Putin diz que recebeu mensagem do líder supremo do Irã e afirma que fará tudo a seu alcance para ajudar o país

Após tiroteio em jantar, Casa Branca vai fazer reunião para avaliar segurança presidencial
O presidente russo Vladimir Putin cumprimenta o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araqchi durante uma reunião nesta segunda-feira (27)
Dmitri Lovetsky/Pool via REUTERS
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu nesta segunda (27) o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, em Moscou, e afirmou que recebeu uma mensagem do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sem detalhar o conteúdo, segundo a agência de notícias russa RIA.
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O presidente russo também pediu para Araqchi transmitir "votos de boa saúde" ao líder supremo. Mojtaba Khamenei deve usar uma prótese na perna e passar por cirurgia plástica após ficar gravemente ferido em ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Putin também afirmou que Moscou fará tudo o que estiver ao seu alcance para atender ao interesse do Irã e de outros países da região, de acordo com a agência. Os dois países são aliados históricos.
“De nossa parte, faremos tudo o que atenda aos seus interesses, aos interesses de todos os povos da região, para que a paz seja alcançada o mais rápido possível”, afirmou Putin.
Putin disse ainda que espera que o povo iraniano supere o que descreveu como um “período difícil” e que a paz prevaleça.
Ao chegar em Moscou, nesta segunda, o chanceler iraniano culpou os EUA pelo fracasso das negociações com o Paquistão, mediador da guerra entre o Irã e os EUA, segundo a mídia estatal iraniana.
"As exigências excessivas que fizeram e as abordagens incorretas que adotaram tornaram necessário consultarmos nossos amigos no Paquistão para examinar a situação atual", afirmou Araqchi.
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O significa ser o líder supremo no Irã: No sistema teocrático iraniano, concentra o poder máximo do Estado. O cargo é ocupado por um clérigo xiita escolhido por uma assembleia de 88 aiatolás. O líder supervisiona o presidente eleito e comanda instituições paralelas, incluindo a Guarda Revolucionária.
Irã faz proposta para reabrir Estreito de Ormuz
O Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval dos EUA às embarcações do país e do fim da guerra. A oferta, no entanto, adia as negociações sobre seu programa nuclear.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo site de notícias Axios e pela agência de notícias Associated Press.
Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, parece pouco propenso a aceitar a proposta, que foi repassada aos americanos pelo Paquistão, já que a reivindicação de que o Irã pare de enriquecer urânio é uma das principais demandas do país na guerra.
Além disso, Donald Trump já sinalizou que deseja manter o bloqueio naval contra o Irã.
À Fox News, Trump disse que está sufocando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de que isso leve Teerã a ceder nas próximas semanas. Especula-se que, nesta segunda-feira (27), a cúpula da Casa Branca realize uma reunião para tratar do assunto.
➡️ Há doze dias, o governo de Donald Trump anunciou que navios de guerra dos EUA começariam a bloquear a passagem de navios com relações com o Irã na entrada do Estreito de Ormuz. A medida foi uma retaliação à resistência do Irã em reabrir o tráfego naval no estreito.
O fim de semana foi marcado por frustrações na resolução do conflito: após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ao Paquistão, a mídia iraniana negou que ele negociaria diretamente com Washington. Foi então que o presidente americano cancelou novamente sua comitiva.
“Não vejo sentido em enviá-los em um voo de 18 horas na situação atual. É muito tempo. Podemos fazer isso igualmente bem por telefone. Os iranianos podem nos ligar se quiserem. Não vamos viajar só para ficar sentados lá”, disse Trump ao mesmo portal no sábado (25).
A nova proposta, que teria sido apresentada aos EUA por meio de mediadores paquistaneses, partiria de um cessar-fogo prorrogado por um longo período ou do fim permanente da guerra. Segundo a proposta, as negociações nucleares só começariam posteriormente, após a abertura do estreito e o levantamento do bloqueio.
Segundo o Axios, a Casa Branca recebeu a proposta, mas não está claro se os EUA estão dispostos a analisá-la.

