Convidado que continuou comendo durante tiroteio em jantar viraliza e diz não ligar para memes: ‘São bobos’

Atirador em jantar com Trump deve ser acusado de ao menos dois crimes; audiência ocorre nesta segunda
Donald Trump é retirado de jantar para jornalistas em Washington
O agente de talentos Michael Glantz viralizou nas redes sociais por continuar comendo calmamente após tiros interromperem um jantar com jornalistas em Washington, na noite de sábado (25). Ele continuou sentado à mesa, enquanto outros convidados se jogavam no chão e as forças de segurança retiravam o presidente Donald Trump às pressas do local.
Em entrevista ao site TMZ, Glantz afirmou que foi um "momento horrível", mas que não se preocupou com ele mesmo. O agente de talentos afirmou que sua única preocupação durante a confusão foi com seu cliente, o jornalista Wolf Blitzer, que foi derrubado no chão.
Glantz afirmou ainda que os memes com sua imagem são "bobos", e que não se importa com eles.
Ao jornal "The New York Times", o agente de talentos afirmou que queria ver o que estava acontecendo:
“Sou nova-iorquino”, disse ele, “convivemos com sirenes e movimentação constante. Não fiquei com medo. Havia centenas de agentes do serviço secreto se atirando sobre mesas e cadeiras, e eu queria assistir".
Ainda, afirmou que por um problema na coluna não poderia se esconder abaixo das mesas e "se conseguisse, teriam que chamar alguém" para ajudá-lo. "E segundo, sou obcecado por higiene. De jeito nenhum eu ia vestir meu smoking novo naquele chão imundo do Hilton. Nem pensar.”
De smoking, Michael Glantz foi posteriormente identificado pelo jornal The Sun
Reprodução Redes X/@ChrisStephensMD
Veja o vídeo:
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Em outras filmagens do evento, após contornada a situação, é possível ver outros convidados pegando garrafas de vinho e espumante das mesas vazias. Também, tirando fotos com as bebidas.
O Jantar dos Correspondentes da Casa Branca havia acabado de servir o primeiro prato — uma salada — quando Cole Tomas Allen, de 31 anos, abriu fogo no saguão após passar correndo pelos agentes.
Glantz é um “superagente” da mídia americana — parte da Creative Artists Agency (conhecida pela sigla CAA), que representa pessoas conhecidas pelo público, incluindo o ex-presidente Joe Biden —, e pareceu não se abalar com o potencial perigo ao seu redor.
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Nas redes, usuários brincaram com a situação: "Cada um com suas prioridades", diz uma das publicações no X (antigo Twitter) apontando que Michael Glantz "continua comendo tranquilamente sua salada enquanto a sala é evacuada e outros parecem escondidos debaixo das mesas"; "não abandona sua salada e seu vinho", observa outro.
Um comentário em seu perfil no Instagram analisa: "A forma como você se manteve elegante e terminou a sua salada me diz que já esteve no caos antes e venceu".
Vídeo rodou o mundo e chamou atenção de usuários nas redes sociais
Reprodução Redes X e Instagram

Hezbollah afirma que vai adotar táticas de guerra dos anos 1980 e ‘ativar grupos de mártires’ no Líbano, diz jornal

Atirador em jantar com Trump deve ser acusado de ao menos dois crimes; audiência ocorre nesta segunda
Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26).
REUTERS/Shir Torem
O Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, afirmou nesta segunda-feira (27) ao site de notícias especializado no Oriente Médio Al Jazeeha, que vai usar táticas de guerra dos anos 1980 e "ativar gripos de mártires" nas vilas libanesas ocupadas pelo Exército israelense.
"Grandes grupos de 'mártires' estão se espalhando na área ocupada, de acordo com planos previamente preparados", disse o um líder do Hezbollah à Al Jazeeha. "A missão desses grupos é se confrontar diretamente com oficiais e soldados do inimigo nas vilas libanesas ocupadas".
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As declarações acontecem menos de uma semana após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a prorrogação de um cessar-fogo da guerra entre Israel e Hezbollah até a segunda quinzena de maio. Com ataques dos dois lados, a efetividade da trégua tem sido questionada.
➡️A guerra entre Israel e Hezbollah já matou mais de 2,5 mil pessoas no Líbano desde que recomeçou no dia 2 de março. Segundo o exército israelense, o seu alvo no Líbano é o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel.
A reportagem está sendo atualizada

