Colômbia registra mais de 30 ataques de guerrilha desde sexta; nº de mortos em ataque com bomba vai a 21

Tiroteio em jantar: Casa Branca vai revisar segurança presidencial; hotel diz que operava sob orientação do Serviço Secreto
Estrutura de ônibus que explodiu em um atentado de grupos armados colombianos em frente a uma base militar no oeste da Colômbia, em 24 de abril de 2025.
Joaquín Sarmiento/ AFP
Pelo menos 31 ataques da guerrilha foram registrados no sudoeste da Colômbia durante o fim de semana, entre eles a detonação de uma bomba em uma rodovia que deixou 21 morto e 56 feridos, segundo o balanço mais recente do governo.
Desde a sexta-feira foram registradas 31 ações da guerrilha em três regiões do sudoeste do país, disse à AFP uma porta-voz das Forças Militares.
As autoridades atribuíram o atentado aos dissidentes da guerrilha das Farc que não aderiram ao acordo de paz de 2016. O grupo é comandado por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, que se financia principalmente com o tráfico de cocaína.
A "onda terrorista" é uma resposta a operações militares na região, assegurou o ministro Sánchez à Blu Radio, qualificando estas ações como "crimes de guerra".
O presidente Gustavo Petro tachou os guerrilheiros de "terroristas" e ordenou que a força pública redobre operações contra o grupo.
Os principais candidatos presidenciais também condenaram os atos de violência. O país vai às urnas no dia 31 de maio, em uma eleição que tem a segurança como um dos temas centrais.
Ataque a bomba deixa 20 mortos na Colômbia

Trens se chocam na Indonésia

Dois trens se chocaram nesta segunda-feira (27) na Indonésia, perto da capital Jacarta.
O acidente ocorreu em Bekasi, nos arredores da capital. Não havia notícias oficiais sobre vítimas ou feridos até a última atualização desta reportagem, mas sites de notícias da Indonésia falam de diversos feridos.
A batida ocorreu entre um trem de alta velocidade e outro urbano dentro da estação de Bekasi, segundo a porta-voz da operadora da linha de trens suburbanos, Karina Amanda, disse à agência de notícias Reuters.
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Esta reportagem está em atualização.

Ronald Reagan sofreu atentado no mesmo hotel onde tiros foram disparados em jantar com Trump

Tiroteio em jantar: Casa Branca vai revisar segurança presidencial; hotel diz que operava sob orientação do Serviço Secreto
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA
Um jantar que reunia jornalistas e autoridades em Washington terminou em pânico após um homem armado tentar invadir o local para atacar o presidente Donald Trump.
Em 1981, o então presidente Ronald Reagan sofreu uma tentativa de assassinato ao deixar um hotel na capital americana — o mesmo onde aconteceu o incidente desta semana. Na ocasião, Reagan foi baleado por um atirador e levado rapidamente para o hospital, sobrevivendo após atendimento de emergência.
Tiros em jantar com Trump: repórter da Globo relata evacuação, esquema de segurança e bastidores
Como era local de jantar de Trump que acabou em ataque a tiros
O ataque no sábado (25)
No episódio mais recente, durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, cerca de 2.500 pessoas estavam reunidas quando disparos foram ouvidos do lado de fora do salão. Agentes do Serviço Secreto entraram rapidamente no local, ordenaram que os presentes se abaixassem e iniciaram a retirada das principais autoridades.
Trump e a primeira-dama foram levados ao chão por segurança antes de serem escoltados para fora.
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. Segundo o próprio presidente, essa não foi a primeira vez que ele enfrentou uma situação do tipo. Nos últimos dois anos, ele já foi alvo de outras tentativas de ataque — incluindo um atentado durante um comício em 2024, quando foi atingido de raspão por um tiro.
De acordo com autoridades, o suspeito desta vez agiu sozinho e foi detido ainda dentro do hotel. Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas. Um agente federal chegou a ser atingido, mas não ficou ferido graças ao colete à prova de balas.
Segundo a imprensa americana, o homem enviou um manifesto à família pouco antes do ataque. No texto, ele zombava justamente da falta de segurança do hotel.
Falhas na segurança
A invasão expôs falhas no esquema de segurança do evento. Convidados relataram que não houve revista na entrada principal do hotel, e que o controle mais rigoroso acontecia apenas em um andar intermediário — justamente por onde o atirador passou.
Após o incidente, o jantar foi cancelado e o prédio evacuado. Trump afirmou que pretende que o evento seja remarcado em breve e declarou que não quer que o ataque impeça a continuidade da tradição.
Criado em 1921, o jantar dos correspondentes é um dos eventos mais simbólicos da política americana, reunindo presidentes, jornalistas e membros do governo em celebração à liberdade de imprensa. O histórico de episódios como os de Reagan e, agora, de Trump, reforça os desafios de segurança mesmo em ocasiões consideradas de alto controle institucional.
Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump que terminou em pânico em Washington
Reprodução/TV Globo

Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência

Tiroteio em jantar: Casa Branca vai revisar segurança presidencial; hotel diz que operava sob orientação do Serviço Secreto
Linha de produção da fábrica da Stellantis em Goiana (PE) tem produtos Fiat, Jeep e RAM
Divulgação / Stellantis
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Stellantis vai ampliar de forma significativa os investimentos em quatro marcas: Fiat, Jeep, Peugeot e RAM.
A definição de rumo, diz a agência, faz parte do plano que Antonio Filosa, CEO do grupo, deve apresentar no dia 21 de maio.
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Nessa data, a empresa deve detalhar a estratégia de longo prazo, com foco nas marcas mais populares e rentáveis.
De acordo com a Reuters, Filosa não pretende encerrar as operações de nenhuma outra marca do grupo.
A Stellantis reúne 14 marcas, entre elas Citroën, Opel, Leapmotor e Alfa Romeo. Segundo as fontes ouvidas pela agência, essas montadoras também receberão aportes, mas deverão usar as tecnologias das quatro marcas principais no desenvolvimento de novos veículos.
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Prejuízos em 2025
Em fevereiro deste ano, a Stellantis informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual).
O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado.
Leapmotor, marca chinesa de veículos eletrificados, pertence ao grupo Stellantis
Divulgação / Stellantis
O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo.
“Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirmou na época em nota Antonio Filosa.
Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita.
Antonio Filosa, CEO da Stellantis
Divulgação / Stellantis
“Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa.
Ao longo do ano passado, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora.
No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica.
Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos.
Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento.
A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.

Tiroteio em jantar: Casa Branca vai revisar segurança presidencial; hotel diz que operava sob orientação do Serviço Secreto

Tiroteio em jantar: Casa Branca vai revisar segurança presidencial; hotel diz que operava sob orientação do Serviço Secreto
Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai realizar nesta semana uma reunião sobre os protocolos de segurança presidencial, informou um alto funcionário da Casa Branca à Reuters.
O anúncio acontece após um homem invadir e abrir fogo em um jantar em que o presidente dos EUA, Donald Trump, se reunia com jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca neste sábado (25), em um hotel em Washington.
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Tiros em jantar: veja tudo o que se sabe até agora
Trump foi retirado às pressas, e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
O porta-voz do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, afirmou nesta segunda que o estabelecimento estava operando sob rígidos protocolos de segurança para a propriedade, conforme orientado pelo Serviço Secreto.
Segundo ele, o Serviço Secreto liderou a segurança do jantar, com equipes que incluíam a polícia local e a segurança do hotel.
Os jornalistas relataram que o esquema de segurança e revista para a entrada no jantar não foram rigorosos. A equipe da TV Globo que foi ao evento afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.
Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes.
Jonathan Ernst/Reuters
Atirador vai enfrentar ao menos duas acusações
O homem que invadiu, no fim de semana, o jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes deve responder a pelo menos dois crimes, disse nesta segunda-feira (27) a Procuradoria-Geral do Distrito de Columbia, onde ocorria o evento.
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, comparecerá nesta segunda à sua primeira audiência sobre o caso, em um tribunal de Washington.
Inicialmente, segundo anunciou a procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro, o atirador responderá a acusações por:
Crimes por porte de arma de fogo;
Crime por agressão a um agente federal com arma perigosa — o atirador disparou contra um dos agentes do Serviço Secreto que estavam no local, mas ele usava um colete à prova de balas e não foi atingido pelo tiro.
Outros crimes podem ser adicionados ao processo, disse Pirro. Mas também há a possibilidade de que outros tribunais e instâncias da Justiça norte-americana julguem o Allen.
O homem foi identificado como Cole Tomas Allen, um professor de 31 anos sem antecedentes criminais. Ele portava facas, uma espingarda e uma pistola ao ser detido. A polícia ainda investigava, nesta segunda, os motivos do crime, com base nas imagens e anotações de Allen.
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA