Quem assume se o presidente dos EUA não puder governar? Entenda a sucessão norte-americana

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O ataque ocorrido no sábado (25) durante um jantar de gala em Washington com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deixou mortos. Por outro lado, o caso levantou questionamentos sobre quem assumiria o comando do país caso ele ou outros integrantes do alto escalão fossem feridos.
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A legislação americana estabelece uma linha clara de sucessão presidencial, que inclui autoridades do Congresso e membros do gabinete.
Episódios como os ataques de 11 de setembro de 2001 levantaram a possibilidade de que várias dessas autoridades possam morrer caso estejam reunidas em um mesmo local.
Por precaução, presidentes costumam designar um integrante do governo para não participar de eventos de grande visibilidade, prática conhecida como “sobrevivente designado”.
Segundo a Constituição dos EUA, todos os integrantes da linha sucessória precisam ter pelo menos 35 anos, ser cidadãos americanos natos e residir no país por ao menos 14 anos. Também precisam ter sido confirmados pelo Senado.
Linha de sucessão
Donald Trump se retira após discursar na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca. O vice-presidente J.D. Vance aparece atrás
AP/José Luis Magana
O vice-presidente J.D. Vance assumiria o cargo caso Trump morresse ou ficasse impossibilitado de exercer as funções, conforme a 25ª Emenda da Constituição. Ele permaneceria no cargo até o fim do mandato atual, em janeiro de 2029, e indicaria um novo vice-presidente.
Se Trump e Vance ficassem incapacitados, o comando passaria ao presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.
Na sequência aparece o presidente pro tempore do Senado, cargo geralmente ocupado pelo senador mais antigo do partido majoritário — atualmente o republicano Chuck Grassley, de Iowa, de 92 anos.
Depois vêm os integrantes do gabinete da Casa Branca, seguindo a ordem de criação das secretarias. O primeiro é o secretário de Estado, Marco Rubio, seguido pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.
O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião de gabinete enquanto se senta ao lado do Secretário de Estado, Marco Rubio, e do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, em Washington, D.C.
REUTERS/Brian Snyder
O procurador-geral também integra a linha sucessória. Ainda não está claro, porém, se Todd Blanche poderia ocupar a posição. Ele foi confirmado pelo Senado apenas como vice-procurador-geral e exerce o cargo principal de forma interina.
Na sequência aparecem os chefes dos departamentos do Interior, Agricultura, Comércio, Trabalho (atualmente vago), Saúde e Serviços Humanos, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Transportes, Energia, Educação, Assuntos de Veteranos e Segurança Interna.
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‘Sobrevivente designado’
Para garantir a continuidade do governo em caso de desastre, presidentes costumam escolher um integrante do gabinete para não comparecer a eventos que reúnem autoridades em Washington, como posses presidenciais ou o discurso anual ao Congresso.
A prática não é exigida por lei, mas tornou-se comum desde a década de 1980. Segundo o American Presidency Project, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, o secretário da Agricultura foi o mais escolhido para a função ao longo dos anos.
Trump selecionou o secretário de Assuntos de Veteranos, Doug Collins, como sobrevivente designado nos discursos de 2025 e 2026.
Doug Collins, secretário de Assuntos dos veteranos de guerra do governo Trump.
AP Photo/J. Scott Applewhite
O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, apesar de ser um dos principais eventos sociais de Washington, normalmente não exige esse tipo de medida. Trump não participou do evento durante o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, e também boicotou a edição do ano passado.
Neste ano, porém, o presidente compareceu ao jantar acompanhado de Vance, Johnson, Rubio, Hegseth e outros integrantes do gabinete, o que teria elevado o risco de crise constitucional caso o atirador tivesse conseguido atingir autoridades do governo.
O senador Chuck Grassley não esteve presente, garantindo que ao menos um integrante da linha sucessória não estava no local.
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Taiwan entra em alerta e mobiliza forças após avistar navios de guerra e aviões chineses perto de ilhas

Chanceler da Alemanha diz que os EUA estão sendo ‘humilhados’ na guerra contra Irã
Fragata da Marinha chinesa navega em área não identificada durante exercício militar em setembro de 2025.
Yu Chuanjun e Liu Yuanquan/Ministério da Defesa da China
Taiwan informou ter detectado navios de guerra chineses e aeronaves operando em águas próximas às ilhas Penghu, no Estreito de Taiwan, nesta segunda-feira (27). O governo local afirmou ter mobilizado forças navais e aéreas para monitorar a situação.
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Em um primeiro momento, Taiwan disse que um destróier e uma fragata chineses entraram em águas ao sudoeste das ilhas Penghu, onde ficam importantes bases aéreas e navais de Taiwan, próximas ao lado taiwanês do estreito.
Mais tarde, o Ministério da Defesa informou ter detectado nove navios da Marinha chinesa e 22 incursões de aeronaves militares operando ao redor da ilha.
Segundo a pasta, 20 aeronaves cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan e entraram na zona de identificação de defesa aérea do território nas regiões norte e sudoeste.
O Exército de Taiwan afirmou que acompanhou de perto a movimentação e respondeu com o envio de forças navais e aéreas, sem dar mais detalhes.
O Ministério da Defesa de Taiwan divulga relatórios diários sobre aeronaves chinesas, mas raramente detalha a presença de navios de guerra, exceto em casos envolvendo porta-aviões, como ocorreu na semana passada.
O Ministério da Defesa da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No início do mês, a pasta afirmou que as atividades militares chinesas na região são “totalmente justificadas e razoáveis” e atribuiu as tensões ao governo de Taipé.
A China, que considera Taiwan parte do próprio território, envia quase diariamente aviões e embarcações militares para áreas ao redor de Taiwan, ações criticadas pelo governo taiwanês.
O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e afirma que apenas a população da ilha pode decidir o próprio futuro.
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Itamaraty confirma morte de dois brasileiros após ataques israelenses no Líbano

Chanceler da Alemanha diz que os EUA estão sendo ‘humilhados’ na guerra contra Irã
O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (27) que uma menina brasileira de 11 anos, sua mãe, também brasileira, e o pai, libanês, morreram após ataques israelenses no Líbano.
"O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel".
Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.
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Ainda segundo a nota, um dos filhos do casal — irmão da menina que morreu no ataque — foi levado para o hospital.
“A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty.
O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano.
Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país.
Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26).
REUTERS/Shir Torem
A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.
Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI.
Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo.
Prorrogação do cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.
A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

Chanceler da Alemanha diz que os EUA estão sendo ‘humilhados’ na guerra contra Irã

Chanceler da Alemanha diz que os EUA estão sendo ‘humilhados’ na guerra contra Irã
O chanceler alemão Friedrich Merz
REUTERS/Liesa Johannssen
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira (27) que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" na guerra contra o Irã. Segundo ele, parece faltar a Washington uma estratégia clara, e há dúvidas sobre como os EUA pretendem sair do conflito.
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"Os iranianos estão claramente mais fortes do que se esperava, e os americanos claramente não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações", disse Merz durante uma visita a uma escola em Marsberg, cidade de sua região natal, Sauerland.
"O problema com conflitos como este é sempre o seguinte: não basta entrar, é preciso também sair. Vimos isso de forma muito dolorosa no Afeganistão por 20 anos. Vimos isso no Iraque."
"No momento, não vejo qual saída estratégica os americanos vão escolher, sobretudo porque os iranianos estão claramente negociando de forma muito habilidosa – ou muito habilidosamente não negociando", afirmou.
Merz acrescentou que "uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, em particular pela chamada Guarda Revolucionária".
Como a guerra com o Irã afeta a Alemanha?
Irã entrega exigências para o fim da guerra
Merz disse que a situação no Oriente Médio tem provocado um forte efeito econômico negativo na Alemanha.
"No momento, é uma situação bastante complicada", afirmou. "E isso está nos custando muito dinheiro. Esse conflito, essa guerra contra o Irã, tem impacto direto sobre a nossa produção econômica."
O chanceler federal disse que a Alemanha mantém a oferta de enviar navios varredores de minas para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa uma grande parcela do fornecimento global de petróleo.
No entanto, segundo Merz, isso depende do fim prévio das hostilidades.
O chanceler federal ressaltou que a Alemanha precisa agora assumir um papel de liderança na União Europeia e destacou que o bloco tem 100 milhões de habitantes a mais do que os Estados Unidos.
"Se nos uníssemos de forma mais eficaz e fizéssemos mais coisas juntos, poderíamos ser pelo menos tão fortes quanto os Estados Unidos", afirmou.
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