Colisão de trem na Indonésia mata, pelo menos, 14 pessoas; passageiros ficam presos nas engrenagens

México captura ‘El Jardinero’, apontado como sucessor de ‘El Mencho’
Passageiros são resgatados após colisão de trens na Indonésia
Pelo menos 14 pessoas morreram na colisão de dois trens na cidade de Bekasi, na região metropolitana de Jacarta, capital da Indonésia, na noite desta segunda-feira (27).
A informação foi confirmada por Franata Wibowo, porta-voz da empresa ferroviária local, à emissora Kompas TV, segundo a agência de notícias Reuters.
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Vítimas ficaram presas no trem danificado após a colisão de dois trens na Indonésia
REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana
"Estamos fazendo o possível para evacuar as vítimas para os hospitais mais próximos o mais rápido possível. Duas vítimas tiveram suas mortes confirmadas nos hospitais", disse Franata.
Pelo menos 20 ambulâncias foram vistas na estação de Bekasi, segundo testemunhas da Reuters. Equipes da agência de resgate da Indonésia também estavam no local para ajudar na evacuação dos passageiros que ficaram presos nos trens.
Sites de notícias da Indonésia falam de diversos feridos.
A batida ocorreu entre um trem de alta velocidade e outro urbano dentro da estação de Bekasi, de acordo com a porta-voz da operadora da linha de trens suburbanos, Karina Amanda.
Amanda também disse que a causa do acidente não foi imediatamente esclarecida.
Imagens da emissora local Kompas TV mostraram ambulâncias na estação de Bekasi. Equipes da agência de resgate da Indonésia também estavam no local para ajudar na retirada dos passageiros.
Trem danificado após colisão na capital da Indonésia
REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

Colisão entre trens deixa ao menos 14 mortos na Indonésia; vagão era destinado a mulheres

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Passageiros são resgatados após colisão de trens na Indonésia
Pelo menos 14 mortes foram confirmadas após um grave acidente envolvendo a colisão entre um trem de longa distância e o último vagão de um trem de passageiros na estação Bekasi Timur, nos arredores de Jacarta, na Indonésia. O acidente ocorreu na segunda-feira, mas o trabalho de busca e resgate dos feridos continua nesta terça (28).
Bobby Rasyidin, CEO da empresa ferroviária estatal PT Kereta Api Indonesia, disse que os corpos foram levados a um hospital para posterior identificação. Ao todo, 81 pessoas feridas foram levadas a hospitais para tratamento.
O último vagão do trem de passageiros era destinado exclusivamente a mulheres, uma medida comum para evitar assédio.
“As operações de evacuação estão demorando bastante… e estamos fazendo isso com muito cuidado”, disse Rasyidin a repórteres sobre os esforços de resgate.
Equipes de resgate carregam o corpo de uma vítima de uma colisão de trens em Bekasi, Indonésia
Tatan Syuflana / AP
Todos os 240 passageiros do trem de longa distância Argo Bromo Anggrek estavam em segurança, informaram autoridades.
A polícia investigava a causa do acidente, disse o chefe da polícia de Jacarta, Asep Edi Suheri, a repórteres no local.
Rasyidin afirmou que outro trem de passageiros atingiu um táxi parado em uma passagem próxima à estação e suspeita-se de uma falha no sistema ferroviário.
Vítimas ficaram presas no trem danificado após a colisão de dois trens na Indonésia
REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana
“Quanto à cronologia dos fatos, deixamos para o Comitê Nacional de Segurança nos Transportes investigar com mais detalhes a causa do acidente ferroviário desta noite”, disse Rasyidin.
Acidentes são comuns na envelhecida rede ferroviária da Indonésia. Em janeiro de 2024, dois trens colidiram na província de Java Ocidental, matando pelo menos quatro pessoas.
*Com informações da AP.

Quem é Iván Mordisco, criminoso mais procurado da Colômbia, apontado como sucessor de Escobar, que está por trás de ataques no país

México captura ‘El Jardinero’, apontado como sucessor de ‘El Mencho’
Líder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia
JOAQUIN SARMIENTO / AFP
Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado da Colômbia, está desafiando as eleições presidenciais com o pior ataque contra civis em décadas no país.
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O presidente Gustavo Petro o compara a Pablo Escobar desde que Mordisco abandonou as negociações de paz com seu governo, em 2024. (Leia mais abaixo)
Pelo menos 31 ataques de sua guerrilha foram registrados no sudoeste da Colômbia durante o fim de semana, entre eles a detonação de uma bomba em uma rodovia que deixou 21 mortos e 56 feridos.
Drones explosivos e carros-bomba tornaram-se a marca registrada do comandante do maior grupo dissidente das Farc, que realizou demonstrações de força às vésperas das eleições gerais de 31 de maio.
Ataque a bomba deixa 20 mortos na Colômbia
Mordisco, um ex-comandante do maior grupo guerrilheiro da Colômbia até a década passada, se recusou a assinar o acordo de paz que desarmou as Farc em 2016, que concedeu anistia a seus ex-membros.
Após a dissolução do grupo, ele organizou uma facção dissidente que permaneceu armada, financiada pelo narcotráfico.
Hoje, ele comanda um esquadrão de cerca de 3.200 combatentes que se financiam com tráfico de cocaína, mineração ilegal, extorsão e outros crimes.
Usando óculos escuros, Mordisco, cujo nome verdadeiro é Néstor Gregorio, ordenou um ataque no fim de semana que deixou 21 civis mortos, segundo o governo de Gustavo Petro.
Atirador de elite
Mordisco juntou-se à guerrilha ainda adolescente e é considerado um atirador de elite.
Com o tempo, conquistou o respeito de outros combatentes por sua proficiência com fuzis e explosivos.
Quando as Farc depuseram as armas para se tornarem um partido político, Mordisco permaneceu na selva, semeando o terror. Ele utiliza os emblemas históricos do antigo grupo guerrilheiro marxista e venera suas principais figuras.
Nas Farc, "ele era um comandante de nível médio. Nunca esteve entre os comandantes históricos, mas sua experiência militar e sua oposição inicial às negociações lhe conferiram significativa legitimidade", disse o pesquisador de conflitos Jorge Mantilla à AFP.
À frente do grupo dissidente conhecido como Estado-Maior Central (EMC), ele impediu que a sigla Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia desaparecesse.
Seus combatentes se consideram herdeiros do projeto ideológico das Farc.
Rejeição à paz
Mordisco não esteve presente nas negociações de paz de 2026, ocorridas em Havana, e deixou claro desde o início que não deporia suas armas.
O ex-segundo em comando do grupo guerrilheiro e principal negociador das Farc, Iván Márquez, enviou um líder conhecido como Gentil Duarte à Colômbia para persuadi-lo a aderir ao processo, segundo pesquisadores da Core Foundation.
Mas, longe de convencê-lo, Duarte se juntou a ele e, juntos, abandonaram o pacto com o então presidente e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos.
Mordisco afirmava que se tratava de um acordo de "morte" e "desapropriação". Ele acreditava que o pacto só beneficiaria a liderança das Farc e que os combatentes de base ficariam desprotegidos.
As Forças Armadas estimam que os grupos dissidentes se fortaleceram rapidamente por meio de seus negócios ilícitos, recrutamento forçado e aliciamento de jovens empobrecidos em plataformas de mídia social como o TikTok.
Em abril de 2023, Mordisco fez sua única aparição pública, em uma área de selva.
Ele chegou em um SUV blindado de luxo para anunciar o início das negociações com Petro. Ele portava um fuzil Tavor X95 de fabricação israelense e usava seus característicos óculos escuros.
Líder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia
Foto por JOAQUIN SARMIENTO / AFP
'Traqueto'
Em 2024, Mordisco rompeu as negociações de paz com Petro, que o chamou de "traqueto", termo coloquial para narcotraficantes na Colômbia.
"Quero Iván Mordisco capturado vivo, não morto", declarou Petro à época, lançando uma caçada implacável com recompensas milionárias por sua captura.
Sua morte foi noticiada em diversas ocasiões. Em 2022, o governo de direita de Iván Duque anunciou seu falecimento, mas o rebelde reapareceu posteriormente em um vídeo.
Petro o considera a principal ameaça à segurança de um país mergulhado em mais de seis décadas de conflito entre guerrilheiros, paramilitares, narcotraficantes e agentes do Estado.
Em vídeos, Mordisco afirma estar "do lado dos pobres" e ser um defensor do meio ambiente, enquanto é acusado de assassinar policiais, civis e líderes sociais na selva.
Segundo pesquisadores da violência colombiana, ele também é considerado um comandante implacável que ordena execuções por traição ou corrupção.
Estrutura de ônibus que explodiu em um atentado de grupos armados colombianos em frente a uma base militar no oeste da Colômbia, em 24 de abril de 2025.
Joaquín Sarmiento/ AFP
Ataques no fim de semana
A "onda terrorista" é uma resposta a operações militares na região, declarou o ministro Sánchez, qualificando estas ações como "crimes de guerra".
O presidente Gustavo Petro tachou os guerrilheiros de "terroristas" e ordenou que a força pública redobre operações contra o grupo.
Os principais candidatos presidenciais também condenaram os atos de violência. O país vai às urnas no dia 31 de maio, em uma eleição que tem a segurança como um dos temas centrais.
A explosão ocorreu no departamento de Cauca
BBC

Ataque a escola em Minab deixou 155 mortos, diz Irã após revisão

México captura ‘El Jardinero’, apontado como sucessor de ‘El Mencho’
Memorial para crianças mortas em ataque a escola no Irã
Reprodução / Fantástico
O bombardeio de uma escola iraniana no primeiro dia da guerra no Oriente Médio matou 155 pessoas, incluindo 120 crianças, segundo um balanço revisado para baixo divulgado nesta terça-feira (28) pela televisão estatal IRIB.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou no final de março perante a ONU que "mais de 175 estudantes e professores" tinham sido "massacrados a sangue frio" no ataque de 28 de fevereiro em Minab.
Mas, segundo o novo balanço divulgado pela IRIB e outras mídias, citando um alto cargo do Judiciário iraniano, no bombardeio morreram 115 pessoas, incluindo "73 meninos, 47 meninas, 26 professores, sete pais".
Também faleceram o motorista de um veículo escolar e um farmacêutico da clínica próxima à escola de Minab.
Investigação aponta que EUA foram responsáveis por ataque que matou 175 em escola no Irã
O ataque ocorreu no primeiro dia do ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu com bombardeios contra o território israelense e outros países da região.
O governo iraniano acusou o Exército dos Estados Unidos pelo ataque, embora, inicialmente, o presidente Donald Trump tenha negado qualquer responsabilidade de seu país.
Posteriormente, Trump disse que "acataria" o resultado da investigação iniciada pelo Pentágono.
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Segundo o jornal The New York Times, que cita autoridades americanas e fontes próximas à investigação, o projétil foi lançado pelo Exército dos Estados Unidos e atingiu a escola por erro.
A AFP identificou que o edifício ficava próximo de dois locais controlados pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o poderoso exército ideológico do Irã.

México captura ‘El Jardinero’, apontado como sucessor de ‘El Mencho’

México captura ‘El Jardinero’, apontado como sucessor de ‘El Mencho’
'El Jardinero' preso pelas forças da Marinha do México
Secretaria Nacional de Defesa do México / AFP
Em uma operação com a participação de centenas de militares, as autoridades mexicanas capturaram nesta segunda-feira (27) um dos sucessores de Nemesio "El Mencho" Oseguera, fundador do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), enquanto tentava fugir por um sistema de drenagem. Apelidado de "El Jardinero", foi "o braço direito" de Oseguera até sua morte, disse à AFP David Saucedo, especialista em segurança.
Oseguera morreu em fevereiro após ser ferido por soldados durante uma operação em Jalisco, o que resultou em um motim criminoso no qual os capangas de "El Mencho" queimaram veículos para bloquear vias em 20 dos 32 estados do país.
A captura de Audias Flores Silva, um dos homens mais próximos de Oseguera, no estado de Nayarit, limítrofe com Jalisco, levou as autoridades locais a pedirem à população através do Facebook que permanecesse em casa diante da possibilidade de novos bloqueios e ações violentas.
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Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 5 milhões por "El Jardinero". Segundo o centro de análise Insight Crime, o líder criminoso despontava como um dos sucessores do fundador do CJNG.
Também ficou encarregado de negociar em nome de Oseguera uma aliança entre o CJNG e "Los Chapitos", a facção do Cartel de Sinaloa comandada pelos herdeiros de Joaquín "El Chapo" Guzmán, acrescentou Saucedo, citando fontes de inteligência de Estados Unidos e México.
Flores Silva esteve preso por cinco anos nos Estados Unidos e foi libertado em 2016. Segundo a informação difundida por autoridades mexicanas, ele controlava vários laboratórios de metanfetaminas em Jalisco e no estado vizinho de Zacatecas.
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Capturado em uma tubulação de drenagem
A Marinha mexicana planejou e executou a operação de captura após 19 meses de monitoramento e "troca de informações com agências americanas", informou o Gabinete de Segurança em comunicado
O líder do CJNG "se encontrava resguardado em uma cabana, com um dispositivo de segurança" integrado por cerca de 30 caminhonetes e "mais de 60 pessoas" armadas, detalha o texto
A operação foi realizada na comunidade de El Mirador, com apoio de quatro helicópteros e mais de 500 militares. O Ministério da Marinha destacou que "nem um único disparo" foi efetuado.
Quando as forças militares chegaram, os seguranças de Flores se dispersaram "como distração", mas o líder criminoso foi localizado e detido "quando tentava se esconder em um duto de drenagem", indicaram as autoridades.
Flores Silva é "requerido por autoridades dos Estados Unidos com fins de extradição", disse na rede social X Omar García Harfuch, ministro de Segurança.
Além disso, foi detido em Jalisco César Alejandro "N", conhecido como "El Güero Conta", operador financeiro de Flores Silva, informou o ministro.
O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, reconheceu "a valentia e precisão" da Marinha na operação. "Juntos, conseguimos resultados que tornam nossas nações mais seguras", acrescentou em mensagem no X.
A captura acontece quando México e Estados Unidos trocam acusações pela morte de dois agentes americanos em um acidente de trânsito após participarem de uma operação antidrogas em território mexicano, sem contar com as autorizações necessárias.
Bloqueios no norte
Mais cedo, o governo de Tamaulipas (nordeste) reportou a detenção de Alexander "N" — por lei os sobrenomes não são divulgados –, apontado como "alvo prioritário" e integrante de uma organização criminosa que atua nesse estado.
A captura resultou em pelo menos oito bloqueios por parte de criminosos em estradas de Reynosa, cidade fronteiriça com os Estados Unidos.
Segundo a mídia mexicana, o criminoso detido é Alexander Benavides Flores, conhecido como "R9", que seria chefe do grupo Los Metros, uma facção do enfraquecido Cartel do Golfo.