De ICE para NICE: Trump apoia ideia de mudar a sigla da agência que caça imigrantes, posta porta-voz da Casa Branca

Após tiroteio em jantar, Casa Branca vai fazer reunião para avaliar segurança presidencial
Postagem do presidente dos EUA, Donald Trump, apoiando ideia de transformar a sigla ICE em NICE, em 25 de abril de 2026.
Reprodução/ Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou a ideia dada por uma usuária de redes sociais de mudar a sigla do ICE, a agência de Imigração e Fronteira dos EUA, para NICE, segundo postou a Casa Branca nesta segunda-feira (27).
➡️ A sugestão foi a de que o governo dos Estados Unidos mudasse o nome da agência para Fiscalização Nacional de Imigração e Alfândega, nome que, em inglês, vira o acrônimo NICE. Atualmente, a agência se chama Fiscalização de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).
O acrônimo sugerido também vira a palavra "nice", que, em inglês, significa "legal".
Nesta segunda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, postou uma reportagem da rede de TV norte-americana Fox News reportando que Trump apoiava a ideia. No fim de semana, o presidente norte-americano repostou em sua rede social Truth Social a ideia de uma usuária da rede social X e disse: "Ótima ideia. Faça isso".
No entanto, nem Trump, nem Leavitt haviam informado, até a última atualização desta reportagem, se a mudança será de fato aplicada.
Separação pelo ICE é a foto do ano do World Press Photo
👉 O ICE é a agência que vem aplicando, desde o início da nova gestão de Trump na Casa Branca, a política do presidente dos EUA de caçar e prender imigrantes nos Estados Unidos.
Mas, ao longo do ano passado, quando as ações começaram, as operações dos agentes do ICE foram angariando críticas até por parte da própria base de apoio a Trump.
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Trump apoia a ideia de mudar a sigla do ICE para NICE, posta porta-voz da Casa Branca

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Postagem do presidente dos EUA, Donald Trump, apoiando ideia de transformar a sigla ICE em NICE, em 25 de abril de 2026.
Reprodução/ Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou a ideia dada por uma usuária de redes sociais de mudar a sigla do ICE, a agência de Imigração e Fronteira dos EUA, para NICE, segundo postou a Casa Branca nesta segunda-feira (27).
➡️ A sugestão foi a de que o governo dos Estados Unidos mudasse o nome da agência para Fiscalização Nacional de Imigração e Alfândega, nome que, em inglês, vira o acrônimo NICE. Atualmente, a agência se chama Fiscalização de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).
O acrônimo sugerido também vira a palavra "nice", que, em inglês, significa "legal".
Nesta segunda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, postou uma reportagem da rede de TV norte-americana Fox News reportando que Trump apoiava a ideia.
No fim de semana, o presidente norte-americano repostou em sua rede social Truth Social a ideia de uma usuária da rede social X e disse: "Ótima ideia. Faça isso".
Separação pelo ICE é a foto do ano do World Press Photo
O ICE é a agência que vem aplicando, desde o início da nova gestão de Trump na Casa Branca, a política do presidente dos EUA de caçar e prender imigrantes nos Estados Unidos.

Trump força a barra ao promover seu controverso salão de festas, após tentativa frustrada de assassinato

