Após tiroteio em jantar, Casa Branca vai fazer reunião sobre a segurança presidencial

Putin diz que recebeu mensagem do  líder supremo do Irã, afirma agência
Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai realizar nesta semana uma reunião sobre os protocolos de segurança presidencial, informou um alto funcionário da Casa Branca à Reuters.
O anúncio acontece após um homem invadir e abrir fogo em um jantar em que o presidente dos EUA, Donald Trump, se reunia com jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca neste sábado (25), em um hotel em Washington.
Trump foi retirado às pressas, e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
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Os jornalistas relataram que o esquema de segurança e revista para a entrada no jantar não foram rigorosos. A equipe da TV Globo que foi ao evento afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.
Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes.
Jonathan Ernst/Reuters
Atirador vai enfrentar ao menos duas acusações
O homem que invadiu, no fim de semana, o jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes deve responder a pelo menos dois crimes, disse nesta segunda-feira (27) a Procuradoria-Geral do Distrito de Columbia, onde ocorria o evento.
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, comparecerá nesta segunda à sua primeira audiência sobre o caso, em um tribunal de Washington.
Inicialmente, segundo anunciou a procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro, o atirador responderá a acusações por:
Crimes por porte de arma de fogo;
Crime por agressão a um agente federal com arma perigosa — o atirador disparou contra um dos agentes do Serviço Secreto que estavam no local, mas ele usava um colete à prova de balas e não foi atingido pelo tiro.
Outros crimes podem ser adicionados ao processo, disse Pirro. Mas também há a possibilidade de que outros tribunais e instâncias da Justiça norte-americana julguem o Allen.
O homem foi identificado como Cole Tomas Allen, um professor de 31 anos sem antecedentes criminais. Ele portava facas, uma espingarda e uma pistola ao ser detido. A polícia ainda investigava, nesta segunda, os motivos do crime, com base nas imagens e anotações de Allen.
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA

Hezbollah afirma que vai adotar táticas de guerra dos anos 1980 e ‘ativar grupos suicidas’ no Líbano, diz jornal

Putin diz que recebeu mensagem do  líder supremo do Irã, afirma agência
Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26).
REUTERS/Shir Torem
O Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, afirmou nesta segunda-feira (27) ao site de notícias especializado no Oriente Médio Al Jazeeha, que vai usar táticas de guerra dos anos 1980 e ativar esquadrões suicidas para impedir que Israel estabeleça uma “base” no território Libanês.
“Grandes grupos de homens-bomba estão mobilizados no território ocupado, de acordo com planos previamente preparados”, afirmou a fonte, em referência às áreas do sul do Líbano controladas por Israel. “
A missão dos homens-bomba é entrar em confronto com oficiais e soldados inimigos nas vilas libanesas ocupadas”, afirmou uma liderança do Hezbollah à Al Jaheera.
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As declarações acontecem menos de uma semana após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a prorrogação de um cessar-fogo da guerra entre Israel e Hezbollah até a segunda quinzena de maio. Com ataques públicos dos dois lados, a efetividade da trégua tem sido questionada.
➡️A guerra entre Israel e Hezbollah já matou mais de 2,5 mil pessoas no Líbano desde que recomeçou no dia 2 de março. Segundo o exército israelense, o seu alvo no Líbano é o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel.
Israel e Hezbollah trocam ataques em meio a acusações de violação do cessar-fogo
Pelo menos 14 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano neste domingo (26). A informação é do Ministério da Saúde libanês.
A confirmação das mortes ocorre horas após as forças armadas de Israel emitirem ordens de retirada para o sul do Líbano, ordenando que os moradores deixassem sete cidades, além da "zona periódica" que ocupavam antes do cessar-fogo.
Uma porta-voz das forças armadas israelenses afirmou em um comunicado divulgado no X que o grupo armado libanês Hezbollah estava violando o cessar-fogo e que Israel tomaria medidas contra o grupo, orientando as pessoas a se dirigirem para o norte e oeste, afastando-se das cidades.
As cidades ficam ao norte do rio Litani e na zona sul do Líbano ocupadas por tropas israelenses, que apoiaram as operações militares apesar do cessar-fogo.
Já o Hezbollah afirmou que não irá interromper seus ataques contra tropas israelenses dentro do Líbano e contra cidades no norte de Israel enquanto Israel continuar suas “violações do cessar-fogo”.
O grupo apoiado pelo Irã acrescentou num comunicado que não esperaria pela diplomacia, que "se mostrou ineficaz", nem confiaria nas autoridades libanesas, que "falharam em proteger o país".
As Forças Armadas de Israel disseram ter interceptado três drones antes que eles cruzassem para o território israelense, após o soar de sirenes no norte de Israel.

China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York

Putin diz que recebeu mensagem do  líder supremo do Irã, afirma agência
De Nova York a Xangai: uma viagem nos trilhos da disputa entre EUA e China
A série especial Entre Dois Mundos, do Fantástico, coloca frente a frente os modelos de desenvolvimento da China e dos Estados Unidos. A reportagem mostrou que a comparação entre Xangai e Nova York vai além do contraste visual entre arranha-céus. Os números escancaram diferenças profundas em tempo, custo e forma de execução das obras — e ajudam a entender como cada cidade projeta seu crescimento.
De um lado, Nova York acumula projetos que levam décadas para sair do papel e consomem bilhões de dólares. Do outro, Xangai avança com obras concluídas em poucos anos e com custos significativamente menores.
Um dos exemplos mais emblemáticos está na conexão entre aeroporto e centro urbano. Em Nova York, um trecho de cerca de 13 quilômetros até o aeroporto exigiu anos de planejamento, custou cerca de US$ 2 bilhões e ainda assim não oferece alta velocidade. Na prática, o deslocamento completo pode ultrapassar uma hora.
Já em Xangai, o trem de levitação magnética — considerado o mais rápido do mundo — foi construído em apenas três anos, custou aproximadamente metade desse valor e faz o percurso em pouco mais de sete minutos.
China ou EUA: quem vai liderar o futuro? Série estreia mostrando as diferenças entre Xangai e Nova York
Obras que levam décadas de um lado e anos do outro
A diferença também aparece em grandes estações de transporte. Em Nova York, uma nova entrada da Penn Station custou cerca de US$ 1,6 bilhão e levou décadas desde a concepção até a entrega.
Em Xangai, a estação central foi construída em apenas três anos, por cerca de US$ 300 milhões — menos de um quinto do valor americano.
Além disso, a expansão da rede de metrô mostra ritmos distintos: embora tenha começado quase um século depois, o sistema de Xangai já supera o de Nova York em extensão e número de estações.
Por que a China constrói mais rápido e barato?
Especialistas apontam três palavras-chave para entender esse contraste: velocidade, escala e planejamento.
Na China, grandes projetos são padronizados e replicados em diferentes cidades, como “peças de Lego”, o que reduz custos por unidade.
Além disso, o planejamento centralizado permite que decisões sejam tomadas e executadas rapidamente, sem longos processos políticos ou disputas locais.
Outro ponto é a velocidade: quanto mais rápido uma obra é concluída, menor tende a ser o custo final — algo difícil de alcançar em sistemas com múltiplas etapas de aprovação.
Democracia x agilidade
Na China, o mesmo partido está no poder há quase 80 anos, o que permite pensar e executar obras de longo prazo sem interrupções eleitorais. Decisões são centralizadas e, quando o governo define uma área como prioritária, a execução é imediata — mesmo que isso signifique realocar bairros inteiros.
Em democracias como a americana, o processo é mais fragmentado. Cada obra precisa atravessar debates públicos, disputas políticas, interesses imobiliários e resistências locais. O resultado é um ciclo de atrasos, que encarece projetos e limita intervenções estruturais. Em alguns casos, a modernização necessária em cinco anos pode levar 50 anos para acontecer.
Dois modelos, dois custos
A comparação entre as duas cidades revela mais do que números: mostra como decisões políticas e econômicas impactam diretamente o bolso e o tempo das obras.
De um lado, Nova York enfrenta custos altos e prazos longos, influenciados por disputas políticas, interesses econômicos e participação social.
Do outro, Xangai avança com rapidez e menor custo, sustentada por planejamento centralizado e execução em larga escala.
No fim, a pergunta não é apenas quem constrói mais rápido ou mais barato — mas que tipo de cidade e de sociedade cada modelo está disposto a sustentar.
A diferença de preços e tempo das construções em Xangai em NY
Reprodução/TV Globo

4 presidentes americanos mortos e 3 feridos em atentados – a longa história de violência política nos EUA

O ataque ao ex-presidente Donald Trump durante um comício na Pensilvânia trouxe à tona o histórico de violência contra presidentes nos Estados Unidos.
Também reabriu o debate sobre o controle de armas, uma questão divisiva entre democratas e republicanos durante as eleições presidenciais.
Quatro dos 45 presidentes americanos em exercício foram assassinados: Abraham Lincoln (1865, por John Wilkes Booth), James A. Garfield (1881, por Charles J. Guiteau), William McKinley (1901, por Leon Czolgosz) e John F. Kennedy (1963, por Lee Harvey Oswald).
Além de Trump, dois foram feridos em tentativas de assassinato: Ronald Reagan, enquanto estava no cargo (1981, por John Hinckley Jr.), e o ex-presidente Theodore Roosevelt (1912, por John Schrank).
Em todos esses casos, os agressores utilizaram armas de fogo.
Reagan foi o último presidente dos EUA a sofrer um atentado a tiros, sendo gravemente ferido por um revólver calibre .22 disparado por John Hinckley Jr. enquanto ele deixava um hotel em Washington após um discurso.
Uma bala ricocheteou na limusine presidencial e atingiu Reagan abaixo da axila esquerda, levando-o a passar 12 dias no hospital antes de voltar à Casa Branca.
Alvejados, mas não feridos
Outros presidentes foram alvejados, mas não ficaram feridos.
Em 1933, um homem armado disparou cinco tiros contra o carro do então presidente eleito Franklin D. Roosevelt.
Roosevelt não foi atingido, mas o prefeito de Chicago, Anton Cermak, que estava conversando com Roosevelt depois que o recém-eleito presidente fez breves comentários ao público, foi ferido e morreu 19 dias depois.
Em setembro de 1975, o presidente Gerald Ford sobreviveu a duas tentativas separadas de assassinato — ambas por mulheres.
A primeira ocorreu em 5 de setembro, quando Lynette (Squeaky) Fromme, seguidora do líder de culto Charles Manson, tentou atirar em Ford enquanto ele caminhava por um parque em Sacramento, Califórnia, mas sua arma falhou e não disparou.
Em 22 de setembro, Sara Jane Moore, uma mulher com vínculos a grupos radicais de esquerda, disparou um tiro contra Ford quando ele saía de um hotel em San Francisco, mas errou o alvo.
Candidatos à presidência também não foram poupados, incluindo o senador Robert F. Kennedy, morto em 1968, e George Wallace, baleado e paralisado em 1972.
Em 1912, o ex-presidente Theodore Roosevelt foi atingido no peito por uma bala de calibre .38 enquanto fazia campanha para recuperar a Casa Branca.
No entanto, a maior parte do impacto da bala foi absorvida por objetos no bolso do peito do casaco de Roosevelt.
Mesmo ferido, Roosevelt prosseguiu para fazer um discurso de campanha com a bala ainda em seu peito.
Outras figuras com poder político significativo — embora não eleitas — também tiveram suas vidas interrompidas por tiros, especialmente Martin Luther King Jr. em 1968, apenas alguns meses antes da morte de Robert Kennedy.
"Em um país com mais armas do que pessoas, e onde as armas de fogo estão facilmente disponíveis, não é surpreendente que os ataques a tiros sejam o meio preferido para assassinar ou tentar assassinar detentores de cargos políticos", diz Thomas Klassen, professor da Escola de Política Pública e Administração da Universidade York no Canadá, em artigo no site acadêmico The Conversation.
Segundo o historiador James W. Clarke, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, a maioria dos perpetradores de tentativas de assassinato contra presidentes tinha motivações políticas e era considerada mentalmente sã, enquanto o manual jurídico do Departamento de Justiça sugere que uma grande maioria era insana.
Alguns assassinos, especialmente os com problemas mentais, agiram sozinhos, enquanto os com motivações políticas frequentemente agiram em grupo.
A maioria dos perpetradores foi presa e condenada à execução ou detenção prolongada em prisões ou hospitais psiquiátricos.
Polarização partidária
O atentado a Trump ocorre em um momento de intensa polarização política nos Estados Unidos.
Peter Baker, correspondente-chefe da Casa Branca do New York Times, observa que a violência política no país, especialmente abaixo do nível presidencial, está se tornando “cada vez mais partidária”.
Exemplos incluem os ataques à deputada democrata Gabrielle Giffords, gravemente ferida em 2011, e ao deputado Steve Scalise em 2017, ambos vítimas de atiradores.
Em 2022, um homem armado foi preso próximo à residência do juiz Brett Kavanaugh, da Suprema Corte. Ele contou às autoridades que sua intenção era assassinar Kavanaugh devido às suas opiniões conservadoras sobre aborto e controle de armas.
Mais tarde naquele ano, outro homem armado invadiu a casa de São Francisco da então presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e agrediu seu marido, Paul Pelosi, com um martelo.
O caso mais notório de violência política recente foi o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, por apoiadores de Trump tentando impedir a certificação da vitória eleitoral de Biden.
A Polícia do Capitólio investigou mais de 8 mil casos de ameaças envolvendo membros do Congresso no ano passado, um dos totais mais altos na história do departamento.
Baker observa que muitos desses incidentes recentes resultaram em “atribuições de culpa” em vez de uma “reflexão profunda sobre as causas”.
Após o ataque a Giffords, os democratas criticaram Sarah Palin por causa de um mapa divulgado por seu comitê de ação política, que destacava distritos, incluindo o de Giffords, como alvos potenciais, embora não houvesse evidências de que o atirador tivesse visto o mapa ou fosse motivado por ele.
Os democratas também acusaram Trump de incitar o ataque ao Capitólio com sua retórica inflamatória, citando diversos exemplos de seu histórico de encorajamento à violência.
Trump incentivou seus apoiadores a agredirem manifestantes em comícios, aplaudiu um congressista republicano por atacar um repórter, sugeriu que saqueadores e ladrões fossem mortos, ridicularizou o ataque contra Pelosi e prometeu perdões aos manifestantes envolvidos no incidente de 6 de janeiro.
Agora, depois do atentado a Trump, foi a vez de os republicanos reagirem, argumentando que Biden também contribui para o ambiente polarizado com sua linguagem agressiva.
J.D. Vance, senador republicano de Ohio e possível candidato a vice-presidente com Trump, afirmou que Biden centralizou sua campanha em retratar Trump como “um fascista autoritário” que precisa “ser detido a todo custo”, sugerindo que essa retórica contribuiu diretamente para o ataque contra o ex-presidente.
Scalise, vítima de um ataque em 2017, também criticou os líderes democratas.
“Durante semanas, líderes democratas têm alimentado uma histeria absurda de que a reeleição de Donald Trump significaria o fim da democracia na América", disse ele.
"Claramente, já vimos lunáticos da extrema esquerda agirem com base em retórica violenta no passado. Essa retórica incendiária deve parar”, afirmou ele.
Alguns líderes republicanos, no entanto, adotaram uma abordagem mais moderada, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, que criticou tanto Biden quanto Trump pela linguagem provocativa.
Biden, por sua vez, condenou veementemente o ataque contra Trump e enfatizou a necessidade de reduzir a temperatura política no país.
"A política nunca deve ser um campo de batalha literal, e muito menos um campo de matança”, disse ele em um raro discurso no Salão Oval.
Normalização da violência?
Para muitos observadores, esses eventos recentes levantam a preocupação de que a violência política esteja se tornando normalizada como parte das divisões partidárias nos Estados Unidos.
Um estudo realizado em maio destacou que uma minoria significativa de americanos justifica a violência para alcançar objetivos políticos, sublinhando a importância de uma maior intolerância à violência política como norma na sociedade americana.