Irã oferece aos EUA um acordo para reabrir Ormuz, mas adia negociações nucleares

Atirador em jantar com Trump deve ser acusado de ao menos dois crimes; audiência ocorre nesta segunda
Trump diz estar aberto a negociação com Irã, mesmo por telefone
O Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval dos EUA às embarcações do país e do fim da guerra. A oferta, no entando, adia para o futuro as negociações sobre seu programa nuclear.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo site de notícias Axios e pela agência de notícias Associated Press.
Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, parece pouco propenso a aceitar a proposta, que foi repassada aos americanos pelo Paquistão, já que a reinvidicação de que o Irã pare de enriquecer urânio é uma das principais demandas do país na guerra.
Além disso, Donald Trump já sinalizou que deseja manter o bloqueio naval contra o país.
À Fox News, Trump disse que está sufocando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de que isso leve Teerã a ceder nas próximas semanas. Especula-se que, nesta segunda-feira (27), a cúpula da Casa Branca realize uma reunião para tratar do assunto.
➡️ Há doze dias, o governo de Donald Trump anunciou que navios de guerra dos EUA começariam a bloquear a passagem de navios com relações com o Irã na entrada do Estreito de Ormuz. A medida foi uma retaliação à resistência do Irã de reabrir o tráfego naval no estreito.
O fim de semana foi marcado por frustrações na resolução do conflito: após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ao Paquistão, a mídia iraniana negou que ele negociaria diretamente com Washington. Foi então que o presidente americano cancelou novamente sua comitiva.
“Não vejo sentido em enviá-los em um voo de 18 horas na situação atual. É muito tempo. Podemos fazer isso igualmente bem por telefone. Os iranianos podem nos ligar se quiserem. Não vamos viajar só para ficar sentados lá”, disse Trump ao mesmo portal no sábado (25).
A nova proposta, que teria sido apresentada aos EUA por meio de mediadores paquistaneses, partiria de um cessar-fogo prorrogado por um longo período ou do fim permanente da guerra. Segundo a proposta, as negociações nucleares só começariam em uma fase posterior, após a abertura do estreito e o levantamento do bloqueio.
Segundo o Axios, a Casa Branca recebeu a proposta, mas não está claro se os EUA estão dispostos a analisá-la.
Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025
Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo

Rei Charles III visita os EUA mesmo após tiroteio em jantar com Trump; o que esperar da visita

Atirador em jantar com Trump deve ser acusado de ao menos dois crimes; audiência ocorre nesta segunda
Rei Charles III em 2022
Hollie Adams/Reuters
O rei Charles III inicia nesta segunda-feira (27) uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, onde será recebido pelo presidente Donald Trump, em um momento em que a relação entre Londres e Washington, aliados históricos, está abalada.
A viagem, planejada antes da guerra com o Irã, marca os 250 anos da independência americana. A segurança do monarca foi reforçada após um homem armado invadir, no sábado (25) à noite, um jantar com a imprensa, com a intenção de atirar em Trump. Apesar do incidente, a visita foi mantida.
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Trata-se de uma viagem arriscada do ponto de vista diplomático, mas também de uma oportunidade para tentar reaquecer a chamada “relação especial” entre Estados Unidos e Reino Unido. Alguns historiadores britânicos classificam o momento como a pior crise anglo-americana em um século.
Charles III chega a Washington com a missão de apaziguar um presidente considerado imprevisível, mas que demonstra respeito e admiração pelo monarca. Tradicionalmente, a monarquia britânica defende valores como democracia, liberdade e paz, princípios que vão de encontro à atual situação geopolítica no Oriente Médio.
A visita foi organizada antes da ofensiva de Trump e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contra o Irã. Após intensos debates, o compromisso foi mantido na agenda do rei, que, além de representar o governo britânico, é também comandante-chefe das Forças Armadas.
Trump tem criticado publicamente o primeiro-ministro Keir Starmer. Já chamou os porta-aviões britânicos de “brinquedos”, além de fazer outras comparações ofensivas ao que historicamente é seu principal aliado. Em uma delas, afirmou que Starmer “não é Winston Churchill”.
O rei também é chefe da Igreja Anglicana, e a imagem, posteriormente apagada, criada por inteligência artificial que mostrava Trump como Jesus não é exatamente confortável para Charles III. É nesse cenário turbulento que o rei e a rainha Camila terão de atuar.
Caso Epstein e Malvinas
Ex-príncipe Andrew é preso em meio a investigação sobre ligações com Epstein
O escândalo envolvendo o irmão do rei, Andrew Mountbatten-Windsor, e o pedófilo Jeffrey Epstein ainda paira sobre a monarquia.
Charles III foi criticado por se recusar a se encontrar com sobreviventes de Epstein durante a visita. Como gesto compensatório, a rainha Camila deverá conversar com vítimas de violência doméstica.
O caso também atinge o governo de Keir Starmer, que enfrentou uma semana difícil após revelações de que o embaixador indicado para Washington — também ligado a Epstein — não havia sido aprovado em processos de segurança, mas assumiu o cargo mesmo assim.
Para agravar o cenário, um e-mail do Pentágono vazado na semana passada indicou que os Estados Unidos poderiam rever o apoio ao Reino Unido na questão da soberania das Ilhas Malvinas.
O governo britânico reagiu rapidamente, reafirmando que o arquipélago — ainda alvo de disputa — pertence ao Reino Unido desde 1833, e não à Argentina.
Embora a Casa Branca não tenha se pronunciado oficialmente, o documento é interpretado como uma forma de pressionar membros da OTAN que, na visão de Trump — especialmente Reino Unido e Espanha —, não estariam oferecendo apoio suficiente à guerra contra o Irã.
Além disso, Trump é alinhado politicamente com o presidente argentino Javier Milei.
Segurança reforçada e agenda oficial
O Palácio de Buckingham e o governo americano trabalham em conjunto para garantir a segurança dos monarcas após o incidente de sábado. A agenda pode sofrer ajustes, mas a visita está confirmada.
Charles III e a rainha Camila chegam a Washington nesta segunda-feira, participam de um chá privado com Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, e seguem para uma recepção no jardim da Casa Branca.
Na terça-feira, o rei será recebido com honras militares e terá um encontro privado com Trump, inicialmente sem a presença da imprensa. À tarde, fará um discurso no Congresso americano e, à noite, participará de um banquete oficial.
Na quarta-feira, o casal segue para Nova York, onde prestará homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro e participará de um evento com representantes das indústrias criativas.
Na quinta-feira, a agenda continua no estado da Virgínia, em celebrações pelos 250 anos da independência americana.
Serão quatro dias intensos, com diversas ocasiões para discursos públicos que devem ser analisados com atenção. A expectativa é que o rei consiga, como sugeriu Trump, contribuir para a reaproximação entre os dois países.