Após tiroteio em jantar, Casa Branca vai fazer reunião para avaliar segurança presidencial
Trump detalha primeiros momentos após ataque
O presidente Donald Trump tem razão quando diz que o ataque de um lobo solitário ao hotel em Washington, onde ele e integrantes do governo participavam do jantar com jornalistas, não teria ocorrido se fosse no contestado salão de festas que planeja construir na Casa Branca.
Mas a simples mudança de endereço distorceria totalmente o significado do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tradicional desde 1921, no qual o presidente americano é convidado e não anfitrião.
Tiros em jantar: veja tudo o que se sabe até agora
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Logo após o grave e caótico incidente de sábado (25), Trump tentou mais uma vez forçar a barra para promover o seu almejado salão de baile, uma obra faraônica de US$ 400 milhões para mil convidados, numa área de 8.500 metros quadrados, na Ala Leste da Casa Branca.
Trump inicia construção de salão de baile de US$ 250 milhões na Casa Branca
Reprodução/TV Globo
O projeto está previsto para ser concluído até o fim do segundo mandato presidencial, em janeiro de 2029, apesar dos processos judiciais que vêm atrasando o cronograma. A construção do salão foi paralisada por uma decisão da Justiça, que manteve apenas as obras de segurança no subsolo, enfurecendo o presidente.
“O que aconteceu ontem à noite é exatamente o motivo pelo qual nossas Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças da Lei e, por diferentes razões, todos os presidentes dos últimos 150 anos, vêm EXIGINDO que um grande, seguro e protegido Salão de Baile seja construído NOS TERRENOS DA CASA BRANCA”, declarou Trump em sua rede social.
Ao tentar relacionar as falhas na segurança do evento à necessidade de um salão de festas na Casa Branca, o presidente claramente tira proveito político da terceira tentativa frustrada de ser assassinado, para promover o seu projeto. O momento é difícil para Trump, pressionado pela baixa popularidade e pelo beco sem saída em que se transformou a guerra contra o Irã.
"É por isso que precisamos de todos os atributos do que estamos planejando para a Casa Branca… Na verdade, é um salão maior e muito mais seguro. É à prova de drones. Tem vidro à prova de balas", justificou.
A situação vulnerável do Washington Hilton permitiu ao suspeito Cole Tomas Allen furar o bloqueio e abrir fogo, mas ele foi interceptado e preso por agentes do Serviço Secreto antes de chegar ao salão de festas onde o presidente estava.
Concebido para valorizar a liberdade de expressão, o jantar anual de correspondentes é um evento privado e independente, que perderia o sentido se realizado dentro da Casa Branca. E com o agravante de ser hospedado por um presidente, como o atual, que frequentemente desprestigia, com ataques agressivos, os jornalistas credenciados para cobrir o governo.
Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes.
Jonathan Ernst/Reuters

Após tiroteio em jantar, Casa Branca vai fazer reunião para avaliar segurança presidencial

Após tiroteio em jantar, Casa Branca vai fazer reunião para avaliar segurança presidencial
Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai realizar nesta semana uma reunião sobre os protocolos de segurança presidencial, informou um alto funcionário da Casa Branca à Reuters.
O anúncio acontece após um homem invadir e abrir fogo em um jantar em que o presidente dos EUA, Donald Trump, se reunia com jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca neste sábado (25), em um hotel em Washington.
Trump foi retirado às pressas, e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
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AO VIVO: Acompanhe as notícias sobre os tiros em jantar de Trump com jornalistas
Os jornalistas relataram que o esquema de segurança e revista para a entrada no jantar não foram rigorosos. A equipe da TV Globo que foi ao evento afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.
Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes.
Jonathan Ernst/Reuters
Atirador vai enfrentar ao menos duas acusações
O homem que invadiu, no fim de semana, o jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes deve responder a pelo menos dois crimes, disse nesta segunda-feira (27) a Procuradoria-Geral do Distrito de Columbia, onde ocorria o evento.
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, comparecerá nesta segunda à sua primeira audiência sobre o caso, em um tribunal de Washington.
Inicialmente, segundo anunciou a procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro, o atirador responderá a acusações por:
Crimes por porte de arma de fogo;
Crime por agressão a um agente federal com arma perigosa — o atirador disparou contra um dos agentes do Serviço Secreto que estavam no local, mas ele usava um colete à prova de balas e não foi atingido pelo tiro.
Outros crimes podem ser adicionados ao processo, disse Pirro. Mas também há a possibilidade de que outros tribunais e instâncias da Justiça norte-americana julguem o Allen.
O homem foi identificado como Cole Tomas Allen, um professor de 31 anos sem antecedentes criminais. Ele portava facas, uma espingarda e uma pistola ao ser detido. A polícia ainda investigava, nesta segunda, os motivos do crime, com base nas imagens e anotações de Allen.
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA