcações ligadas ao Irã na entrada do Estreito de Ormuz. A medida foi uma retaliação à recusa de Teerã em reabrir o tráfego naval no estreito.
O fim de semana foi marcado por impasses na tentativa de encerrar o conflito.
Após a visita do chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ao Paquistão, a mídia iraniana negou que ele negociaria diretamente com os Estados Unidos. Diante disso, Trump cancelou novamente o envio de uma comitiva à capital paquistanesa para negociações.
“Não vejo sentido em enviá-los em um voo de 18 horas na situação atual. É muito tempo. Podemos fazer isso igualmente bem por telefone. Os iranianos podem nos ligar se quiserem. Não vamos viajar só para ficar sentados lá”, disse Trump no sábado (25).
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento da Turning Point USA no dia 17 de abril de 2026
REUTERS/Evan Vucci
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Pessoas se reúnem do lado de fora de um tribunal em Atenas, na Grécia, após ataque a tiros em 28 de abril de 2026.
AP Photo/Petros Giannakouris
Um homem abriu fogo em um escritório da previdência social e em um tribunal no centro de Atenas, na Grécia, nesta terça-feira (28) e deixou cinco feridos no total, segundo autoridades locais e a imprensa estatal grega.
A agência estatal grega Amna disse que o suspeito seria um homem de 89 anos e chamou os ataques a tiros de "sangrentos". A polícia lançou uma ampla operação para localizar o atirador, que está foragido.
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A polícia afirmou que ele estava armado com uma espingarda e abriu fogo em um escritório da previdência social (EFKA) no centro da capital grega, deixando um funcionário ferido. O mesmo homem também é suspeito de, posteriormente, ter feito um segundo ataque a tiros no térreo de um tribunal, onde várias pessoas ficaram feridas, segundo a polícia. O escritório da EFKA e o tribunal estão a cerca de 4 km de distância um do outro.
Segundo a Amna, os cinco feridos tiveram ferimentos leves e foram levados ao hospital e não correm risco de vida.
A agência estatal afirmou que o suspeito é conhecido como catador de recicláveis na região de Votanikos, também na região central de Atenas, tem problemas psicológicos e já foi internado anteriormente em uma clínica psiquiátrica.
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A TV estatal grega ERT informou que o atirador teria jogado envelopes com documentos no chão após o ataque no tribunal, afirmando que aqueles eram os motivos de suas ações. A polícia também encontrou no local a espingarda utilizada pelo atirador em ambos os ataques.
A violência armada é relativamente rara na Grécia, onde a posse de armas é permitida, porém fortemente regulamentada.
Trump está insatisfeito com proposta do Irã para encerrar a guerra; ACOMPANHE Chanceler do Irã se reuniu com Putin na Rússia nesta segunda (27), após negociações com EUA ruírem no final de semana. O chanceler iraniano chega à Rússia nesta segunda (27), após visitar o Paquistão e Omã para tratar do fim da guerra com os EUA e Israel.. Viagem acontece após rodada de negociações entre representantes do Irã e EUA em Islamad ruir neste sábado (25), após Trump cancelar o envio de seus representantes à capital paquistanesa. . A mudança de planos de Trump aconteceu após o chanceler iraniano entregar uma proposta de paz aos mediadores em Islamad e dizer que não se sentaria à mesa com os norte-americanos. . Enquanto isso, o Estreito de Ormuz seguiu fechado pelo Irã. Na sexta (24), o chefe do Pentágono disse que o bloqueio naval dos EUA na entrada do estreito está sendo ampliado. . No Líbano, Israel e Hezbollah trocaram acusações de violações do cessar-fogo, prorrogado por mais três semanas. 14 morrem e 37 ficam feridas no sul do país.

Brasileira relata prejuízo de mais de US$ 17 mil em fraude imigratória
A brasileira de Fernandópolis (SP) que diz ter perdido 17 mil dólares no golpe imigratório no qual quatro suspeitos foram presos na Flórida, nos Estados Unidos, questionou a agência após surgirem alertas de fraude e recebeu mensagens da vendedora afirmando que o CEO tranquilizou a equipe e orientou a continuidade dos atendimentos.
A investigação levou à prisão dos brasileiros Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva, apontados como os líderes da agência Legacy Immigra, no dia 23 de abril. A reportagem tenta contato com os citados para tentar um posicionamento.