Atirador em jantar com Trump deve ser acusado de ao menos dois crimes; audiência ocorre nesta segunda

Atirador em jantar com Trump deve ser acusado de ao menos dois crimes; audiência ocorre nesta segunda
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA
O homem que invadiu, no fim de semana, o jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes deve responder a pelo menos dois crimes, disse nesta segunda-feira (27) a Procuradoria-Geral do Distrito de Columbia, onde ocorria o evento.
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, comparecerá nesta segunda à sua primeira audiência sobre o caso, em um tribunal de Washington.
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Inicialmente, segundo anunciou a procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro, o atirador responderá a acusações por:
Crimes por porte de arma de fogo;
Crime por agressão a um agente federal com arma perigosa — o atirador disparou contra um dos agentes do Serviço Secreto que estavam no local, mas ele usava um colete à prova de balas e não foi atingido pelo tiro.
Outros crimes podem ser adicionados ao processo, disse Pirro. Mas também há a possibilidade de que outros tribunais e instâncias da Justiça norte-americana julguem o Allen.
➡️ O jantar, evento anual tradicional em que o presidente dos EUA se reúne com correspondentes que cobrem a Casa Branca, ocorria na noite de sábado (25) em um hotel em Washington quando foi interrompido após tiros serem ouvidos. Donald Trump foi retirado às pressas, e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
O homem foi identificado como Cole Tomas Allen, um professor de 31 anos sem antecedentes criminais. Ele portava facas, uma espingarda e uma pistola ao ser detido. A polícia ainda investigava, nesta segunda, os motivos do crime, com base nas imagens e anotações de Allen.
O jantar foi interrompido, e jornalistas e autoridades do alto escalão do governo Trump que estavam no local se agacharam. Trump, a primeira-dama, Melania Trump, e o vice-presidente, JD Vance, que estavam em uma mesa em um palco do salão, além das outras autoridades, foram retirados do local, e os jornalistas permaneceram para checagens de agentes do Serviço Secreto.
Os jornalistas relataram que o esquema de segurança e revista para a entrada no jantar não foram rigorosos. A equipe da TV Globo que foi ao evento afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.
FALTA DE SEGURANÇA E SEM IDENTIFICAÇÃO: as falhas no evento de Trump que terminou em pânico em Washington
Homem é detido no chão por agentes de segurança em imagem divulgada por Donald Trump após tiros disparados em jantar de correspondentes da Casa Branca com presidente dos EUA, em Washington, nos EUA, em 25 de abril de 2026.
Reprodução/ Truth Social