No entanto, em entrevista ao New York Times, Garen J. Wintemute, diretor do Programa de Prevenção da Violência da Universidade da Califórnia, Davis, e principal autor do estudo, enfatizou que a maioria dos americanos rejeita a violência política.
"É crucial para essa maioria expressar suas opiniões de maneira repetida e pública", afirmou.
"Um clima de intolerância à violência reduz significativamente as chances de ocorrência de atos violentos. Como nação, enfrentamos a questão de se a violência se tornará parte da política americana. Cada um de nós, individualmente, deve responder: 'Não, se pudermos evitar'”, concluiu.
Este texto foi originalmente publicado em julho de 2024 e atualizado após o ataque de 25/04/2026.
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Putin diz que recebeu mensagem do líder supremo do Irã, afirma agência

Putin diz que recebeu mensagem do  líder supremo do Irã, afirma agência
O presidente russo Vladimir Putin durante uma reunião em 17 de fevereiro de 2026
Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS
O presidente da Rússia, Vladmir Putin, recebeu nesta segunda (27) o chanceler iraniano, Abbas Araqchi em Moscou, e afirmou que recebeu uma mensagem do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias russa RIA.
O presidente russo também afirmou que Moscou fará tudo o que estiver ao seu alcance no interesse do Irã e de outros países da região, de acordo com a agência. Os dois países são aliados históricos.
Putin também disse que espera que o povo iraniano supere o que descreveu como um “período difícil” e que a paz prevaleça. Os dois países são aliados históricos.
Ao chegar em Moscou, nesta segunda, o chanceler iraniano culpou os EUA pelo fracasso das negociações com o Paquistão, mediador da guerra entre Irã e EUA, segundo a mídia estatal iraniana.
"As exigências excessivas que fizeram e as abordagens incorretas que adotaram tornaram necessário consultarmos nossos amigos no Paquistão para examinar a situação atual", afirmou Araqchi.
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Novo líder do Irã receberá prótese na perna e deve passar por cirurgia plástica no futuro, diz jornal
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Irã faz nova prosposta para reabrir Estreito de Ormuz
O Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval dos EUA às embarcações do país e do fim da guerra. A oferta, no entanto, adia para o futuro as negociações sobre seu programa nuclear.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo site de notícias Axios e pela agência de notícias Associated Press.
Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, parece pouco propenso a aceitar a proposta, que foi repassada aos americanos pelo Paquistão, já que a reinvidicação de que o Irã pare de enriquecer urânio é uma das principais demandas do país na guerra.
Além disso, Donald Trump já sinalizou que deseja manter o bloqueio naval contra o país.
À Fox News, Trump disse que está sufocando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de que isso leve Teerã a ceder nas próximas semanas. Especula-se que, nesta segunda-feira (27), a cúpula da Casa Branca realize uma reunião para tratar do assunto.
➡️ Há doze dias, o governo de Donald Trump anunciou que navios de guerra dos EUA começariam a bloquear a passagem de navios com relações com o Irã na entrada do Estreito de Ormuz. A medida foi uma retaliação à resistência do Irã de reabrir o tráfego naval no estreito.
O fim de semana foi marcado por frustrações na resolução do conflito: após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ao Paquistão, a mídia iraniana negou que ele negociaria diretamente com Washington. Foi então que o presidente americano cancelou novamente sua comitiva.
“Não vejo sentido em enviá-los em um voo de 18 horas na situação atual. É muito tempo. Podemos fazer isso igualmente bem por telefone. Os iranianos podem nos ligar se quiserem. Não vamos viajar só para ficar sentados lá”, disse Trump ao mesmo portal no sábado (25).
A nova proposta, que teria sido apresentada aos EUA por meio de mediadores paquistaneses, partiria de um cessar-fogo prorrogado por um longo período ou do fim permanente da guerra. Segundo a proposta, as negociações nucleares só começariam em uma fase posterior, após a abertura do estreito e o levantamento do bloqueio.
Segundo o Axios, a Casa Branca recebeu a proposta, mas não está claro se os EUA estão dispostos a analisá-la.