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A moradora do interior de São Paulo não vai ser identificada pela reportagem. Ao g1, ela disse que os primeiros sinais de alerta surgiram em maio de 2025, após a circulação de um vídeo nas redes sociais que denunciava esquemas envolvendo pedidos de asilo e retenção de documentos de clientes em agências.
Na ocasião, a vítima enviou o link da publicação ao número da agência e afirmou se sentir insegura com possíveis irregularidades na emissão de documentos de regularização migratória e vistos. Veja as mensagens abaixo.
Mulher de Fernandópolis (SP) demonstrou preocupação em golpes de agências imigratórias
Arquivo pessoal
"Para nós que estamos de fora, fica um turbilhão de pensamentos, né? Mas eu pedi muito a Deus e, para te falar a verdade, você me passa essa segurança", escreveu a vítima.
Apesar da repercussão, os questionamentos foram minimizados à época pela representante comercial com quem conversava. Em resposta, a vendedora afirmou que a direção da empresa havia se reunido com os funcionários.
"Sobre as denúncias, o CEO da Legacy fez uma reunião com nossos gerentes e este nos tranquilizou para darmos continuidade às nossas rotinas e continuar dando o andamento e tramitação normal aos processos de nossos clientes", diz trecho da conversa.
Da esquerda para a direita: Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci, Ronaldo de Campos e Lucas Felipe Trindade Silva
Reprodução/Orange County
Após receber a mensagem, a mulher respondeu dizendo que se sentia mais tranquila. De acordo com a vítima, a confiança no atendimento e nas garantias repassadas pela empresa contribuíram para que ela mantivesse o processo.
"Diziam que havia muitas empresas, que o grupo era enorme, que não fazia sentido todo aquele escândalo e que, por fazerem um bom trabalho, estavam incomodando a concorrência", contou a vítima.
De acordo com a vítima, o prejuízo financeiro foi de US$ 17 mil, valor investido no processo, que, se convertido, equivale a mais de R$ 85 mil. Os pagamentos eram para uma conta internacional, no nome de Ronaldo, conforme consta nos comprovantes enviados à reportagem. Veja abaixo.
Moradora de Fernandópolis (SP) perde US$ 17 mil ao cair em fraude imigratória
Arquivo pessoal
O golpe
A vítima é casada e tem três filhos. Há cinco anos, a família decidiu que sairia do Brasil para morar nos Estados Unidos e iniciou os trâmites para conseguir a autorização imigratória. A Legacy foi indicação de duas amigas, que também tiveram prejuízos.
Para obter o dinheiro, a mulher chegou a vender a casa e fez os pagamentos parcelados para a agência. Após dois meses do fechamento do contrato, entre março e abril do ano passado, surgiram as desconfianças.
"Nunca, em nenhuma hipótese, pensamos em ir ilegalmente. A rotatividade de funcionários era absurda, isso foi nos incomodando muito e nos gerou muita insegurança, porque não poderíamos mais resgatar o nosso dinheiro", conta a vítima.
Toda a dívida com a agência foi quitada em janeiro deste ano. A família segue em Fernandópolis e não conseguiu efetuar o processo imigratório americano. Devido à fraude, ela desenvolveu problemas psicológicos.
"Há vários dias, sinto dores no meu corpo, mal-estar, insônia e não sei como conduzir. Quero meu dinheiro de volta. As pessoas estão 'sambando' na nossa dor. Muita gente tirando sarro da nossa cara e nos desejando bem feito, mas a gente nunca fez nada de errado", finaliza a mulher.
Vítima de Fernandópolis fazia transferência de dinheiro para conta internacional em nome de um dos suspeitos
Arquivo pessoal
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Denúncias
O caso veio à tona após denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados da Flórida, em setembro do ano passado. Segundo o xerife responsável pelo caso, o grupo se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração.
Os supostos advogados lidavam com os pedidos de imigração. De acordo com ele, a prática era diferente do discurso. "Eles basicamente enriqueceram com um modelo de negócio baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão", disse.
Os prejuízos individuais variam de US$ 2.500 a US$ 26 mil. Registros financeiros indicam que o grupo arrecadou mais de US$ 20 milhões em três anos. A operação que resultou nas prisões foi conduzida por autoridades locais, em parceria com o Departamento de Segurança Interna.
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